Vitamina D, com “D” de determinante

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Similar a um hormônio, elemento atua como modulador no organismo.

De todos os elementos necessários ao bom funcionamento do corpo humano, um tem sido cada vez mais considerado um parente muito próximo dos hormônios, por sua atuação no organismo: a vitamina D. Agindo como um agente modulador, ela tem como grande função aumentar a absorção de cálcio intestinal a partir da radiação ultravioleta – processo que pode ser auxiliado por uma alimentação direcionada. Essa química traz inúmeros benefícios, alguns dos quais ainda estão sendo pesquisados.

Diretamente associada à exposição ao sol (20 minutos diários são suficientes), a produção de vitamina D no organismo pode e deve receber o auxílio de uma dieta adequada e da suplementação , cada vez mais usada, em razão de um estilo de vida em que as pessoas não tornam sol ao longo do dia. De acordo com a nutricionista Juliana Rocha .( CRN2 7615), que tem especialização em Nutrição Clínica, Prática Ortomolecular e Nutrição Esportiva, existem boas fontes alimentares ricas em vitamina D. São ótimos exemplos os óleos de peixe, em especial o de fígado de bacalhau, gema de ovo, leite, manteiga, salmão, sardinha, atum, batata-doce e óleos vegetais”, indica.

Segundo a nutricionista, a vitamina D é necessária em todos os ciclos da vida, desde o nascimento até a velhice. Para cada idade, existe uma recomendação, que pode variar dependendo do tratamento, da patologia ou da simples reposição. Entre as benesses promovidas por sua ação no organismo estão o auxílio à integridade óssea, o aumento da função neuromuscular e a modulação do sistema imunológico.

“Ela também vem sendo considerada uma vitamina anticâncer, principalmente quando administrada em doses mais elevadas. E tem a capacidade de modular os níveis de insulina produzidos pelo pâncreas, além de um papel importante de suporte no desenvolvimento e nas funções cerebrais”, enumera Juliana.

       

Cérebro

O cérebro, aliás, é um dos órgãos mais beneficiados pela vitamina D, já que possui grande número de receptadores para esse elemento. As ações bioquímicas do sistema nervoso ainda são objeto de muitos estudos. No entanto, já se sabe que a vitamina D pode reduzir a incidência de inflamação cerebral e reduzir quadros de depressão, ansiedade, ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, riscos de suicídio e outros distúrbios de comportamento originados por uma possível inflamação crônica do tecido cerebral.

uliana alerta, porém, para os riscos de efeitos colaterais. “Existem relatos de toxicidade de vitamina D pelo seu uso indiscriminado e excessivo, o que pode gerar perda do mecanismo de regulação urinária, aumento da taxa de filtração glomerular, hipercalciúria, calcinose, anorexia, náuseas, vômitos, hipertensão e encefalopatia hipertensiva”, adverte.

Texto de: Juliana Rocha – Nutricionista – CRN 27615

Fonte: Revista Longevidade em Foco

 

 

 

 

       

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