Teste de Intolerância à Lactose: Preços e Efeitos Colaterais

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Você sabia que 75% das pessoas no mundo pode apresentar algum nível de intolerância à lactose? Você, por acaso, já fez algum teste de intolerância à lactose ou sabe, ao menos, do que se trata?

Bem, a lactose é uma substância produzida pelas glândulas mamárias dos mamíferos e exclusivamente presente no leite desses animais. Portanto, é uma substância altamente consumida por nós através de alimentos como o leite de vaca, cabra, entre outros, e seus derivados como iogurtes, queijos, manteiga, chocolates, etc.

Para se ter uma ideia, o leite de vaca possui 4,7% de lactose, e o leite materno é um dos mais concentrados, cerca de 7,2%. Por ser um carboidrato, quando sintetizada é transformada em açúcar (glicose do leite) e, por isso é responsável pelo sabor adocicado desses alimentos lácteos.

Já a intolerância à lactose é a incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar do leite e seus derivados, devido a uma insuficiência do organismo de produzir ou não a quantidade necessária de lactase, enzima responsável pela quebra e decomposição da lactose. Com isso, essa substância chega ao intestino inalterada, causando uma série de desconfortos e distúrbios aos seus intolerantes.

O problema é que muita gente pode apresentar os sintomas e algum nível de intolerância à lactose e não saber que é essa a causa dos seus problemas intestinais e gástricos. Por esta razão, o teste de intolerância à lactose tem se tornado muito importante para diagnosticar o problema.

Se este é o seu caso, não se preocupe. O artigo abaixo vai esclarecer todas as suas dúvidas e auxiliar você a se preparar para o teste de intolerância à lactose e às mudanças que farão parte na sua vida, caso seja esse o seu diagnóstico.

Vamos lá!

O que é lactose?

teste de intolerância à lactose é feito para medir a quantidade de lactose processada no organismo.
A lactose é um carboidrato presente no leite animal.

A lactose é um hidrato de carbono, mais conhecido por carboidrato, de estrutura química composta por um dissacarídeo com 2 monossacarídeos, a glicose e a galactose. É uma substância produzida apenas pelas glândulas mamárias dos animais mamíferos, portanto exclusiva do leite de origem animal e seus derivados.

Ao ingerir alimentos que contém lactose, o organismo inicia o processo de hidrolização ou hidrólise, que consiste em transformá-la em substâncias mais simples, a glicose e galactose, através da ação da lactase, uma enzima produzida no intestino delgado responsável pela quebra dessa substância.

A partir disso, a glicose é utilizada como fonte de energia pelo organismo, enquanto a galactose compõe os glicolipídeos e glicoproteínas, que desempenham diversas outras ações no nosso organismo.

Quando o organismo não consegue produzir a lactase, tem uma dificuldade de produção ou deficiência de atuação enzimática, a quebra das moléculas de lactose fica comprometida, fazendo com que a substância chegue inalterada ao intestino grosso.

Ali, a lactose se acumula e começa a fermentar devido à presença de bactérias intestinais responsáveis pela fabricação do ácido lático e gases, que promovem maior retenção de água e  alterações gastrointestinais, como a constipação (prisão de ventre), diarréia e cólicas.

É à essa condição de deficiência na degradação da lactose que damos o nome de intolerância à lactose, que ao invés de gerar energia para o organismo, resulta em sintomas variados que prevalecem no sistema digestivo.

Para que serve o teste de intolerância à lactose?

O teste de intolerância à lactose serve para diagnosticar a insuficiência do organismo em processar a substância.
O teste de intolerância à lactose serve para diagnosticar a insuficiência do organismo em processar a substância.

O teste de intolerância à lactose serve para avaliar a capacidade do intestino em absorver e processar a lactose dos alimentos. Ele faz necessário quando há suspeitas de intolerância à lactose na presença de sintomas de problemas gastrointestinais. Em geral, o diagnóstico pode ser confirmado rapidamente após realizado o teste.

O exame tradicional consiste na coleta de sangue do paciente em jejum, a fim de verificar os níveis glicêmicos presentes no sangue. Nesse exame, o sangue coletado é manipulado junto a uma quantidade determinada de lactose líquida, repetindo novas coletas a cada 30 minutos, para medir a taxa de glicose sanguínea a cada amostra.

Caso as enzimas lactase estiverem atuando corretamente, a taxa glicêmica sofrerá alteração de ao menos 20mg/dL em relação ao valor em jejum. Caso a variação seja menor, confirma-se a suspeita de intolerância à lactose. No entanto, não se pode medir o grau da intolerância ou a quantidade de lactose que possa ser ingerida sem apresentar sintomas.

Há, ainda duas outras opções de exames: o de hidrogênio, feito através da ingestão de lactose líquida para medir através do hálito a concentração de hidrogênio expelido ou expirado; e o exame medidor de ácidos, que investiga a acidez presente nas fezes. Leia mais sobre eles mais adiante em Diagnóstico da intolerância à lactose.

Tipos de intolerância à lactose

O teste de intolerância à lactose vai determinar o grau de intolerância.
O teste de intolerância à lactose vai determinar o grau e o tipo de intolerância.

Segundo pesquisas, 75% da população possui algum grau de intolerância à lactose. No entanto, apesar de bastante comum, tem gente que nem se dá conta da condição conseguindo ser bem tolerada.

Isso porque há pessoas com a deficiência enzimática leve e assintomática, mesmo consumindo alimentos lácteos. Já outras apresentam logo vários sintomas ao ingerir qualquer alimento que contenha lactose. Sendo assim, a intolerância pode ser classificada de 3 formas:

Deficiência congênita

A deficiência congênita é a forma mais rara, de ordem genética, sendo caracterizada por uma má formação crônica na produção enzimática de lactase. Ou seja, a pessoa já nasce sem condições de produzir lactase ou de degradar corretamente a substância, e por isso o problema é diagnosticado nos primeiros anos de vida.

Deficiência primária

A deficiência primária é a forma mais comum das intolerâncias à lactose e permanente, sendo  caracterizada pela diminuição natural e progressiva na produção de lactase. Normalmente, isso começa a ocorrer na adolescência e vai até o fim da vida.

Mas é possível também que ocorra a partir dos 4 a 6 anos de idade, se acentuando com o tempo e diminuindo cada vez mais a digestão da lactose.

Isso porque nos primeiros meses de vida, a produção de lactase é maior devido o consumo essencialmente de leite materno. Depois, com o tempo a dieta é modificada e o organismo é obrigado a alterar a produção da quantidade de enzimas para se adequar.

No entanto, às vezes essas mudanças acabam diminuindo demais a quantidade de enzimas, acarretando na intolerância. Neste caso, recomenda-se evitar alimentos que contenham leite e substituí-los por versões sem lactose.

Leia mais: Intolerância à lactose na terceira idade: 3 coisas para deixar o seu dia mais leve.

Deficiência secundária

No caso de uma deficiência secundária, a intolerância à lactose se dá por conta de fatores secundários, como doenças intestinais (diarreias, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca ou alergia à proteína do leite), podendo ser temporária e desaparecer ou amenizar com o controle da doença causadora.

Por exemplo, no caso da doença celíaca, o intestino costuma ficar irritado após a injeção de glúten, e por isso desenvolve um grau de intolerância ao açúcar do leite. No entanto, com a reestabilização intestinal, a lactose passa a ser digerida normalmente.

Diferenças entre alergia e intolerância à lactose

Apesar da intolerância à lactose poder ser diagnosticada, a condição pode ser facilmente confundida com alergia à proteína do leite.

A alergia é uma resposta imunológica adversa do organismo às proteínas do leite, que costuma se manifestar após a ingestão de qualquer alimento que contenha leite ou derivados, iniciando um processo de defesa.

Nas alergias, as consequência podem ser bastante variadas, envolvendo diferentes órgãos e partes do corpo. Em geral, há coceira, manchas na pele, dificuldade respiratória e disfunções gastrointestinais.

A alergia é mais comum nos primeiros anos de vida, ao passo que o organismo ainda está em fase de adaptação e pode responder alergicamente a diversas substâncias e nutrientes. No entanto, a tendência é a alergia desaparecer ainda durante a infância.

Normalmente, as pessoas apresentam alergia ao leite de vaca e os sintomas mais comuns são alterações no intestino, na pele e no sistema respiratório (tosse e bronquite).

Já a intolerância à lactose, como já dissemos, é um distúrbio digestivo associado à uma insuficiência da ação enzimática na produção de lactase pelo intestino delgado. Os sintomas vão variar de acordo com a quantidade de leite e derivados ingeridos.

No caso de uma intolerância, o tratamento pode aliar medicamentos para suplementar as enzimas, a fim de degradar corretamente a lactose, sem prejudicar o organismo.

Quando fazer o teste de intolerância à lactose?

Em geral, o teste de intolerância à lactose solicitado no caso de suspeitas de má digestão da substância diante de sintomas como gases, vômitos, refluxo, diarreia ou constipação, distensão abdominal e estufamento.

Assim como também em casos de histórico familiar ou doenças do trato intestinal e autoimunes, como doença celíaca, devido a elevada incidência de intolerância em diagnósticos autoimunes.

No entanto, intolerâncias de baixo grau podem não apresentar sintomas ou desconfortos, mesmo com a ingestão de alimentos derivados de leite diária. Porém, no caso de doses maiores, os sintomas podem ocorrer.

De qualquer forma, o teste de intolerância à lactose é importante, pois algumas doenças podem se confundir com o diagnóstico. Assim, é fundamental poder eliminar de forma efetiva outras causas. Entre as doenças mais comumente confundidas, estão a:

  • Alergia à proteína do leite (caseína);
  • Síndrome do intestino irritável;
  • Doença celíaca;
  • Doença de Crohn;
  • Colite ulcerativa;
  • Alergias alimentares;
  • Endometriose.

Quem não deve fazer o teste de intolerância à lactose?

À princípio, não há contraindicações para se realizar o teste de intolerância à lactose, pois a quantidade de lactose ingerida para o exame não representa riscos à saúde, mesmo em casos de alta sensibilidade.

No entanto, alérgicos à proteína do leite com alta sensibilidade não devem realizar o exame, sob risco de choque anafilático. Além disso, há laboratórios que não recomendam o exame para diabéticos, devido às alterações ocasionadas pela carência de insulina.

Sintomas da intolerância à lactose

O teste de intolerância à lactose pode ser feito mediante a apresentação de sintomas comuns.
O teste de intolerância à lactose pode ser feito mediante a apresentação de sintomas comuns.

Em caso de intolerância à lactose os sintomas vão se concentrar no sistema digestivo e podem melhorar evitando o consumo de produtos lácteos.

Normalmente, os sintomas costumam surgir logo após ou algumas horas depois da ingestão desses alimentos. Como por exemplo, leite, seus derivados e alimentos que contenham leite em sua composição.

Assim, os sintomas mais comuns da intolerância à lactose são:

  • Dor e distensão abdominal;
  • Cólicas localizadas ao redor do umbigo e ou embaixo do ventre;
  • Diarreia;
  • Prisão de ventre;
  • Gases e flatulência;
  • Ardor anal e assaduras, devido às fezes mais ácidas;
  • Fezes volumosas, aquosas e espumantes;
  • Náuseas e vômitos ocasionais;
  • Perda de peso e crescimento lento em crianças pequenas e bebês.
       

Importante: os sintomas de intolerância à lactose podem variar, de acordo com a dieta, funcionamento do intestino de cada indivíduo, e presença ou não de doenças intestinais associadas.

Diagnóstico da intolerância à lactose

A intolerância à lactose é diagnosticada a partir dos sintomas e exames clínicos feitos por um gastroenterologista, clínico geral ou médico de família, que sob suspeita, poderão solicitar um teste de intolerância à lactose.

O teste de intolerância à lactose pode ser feito de cinco formas diferentes: exame de sangue, teste genético, teste de hidrogênio na respiração, biópsia intestinal e teste de acidez nas fezes, que podem ser realizados em clínicas e laboratórios.

1 – Teste de intolerância à lactose: Exame de sangue

Esse exame é o mais simples e o mais comum de todos, sendo oferecido gratuitamente pelo SUS. Para fazer o exame, a pessoa toma uma dose de uma solução rica em lactose em pó dissolvida em água, em jejum de 8 horas. Depois de algumas horas, passa-se a colher amostras de sangue de meia em meia hora para medir os níveis de glicose no sangue.

A coleta de sangue é realizada na veia, podendo manter o acesso no local nas demais coletas, evitando mais de uma incisão. A quantidade de sangue coletada pode variar entre 2 mL e 5 mL.

No caso da função lactase adequada, os níveis de glicemia devem se elevam até 20mg/dL em relação aos valores na primeira coleta, antes da ingestão da lactose. Caso os níveis de glicemia permanecerem inalterados, o diagnóstico é de intolerância.

2 – Teste de intolerância à lactose: Medição de hidrogênio expirado

O teste de medição de hidrogênio expirado consiste em ingerir, sob jejum de 12 horas e uma dieta restrita no dia anterior ao exame, uma substância rica em lactose, para que após algumas horas (períodos de 15 ou 30 minutos), seja medida a taxa de hidrogênio durante a expiração. O tempo total do exame é de 2 a 4 horas.

Para realizar o exame, o paciente faz uma dieta no dia anterior evitando alimentos que favoreçam a fermentação no intestino para não produzir gases e resultar em um falso positivo. Como por exemplo, verduras, bebidas alcoólicas, sorvetes, doces industrializados, feijão, macarrão, produtos enlatados e carnes processadas, entre outros.

Além disso, o paciente não deve ter tomado antibióticos nos últimos 7 dias, evitar laxantes 2 semanas antes do exame, não deve fumar antes do teste e, também, não deve ter realizado exame de colonoscopia há menos de 4 semanas.

No caso de crianças de 1 a 4 anos, o jejum deve ser de apenas 6 horas, e acima dos 5 anos de idade, o jejum é de 8 horas, dependendo do laboratório.

Durante o exame, o paciente assopra lentamente um aparelho para medir a concentração basal de hidrogênio. Em seguida, ingere uma pequena quantidade de lactose diluída em água e sopra novamente o aparelho a cada 30 minutos, durante um período de 3 horas.

Caso seja alta, isso indica que a lactose não está sendo absorvida pelo organismo de forma adequada, resultando na possibilidade de intolerância à lactose elevada.

Isso porque no caso da intolerância, o intestino fermenta a lactose que não está sendo degradada. Essa fermentação produz gases (hidrogênio), que são absorvidos e levados ao pulmão, sendo expelidos pela respiração. Sob condições normais, essa quantidade de hidrogênio expelida é bem menor.

3 – Teste de intolerância à lactose: Deposição de ácidos nas fezes

O teste de fezes é o menos utilizado. No entanto, consiste na coleta de uma amostra fezes recém eliminada pelo indivíduo para medir a sua acidez devido a presença de ácido láctico e ácidos graxos. No caso de uma acidez elevada, isso indicará uma intolerância à lactose.

Isso porque em caso de intolerância, a má digestão e consequente fermentação da lactose no intestino provoca um acúmulo de ácidos nas fezes.

4 – Teste de intolerância à lactose: Exame genético

O exame genético é feito para diagnosticar a intolerância primária através da coleta de material genético, como uma amostra de sangue ou saliva, a fim de analisar as estruturas do DNA e identificar variantes genéticas comuns à intolerância à lactose.

5 – Teste de intolerância à lactose: Biópsia intestinal

Esse exame é mais raro de ser realizado por ser muito invasivo e necessitar de anestesia, comparado aos outros métodos laboratoriais. A biópsia é feita através de um exame de endoscopia intestinal, retirando uma pequena amostra do tecido do intestino para verificar a presença da enzima lactase. Neste caso, o paciente não precisa ingerir lactose.

Interpretação dos resultados dos testes

Para realizar os exames, seja ele qual for, é importante seguir as instruções do laboratório ou médico especialista para que os resultados não sejam alterados. De um modo geral, o jejum vai garantir que nenhum medicamento ou alimento interfira nos resultados.

No caso da medição de hidrogênio, é preciso seguir à risca as orientações para não fumar antes ou durante o teste, realizar a dieta restritiva, não tomar laxantes ou diuréticos, ou ter feito exames de contraste, coloscopia ou ter tomado antibióticos recentemente.

A interpretação dos testes é feita por um médico especialista, capaz de comparar os valores obtidos, considerando também o histórico pessoal e médico do paciente. No entanto, as alterações da tolerância à lactose podem apresentar valores como as seguintes referências:

Resultados durante o exame de sangue

Normalmente, a glicemia em jejum, em não diabéticos, costuma ficar entre 70mg/dL e 90mg/dL. Portanto, quando ingerimos a lactose, é normal um aumento de 20mg/dL.

Assim, a intolerância à lactose, após ingerido a lactose líquida, vai indicar valores abaixo de 20mg/dL ou nenhuma alteração. Por exemplo:

  • Lactose de jejum (basal): 91,00 mg/dL;
  • Lactose após 15 minutos: 101,00 mg/dL (elevação de 10mg/dL comparada à basal);
  • Lactose após 30 minutos: 108,00 mg/dL (elevação de 17mg/dL comparada à basal);
  • Lactose após 60 minutos: 109,00 mg/dL (elevação de 18mg/dL comparada à basal).

Sendo assim, de acordo com os exemplos, após 1 hora a elevação foi de apenas 18mg/dL, sugerindo uma má digestão de lactose.

Resultados na medição de hidrogênio

As alterações na quantidade de hidrogênio na respiração comparadas com a medição antes de ingerir a lactose podem indicar a intolerância.

Em geral, os laboratórios e médicos adotam valores acima de 20ppm (partes por milhão) para indicar alterações de absorção (comparados na primeira medição), baseando-se em intestinos saudáveis que não formam gases durante a digestão.

Por exemplo, se na primeira medição o resultado foi de 10 ppm e após a ingestão da lactose o resultado for acima de 30 ppm, o diagnóstico é de intolerância à lactose.

Resultados na deposição de ácidos

A acidez das fezes em um indivíduo varia de acordo com a idade e hábitos alimentares. Assim, o equilíbrio ácido-base das fezes pode ser alterado facilmente. Porém, de modo geral, os valores devem ficar entre os pHs 6,0 e 7,5.

Quando as amostras resultam em um pH abaixo de 6,0, as fezes são consideradas ácidas, indicando a má digestão ou má absorção da lactose.

Efeitos colaterais após teste de intolerância à lactose

Durante os testes de intolerância à lactose que exigem a ingestão da substância, o paciente desconfortos e reações à lactose ingerida, apresentando os mesmos sintomas comuns à intolerância, desaparecendo rapidamente, são eles:

  • Diarreia ou constipação (prisão de ventre);
  • Flatulência;
  • Estufamento ou inchaço abdominal;
  • Refluxo;
  • Vômitos;
  • Sensação de má digestão;
  • Dor de cabeça;
  • Tonturas e fraqueza devido ao jejum.

Em geral, o mal-estar e os sintomas se apresentam em grau leve a moderado, porém pode ser elevado se houver uma sensibilidade maior. No entanto, na maioria dos casos não há riscos para realizar os exames.

Durante a coleta de sangue, podem ocorrer edemas e sangramento no local da punção, que podem ser evitados pressionando o local após a coleta. Em geral, tonturas, sensação de fraqueza e desmaios podem ocorrer devido ao período de jejum, passando rapidamente após ingerir algum alimento.

Além disso, pessoas alérgicas podem desencadear uma reação imunológica à lactose e apresentar inchaço, vermelhidão na pele, coceiras e até choque anafilático.

Cuidados após o teste de intolerância à lactose

Após a realização de qualquer um dos testes, principalmente os que exigem a ingestão de lactose e na presença de efeitos colaterais ou sinais de intolerância, recomenda-se manter uma dieta leve e livre de lactose, para auxiliar o organismo na recuperação.

No caso do exame de sangue, o procedimento padrão é pressionar a região, a fim de evitar sangramentos ou edemas.

Exame de intolerância à lactose: Preço

O teste de intolerância à lactose tradicional, ou seja, o exame de sangue é oferecido pelo SUS e pode ser realizado gratuitamente através da indicação médica. Os laboratórios particulares também oferecem o exame, custando em média R$20 reais.

Já os exames de medição de hidrogênio e deposição e ácidos podem ser realizados por R$60 e R$15, respectivamente, dependendo do laboratório. Os outros exames são mais raros (genético e biópsia) e mais caros, variando muito de preço. Consulte o laboratório mais próximo.

Tratamento para intolerância à lactose

A intolerância à lactose não é considerada uma doença, mas uma carência do organismo que pode ser controlada facilmente com uma reorientação alimentar e medicamentos orientados pelo médico especialista e nutricionista.

Assim, a proposta é uma dieta restritiva suspendendo por completo ou evitando a ingestão de leite e derivados para aliviar os sintomas iniciais, associada à substituição por alimentos com nutrientes e proteínas necessários à saúde do organismo.

Em seguida, esses alimentos podem ser reintroduzidos aos poucos, a fim de identificar a quantidade máxima que o organismo pode suportar sem manifestar os sintomas e desconfortos.

Isso porque o cálcio presente no leite e seus derivados é um nutriente que, junto com a vitamina D, é indispensável para a formação de massa óssea saudável. Por isso, manter alguma quantidade de lactose no organismo é importante.

Pode-se recomendar também suplementos com a enzima lactase (cápsula ou gotas) para facilitar a absorção da lactose, e leites com baixo teor de lactose para manter as quantidades de cálcio necessárias no organismo, caso a ingestão de leite for restrita ou insuficiente.

Importante: a intolerância à lactose não afeta a vida de uma pessoa desde que ela siga a dieta adequada e evite o consumo da lactose além da quantidade tolerada pelo seu organismo.

Recomendações finais

  • O leite não precisa ser totalmente abolido da dieta no caso da intolerância à lactose;
  • Leia sempre os rótulos dos alimentos e bulas de remédios, a fim de saber se incluem lactose em suas fórmulas e composições;
  • Somente o leite de origem animal contém lactose, ou seja, leite de soja, de arroz, de aveia, côco ou amêndoa não contém lactose;
  • Verduras de folhas verdes, como brócolis, couves, agrião, couve-flor, espinafre, assim como  feijão, ervilhas, tofu, salmão, sardinha, mariscos, amêndoas, nozes, gergelim, certos temperos (manjericão, orégano, alecrim, salsa) e ovos são fontes de cálcio;
  • Manter uma dieta equilibrada e em poucas quantidades é a melhor forma de manter os nutrientes necessários para a saúde e bem-estar do seu organismo;
  • Em caso de sintomas de intolerância à lactose, consulte um médico para efetuar o teste e diagnosticar logo o problema, descartando outras condições de saúde mais graves.

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