Sintomas de trombose nas pernas: Saiba como identificar a doença!

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Você sabe identificar sintomas de trombose nas pernas? Ao cortar ou perfurar a pele, o sangue começa a escorrer. Para evitar essa perda, o corpo humano conta com um poderoso sistema de coagulação que envia plaquetas para o local, a fim de formar um “trombo” (coágulos) e bloquear o sangramento.

Sob condições saudáveis, esse trombo se dissolve após um tempo e o vaso rompido pelo ferimento é recanalizado, normalizando a circulação. No entanto, há quem possua alguns distúrbios e forme trombos em uma ou mais veias, sem que haja sangramentos. À essa condição, chamamos de Trombose ou Trombose Venosa Profunda (TVP).

Em geral, esses trombos costumam se formar nos membros inferiores do corpo, como pernas e pés. Há também quem apresente trombose arterial (trombos nas artérias), bloqueando totalmente os vasos, podendo ocasionar um acidente vascular cerebral ou AVC, caso a obstrução seja nas artérias do cérebro. Já quando a formação de trombos provoca hemorróidas, a condição é chamada de trombose hemorroidária.

No caso da trombose venosa, o perigo está na embolia pulmonar, que ocorre quando esses coágulos se deslocam e migram até os pulmões através da circulação sanguínea, podendo ser fatal. Por esta razão, saber identificar os sintomas de trombose nas pernas ou em qualquer outro local do corpo é extremamente importante.

Dor nas pernas, inchaço e mudanças na coloração da pele, por exemplo, são apenas alguns sinais de trombose, principalmente nas mulheres. Isso porque estamos mais expostas aos fatores de risco da doença, como o uso da pílula anticoncepcional, gravidez e tratamentos hormonais.

Para efeito de esclarecimento, o artigo abaixo irá se concentrar na trombose venosa profunda, explicando tudo sobre a doença, para que você seja capaz de identificar logo os sintomas de trombose nas pernas e pés e evitar que algo pior aconteça. Confira!

O que é Trombose Venosa Profunda (TVP)

sintomas de trombose nas pernas: dores e inflamação das veias
A trombose é a formação de coágulos internos nas veias que impedem a circulação do sangue.

Chamamos de trombose venosa profunda (flebotrombose) ou de apenas trombose, a condição em que o organismo provoca a formação de coágulos de sangue (trombo) que bloqueiam o interior de um ou mais vasos sanguíneos ou artérias, de maneira parcial ou completa, impedindo a passagem de sangue e prejudicando a circulação sanguínea.

Em geral, esses coágulos sanguíneos se formam nas veias das pernas, pés e pélvis, impedindo que o sangue coletado desses membros inferiores seja transportado de volta ao coração, por exemplo, assim congestionando as veias.

Os primeiros sinais da trombose são apresentados através de inchaços, sensação de tensão, dores e aumento da temperatura nas pernas, endurecimento da pele e mudanças de coloração (vermelho-escura ou arroxeada). Ainda assim, a trombose pode ser também completamente assintomática.

De qualquer forma, uma trombose venosa profunda deve ser imediatamente tratada por um médico, pois o perigo é grande caso se formem trombos em veias profundas do músculo da perna ou da bacia. Isso porque esses coágulos podem soltar fragmentos das paredes da veia que podem ser levados aos pulmões através do fluxo sanguíneo, causando complicações bem mais graves.

Como por exemplo, uma embolia pulmonar ou até um AVC, caso os coágulos obstruam artérias no cérebro (trombose cerebral). Em ambos os casos, as condições podem até levar à morte.

Tipos de trombose

A trombose pode ser classificada em dois tipos distintos trombose aguda e trombose crônica, de acordo com o seu desenvolvimento. Na trombose aguda, o corpo mesmo se encarrega de dissolver os coágulos formados naturalmente através de mecanismos próprios.

No entanto, durante o processo de dissolução do coágulo, o interior das veias pode ficar prejudicado e destruir a estrutura das válvulas, impedindo que sangue seja retornado e acarrete em inchaços, varizes, escurecimento, endurecimento da pele e até feridas.

Importante: A condição conhecida por tromboflebite não é um tipo de trombose, mas uma inflamação dos coágulos formados durante a trombose, em que causa o fechamento parcial de uma veia superficial e sintomas como calor na região, vermelhidão e varizes ou veias dilatadas.

Sintomas da trombose

Os sintomas de trombose nas pernas incluem dores intensas, dilatação das veis e mudança na coloração da pele.
Os sintomas de trombose nas pernas incluem dores intensas, dilatação das veis e mudança na coloração da pele.

Segundo hematologistas da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), mais de 300 mil pessoas nos Estados Unidos e mais de 500 mil na Europa  a cada ano sofrerão de trombose venosa profunda e embolismo pulmonar. No Brasil, por exemplo, não há registros precisos da incidência da doença, mas calcula-se que um ou dois a cada mil habitantes possa vir a ter trombose.

Para piorar as estatísticas, uma pesquisa realizada pelo Ibope em 2010 revelou que 44% da população brasileira não sabe como identificar os sintomas da trombose, fazendo com que a doença se torne ainda mais perigosa, principalmente para as mulheres.

Isso porque, na metade dos casos, a trombose não costuma manifestar nenhum sintoma. No entanto, existem alguns tipos de trombose, dependendo do local onde os vasos ficam obstruídos, que apresentam os seguintes sintomas:

Sintomas de trombose nas pernas

A trombose nas pernas ocorre porque o sangue flui mais lentamente nas veias do que nas artérias, por isso que a trombose venosa profunda ocorre principalmente nas veias.

Apesar da trombose nas pernas ser o tipo mais comum, devido a circulação do sangue mais lenta, os coágulos podem se formar em qualquer outro local, como braços, mãos, pés, coxa, virilha, fossa poplítea, panturrilha, por exemplo.

Os sintomas mais comuns são:

  • Dores repentinas nas pernas, que pioram aos poucos, principalmente nas panturrilhas, podendo irradiar até os pés e tornozelos;
  • Pele endurecida;
  • Sensação de tensão e tumefação;
  • Sensação de queimação e aumento da temperatura local, que pioram com o tempo;
  • Mudanças na coloração da pele no local afetado (vermelha, azul ou arroxeada);
  • Edemas (inchaços) no local afetado com sensação de peso, por vezes mais de 3 cm;
  • Veias dilatadas nas pernas;
  • Sensibilidade ou dor ao toque.

Sintomas de trombose arterial ou cerebral

A trombose arterial ou cerebral é o tipo que obstrui as artérias do cérebro, causando sintomas de AVC, como formigamento ou paralisia num lado do corpo, boca torta, dificuldade para falar ou alterações na visão, por exemplo. Pode acontecer também nas artérias do coração, causando infarto do miocárdio, entre outros problemas.

Sintomas de trombose hemorroidária

​A trombose hemorroidária ocorre quando uma hemorroida interna ou externa se rompe ou fica comprimida pelo ânus, impedindo que o sangue flua, acumulando no ânus e formando um coágulo. Os sintomas são inchaço e intensa dor na região anal.

Costuma ocorrer com mais frequência durante prisão de ventre e a gravidez, mas também pode ocorrer em situações de aumento de pressão abdominal, como esforços exagerados e levantamento de peso.

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Importante: na presença de um ou mais sintomas de trombose nas pernas, é fundamental procurar  um médico urgente, antes que a trombose se agrave levando a tipos mais sérios, como a embolia e o AVC.

Causas da trombose

As causas e sintomas da trombose nas pernas podem se dar por diversos fatores.
As causas e sintomas da trombose nas pernas podem se dar por diversos fatores.

Já vimos que a trombose ocorre na presença de coágulos sanguíneos em uma ou mais veias grandes das pernas outros locais dos membros inferiores, que bloqueiam o fluxo de sangue causando os inchaços e dores na região. Portanto, a obstrução dos vasos sanguíneos é a sua principal causa.

Os seus maiores riscos são as embolias, que podem afetar o cérebro, os pulmões, o coração ou outras áreas do corpo, causando lesões mais graves. São muitos os fatores de risco que contribuem para o entupimentos dos vasos e favorecem a ocorrência da trombose.

Assim, quanto mais fatores de risco se apresentarem, maior será probabilidade de desenvolver a trombose. Entre eles:

1 – Problemas de circulação

A imobilidade prejudica a circulação, pois a falta de movimentos seja por acamamento por mais de 3 dias, prolongadas internações hospitalares, gesso ou talas e pós cirurgia por mais de 1 hora, especialmente cirurgia de artroplastia joelho ou quadril.

Até mesmo permanecer sentado por longos períodos, com as pernas na mesma posição impedem que os músculos da panturrilha se contraiam, dificultando a circulação de sangue.

A falta acentuada de líquidos ou doença venosa pré existente (insuficiência venosa crônica) também causam uma má circulação sanguínea ou circulação lenta.

2 – Danos nos vasos sanguíneos

Em alguns casos, danos na parede dos vasos sanguíneos, provocados por cirurgia, lesão ou inflamação podem dificultar o fluxo sanguíneo, aumentando as chances de coágulos.

A anestesia, geralmente aplicada antes dos procedimentos cirúrgicos dilatam as veias e facilitam a formação dos coágulos.

Alterações das veias dos membros inferiores, causadas pela idade, como as varizes também podem contribuir para o aparecimento da trombose.

3 – Hereditariedade

Algumas pessoas possuem a predisposição genética para a trombose ou carregam no sangue distúrbios sanguíneos que facilitam a coagulação sanguínea, chamada de hipercoagulabilidade ou trombofilia.

O transtorno gera uma tendência acentuada para coagulação sanguínea, devido a fatores coagulantes em excesso ou desequilíbrio entre coagulação e dissolução de coágulos provocado por medicamentos.

Não costuma ser uma condição ameaçadora, no entanto, quando combinada a outros fatores de risco de trombose, o risco é maior.

4 – Condições de saúde específicas

Alguns tipos de câncer e tratamentos costumam aumentar a quantidade de substâncias no sangue que facilitam a coagulação. Infecções gastrointestinais, como colites ulcerosas, também podem ser fator de risco.

A insuficiência cardíaca congestiva, por exemplo, costuma não bombear a mesma quantidade de sangue, aumentando os riscos de coagulação. Assim como marcapasso e cateter nas veias podem inflamar os vasos sanguíneos e diminuir o fluxo do sangue.

Condições em que a medula óssea começa a produzir glóbulos sanguíneos em excesso (policitemia vera) tornam o sangue mais denso e lento do que o normal, pode se tornar um risco a formação de coágulos.

Da mesma forma, situações onde o sangue fica mais viscoso ou a circulação mais lenta, como em caso de macroglobulinemia de Waldenstrom; mieloma múltiplo; doença de Behçet; infarto agudo do miocárdio; AVC; doença pulmonar, diabetes e paralisia dos membros, entre outros, podem contribuir também para o desenvolvimento da trombose.

5 – Obesidade

A obesidade é um fator de risco para a trombose, pois o excesso de peso e o acúmulo de gorduras pressionam e entopem as veias, dificultando a passagem do sangue, principalmente nos vasos da pélvis e das pernas.

Além disso, ainda podemos citar como fatores de risco:

  • Idade mais avançada (igual ou superior a 65 anos), os riscos dobram a cada 10 anos a partir dos 20 anos de idade;
  • Colesterol alto;
  • Casos de levantamento de peso excessivo ou esforço físico invulgar;
  • Gravidez e pós parto;
  • Terapia de reposição hormonal com estrogênio;
  • Uso de anticoncepcionais ou medicamentos que interfiram na coagulação;
  • Álcool e Tabagismo, que afetam a circulação de sangue, facilitando a coagulação.

Risco em potencial para as mulheres

Homens e mulheres idosos apresentam quase o mesmo risco de sofrer uma trombose venosa profunda. No entanto, mulheres mais jovens estão mais suscetíveis à trombose.

Isso porque, de acordo com a ABHH, o uso do anticoncepcional, a gravidez e terapias de reposição hormonal são os principais fatores de risco para as mulheres.

       

Neste caso, o médico especialista deve fazer avaliações clínicas, investigar e analisar o histórico de cada paciente, para um melhor tratamento ou preventivo.

No caso da pílula anticoncepcional, por exemplo, a recomendação é a substituição do medicamento por outra versão que utilize a progesterona ao invés de estrogênio. O fato é que a pílula com estrogênio tem efeito sobre a coagulação sanguínea, levando um risco quatro vezes maior de trombose, sendo ainda maior à medida que a idade avança.

Em geral, a incidência é de 4 a 10 mil mulheres por ano, no primeiro ano de uso, sendo que  entre 35 a 39 anos os riscos aumentam em cerca de 9 a 10 mil mulheres por ano.

Já no caso da gravidez, o médico deve acompanhar a paciente e fazer a profilaxia trombólica, receitando medicamentos que diminuem a coagulação do sangue. Pois, durante a gravidez, o corpo da mulher passa por uma série de mudanças para preparar o organismo para o parto.

Com isso, o corpo aumenta as substâncias coagulantes no sangue resultando em um risco seis vezes maior de trombose durante a gestação. Só no período de pós-parto (aproximadamente 40 dias), esse risco chega a ser 15 vezes maior.

A gravidez também aumenta a pressão exercida sobre as veias da pelve e das pernas, podendo também levar a trombose hemorroidária. No entanto, isso só se torna um problema em caso de suscetibilidade genética para a coagulação sanguínea.

O tratamento da trombose na gravidez pode ser feito com a Heparina injetável ao invés da Varfarina que é prejudicial ao bebê. O tratamento deve continuar até 3 ou 6 meses após o nascimento do bebê.

Riscos e complicações na falta de tratamento

Os sintomas de trombose nas pernas podem agravar e levar a complicações mais sérias.
Os sintomas de trombose nas pernas podem agravar e levar a complicações mais sérias.

Devido a sua frequência, os maiores problemas da trombose são os riscos e complicações que ela pode causar. Como por exemplo:

  • Insuficiência venosa crônica ou síndrome pós-trombótica;
  • Inchaço crônico da perna afetada e/ou dor acompanhado de varizes;
  • Escurecimento e mudanças na pele;
  • Eczema, coceira forte levando a feridas de difícil cicatrização;
  • Embolia pulmonar (EP) com alto índice de mortalidade.

Embolia pulmonar

Os membros inferiores possuem um sistema venoso composto por veias superficiais no tecido conjuntivo diretamente abaixo da pele, e veias profundas localizadas na musculatura.

As veias profundas ficam quase sempre ao lado das artérias de mesmo nome (veia femoral e artéria femoral), e juntas levam a maior parte do sangue para outros órgãos do corpo. No caso de coágulos, a circulação sanguínea para o resto do corpo fica prejudicada.

No entanto, dependendo do segmento de veia comprometido, a trombose pode ser mais ou menos grave. Quando o coágulo obstrui uma veia superficial da perna, causa um transtorno localizado na região. Mas, quanto mais próximo a veia ou artéria for do coração ou mais profunda for a veia, maior será a gravidade da trombose.

Ou seja, se o coágulo for em uma veia profunda, como a veia femoral, por exemplo, o percurso do sangue de volta ao coração fica muito mais prejudicado do que por um coágulo numa veia superficial.

Isso faz com que o sangue se acumule no membro inferior, inflamando a veia. Além das dores e o inchaço causados pela trombose das veias profundas, há o risco de fragmentos do coágulo se soltarem e causarem a embolia pulmonar durante os primeiros três a cinco dias.

De acordo com algumas pesquisas, aproximadamente 5 a 15% dos pacientes não tratados podem morrer de embolia pulmonar. Tanto a trombose quanto a embolia podem ocorrer em 2 a cada mil indivíduos por ano, podendo chegar a 200 mil a 400 mil novos casos por ano, em uma população de 200 milhões.

Os principais sintomas do agravamento da trombose nos pulmões são falta de ar, tosse e cansaço, que pioram com o tempo e causam intensa dificuldade para respirar, e no pior das hipóteses, morte.

Insuficiência venosa crônica ou síndrome pós-trombótica

Já na fase tardia da trombose, a síndrome pós-trombótica é uma complicação frequente, em que as válvulas venosas são lesionadas devido à trombose, levando a danos crônicos nas veias e acarretando até em úlceras.

Caso a trombose chegue a obstruir as artérias, por exemplo, o perigo de acarretar um AVC ou infarto é ainda maior, como já mencionamos anteriormente.

Diagnóstico da trombose

O diagnóstico é feito através de exames e análise dos sintomas de trombose nas pernas.
O diagnóstico é feito através de exames e análise dos sintomas de trombose nas pernas.

O rápido diagnóstico da trombose é fundamental para realizar logo o tratamento e impedir suas complicações como a embolia pulmonar.

Assim, para o diagnóstico preciso de trombose, o médico realiza ou exame clínico baseando-se nos sintomas, histórico médico e familiar e exame físico da região dolorosa, além de outros exames de sangue (hemograma) e imagem como ultrassonografias (Doppler e Duplex), venografia, tomografia e ressonância.

Ultrassonografias

Os exames de imagem são usados para identificar as veias prejudicadas pela coagulação de sangue. O Eco Color Doppler (Ultrassom Vascular), por exemplo utiliza imagens mais precisas das veias de forma não invasiva.

Exame de sangue

O exame do sangue vai verificar substâncias na corrente sanguínea que promovem a coagulação.

Venografia

Durante o exame injeta-se um corante nas veias para identificar locais de coagulação. No entanto, o método é pouco utilizado, pois existem exames menos invasivos e igualmente eficientes para o diagnóstico de trombose.

Tomografia e ressonância magnética

A tomografia e a ressonância são opções reservadas aos casos de embolia pulmonar e tromboses arteriais (cerebrais).

Tratamento para a trombose

O tratamento para os sintomas de trombose nas pernas é feito com medicamentos e terapia de compressão.
O tratamento para os sintomas de trombose nas pernas é feito com medicamentos e terapia de compressão.

A trombose tem cura e feito o diagnóstico, é preciso iniciar o  tratamento dos sintomas de trombose nas pernas o mais rápido possível. Em muitos casos o problema é resolvido durante o tratamento, mas dependendo de suas causas e fatores de risco, como hereditariedade ou problemas de varizes, por exemplo, a doença pode retornar.

Por esta razão, é fundamental seguir à risca as orientações médicas, fazer o monitoramento com visitas constantes ao especialista e adotar as medidas de prevenção e cuidados para que a doença não volte rapidamente.

Em alguns casos, é necessária a internação para ajustar as doses das medicações e realização de exames mais detalhados.

O tratamento pode associar medidas medicamentosas e físicas, cabendo ao médico a decisão pelo tipo de medicação, forma farmacêutica, dosagem e o período de tratamento. Assim, o tratamento possui alguns objetivos fundamentais:

  • Impedir o crescimento dos coágulos
  • Impedir que os coágulos existentes se soltem e avancem para outras regiões do corpo, evitando a embolia pulmonar
  • Remover os coágulos
  • Evitar a síndrome pós-trombótica (dano permanente nas válvulas venosas)
  • Reduzir as chances de recorrência da trombose.

Estes objetivos podem ser alcançados através de algumas opções de tratamento, como por exemplo:

  • Uso de medicamentos anticoagulantes, diluidores de sangue para diminuir as chances de coagulação ou medicamentos para casos mais graves e de embolia pulmonar (Heparina ou Marcumar);
  • Trombólise para desmembrar o coágulo sanguíneo (trombo);
  • Inserção de filtros na maior veia do abdômen para impedir que os coágulos sanguíneos se desloquem para os pulmões;
  • Medidas básicas como posicionamento correto ou mobilização e elevação das pernas;
  • Terapia de compressão com meias para profilaxia clínica da trombose (compressão normalizada), bandagem circular (compressão não normalizada) e sistema de compressão por envolvimento da região inferior da perna;
  • Cirurgia para remover o coágulo.

Tratamento de compressão

Durante o tratamento medicamentoso a terapia de compressão é fundamental para obter resultados e atingir os objetivos. O tratamento consiste em exercer uma pressão mecânica exterior sobre as veias prejudicadas através de meias compressivas.

Isso tende a diminuir o diâmetro da veia entupida para o sangue fluir mais rapidamente. A pressão exercida na perna segue um gradiente controlado em que é mais forte no tornozelo, diminuindo conforme vai subindo perna acima. Posteriormente, o médico verifica a melhora dos sintomas de trombose nas pernas e decide se o tratamento de compressão deve continuar ou não.

Como prevenir a trombose

 

A prevenção é o melhro tratamento para os sintomas de trombose nas pernas.
A prevenção é o melhor tratamento no caso da trombose nas pernas.

Como sempre, a prevenção é o melhor tratamento. Sendo assim, no caso da trombose a sua prevenção é muito mais fácil do que o seu tratamento. O objetivo é combater as suas principais causas e diminuir os sintomas de trombose nas pernas. Ou seja, estimular a circulação sanguínea promovendo o seu refluxo, evitar lesões nas veias e diminuir a capacidade de coagulação do sangue.

Em casos em que a cirurgia se fez necessária, é essencial seguir à risca as recomendações médicas e tomar os medicamentos prescritos para o seu controle e prevenção, como a heparina profilática.

Além disso, sessões de fisioterapia poderão ajudar a movimentar-se neste período de pós operatório e recuperação, mesmo que esteja acamado. Os movimentos específicos são importantes para aumentar a circulação sanguínea e evitar novas formações de trombos.

Quem possui problemas de varizes, circulatórios ou costuma permanecer na mesma posição por longos períodos (sentado ou em pé), recomenda-se o uso das meias elásticas de média compressão. O importante é movimentar-se em períodos regulares.

Além disso, a prevenção e diminuição dos sintomas de trombose nas pernas pode ser feita através de hábitos rotineiros saudáveis como uma alimentação equilibrada com pouca gordura, hidratação abundante, controlar o peso, não fumar, evitar beber em excesso e praticar exercícios físicos regularmente, a fim de ativar a circulação sanguínea, evitar processos inflamatórios e acúmulo de placas de gordura nos vasos sanguíneos.

O que não pode faltar

para prevenir os sintomas de tormbose nas pernas evite os saltos altos.
para prevenir os sintomas de tormbose nas pernas evite os saltos altos.
  • Não deixe de fazer visitas regulares ao médico para o monitoramento e controle da doença e suas reincidências;
  • Tente ingerir uma grande quantidade de líquidos diariamente (pelo menos 2 litros) para manter o organismo hidratado. Uma quantidade de líquidos equilibrada reflete na composição do sangue, melhorando a sua fluidez;
  • Controle o seu consumo de vitamina K, caso esteja tomando medicamentos diluidores de sangue. Alimentos ricos vitamina K, como soja, canola e alguns vegetais verdes escuros, prejudicam o funcionamento desses medicamentos;
  • Utilize o frio à seu favor, fazendo compressas frias regularmente na panturrilha ou deixando cair a água fria do chuveiro nas pernas. Massageie o local com movimentos circulares, de manhã e à noite;
  • Use roupas confortáveis e um pouco mais largas, evitando a compressão;
  • Alimente-se de forma saudável e equilibrada, de preferência com muitas fibras, que impedem problemas de obstipação, aliviando a pressão sobre as veias;
  • Controle o seu peso corporal para diminuir o esforço e pressão nas veias, evitando doenças vasculares;
  • Tome sol com moderação para evitar inchaços e as dores nas pernas devido ao calor;
  • Prefira subir escadas ao invés de elevador;
  • Evite os saltos altos, optando por sapatos confortáveis e baixos para aliviar a pressão na panturrilha e nas veias.

Referências externas:

Ministério da Saúde

Instituto Fleury

Hospital Sírio-Libanês

Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular

Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH)

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