Que tipo de amigo você tem?

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“Amigos são para sempre, amigos se provam em momentos difíceis, amigos não medem esforços… Sem amigos a vida não acontece.” Não é isso que tradicionalmente ouvimos?

E quando nossos amigos se vão? Quem fica? E o quê, desta relação, fica com você?

Pessoas acima dos 60, 70 anos queixam muitas vezes da falta que sentem dos amigos verdadeiros. O medo da solidão e o sentimento de não ter ninguém no mundo. Estamos fadados a sofrer por isso?

Sou uma pessoa extremamente conectada com muitas pessoas. Mas amigos mesmo, sem contar com a exclusividade de minha mãe, só 1. Melhor dizer, amiga!

Quando preciso do apoio dela num momento de baixo astral, se a pego de baixo astral junto… meu Deus! Vivemos juntas num abismo só…  E é custoso levantar de lá pois uma precisa da mão da outra enquanto, na verdade, as duas estão ocupadas segurando desesperos.

Passei por uma experiência quase que precoce na vida de ter que me afastar por um tempo de todas as pessoas que me amavam e protegiam, inclusive desta minha amiga.

Escolhemos caminhos diferentes. Ela casou, eu não. Ela continuou no interior, eu não. Ela se empregou, eu não. Aliás, se tornou uma mãe incrivelmente doce e excelente profissional.

Eu nunca quiz casar. Sempre pensei em sair pro mundo e sempre desenvolvi meu próprio trabalho. Também não tenho filhos.

Acharam que eu iria escapar? Ganhei um casa gigante e uma família global.

Ao mesmo tempo o que me faz feliz é compartilhar a minha felicidade com PESSOAS! Principalmente as que não conheço pessoalmente, como muitos de vocês que aqui me lêem.

Creio que uma parte do meu perfil já não é tão inusitado no mundo de hoje. Mesmo assim as pessoas perguntam se eu não tenho medo de ficar velha e sozinha, de ficar doente e não ter ninguém para me ajudar, de não ter aposentadoria

É! Para uma vida padrão (que não escolhi), incomoda ao pastor a ovelha desgarrada.

Durante o tempo que fiquei sozinha criei uma experiência de incubação interna. Descobri que Deus existia quando exigi ao universo uma explicação para os contrastes da vida e porque a tristeza tinha de fazer parte de tudo isso.

(Porquê não poderiam ser contastes apenas em tons de rosa?)

Mas não… bem mais de 50 tons de cinza e outros tantos matizes que se interagem sem combinar, compõem este arco-íris existencial. E de fato é mais bonito assim.

Pois bem… Deus veio e me deu uma experiência dentro de Seu Útero (como seria isso?).

Fui gestada por 7 anos. Antes de andar, falei nos 3 anos seguintes. E nos últimos 2 anos, de fato aprendi a caminhar. Sim! Hoje, com 40 anos, aprendi a caminhar.

Agora estou partindo para encarar os desafios como entretenimento. Os perigos de se existir também. Que nem criança quando bota o dedo na tomada ou brinca com uma faca sem pensar no perigo que corre.

E diariamente é como se eu ouvisse de Deus “toma que o mundo é seu… é seu pra cuidar. Não pense você que a vida é mansa…Se quer paraíso, faça”!

Imagina! Tarefinha fácil essa, não acham?

Creio que aos 60 terei noção de todos os perigos básicos e daí espero desfrutar a vida através de aprendizados refinados, do tipo “nível plus-senior”.

       

Sim! Pois a engrenagem do empenho gira até o nosso último minuto de vida. A oportunidade está para todos.

E então? Nesta jornada onde estaria minha amiga? Passando por estradas floridas e pedregosas como eu. De vez em quando uma envia uma mensagem à outra para se atualizar em qual parte do filme de sua vida estaria.

Nos meus momentos mais difíceis aprendi a não jogar com a emoção ou com a vitimia. Aprendi porque Deus me incubou. Daí instantaneamente eu sempre ganhava as respostas para os problemas. E assim venho sendo nutrida.

Minha amiga tem o caminho dela (a escolha dela foi diferente, lembra?). Mas sempre contou comigo para apontar-lhe alguma outra forma de resolver seus problemas insolúveis. Viu como não estou sozinha?

Eu de fato nunca tive até então um problema sem solução. Assim passei a contar com minha amiga para desfrutar da sua tão importante companhia para mim.

Poucos momentos (por isso preciosos) juntas!

No coração, uma conexão constante. Um sentimento de que no mundo há alguém zelando por mim.

Solidão? De jeito nenhum.

Nos sentimentos mais puros da amizade há tanta força que caso algo aconteça tenho certeza de que estaremos presentes uma para outra, de alguma maneira.

Porque toda esta reflexão? Para compreender que, antes de seu melhor amigo, a melhor relação de amizade é entre você e Deus. E que vocês dois juntos resolvem tantos problemas capazes de gerar poder desta relação. Desta forma você acaba oferecendo o melhor presente do mundo ao seu amigo na vida que é VOCÊ: LEVE PREENCHIDO FORTE FELIZ.

Senão for assim, que tipo de amigo você seria? E qual tipo de melhor amigo você teria?

Creio que o tipo de amigo que você tem é o tipo de amigo que você é.

Deixo estas perguntas pintando as suas cores preferidas em seus pensamentos.

E dedico este texto à minha melhor amiga, Lé!

gal TI

abraços

Gal Rosa

  produtora do www.aterceiraidade.com

Coordenadora do Projeto Cuidador Familiar

Terapeuta Ocupacional Especialista em Gerontologia

email: gal@aterceiraidade.com

       

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