Quando esquecer faz bem pra memória e pro coração

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Uma das coisas mais chatas que nos acontecem é quando aquele seu amigo vem correndo ao seu encontro, te dá um abraço chamando pelo seu nome e você… putz! (como ele chama, mesmo?)

A vontade que dá é de virar manteiga, escorregar por dentre seus braços, se esparramar no chão e … vazar!

Isso é fato comum, acontece com muitos, novos e adultos, jovens e idosos, crianças e terceira idade. É um dos lados mais chatos do esquecimento…

Mas quando vem aquela briga, aquele embrulho no estômago, aquela ferida na alma… ai! Que bom seria se tudo isso nunca existisse.

Mas existiu e acabou de fazer do seu momento um dos “piores momentos de sua vida”.

O que fazer?

Deixar o tempo passar, deixar a coisa se ajustar, recolher os cacos, ver o que sobrou após a tempestade e… sacodir a poeira!

E em breve, nada melhor que um dia após o outro para tudo chegar no seu devido lugar.

Daí vem o lado bom do esquecimento, que talvez dê uma chance para o perdão, mas talvez apague de fato aquela memória formada de modos tão desagradáveis!

       

Imagina como seríamos uns com os outros se não fôssemos capazes de esquecer maus momentos? Imagina como seriam as famílias, os casamentos, o trabalho se não houvesse um apagão das péssimas recordações? Seria impossível nossa convivência saudável e a existência de boas memórias.

Para falar a verdade, nem sei bem como seria…

Esquecer de forma a “encerrar um assunto” que não produz nada além de chateações é um fato muitas vezes natural de nosso mecanismo para adaptações psicológicas e emocionais.

Esse movimento delicado e gentil do esquecimento nos propicia experimentar mais a felicidade enquanto convivendo com os outros. Pois imagina se cada vez que eu me deparasse com seres queridos lembrar daquilo e daquilo outro… um diálogo inexistente! Uma guerra constante de corações feridos.

Ah! Ainda bem que existe o lado bom do esquecimento, promessa da natureza que nos oferta um lado positivo para todo o negativo. Nesse sentido, esquecer faz bem pra memória e coração.

E assim sendo, aproveitemos este conhecimento afim de colocar força no doce esquecimento das amarguras.

E assim sendo, vamos aproveitar para resgatar todas as nossas travessuras (esta foi só pra rimar!) e liberar toda a energia que nos aborrece, que nos adoece e portanto não nos merece (acho que estou fazendo poesia)… e logo de cara compreender que esquecer dores pode representar novos amores, novas formas de olhar, novas formas para lidar com alguma situação que você tem que mudar.

Antes que desista da reflexão e passe de fato para a poesia quero te desejar que de hoje em diante desfrute mais de seus belos dias!

Até breve!

Gal Rosa

 

       

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