Perda de memória recente: O que fazer para evitar e ativar a memória

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A perda de memória é um dos motivos mais comuns que levam as pessoas, especialmente mais idosas, a procurar por um médico. Isto porque, uma das principais preocupações é o fato da perda de memória ser o primeiro sintoma da doença de Alzheimer, um transtorno cerebral progressivo e incurável de demência.

No entanto, a perda de memória nem sempre é um sintoma de disfunção cerebral. Muitas vezes, notam-se as oscilações e lapsos de memória, mas se a pessoa tiver consciência disso, dificilmente é demência precoce.

Neste artigo vamos tentar explicar como a memória funciona e o que ocorre no cérebro para que haja a perda de memória. Assim como, o que podemos fazer para evitar a perda de memória ou retardar esse processo.

Como funciona a memória funciona

perda de memória: idoso com a mão na cabeça confuso
Perda de memória: o cérebro costuma armazenar dois tipos de memória, a recente e a de longo prazo.

A memória é feita de todos os momentos que passamos na vida. Porém, para lembrarmos de tudo dependemos do nosso cérebro. Mas, você sabe como o cérebro consegue guardar esse volume de lembranças ao longo de todos esses anos?

Pesquisadores rastrearam nossa memória até os níveis estrutural e molecular e descobriram que as memórias são armazenadas de duas maneiras ao longo de estruturas cerebrais e das conexões entre os neurônios.

De acordo com esse armazenamento, as memórias podem ser de curto prazo ou de longo prazo. Normalmente, as memórias de curto prazo são processadas na parte frontal do cérebro em uma região altamente desenvolvida, chamada lóbulo pré-frontal.

Dependendo do tipo e da sua importância, essas lembranças se tornam de longo prazo no hipocampo, uma área mais profunda do cérebro. Portanto, quanto mais as memórias de curto prazo são exercitadas, aumenta-se a chance de se tornarem memórias de longo prazo.

O hipocampo, por sua vez, ajuda a solidificar o padrão de conexões que formam uma memória, mas a memória em si depende da solidez das conexões entre as células cerebrais individuais. Já as células do cérebro dependem de proteínas e outras substâncias químicas para manter as suas ligações umas com as outras e se comunicarem.

O hipocampo também é capaz de gravar memórias simultâneas de diferentes regiões sensoriais do cérebro ligando-as em um “episódio único” de memória. Por exemplo, você pode ter apenas uma única lembrança de um jantar ao invés de várias memórias distintas sobre esse momento (aparência, cheiro, local).

Resumindo, a memória de curto prazo guarda informações de forma temporária, como uma lista de compras ou afazeres. Já a memória de longo prazo, fixa essas lembranças, de acordo com a importância e as armazena por mais tempo.

Causas de perda de memória

perda de memória: cérebro quebra cabeças
Perda de memória: são muitas as causas de perda de memória, mas a idade é a mais comum.

Normalmente, as memórias recentes são as mais afetadas. São várias as causas que podem acarretar uma perda de memória, mas nem sempre estão associadas a distúrbios mentais como demência ou Alzheimer. No entanto, as causas mais comuns de perda de memória recente são, em primeiro lugar, alterações relacionadas com a idade. Por exemplo, a perda de memória em idosos com mais de 60 anos é mais comum e está muitas vezes relacionada com o envelhecimento natural e morte das células nervosas do cérebro.

Essas falhas de memória também podem ter como causa doenças degenerativas, como o mal de Alzheimer, que caracteriza-se pela perda progressiva das funções intelectuais, sendo a perda de memória um dos seus primeiros sinais.

No entanto, em jovens e adultos com menos de 60 anos, a perda de memória pode ser causada por má qualidade do sono, ansiedade, estresse, alimentação inadequada, falta de atenção e depressão, entre muitas outras causas.

Há também outras causas relacionadas como o comprometimento cognitivo leve, colesterol alto, diabetes, tabagismo, uso de medicamentos, falta de nutrientes, hipertensão arterial, múltiplos “derrames” (AVC), traumas repetidos na cabeça.

1. Colesterol alto, diabetes, tabagismo

Pessoas com colesterol alto, diabetes e fumantes podem apresentar perda de memória. Pois, tanto o colesterol quanto a diabetes provocam o depósito de placas de gordura nos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro, prejudicando a circulação.

O tabagismo também prejudica a oxigenação do sangue e com isso, a circulação. Essa falta de oxigenação adequada acaba provocando microlesões na área do cérebro responsável pela memória, levando aos esquecimentos.

2. Hipertensão arterial

A hipertensão também prejudica a circulação sanguínea no cérebro, e provoca um estreitamento das artérias cerebrais, causando perdas de memória, e podendo levar até a um AVC.

3. Má qualidade do sono

Dormir pouco também causa uma perda de memória, pois prejudica a atenção. A falta de atenção faz com que o cérebro retenha menos informação e tenha mais dificuldade de lembrar de coisas quando é necessário.

4. Uso de medicamentos

Os benzodiazepínicos e alguns psicotrópicos são alguns remédios que podem provocar perda de memória.

5. Má alimentação e falta de nutrientes

Alguns nutrientes são essenciais para que o organismo funcione bem e garanta as funções cerebrais. Como por exemplo, a vitamina B12, cálcio, ômega 3, zinco, ferro e carboidratos os. Todos eles são nutrientes fundamentais para garantir o bom funcionamento cerebral. A falta deles na alimentação ou devido a doenças, como a anemia (ferro), pode prejudicar a memória.

6. Acidentes e traumas

Situações traumáticas, como acidentes, ou pancadas na cabeça podem deixar sequelas e provocar perda de memória momentânea ou amnésia.

7. O avanço da idade

Alterações de memória relacionadas à idade devido ao declínio normal do funcionamento do cérebro à medida que vamos envelhecendo são comuns. A maioria das pessoas idosas apresenta problemas de perda de memória.

Neste caso, é mais difícil lembrar acontecimentos recentes. Por isso, é importante exercitar o cérebro e repetir esses novos acontecimentos com mais frequência para que sejam guardados por mais tempo.

No entanto, este tipo de perda de memória não deve ser confundido com demência ou Alzheimer, pois não compromete a capacidade de executar as atividades diárias ou de pensar claramente. Com o tempo, a lembrança costuma voltar, apenas demora mais tempo que o normal.

8. Deficiência cognitiva

A deterioração cognitiva leve é um comprometimento do funcionamento mental mais grave do que as alterações relacionadas à idade. No entanto, menos grave do que alterações causadas por demência. A perda de memória é o sintoma mais óbvio. Neste caso, há uma dificuldade de lembrar de conversas recentes, compromissos ou eventos importantes.

Porém, há a lembrança de eventos passados e não afeta d atenção e a capacidade de executar tarefas diárias. Contudo, metade das pessoas com deficiência cognitiva leve desenvolvem demência em alguns anos.

       

9. Demência

Demência já é um caso bem mais sério, em que o declínio do funcionamento cerebral é maior. Os primeiros sinais são a perda de memória, especialmente de informações recentes, piorando com o passar do tempo. Pessoas com demência podem esquecer de fatos e até pessoas completamente. Sendo os principais sintomas abaixo:

  • Dificuldade de lembrar como desempenhar atividades rotineiras, e de como chegar a lugares já familiares;
  • Não conseguir completar etapas, como seguir uma receita;
  • Esquecer de pagar contas ou manter compromissos agendados;
  • Dificuldade de encontrar palavras, nomear objetos, compreender a linguagem e executar, planejar e organizar atividades diárias;
  • Desorientação, perdendo a noção de datas ou ano em que estão, ou onde estão;
  • Alteração de personalidade, podendo ficar mais irritadas, ansiosas, paranoicas, inflexíveis ou perturbadas.

Ao contrário da perda de memória relacionadas à idade, pessoas com demência não têm consciência dessa e, muitas vezes, até negam a dificuldade.

10. Mal de Alzheimer

Há muitas formas de demência, porém a doença de Alzheimer é a mais comum. O mal de Alzheimer piora progressivamente, levando até a morte. Costuma atingir cerca de 7% dos idosos entre 60 e 65 anos, caracterizando-se pela perda progressiva das funções intelectuais, perda completa da memória. Quem sofre de Alzheimer costuma esquecer nomes, fisionomias, compromissos e datas com muita frequência, além de outros sintomas como os seguintes:

  • Falta de assunto e iniciativa;
  • Incapacidade de manter diálogos;
  • Respostas monossilábicas.

É muito importante estar atento a esses sinais e procurar um médico neurologista. Apesar de não haver cura, se a doença for diagnosticada no início, é possível controlar seus sintomas e retardar a sua evolução, proporcionando uma melhor qualidade de vida ao paciente.

11. Depressão

A depressão também pode causar um tipo de perda de memória chamada pseudodemência que se assemelha à perda de memória causada por demência. Além disso, a demência comumente também causa depressão. Ou seja, uma leva à outra, dificultando a definição da causa da perda de memória.

No entanto, vale ressaltar que, as pessoas com perda de memória causada por depressão, possuem consciência dessa perda. Além disso, raramente se esquecem de eventos atuais ou compromissos importantes. Normalmente, apresentam outros sintomas, como tristeza intensa, prostração, dormem demais ou pouco, lentidão ou perda de apetite.

12. Estresse

O estresse também pode interferir na formação de uma memória e na tarefa de lembrar alguma coisa, devido a preocupação que desvia a atenção para outras coisas. No entanto, essa perda de memória é momentânea, costumando passar logo. Já em certas circunstâncias, especialmente quando o estresse é leve a moderado, ele pode até aprimorar a memória.

13. Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (DDA)

Esse tipo de transtorno se caracteriza pela dificuldade em manter a atenção, inquietude e impulsividade. É mais comum na infância, mas pode acompanhar a pessoa na idade adulta. Com isso, a falta de atenção associada pode causar esquecimentos e falta de memória.

14. Amnésia Global Transitória

Trata-se de uma perda temporária de memória causada por um mau funcionamento do hipocampo que causa “lacunas” na memória. A pessoa costuma ter “brancos” esquecendo de como fazer coisas que antes estava acostumada a fazer. Como por exemplo, chamar um elevador ou dirigir.

O indivíduo também pode ficar perdido ou desorientado em lugares familiares, perdendo a referência de tempo e espaço. Neste caso, a pessoa pode reconhecer os outros, saber quem são, mas não ter a menor ideia de onde, como ou por que está naquele lugar, mesmo que esteja na sua própria casa.

No entanto, depois do surto, a memória volta à normalidade, e tudo o que foi vivido durante ele não é esquecido. Ainda não se sabe exatamente a causa da amnésia global transitória, mas acredita-se que o problema possa estar vinculado a quadros de enxaqueca e traumas.

15. Delirium

No caso do delirium, a memória é afetada podendo haver falhas, mas não é o sintoma mais perceptível. Pessoas com delirium são muito confusas, desorientadas e incoerentes. A abstinência severa do álcool (delirium tremens), infecção grave da circulação sanguínea (sepse), falta de oxigênio (como em caso de pneumonia) e muitos outros problemas podem causar delirium, assim como o uso de drogas ilegais.

Causas menos comuns

Existem muitas outras doenças que podem causar a deterioração do funcionamento mental com perdas de memória assemelhando-se a demência. No entanto, algumas delas podem ser resolvidas com tratamento. São elas:

  • Hidrocefalia de pressão normal (devido ao excesso de líquido ao redor do cérebro);
  • Hematomas subdurais (bolsas de sangue sob a camada mais externa das membranas que cobrem o cérebro);
  • Hipotireoidismo (glândula tireóide hipoativa);
  • Deficiência de vitaminas B12.

Outras doenças em que a perda de memória se apresenta são apenas parcialmente reversíveis. Ou seja, o tratamento pode melhorar a memória e o funcionamento mental ou evitar uma deterioração maior.

Como por exemplo, doenças que interferem no suprimento de sangue ou nutrientes ao cérebro, como parada cardíaca, alguns tipos de acidente vascular cerebral, convulsões de longa duração, lesões na cabeça, uma infecção cerebral, infecção por HIV, tumores cerebrais e excesso de uso de algumas drogas (incluindo álcool).

Sintomas de perda de memória?

perda de memória: mulher pressionando os olhos
Perda de memória: Os sintomas também podem ser vários, mas a confusão mental e esquecimentos os mais comuns.

Pessoas com perda de memória, que passam a esquecer frequentemente das coisas, apresentando sintomas específicos como os descritos abaixo devem procurar um médico para uma melhor avaliação. São eles:

  • Dificuldade em executar atividades diárias habituais;
  • Dificuldade em prestar atenção e flutuações no nível de consciência (sintomas que sugerem delirium);
  • Sentimento de depressão com pensamentos suicidas;
  • Esquecimentos frequentes e intensos a ponto de atrapalhar a rotina, a segurança ou a independência da pessoa;
  • Perda de memória associada a dificuldades em encontrar lugares e reconhecer rostos conhecidos, fazer contas;
  • Alterações na coordenação motora e variações de humor, personalidade ou comportamento;
  • Esquecimentos pioram progressivamente ao longo do tempo;
  • Presença de outros sintomas por problema no sistema nervoso, como cefaleias, dificuldade em usar ou compreender a linguagem, lentidão, problemas de visão ou tontura;
  • Perda de memória e esquecimentos em pessoas com mais de 60 anos.

Todos esses sinais de alarme podem indicar que a perda de memória esteja relacionada com problemas neurológicos mais graves. Nesses casos, é altamente recomendável procurar um médico neurologista, que vai determinar a urgência com base em outros sintomas e na gravidade dos sintomas.

Diagnóstico e Avaliação

Normalmente, a avaliação médica costuma se concentrar em determinar as causas de perda da memória. É preciso saber se as alterações cerebrais estão relacionadas com idade, ou seja, consideradas normais, ou se é um comprometimento cognitivo leve, depressão ou demência inicial.

Os médico neurologista irá marcar um exame físico para avaliar os sintomas do indivíduo e o histórico médico. É importante a presença de um parente próximo para confirmar os sintomas e até ajudar a descrevê-los com mais precisão. Normalmente, a confirmação vem através de uma anamnese e o exame físico frequentemente sugere a causa e os exames restantes que precisarão ser feitos. É possível também marcar consultas separadas para que os sintomas possam ser descritos de forma mais clara, e o médico compara as versões.

Avaliação durante a consulta

A avaliação do histórico médico inclui perguntas sobre doenças adquiridas ao longo da vida e de parentes próximos, uso de medicamentos ou drogas ilegais ou recreativas, além de suplementos nutricionais.

Além disso, tenta colher informações sobre a educação do indivíduo, empregos e atividades sociais para ajudar na avaliação do funcionamento mental prévio do indivíduo e gravidade do problema. Durantes a consulta o médico faz algumas perguntas sobre os sintomas da perda de memória que podem incluir:

  • Que tipos de coisas a pessoa costuma esquecer (palavras, nomes, pessoas, lugares) ou
  • Se a pessoa costuma se perder;
  • Quando os sintomas de perda de memória começaram;
  • Se a perda de memória está piorando;
  • Como a perda de memória está afetando a execução do trabalho e das funções em casa;
  • Se há dificuldade em usar ou compreender a linguagem;
  • Se há mudança nos hábitos alimentares, de sono ou de humor.

Exame físico

Durante o exame físico, os médicos avaliam todos os sistemas do corpo, mas se concentram no sistema nervoso (exame neurológico), incluindo avaliação do funcionamento mental (exame do estado mental). No exame do estado mental, os médicos pedem que as pessoas respondam a perguntas ou executem tarefas específicas para avaliar vários aspectos do funcionamento mental, como:

  • Orientação quanto ao tempo, local e indivíduo: responder corretamente data e local atual e quem eles são;
  • Atenção: repetir uma lista curta de palavras;
  • Concentração: soletrar “mundo” ao contrário ou repetir o número de telefone para frente e depois ao contrário;
  • Memória de curto prazo: relembrar a lista curta de objetos após alguns minutos;
  • Memória de longo prazo: descrever eventos de um passado distante;
  • Uso da linguagem: nomear objetos comuns e partes do corpo, ler, escrever e repetir frases específicas. Esse teste também avalia o pensamento abstrato, a compreensão, a capacidade de seguir instruções e resolver problemas matemáticos, consciência da doença e humor.

Outros exames

Normalmente, através dessa avaliação de histórico médico, sintomas e exame físico durante a consulta, já é possível determinar se a causa inclui alterações relacionadas à idade, comprometimento cognitivo leve ou demência inicial com base no tipo de perda de memória e os sintomas que a acompanham.

Contudo, quando o diagnóstico ainda é impreciso, pode-se pedir um teste neuropsicológico semelhante ao teste de status mental, mas mais detalhado. No entanto, é um teste mais demorado que pode levar horas. Normalmente, é aplicado por um psicólogo ou psiquiatra especializado em perda de memória.

Em caso de suspeita de demência ou quaisquer anormalidades durante o exame neurológico, é feita uma imagem por ressonância magnética (IRM) ou tomografia computadorizada (TC) para verificar a presença de tumor cerebral, hidrocefalia de pressão normal, danos devido a uma lesão na cabeça e acidente vascular cerebral.

Além disso, podem ser realizados exames de sangue para medir os níveis de vitamina B12 e hormônios tireoidianos para determinar a causa de perda de memória. Já em caso de suspeita de infecção cerebral, os médicos fazem uma punção lombar para colher amostras de líquido em volta do cérebro (líquido cefalorraquidiano) e levar para análise.

Tratamentos para perda de memória

Tratar quaisquer problemas que contribuem para a perda de memória pode ajudar a restaurá-la ou, pelo menos retardar o processo. Ou seja, o tratamento vai depender da causa do problema.

Por exemplo, a deficiência de vitamina B12 é tratada com suplementos de vitamina B12, e uma glândula tireóide hipoativa é tratada com suplementos de hormônio de tireóide. No caso da depressão, o tratamento envolve uma combinação de medicamentos com psicoterapia. Geralmente, são prescritos antidepressivos que não percutem na perda de memória, como inibidores de recaptação seletiva de serotonina.

Para hidrocefalia de pressão normal, é colocado um desvio cirurgicamente para drenar o líquido excessivo em volta do cérebro. Já no caso de usuário de drogas que afetam o funcionamento cerebral, os médicos podem interromper a droga, reduzir a dose ou tentar substituí-la por outro medicamento.

O comprometimento cognitivo leve pode ser tratado com donepezila, medicamento que costuma ser usado para tratar a doença de Alzheimer. Já a demência pode ser tratada com donepezila ou outros inibidores de colinesterase, como galantamina e rivastigmina, que podem melhorar de forma temporária o funcionamento mental.

Mas, se a única causa for alterações na memória relacionadas à idade, o problema não é sério, mas essas alterações não significam que o funcionamento mental diminuirá. No entanto, há modos de compensar essas perdas e possivelmente melhorar o funcionamento mental.

Medidas de prevenção e melhora

É possível adotar algumas medidas para melhorar o funcionamento do cérebro e melhorar ou compensar a perda de memória. Essas medidas, em conjunção ao controle da pressão arterial, níveis de colesterol e níveis de açúcar no sangue, também reduzem o risco de doenças de vaso sanguíneo e coração. São elas:

  • Exercitar-se regularmente;
  • Ter uma dieta saudável, com frutas e verduras;
  • Dormir o tempo necessário;
  • Não fumar;
  • Consumir álcool com moderação;
  • Participar de atividades sociais e intelectualmente estimulantes;
  • Fazer exames minuciosos/check-up regulares;
  • Evitar o estresse;
  • Criar listas e manter um calendário detalhado;
  • Aprender coisas novas (como um novo idioma ou um novo instrumento musical);
  • Ler e fazer exercícios mentais (resolver palavras-cruzadas ou jogar xadrez ou outros jogos de estratégia);
  • Trabalhar no computador ou fazer trabalhos manuais (como tricotar e fazer quilt);
  • Estabelecer rotinas;
  • Fazer associações ou relacionar novas informações a informações já conhecidas;
  • Repetir informações, como repetir o nome de uma pessoa nova várias vezes;
  • Concentrar-se em uma coisa de cada vez;
  • Melhorar as habilidades organizacionais, como manter itens frequentemente usados no mesmo lugar;
  • Proteger a cabeça de lesões.

Todas essas atividades e medidas incorporadas na nossa rotina podem ajudar a manter ou melhorar o funcionamento mental, pois fortalecem as conexões entre os nervos. Como consequência, essas conexões nervosas mais fortes ajudam as pessoas a retardar o declínio do funcionamento mental que resulta de alterações no cérebro e, posteriormente, pode ajudar a compensar tal declínio.

Compostos vitamínicos

Há quem recorra também aos compostos vitamínicos para ajudar a impulsionar o funcionamento do cérebro e ativar suas funções. Há muitos complexos vitamínicos que prometem ajudar na perda de memória.

É o caso do Power Mind X, um composto vitamínico do complexo B com propriedades que ativam a memória e contribuem para o desenvolvimento cerebral. Segundo a fabricante, a fórmula do P Mind X pode ajudar na síntese da acetilcolina, um dos principais neurotransmissores, responsável por armazenar informações.

O Power Mind X tem fórmula natural e não apresenta efeitos colaterais, por isso qualquer pessoa pode tomar. A pessoa deve tomar uma cápsula ao dia, todos os dias, por no mínimo 3 meses. No caso de grávidas ou que amamentam, idosos, pessoas com doenças pré existentes ou que utilizam algum remédio regularmente, é necessário a consulta médica antes de começar a usar o Power Mind X.

O Power Mind X é vendido no site da própria fabricante através de três kits promocionais, por meio de cartão de crédito em até 12 vezes, ou boleto bancário e entregue na sua casa.

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