Parkinson: sintomas, tratamentos, medicamentos e novas possibilidades!

um número alarmante

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O neurologista Carlos de Mello Rieder* expõe não só os números alarmantes para surgimentos da Doença de Parkinson (DP) mas também ressalva que cerca de 10% das pessoas apresentam sintomas da doença  antes dos 45 anos.

Seu nome é em homenagem ao primeiro médico que a descreveu em 1817: Dr. James Parkinson.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1% da população mundial com mais de 65 anos apresenta DP.

No Brasil, infelizmente não há uma estatística exata mas estima-se que atualmente cerca de 200 mil pessoas sofram da doença. Segundo Dr Rieder “até 2030 aproximadamente 600 mil brasileiros poderão ter a doença”.

Alguns casos de Parkinson Juvenil surgem antes dos 21 anos.

A Doença de Parkinson (ou Mal de Parkinson) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum atrás apenas da demência de Alzheimer.

Parkinson e Alzheimer são diferentes. Alzheimer é um tipo de doença que afeta diretamente os neurônios provocando danos de natureza cognitiva (aspectos da memória).

AFINAL DE CONTAS, O QUE É DOENÇA DE PARKINSON

É uma doença neurológica progressiva que afeta principalmente o cérebro através da falta de uma substância chamada DOPAMINA, também responsável pela harmonia dos comandos e execuções de ordem motora – (além do sono, humor, atenção, aprendizagem)

A DP  prejudica a coordenação motora e provoca tremores e dificuldades para caminhar e se movimentar, dentre outros sintomas.

Os neurônios (como toda célula) também possuem uma “vida útil”. Porém, diferente das demais, ela não se regenera com o tempo.

Assim, o sistema nervoso sofre degeneração numa região do cérebro chamada substância negra. Esta é uma região onde a dopamina é produzida. Desta forma, a falta deste importante neurotransmissor responsável por controlar os movimentos finos e coordenados geram a Doença de Parkinson.

Não há formas de se prevenir o Parkinson e também não existe cura até o momento. Mas há tratamento e formas de controlar os sintomas apresentados por ela.

Causas e Fatores de risco

As células nervosas cerebrais produzem dopamina para ajudar a controlar os movimentos musculares.

O Parkinson ocorre quando tais células são destruídas lenta e progressivamente. Sem a dopamina, o cérebro não pode enviar mensagens corretas.

O resultado é perda de função muscular, que piora com o tempo.

A causa é desconhecida. Os os médicos acreditam que uma mistura de fatores possa estar envolvida:

  • Genética: mutações específicas podem estar associadas ao Parkinson. Geralmente membros da família são afetados.
  • Meio ambiente: exposição à toxinas ou fatores ambientais podem aumentar o risco de surgimento do Parkinson apesar do risco ser menor.
  • Idade: O risco do Parkinson aumenta com a idade. As pessoas costumam desenvolver a doença em torno de 60 anos de idade ou mais. Em pessoas mais jovens pode acontecer porém mais raro.
  • Hereditariedade: ter um parente próximo com DP aumenta as chances de uma pessoa desenvolver a doença.
  • Gênero: homens são mais propensos a desenvolver a doença do que mulheres
  • Elementos tóxicos: contato contínuo com herbicidas e pesticidas pode aumentar o risco  ligeiramente para doença de Parkinson. Há pesquisas recente que apontam contato prolongado com metais pesados ou substâncias tóxicas da indústria metalúrgica também.
  • Traumas isolados ou repetitivos no crânio: como por exemplo, um lutador de boxe. Vários traumas podem lesionar os neurônios dopaminérgicos.

SINTOMAS E SINAIS

“Sintomas” é o que se relata e “Sinais” é o que observamos.

Há 2 grupos de sintomas e sinais, na Doença de Parkinson:  os motores e os não motores.

Motores

Relacionam-se a todos os movimentos físicos e geralmente a dificuldade é relatada pela própria pessoa que desenvolve o quadro. Os mais comuns são:

1.Tremores

Presente inicialmente em 70% dos casos. Costuma começar em uma das mãos, recorrente principalmente quando o membro está em repouso e desaparece quando o membro afetado se movimenta. Esta é uma das diferenças do tremor do parkinson para outras situações.

2.Bradicinesia

É o sintoma mais incapacitante!  A bradicinesia é caracterizada por movimentos lentos e pode se aparecer em atividades simples, como por exemplo: abotoar a camisa ou amarrar o tênis.

Também há uma dificuldade em realizar qualquer movimento voluntário (há dificuldade em manter o controle de movimentos). Com o tempo os passos são afetados pois tornam-se curtos e lentos, além de haver o desequilíbrio enquanto estando de pé.

3.Rigidez

Com a falta de dopamina, os músculos não recebem ordem para relaxar. Por isso a rigidez é constante, causando até mesmo dor, já que a amplitude dos movimentos fica limitada.

Devido a isso também ocorre a perda do balançar dos braços enquanto se anda.

Outros sintomas motores:

  • Alteração na fala
  • Aumento de salivação
  • Deglutição afetada
  • Incontinência urinária
  • Micrografia (escrita com letras pequenas)
  • Perda da expressão facial (facie series = face de cera)
  • Redução do piscar de olhos
  • Visão embaçada

Sintomas não-motores

  • Ansiedade
  • Alucinações
  • Alterações no sono
  • Demência tardia
  • Depressão
  • Problemas comportamentais (obstinação, ações compulsivas, por exemplo) em 30% dos casos desenvolve-se significativamente depressão e transtornos de ansiedade
  • Problemas sensoriais
  • Problemas emocionais
  • Perturbações no sono
  • Raciocínio lento

Parkinson e Parkinsonismo

Ao conjunto dos principais sintomas a nível motor denominamos parkinsonismo, ou “síndrome de parkinson”.

Parkinsonismo: termo genérico dado a um conjunto de doenças que apresentam tais sintomas: tremor, rigidez muscular e lentidão de movimento (bradicinesia). A Doença de Parkinson está dentro deste grupo.

Cerca de 85% das pessoas com Parkinsonismo têm Doença de Parkinson. O Parkinsonismo pode ser chamado de Parkinson Idiopático, que é a forma mais comum.

Os outros 15% têm outras condições mais raras:

  • Atrofia de Múltiplos Sistemas (MSA)
  • Degeneração Corticobasal (CBD)
  • Demência com corpos de Lewy (DLB)
  • Parkinsonismo induzido por medicamento
  • Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP)
  • Parkinsonismo Vascular (Aterosclerose)
  • Tremor Essencial (ET)

DIAGNÓSTICO

É feito a partir da análise dos sintomas e histórico do paciente. Exames como eletroencefalograma, tomografia computadorizadas, ressonância magnética, análise do líquido espinhal e outros são os solicitados. E o médico especializado é o neurologista. 

TRATAMENTO

  • Terapia de estimulação Cerebral Profunda – DBS (Deep Brain Stimulation), que ocasiona pequenas descargas elétricas de estimulação cerebral
  • Uso de medicamentos dopaminérgicos e seus complementares
  • Terapias Alternativas: shiatsu, Yoga, massagem
  • Terapias não medicamentosas: fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicoterapia, nutrição
  • Suplementos nutricionais como por exemplo a reposição de magnésio no organismo

Muitas pessoas estão tendo resultados incríveis com atividades como dança, caminhadas e corridas, indo justamente contra aos efeitos devastadores do parkinson.

 

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MEDICAMENTOS ANTIPARKINSONIANOS

Nome comercial Princípio ativo
Sinemet / Cronomet / Prolopa Levodopa ou L-Dopa
Parlodel / Bagren Bromocriptina
Dopergin Lisuride
Mirapex Pramipexol
Celance Pergolida
Requip Ropinirol
Akineton Biperideno
Artane Triexifenidil
Mantidan Amantadina
Niar / Deprilan / Jumexil/ Elepril Selegilina + L-Deprenil
Tasmar Tolcapone
Comtan Entacapone
Azilect Rasagilina
Neupro Rotigotina
Stalevo Levodopa + Carbidopa + Entacapona
Trivastal Retard Piribedil
Sifrol / Sifrol ER / Livipark / Pramipezan / Stabil Pramipexol
* consulte: https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-mal-de-parkinson-sintomas-tratamento-causas-e-mais/#causas-dp

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

Muitas pessoas com parkinson não apresentam tremor por expressarem uma variante da doença. Portanto, nem todo tremor é parkinson, nem toda doença de parkinson tem tremor.

Se não for tratada, a doença piora até a pessoa se tornar completamente inválida.

O Parkinson pode levar à deterioração de todas as funções cerebrais e à morte prematura.

A maioria das pessoas têm uma boa resposta aos medicamentos. A eficácia dos medicamentos em aliviar os sintomas e a duração desse efeito pode ser diferente de pessoa pra pessoa.
Os efeitos colaterais podem ser graves e muito significativos quanto à funcionalidade do portador.

Dr Rieder* afirma que portadores da doença “não podem fazer uso de medicamentos como anti-vertiginosos e anti-hipertensivos, que podem exacerbar os sintomas do Parkinson”.

UTILIDADE PÚBLICA

Medicamentos distribuídos pelas

Farmácias de Alto Custo das Secretarias Estaduais de Saúde:

  • Amantadina 100mg
  • Bromocriptina 2,5mg e 5 mg
  • Cabergolina 0,5mg
  • Entacapona 200mg
  • Pramipexol 0,125mg, 0,25mg e 1 mg
  • Selegilina 5mg e 10mg
  • Tolcapona 100mg

Medicamentos distribuídos em postos municipais de saúde

  • Biperideno 2mg e 4mg
  • Levodopa + Benserazida 200/50mg
  • Levodopa + Benserazida 100/25mg
  • Levodopa + Carbidopa 250/25mg
  • Levodopa + Carbidopa 200/50mg

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico.  Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

* consulte: https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-mal-de-parkinson-sintomas-tratamento-causas-e-mais/#causas-dp

Ser livre! Mais que 1000 palavras

Cem mil corredores, cem mil rostos, cem mil corações se unem anualmente para participar do maior evento mundial às pessoas com Parkinson.

Uma corrida de mil pessoas solidárias!

Participe e divulgue esta iniciativa.

Conheça: http://run4parkinson.org/br/

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Refer.:

*Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1986), realizou residência médica em Neurologia no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (1987-1990); mestrado em Medicina (PPG Ciências Médica) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1994) e doutorado em Clinical Neuroscience pela University of Birmingham (Inglaterra, 2000)

(http://inscer.pucrs.br/neurologista-sobre-parkinson-no-brasil-ate-2030-quase-600-mil-pessoas-devem-ter-a-doenca/)

(http://www.minhavida.com.br/saude/materias/16793-tremores-nas-maos-nem-sempre-indicam-doenca-da-parkinson)

(http://parkinsoneeu.com)

(https://www.erichfonoff.com.br/as-causas-da-doenca-de-parkinson/)

 

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