O desafio de conviver com as diferenças

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As mais significativas estão na forma de PENSAR, SENTIR E AGIR.

Já paramos para pensar em como é a forma que nos relacionamos com as pessoas ao nosso redor? O que esperamos delas? O que elas esperam de nós? O que esperamos de nós mesmos com relação a elas?

Gostaríamos de ser únicos e originais, ou que os outros pensassem e sentissem como nós. Consideramos importante a nossa escala de valores e não ficamos dispostos a olhar e entender os critérios do outro, o que implicaria em reavaliar os nossos. Porém, cada pessoa tem o seu jeito de ser e uma história de vida própria somente por ela experimentada. Do ponto de vista emocional, não toleramos as diferenças porque nos fazem sentir sozinhos e desamparados.

Uma das maiores dificuldades da convivência entre as pessoas se baseia no fato do ser humano se apresentar um ser social por natureza e, simultaneamente, um ser EGOCÊNTRICO. Por sermos sociais, somos incapazes de viver sozinhos no mundo e, por sermos egocêntricos, somos incapazes de conceder aos nossos semelhantes as mesmas regalias que nos concedemos.

Enquanto insistirmos em pensar desse modo equivocado, continuaremos a cometer os erros de sempre: ORGULHO, quando julgamos nosso modo de ser invejável; INVEJA, quando ocorre o inverso. E é daí que vem a raiz dos nossos PRECONCEITOS, que não passam de generalizações precipitadas e negativas que brotam com facilidade em nossa alma.

É preciso que entendamos que cada pessoa tem o seu jeito, as suas particularidades o que a torna diferente das demais pessoas, portanto essa pessoa não é obrigada a ver a vida da mesma maneira que nós. O outro tem o direito de ver vida, e enxergar situações de uma maneira diferente da nossa.

Muitas vezes esperamos tanto dos outros que frequentemente nos sentimos frustrados por eles. Isso ocorre porque nos relacionamos com as pessoas partindo de nossas próprias referências pessoais. Mas, será que o outro é obrigado a atender às minhas expectativas? Estamos sempre buscando o “ feitos uns para o outro “ ou pelas “ almas gêmeas “, e o resultado é sempre desastroso. As diferenças repelidas de um lado pro outro geram constantemente brigas.

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Nossas frustrações costumam ser proporcionais às nossas pretensões. Uma das causas de nossas frustrações é também a sensação de falta de reciprocidade, ou seja, quando não fazem conosco ou para nós o mesmo que acreditamos ter feito (de bom) aos outros. Exemplo: Comemoração de aniversário // Convites para programas…

       

Para evitar incompreensões, mágoas, decepções, brigas…, precisamos refletir, ouvir, conversar, avaliar o que pensam todos aqueles que são importantes para nós. A única maneira de tornar sólida qualquer relação, é com sinceridade, generosidade, respeito, afeto… , e com um desejo real de conhecer o outro e suas necessidades.

Quando não discutidas e compreendidas, as diferenças podem originar discussões e incompreensão entre os elementos do casal.
• Conheça as perspectivas do seu parceiro – Para chegar a um entendimento com o seu parceiro tem de haver diálogo e exposição dos gostos e perspectivas de cada um. É essencial conhecer tudo o que é novo para nós para que possamos compreender o porque desses ideais e tentar conjugar com os nossos.

• Mostre interesse – Apesar de poder ter perspectivas diferentes das do seu parceiro não deixe de mostrar interesse de forma verdadeira e espontânea. Todos gostamos de ser ouvidos e que manifestem interesse acerca dos nossos assuntos.. Ouça, compreenda e discuta para perceber e conjugar essas novas aprendizagens.

• Saiba dialogar e aceitar as diferenças – Saber conversar é essencial para o entendimento entre um casal com opiniões e gostos diferentes. Há que deixar para trás os extremismos, apelar à compreensão de ambas as partes e evitar erros na relação amorosa que podem ser resolvidos através de um diálogo saudável. Para que tal aconteça há que saber dialogar e aceitar cada diferença com objetivo de fortalecer a relação e o conhecimento em geral.

• Ceder e fazer com que a outra pessoa ceda – Para que haja sempre entendimento entre o casal há que haver cedências alternadas. Nem sempre é possível preencher os gostos dos dois elementos do casal em simultâneo por esse mesmo motivo não se importe de ceder e deixar o seu parceiro fazer as coisas à sua maneira, se ele também a deixar fazer algumas coisas ao seu gosto. É justo e acaba por ser uma atividade produtiva para o casal.

• Faça com que as divergências se completem – Aprenda com as diferenças do seu parceiro e complete a sua relação tendo em vista a felicidade de ambos.

Quando tentamos nos colocar no lugar do outro, buscando entender e compreender o outro, abrimos uma porta para que a outra pessoa também tente nos entender e compreender. Somente assim poderemos realmente construir bons relacionamentos, em todos os âmbitos: amizade, profissional, familiar e amoroso.

Quando aprendemos a enxergar o outro como um ser diferente, mas especial, teremos então um mundo mais justo, igualitário com menos violência, e consequentemente pessoas mais felizes.

Texto de Solange Quintaniha
Psicóloga Médico-Hospitalar, Psicanalista e Psicóloga Motivacional. Especialista na Terceira Idade e em Tabagismo. Palestrante de Temas Existenciais e Autoajuda.
Contatos: (21) 8179-99-99
E-mail:solangepsi8@gmail.com

 

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