Xi… Esqueci o nome de uma amiga querida!

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Pra dizer a verdade, errei o nome. Nem sei o que é pior.

E olha que nem foi emoção de reencontrá-la após tantos anos! Pois eu tinha certeza absoluta de seu nome. Foi engano mesmo.

E um engano reforçado por uns 6 anos que me lembro. Mas um pequeno engano. Nada grave (graças a Deus)!

Descrevo a cena: hoje estava eu na fila, para fazer exame, quando a atendente do posto se apresenta conferindo o pedido de um por um. Reconheci aquela voz, ainda que lendo um texto que carregava comigo. Com os olhos por cima do óculos mirei a figura E imediatamente explanei dentro de mim “Nicole!”

Na minha vez, com alegria no peito e um sorriso exagerado (meu jeito mesmo), já fui logo dizendo (mas baixinho para me conter): “Nicole”! E percebi que ela rabiolou com os olhos, meiga como sempre, conferindo meus dados.

Inconformada, fiz minha face frente a sua e disse: “Sou Gal, Nicole”.

Ela logo jogou um sorriso dizendo “Gaaaal”! Puxa! E eu, querendo “mostrar beleza” que não havia esquecido dela, fortaleci: “Nicole! Quanto tempo!”

Daí, minha gente, foi fatal! Nem um segundo a menos ela já foi logo corrigindo “Sou Monique!”

Puuufffffff…

Em meio segundo fiz uma brincadeira tola dando importância maior para a felicidade de reencontrá-la para não sentir muita vergonha. Estratégia antiiiiga!

Fui atendida com esmero, como os demais que ali aguardavam sua vez.

Mas porque esse tipo de branco acontece? Há alguns anos, nas poucas vezes que me recordava dela, devido ver ao longe algum semblante similar, eu pensava assim: “Olha! Aquela lá é a Nicole”. E assim fiz repetidas vezes. Poucas, mas fiz.

E repetidas poucas vezes fui fixando a informação de forma natural, do jeito que a memória gosta. Sem esforço.

Ai ai…

Entre um tempo e outro de minha permanência no posto demos um abraço apertado e fomos rever quanto tempo de história poderia aguardar um café para contar. Foi muito agradável tê-la encontrado.

Nem precisa dizer como saí do lugar. Uma vez que chego sempre alegre em qualquer lugar, desta vez saí alegre e saltitante já pensando no dia da visita. Como se não bastasse, morávamos bem pertinho.

E alegre e saltitante fui revendo minha vergonha com muito bom humor pra não ficar marcas negativas e deixar autoestima no chão.

Alguns minutos a mais no refresco das calçadas… lembrei que o seu marido (na verdade meu amigo antes dela – agora entendem o tamanho da alegria) a chamava de Nique.

Ufa!!!! Ainda bem! Meia vergonha! Pois de Nique pra Monique são 50%. E isso vale um bom desconto.

Pra ficar esperta imagina quantas vezes repeti o nome dela em nossa conversa… “Pois é Monique… Mas sabe Monique… É mesmo, Monique?”. Mas sem exageros pra não ficar estranho.

Daí fiquei pensando em como somos capazes de esquecer o nome de alguém querido há muito tempo não visto. Como? Se ela é tão querida?

Eita que a gente não pode colocar chifre na cabeça de cavalo e nos obrigar a lembrar de tudo quanto é nome e detalhes. Haja cabeça fresca!

Há uma pesquisa norte americana que relata que a partir dos 35 há uma tendência (que paulatinamente aumenta) para esquecermos nomes. Principalmente de novos conhecidos.

E isso ficou comprovado de maneira fisiológica, ou seja, mudanças nos níveis de nossos neurotransmissores devido tempo de vida (pra não falar idade).

Na verdade não é um problema de armazenamento mas sim, de recuperar a informação armazenada.

Então, já compreendo que é bem melhor aceitar minha condição de meia idade com bom humor e leveza, uma vez que há apreço em se viver.

Também compreendo que viver é existir uns com os outros e ajudar-nos quando preciso.

Julgamentos, críticas, considerações que sempre nos apontam “termos que ser assim desse ou daquele jeito”, “que nada pode falhar, mudar ou perder” é viver aprisionado numa condição muita dura para poder ser o que se é.

E já que a vida é o elogio da dualidade, existindo: “entrar pra sair”, “chorar pra sorrir”, “desfazer e fazer”… tenho todos os direitos de lembrar e esquecer!

 

Para conhecer mais sobre as pesquisas que comentei, eis um livro maravilhoso que todas as pessoas a partir dos 35 anos deveriam ler:

Veja abaixo “O MELHOR CÉREBRO DE SUA VIDA” (oba!):

LIVRO DIGITAL

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gal TI

Gal Rosa

Terapeuta Ocupacional Gerontóloga

produtora de conteúdo e comunicadora do www.aterceiraidade.com

email: gal@aterceiraidade.com

Youtube: A Terceira Idade com Gal Rosa

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