No cardápio, a redução do estresse

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O problema é global. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que cerca de 450 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de alguma disfunção relacionada ao estresse. Antes de atacar os sintomas desse mal da vida moderna, no entanto, é possível reequilibrar o corpo com uma dieta balanceada e que lance mão de alimentos que contenham as substâncias certas para cada caso.

A biotecnóloga e nutricionista Priscila Machado (CRN- SP – 26984) explica que, como há situações de estresse agudo e casos crônicos, o tratamento à base de alimentos varia. Segundo ela, ao contrário do que muita gente pensa, em situações de estresse agudo, o recomendável é usar alimentos doces, em vez da tradicional água com açúcar. Nesses casos, são indicadas frutas como uva, figo, cereja, laranja, romã e morango, que são ricas em açúcar E têm propriedades medicinais importantes.

“Frutas coloridas com casca escura têm fitoquímicos e antioxidantes. Eles ajudam o controle da glicemia, pela rápida liberação de insulina, o que faz com que os níveis de cortisol e adrenalina gerados pelo estresse agudo sejam reduzidos drasticamente”, esclarece Priscila.

Já no caso do estresse crônico, ao contrário, os alimentos precisam ter baixo índice glicêmico, a fim de ajudar a conter a liberação de insulina em excesso ao longo do dia. Para isso, o ideal é a combinação de alimentos de diversos grupos, como o dos cereais, que incluem quinoa, arroz integral e arroz preto; dos grãos leguminosos, como feijão, lentilha e grão de bico; e alimentos proteicos magros, como peixes, aves e carnes brancas em geral, além de folhas e legumes fibrosos em todas as refeições.

“Uma grande aliada nesses casos é a lentilha, rica em ferro e zinco, minerais muito importantes para a síntese hormonal. O mesmo se aplica às algas, comumente consumidas na culinária japonesa, como aquelas que envolvem os temakis. Elas têm iodo, nutriente que auxilia as funções tireoidianas e ajuda a reduzir o estresse”, indica.

Outro elemento útil no combate ao estresse é o magnésio, especialmente se associado ao cálcio. Todo estresse crônico provoca, a longo prazo, a degeneração do sistema nervoso, e alimentos que contêm magnésio combatem essa degeneração. “Ele é relaxante muscular, auxilia o funcionamento das artérias, sendo útil contra artrite, osteoporose, dores, cãibras e espasmos musculares. É encontrado em folhas verdes, grãos e sementes, como a soja”, enumera Priscila.

       

A nutricionista lembra que o estresse é um quadro psisiológico associado à liberação de cortisol e de adrenalina na corrente sanguínea. Para controlar esse excesso de glicose, o corpo libera insulina. Se a pessoa está com estresse crônico, seu organismo vai liberar essas substâncias todos os dias, sobrecarregando as glândulas.

“A consequência é que a pessoa passa a sintetizar muita gordura e a se alimentar com mais açúcar, o que gera uma inflamação, que é um desequilíbrio para reparar as células. Nós freamos esse processo com uma dieta equilibrada, com os alimentos certos. O equilíbrio entre as taxas de cortisol e insulina vai fazer a pessoa se sentir mais relaxada”, garante Priscila.

Para Priscila Machado, o bom funcionamento do corpo em razão de uma dieta balanceada é o pontapé inicial para uma vida sem estresse e, consequentemente, com mais qualidade.

Texto de: Priscila Machado, nutricionista e biotecnóloga

Fonte: Revista Longevidade Saudável, coordenada pelo Dr. Ítalo Rachid

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1 comentário
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