Menopausa: O Guia Completo

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A menopausa, ou cientificamente denominada “climatério”, tem definição pela Organização Mundial da Saúde, que corresponde a uma etapa da vida das mulheres, que é o período transitório entre reprodução e não reprodução da vida feminina. A menopausa demarca a etapa reprodutiva, e aponta o último ciclo de menstruação, apenas com reconhecimento posterior a um ano desse ato, ocorrendo, de forma geral, entre a faixa etária dos 48 e 50 anos de idade.

Alguns dados de 2007, revelam que as mulheres brasileiras são um quantitativo maior que 98 milhões no país. Nesse sentido, uma média de 30 milhões correspondem a faixa etária dos 35 e 65 anos, o que corresponde a 32% do público feminino brasileiro em etapa de menopausa.

Historicamente, são várias condições, tanto físicas quanto mentais, destacadas no período da menopausa. As estatísticas vigentes apresentam um crescimento dos sintomas e questões problemáticas da mulher neste prazo, que acabam destacando fatores sociais e, principalmente, pessoais, e não apenas sintomas endócrinos da menopausa.

O climatério não se trata de patologia, mas sim uma etapa da natureza humana feminina, e depende muito de cada organismo das mulheres, podendo ou não utilizar remédios para o controle dos sintomas. Há por um lado, muitas mulheres que acabam demonstrando sintomas de muita intensidade e que precisam de uma atenção redobrada para o tratamento dessa etapa. É, de fato, essencial que exista um acompanhamento da situação observando uma boa saúde, através do diagnóstico recente, cuidando imediatamente dos agravantes e fatos que previnem prejuízos.

Os profissionais da saúde, em época do diagnóstico, devem prestar atenção aos seguintes critérios:

  • o peso
  • a altura
  • a circunferência do abdômen
  • a pressão arterial
  • solicitação de exames

A partir de todas essas etapas, é preciso, em alguns casos, encaminhar a mulher para grupos psico-educativos ou para outros especialistas como os da:

  • saúde bucal
  • endocrinologia
  • cardiologia
  • ortopedia
  • oftalmologia

Todos orientarão a mulher a respeito de sua sexualidade, de uma alimentação saudável, sobre a prevenção do câncer e das DST/aids, no decorrer de atividades que busquem uma boa saúde e outras ferramentas disponibilizadas na rede, em outros cargos públicos e na sociedade.

Ciência e remédios

A ciência disponibiliza várias ferramentas, opções ou etapas de terapias e tecnologias para o alcance de uma boa saúde das mulheres na menopausa, que devem, contudo, ter utilidade criteriosa e individual.

Ainda que muitas das queixas do comportamento na menopausa possa ter explicação por fatores socioculturais e psicológicos, não há como não dizer que possam existir relações entre biologia, a psicologia e a cultura.

Hormônios

A utilização sistemática de hormônios ao longo da menopausa é uma prática comum. O grupo feminino em etapa de menopausa costuma sofrer a carência de hormônios, e por isso, em alguns casos, recorre-se ao tratamento de hormônios como uma opção de terapia, quando há indicação.

É essencial que os especialistas de saúde tenham informações atuais do procedimento em relação a menopausa a fim de tornar o tratamento menos agressivo ou invasivo possível.

Também existem outras formas e terapias convencionais como:

Essas áreas são versadas a um modo de vida saudável, através de alimentos, exercícios físicos e saúde da mente e do sistema emocional, podendo ser um apoio satisfatório em etapa da menopausa.

Fatores psicossociais

De acordo com estudos, há uma demonstração de maneiras diferentes construídas conforme organismo específico de cada mulher, partindo de aspectos sociais e suas culturas. Mulheres, atualmente, trabalham e são provedoras financeiras da família, preenchendo diversas áreas que, antes, restringiam-se ao gênero masculino.

As modificações sociais têm interferência na maneira como as mulheres envelhecem e se deparam as desvantagens que se acumulam ao longo de situações discriminatórias e ainda desiguais.

As brasileiras vivem em um procedimento que feminiza a pobreza e a sua velhice. De acordo com o IBGE, mulheres afrodescendentes do país correspondem a 36 milhões, o que seria 30% da população composta por mulheres. Entre toda a população feminina, as negras ainda convivem com uma discriminação por duas vezes, relacionadas, uma, ao sexo e a outra pela raça.

Em diversas famílias, o público feminino se tornou a renda principal, e por diversas vezes, a única renda. O que acontece é que, pela inexistência de uma renda que complemente os custos da família, a mulher ainda é encarregada de diversas outras tarefas domiciliares, e com uma remuneração muito menor que a do homem.

O fator da dificuldade e sobreviver economicamente e participar do mercado de trabalho, juntamente do caráter de inúmeras responsabilidades com a família e em casa, aliadas aos diversos preconceitos relacionados ao processo de envelhecimento corporal, tornam muito maiores os sofrimentos psicológicos envolvidos pelo público feminino mais velho.

Ao passar dos anos, as mulheres vivenciam modificações de muitas formas naturais, como o primeiro fluxo menstrual, o primeiro ato sexual, gravidez e a, em questão, menopausa. Essas modificações dos hormônios destacadas ao final do prazo de reprodução feminina, destacado pela menopausa, requisitam que o corpo se adapte fisicamente, psicologicamente e emocionalmente. Conflitos anteriores podem também fazer parte nesta etapa, sendo de fato reencontrados.

O fator metabólico do organismo como um todo tem modificações, de forma especial, quando em relação aos sistemas endócrinos e da redução de exercício ovariano. Como todas as partes do corpo, há também o envelhecimento gradual das partes íntimas. Portanto, a menopausa tem relação, para algumas pessoas do sexo feminino, com o fato de paralisar o fluxo vital.

Quando dotadas de insatisfação e desmotivação, as mulheres podem desencadear dúvidas em relação a tudo o que produzem, compactuando com um sentimento de insegurança, muito natural em virtude disso, mas que geralmente não entendem a razão. É um sentimento de que tudo está desorganizado e que a vida está completamente complexa. Há várias mulheres que se referem a isso como um “sentimento de tragédia que não passa”.

O envelhecimento não é somente uma cronologia específica, pelo passar dos anos e pela situação social. É ainda uma etapa que está muito associada aos históricos pessoais. As modificações do corpo, como previstas, podem ter impacto a sua própria imagem enquanto mulher e potencialização do sofrimento psíquico, de acordo com o olhar cultural das mulheres mais velhas.

No público feminino, acresce-se aos preconceitos sobre o envelhecimento, uma etapa que concerne a menopausa, com seus resultados fisiológicos e psicológicos. Dados realizados com vários grupos étnico-raciais sobre as atitudes que influenciam o público feminino em relação a vida na menopausa apresentam reações diferenciadas.

Em culturas que tratam a velhice com desvalorização e, em contraponto, a juventude como ponto a ser cultuado, é possível encontrar reações por conta da menopausa muito negativas e, de forma consequente, a potencialização de todos os sintomas da etapa. O medo de envelhecer pode deixar a pessoa do sexo feminino muito perturbada antes mesmo de cessar o fluxo menstrual.

A contar a instância em que a mulher inicia o processo de envelhecimento e se sente menos jovem, ou ainda menos atraente, é muito natural que ela se sinta menos valorizada socialmente e pessoalmente. Dessa forma, há um sentido pejorativo em relação ao fato de envelhecer que dificulta algumas sociedades a, até mesmo, definir as experiências próprias, e em que ponto da vida ela está.

A menopausa é caracterizada por diversas modificações biológicas, psicológicas e sociais, e por isso, algumas vezes, as pessoas induzem essa etapa a uma patologia. É no processo dessa etapa que algumas pessoas do sexo feminino são submetidas a um maior número de medicamentos com psicotrópicos.

Algumas pesquisas apontam que há um grande número de utilização de benzodiazepínicos entre o público feminino, quando em comparação aos homens, e esta utilização tende a ser mais acentuada nas mulheres que possuem mais de 35 anos (de 3,7% entre 18 a 21 anos para 5,3% naquelas acima de 35 anos). A indicação disso é a procura por remédios que amenizem os fatos conflitantes relacionados ao psicossocial feminino, e ainda o seu sofrimento.

De forma positiva, muitos especialistas de saúde são contra a prática de prescrição de medicamentos psicotrópicos, reavaliando as necessidades da etapa da vida feminina. É preciso muita paciência e cuidado feminino para seguir essa nova etapa da vida da mulher, observando fatores que podem auxiliá-la nesse processo, sem muitos medicamentos. É possível!

Prescrever remédios indiscriminadamente e colocar as mulheres em processo terapêutico hormonal também é uma possível resposta para imagem negativa que se constrói pelas próprias mulheres quando relacionadas as modificações dos hormônios em suas fisiologias.

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Reações e sintomas da menopausa

São muitos fatores entrecruzados que podem tornar a mulher muito infeliz, principalmente, quando ela não entende esse momento de sua vida. É muito comum que haja um diagnóstico de depressão. Vários outros fatores promovem a contribuição de um humor deprimido: a redução da auto-estima, juntamente da labilidade de afeto e irritabilidade, a mulher fica isolada, têm dificuldade em se concentrar ou lembrar das coisas, além de queixar-se assiduamente sobre o sexo, mais precisamente em relação ao interesse sexual reduzido.

Contudo, esses fatores não deveriam ter tratamento de modo psicoativo. Ao contrário, deveriam ter o entendimento como parte dessa etapa complexa de reavaliação da vida. É importante, portanto, fazer a verificação das situações de tristeza e sinais de depressão que são ligados aos históricos prévios de depressão, ao pouquíssimo apoio psicossocial na maturidade ou ainda, a possibilidade de desconforto da emoção e da parte física, em relação aos sinais da menopausa.

Os sintomas depressivos podem ser um forma de se expressar afetivamente, de forma natural nesse etapa da vida, até porque é algo que se caracteriza por diversos fatores psicossociais que modificam os papéis das famílias e parte social – quando os filhos saem de casa, quando se aposentam, quando perdem os pais, quando se separam ou têm relações desgastantes – e tornando mais intensas as perdas interpessoais.

Tudo isso, as reações do organismo feminino nessa etapa, podem ser sinônimos de muito sofrimento por parte das mulheres.

Ainda que o corpo das mulheres tenha como marco o ciclo biológico de reprodução, o significado do gênero não pode ter redução ao seu fator de dimensão fisiológica. Na menopausa, as modificações dos hormônios, juntamente com a desvalorização do estético corporal, e ainda, por todos os sintomas que se intensificam – que em seu limite surgem como um sentimento de depressão – dão um alerta do envelhecimento que não se pode evitar.

Nessa fase, o público feminino considera o fato de a vida ter um final. Isso se relaciona ao tempo de experiências com uma imensa contradição, pois frente a percepção da época de tempo cronológico, alguns pontos certos podem ser colocados sob dúvidas.

O que se inter-relaciona aos fatores biopsicossociais que são abordados na menopausa, tem destacado a importância de que as mulheres participem de grupos terapêuticos de teor psicoeducativo. Ao escutar outras mulheres que passam pelos mesmos problemas tão parecidos aos seus, pode haver contribuição para que pessoas do sexo feminino consigam entender melhor o procedimento, dando sentido às próprias experiências relacionadas ao fato de envelhecer, ampliando os grupos de amizades e ainda a sua própria auto-estima.

Ao compartilhar experiências, as crises pessoais conseguem encontrar novos caminhos para ter significância diferenciada em relação aos complexos enfrentados nesse momento da vida.

Sexualidade no climatério

A parte sexual que envolve as mulheres na menopausa, é muito desconhecida, ainda, não apenas para os homens, mas pelas próprias mulheres. Por muito tempo, o modelo relacionado ao sexualidade que dominava, de forma a ser seguido e ser aceito pela sociedade, é o que se refere à sexualidade dos homens.

A falta de conhecimento e os tabus que ainda norteiam a sexualidade no momento do climatério, trazendo muitas consequências que, as várias modificações que ocorrem ao corpo e sexo nessa época da vida, são geralmente relacionadas, muitas vezes de forma errônea, à menopausa.

A postura sexual humana tem influência em fatores psicológicos e socioculturais, e ainda, tem relação a saúde da mente e do físico, qualidade de vida e auto-estima. Porém, como o ser humano é caracterizado por um teor versátil gigantesco, em reações diversas, conforme cada organismo e situação, não é difícil a observação de sexualidade que se manifesta, ainda em condições orgânicas, sociais ou psicológicas contrárias.

Na menopausa as repercussões dos hormônios no organismo feminino são acrescidas às modificações sociais, biológicas, culturais e psicológicas. Ainda que os autores correspondem a menopausa como sendo um fator biopsicossocial, de forma histórica, o foco maior tem se destacado aos fatores biológicos, aos sintomas e aspectos, inclusive com referência a menopausa diversas vezes como uma síndrome ou um momento de patologia e anormalidade.

Ainda que constitua uma fase natural do ciclo biológico do público feminino, da mesma maneira que os fatores da jovialidade, e não uma patologia que traz a incapacidade ou limitação para com a vida, nota-se que muitos especialistas da saúde, quando abordam o tema, contradizem-se e acabam tornando esse momento uma anormalidade.

Ao ver dessa forma, eles fazem jus aos tratamentos químicos, com remédios e utilização indiscriminada de vários elementos desnecessários. Talvez isso seja um dos motivos pelos quais a terapia de hormônios seja assunto de muita contradição.

O fato de envelhecer sexualmente é um dos pontos relatados como o mais angustiante para ambos os sexos, nesse momento da vida. Os cenários conflituosos mais recorrentes no ocidente do que em outros espaços culturais como a oriental, de forma principal, relacionado ao valor perdido às pessoas mais maduras, incluem mulheres em período posterior a menopausa.

Três mitos sobre a sexualidade feminina no climatério

A sexualidade feminina na menopausa é destacável por muita falta de conhecimento e tabus. A razão disso é que há a existência de diversos mitos que reproduzem a ideia de que, nesse momento da vida, a mulher se torna assexuada.

Um dos mitos é identificar a funcionalidade de reprodução como a funcionalidade sexual. Outro fato é a ideia de que, o erotismo que atrai, relaciona-se somente pelos fatores associados aos pontos de jovialidade e beleza física. Existe ainda um terceiro mito, que leva em consideração a sexualidade das mulheres associadas de forma direta aos hormônios ovarianos, com vínculo a redução da funcionalidade do ovário com a redução da funcionalidade sexual.

Há muitos dados que revelam que as mulheres promovem uma comparação da experiência do climatério ao da fase adolescente. A compreensão das duas fases edifica um procedimento de adaptação, que pode ter tumulto de forma inicial. Nos dois cenários, é comum as flutuações bruscas de forma hormonal que possibilitam os sinais ou sintomas respectivos, com influência dos sentimentos, dos relacionamentos e fatores sexuais.

O mito do envelhecimento assexuado é ligado ao conceito de que há possibilidade de sexo bom somente na jovialidade. É válido reforçar que isso é apenas um mito!

Hoje, com a expectativa de vida maior, as mulheres permanecem parte de muita significância de suas vidas no momento do climatério, de forma a ter ainda muito tempo para o desfrute da atividade sexual. O que acontece nesse momento do climatério é que, algumas sentem um desejo menor do sexo, enquanto outras vivem a experiência inversa, liberando um desejo e atividade sexual maior.

Nesse momento da vida feminina, a fator de satisfação modifica, sendo possível a busca de novas maneiras para o exercício da sexualidade, pela motivação da própria sabedoria e conhecimento de vida, com um saber aperfeiçoado do seu corpo e maturidade para encontrar outras formas e opções.

De forma geral, a qualidade ruim de vida é um dos aspectos que mais impedem a atividade plena do sexo, em qualquer etapa da vida.

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Modificações do organismo e a resposta sexual no climatério

As alterações orgânicas que acontecem no público feminino ao longo do climatério não têm implicância, de forma obrigatória, na redução do prazer. Esses fatores podem, sim, ter influência na resposta sexual, que pode sofrer um processo mais lento.

Posto de outra forma, as modificações fisiológicas que acontecem, pouco influenciam sobre a sexualidade, porém, podem reduzir um pouco, quanto à qualidade e quantidade da resposta erótica.

O público feminino na menopausa, podem demonstrar, por exemplo, uma lubrificação da vagina um tanto menor em questão de intensidade e que demora mais a acontecer, tendo, por diversas vezes, uma necessidade maior da estimulação sexual.  Há a possibilidade a acontecer também um estreitamento dos tecidos da vagina, que consequentemente podem gerar dores nas atividades sexuais, tornando o sexo com penetração, uma razão ansiosa e de pouca satisfação.

O declínio da funcionalidade dos hormônios ovarianos, na menopausa, especifica alterações relevantes nos órgãos genitais internos e também externos que influenciam a resposta sexual. A maior sensação da deficiência estrogênica sobre a pelve é a redução do fluxo do sangue, que pode determinar modificações no trato genital.

Os pelos pubianos praticamente desaparecem, reduz-se parte do tecido adiposo dos grandes lábios e, ainda, retraz-se os pequenos lábios e o clitóris. As modificações analisadas na vagina devido à redução dos níveis estrogênicos são, com frequência, mais evidentes do que as do genital externo.

Os sinais mais tradicionais em relação ao procedimento de hipotrofia do genital que podem acontecer em razão do hipoestrogenismo são:

  • ressecamento vaginal;
  • prurido;
  • irritação;
  • ardência;
  • sensação de pressão.

 

Esses sinais causam influência na sexualidade feminina, de forma especial na atividade sexual com penetração, que pode gerar dor.

Fatores que se relacionam com o manejo da atividade sexual causam influência direta no epitélio e a fisiologia do aparelho genital inferior. A frequência da atividade sexual, a utilização de remédios locais e exercícios de Kegel, podem aprimorar os sintomas, e alterar a perda da elasticidade vaginal e sua lubrificação.

Outro mito que é preciso desmarcar aqui é o de que ao fim da menstruação, encontra-se o fim da sexualidade. Pelo contrário, o olhar e a prática sexual podem se tornar muito maiores e livres, entre outras circunstâncias, pela ausência da possível gravidez indesejada.

A libido tem influência pela presença de outros elementos hormonais, como os androgênios, que permanecem atuantes ao longo da vida e nesse momento dela estão em menores contraposições estrogênicas. Para o mantimento de um exercício sexual desejado e prazeroso é saudável o orgasmo, que pode aperfeiçoar a irrigação da pelve, colabora para o mantimento do trofismo da pélvis e da mucosa da vagina.

O desejo sexual é relativo, de acordo com a natureza e a qualidade da relação em si, mais do que das razões da faixa etária.

Os sinais do climatério e as respostas geradas sexualmente não se apresentam iguais para todas. É preciso entender esses fatores de maneira globalizada, considerando a integralidade vital.

A idade especifica algumas modificações fisiológicas em relação a resposta do sexo, entretanto, estas mudanças das funções, que são menores ostensivas no público feminino do que masculino, não podem ter dissociação do contexto total de outras funcionalidades do organismo também alteradas pelos anos. É o todo orgânico que se altera com o passar dos anos e, nesse cenário, a sexualidade também tem modificação.

Há estudo que também revelam fatos relacionados a características de uma vagina ressecada e dotada de hipotrofia, argumentando que são gerados pela produção reduzida de estrogênio. Em pesquisas sobre o resultado do procedimento que trata de hormônios em mulheres no climatério, com reclamações sexuais, tiveram verificação: existiu uma relação objetiva entre alguns sinais como secura da vagina, penetração dolorida e ardência e, ainda, os graus de estradiol. Dessa forma, grande parte dos estudos consideram que há fatores influenciadores que se responsabilizam por esses aspectos, sendo os psicológicos, os socioculturais, os interpessoais e os biológicos.

O público feminino submetido a procedimentos cirúrgicos, como retirada das mamas, do útero e a remoção dos ovários, pode diversas vezes promover o desenvolvimento da sensação de ter sido mutilada e uma sexualidade incompleta. Os prolapsos genitais presentes e incontinências urinárias também podem desencadear cenários constrangedores, com atuação sobre a questões sensuais e da própria auto-estima. O público feminino, sujeito ao desenvolvimento de doenças do sistema endócrino como hiperprolactinemia, diabetes, problemas de tireóide e determinadas disfunções adrenais destacam possíveis evoluções com a redução da libido.

Outras pesquisas demonstram que as doenças de pulmão com relação a algum nível de hipóxia instigam à diminuição das concentrações plasmáticas dos hormônios, tanto em homens quanto mulheres, resultando sobre a funcionalidade sexual. Quadros de depressão, processos crescentes malignos e fator de insuficiência do coração também são influenciadores na resposta sexual, assim como alguns remédios e tratamentos usados para esses cenários.

Ainda, mulheres que sofreram abusos ou violências sexuais também podem ter dificuldades na atividade da sua plena sexualidade, de forma especial em situações em que não tiveram o acompanhamento psicológico adequado.

Distúrbio da função sexual do(a) companheiro(a) podem gerar também problemas sexuais na mulher. Ainda, o interesse do(a) companheiro(a) são de mesmo modo de extrema importância para que a sexualidade possa prosseguir o exercício de forma satisfatória no climatério, como em qualquer outro momento da vida. Em diversos cenários, a ausência de comunicação e até de entendimento e afeto entre os relacionamentos, com o sentimento individualista da vida contemporânea, instiga à perda da cumplicidade e de momentos íntimos. Dessa forma, pode ter o rompimento da ligação amorosa do relacionamento, e assim, afetando o comprometimento do interesse e da resposta sexual.

Existem também outros fatores sociais que contribuem para reduzir o desejo sexual. Os exercícios relacionados a reprodução social, por exemplo, o desempenho de atividades domésticas, o cuidado com idosos, a sobrecarga de jornadas construídas de forma social, podem gerar um conflito físico e mental que acarreta de forma negativa a saúde. Dessa forma, a dupla jornada pode significar cansaço, depressão, e diversos outros fatores como a ausência de desejo sexual.

Terapia com hormônios e a sexualidade

A função hormonal nos tratamentos de problemas com a sexualidade é muito relativo. É claro que há benefício da estrogenioterapia para aliviar sinais vasomotores e geniturinários. De acordo com a utilização da testosterona, que tem recomendação para o público feminino relacionados a redução do desejo sexual, alguns tratamentos estimulam o hormônio para tratar a motivação sexual e/ou aprimorar a resposta sexual. Outras pesquisas apresentam a interferência de diversos outros aspectos aos resultados.

O hipoestrogenismo pode trazer consequências nas modificações do trato genital e urinário que, se não corrigidos, acarretam a qualidade de vida do público feminino na menopausa. Os órgãos genitais femininos e as vias urinárias originam-se de forma embriológica natural. Os epitélios da vagina e uretra têm receptores de estrogênio, de modo que ambos se comprometam com a perda dos graus estrogênicos e correspondem à terapia hormonal (TH), por meio local ou sistêmico.

Quando há emprego de esquemas coerentes de esteróides para sexualidade, os sinais da menopausa podem ter o devido alívio ou até mesmo a sua eliminação, de forma a impedir o surgimento de disfunções sexuais resultantes da deficiência de hormônios. Entretanto, estudos também revelam que mesmo mulheres que não realizam tratamentos de hormônios, permanecem tendo relações sexuais sem nenhuma dificuldade. Isso atribui-se à prática sexual regular, entre outros fatores.

Um dos sinais que mais incomodam as mulheres na menopausa corresponde a mucosa frágil da vagina, que disponibiliza a sensação de ardências e coceiras, que também pode ter tratamentos contrários aos hormonais.

O fato de que a lubrificação na menopausa ocorre de maneira mais lenta, o tempo de estímulo sexual precisa ser maior. A utilização de lubrificantes também é uma boa opção, neste caso. Os carinhos precisam ser mais delicados, até porque ocorre o estreitamento vaginal que torna a mucosa e o clitóris muito mais sensíveis. É um momento ótimo para tornar a sexualidade além dos genitais, e aprimorar outras áreas prazerosas.

A sabedoria em relação a sexualidade permanece evoluindo, existindo ainda algumas dúvidas. Portanto, é relevante se aprofundar em relação aos critérios do organismo e, de forma principal, sobre os fatores psicológicos e socioculturais femininos na menopausa, para direcionar tanto as resoluções para uma boa saúde sexual, quanto ao posicionamento terapêutico que for necessário.

Ao mencionar as questões sexuais, é relevante levar consideração a saúde da sexualidade quanto a saúde da reprodução, numa perspectiva da atividade de direitos humanos.

Várias das dificuldades relacionadas a sexualidade por algumas pessoas do sexo feminino na menopausa, concernem a um contexto de modificações de valores e de padrões sociais, e correspondem, ainda, ao valor da saúde da sexualidade e da saúde da reprodução. Uma estratégia relevante para superar isso é acessar a informativos correspondentes a alterações biopsicossociais que acontecem nesse momento da vida feminina e aos procedimentos terapêuticos disponibilizados. A contribuição disso, tanto para a experiência do climatério mais tranquila, segura e satisfatória, quanto para atividade sexual plena sem nenhum preconceito.

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Fisiologia e determinados fatores clínicos

O climatério definido pelo prazo de um ano sem o fluxo menstrual, é um aspecto de previsibilidade e aguardado, tanto quanto a fase inicial dos ciclos de menstruação no momento da puberdade. Por isso, os diversos eventos endócrinos ocorrem de maneira natural, com sua amplitude de sinais sintomáticos que se parecem com a primeira menstruação, tendo também a necessidade da etapa de adaptação.

Acontecem modificações de várias maneiras estruturais e na funcionalidade ovariana, com a redução de produção de estrogênio e um aumento resultante das gonadotrofinas hipofisárias, com característica de um estado de mal funcionamento dos ovários. De acordo com os quase dois milhões de folículos ovarianos que são disponíveis com o nascimento de uma menina e dos quais há a existência provável de quatrocentos mil no momento da puberdade, apenas algumas centenas continuam o acompanhamento do climatério, e os outros possuem evolução contínua e efetiva para a atresia.

O resultado disso é o volume médio dos ovários que reduz de 8 a 9cm após a primeira menstruação para 2 a 3cm alguns anos posteriores ao climatério. Os hormônios de estrogênios e de androgênios que são produzidos, com dominância do estradiol ao longo do tempo de reprodução, tem oscilação de forma significativa nos anos que antecipam a cessação dos ciclos, reduzindo de forma gradativa ao período do climatério.

Entretanto, continua, posteriormente ao climatério, a produção basal de estrona, e demais hormônios, suficientes e capazes de equilibrar o sistema endócrino e clínico.

Em mulheres que se subterram a remoção do útero, o climatério acontece de forma artificial, ainda que os ovários continuem funcionando. Já nos casos de remoção dos ovários, o climatério pode ter acompanhamento de manifestações clínicas do hipoestrogenismo, sendo mais frequente a intensidade do que no climatério natural.

De forma inicial, no tempo transitório do climatério, os ovários disponibilizam menores sensibilidades a estimulação gonadotróficos. Os elementos foliculares reduzem a produção de inibina e estradiol. O FSH aumenta e causa uma hiperestimulação dos folículos, e podem acontecer diversas vezes a ovulação precoce e uma etapa curta dos folículos, sem modificação da etapa lútea.

O hormônio estradiol tem flutuações relevantes, alcançando diversas vezes a aumentar de forma considerável. A conclusão, então, é que a elevação do FSH acontece mais em razão da diminuição das concentrações plasmáticas da inibina relacionadas a funcionalidade da redução do estradiol, resultado em uma reserva de folículos ovarianos. Nesta etapa, o LH pode continuar sem alteração.

A inibina, portanto, tem como funcionalidade a produção e/ou secreção inibida das gonadotrofinas hipofisárias, de forma especial o FSH. Participa do sistema de retrocontrole, no qual o FSH promove a regulação produtiva de inibina. Pesquisas atuais trazem a sugestão da existência consistente no papel da inibina que reage entre o antígeno e o anticorpo, ligada ao estradiol, ao regular o FSH ao longo da etapa folicular com o avanço da faixa etária.

 

Etapas da menopausa

Na perimenopausa, que pode ter definição como o tempo que se aproxima do climatério, as modificações dos hormônios se tornam mais intensos, causando ciclos curtos ou prolongados, além dos que são considerados naturais. Grande parte dos ciclos falham ou não produzem ovulação, gerando sangramentos de forma irregular.

Esse fator irregular também se relaciona com o hiperestímulo estrogênico sem contrapor a progesterona, e em consequência, ocorre modificações endometriais. Nesta etapa, uma vez que já não se produz a progesterona com suficiência pelo corpo lúteo, pode haver a necessidade de complementar a progesterona cíclica, para que se evite hemorragias, fatos indesejáveis em qualquer época da vida feminina, e indicações de investigação endometrial.

Ao fim, o climatério tem sua instalação logo que haja um esgotamento dos folículos ou a falta de sensibilidade dos receptores foliculares de gonadotrofinas.

Na pós-menopausa, o FSH pode ter um aumento médio de 10 a 15 vezes, ao passo que o LH, 3 a 5 vezes. O estradiol, por conseguinte, diminui em até 80%, e continua, nessa etapa, tendo substituição pela estrona, que prevalece na pós-menopausa.

O estradiol sérico é, portanto, consequência da conversão periférica dos androgênios com produção pelos ovários (estroma) e supra-renais em estrona. Ocorre a conversão, por meio da aromatização, possivelmente no tecido adiposo, músculos, no fígado, rins e, ainda, na pele.

No público feminino acima do peso, de forma principal aquelas que resistem à insulina, há uma redução na produção da globulina que forma carreira dos hormônios esteróides (SHBG), com um quantitativo maior de androgênios livres, que são modificados de modo periférico em estrogênios. Dessas formas, há a existência de mulheres que não têm sintomas algum, outras que têm sinais discretos ou ainda aquelas que sofrem manifestações androgênicas.

A menopausa resulta numa etapa transitória de flutuações de hormônios que podem desencadear a menstruações irregulares até alcançar a ausência de fluxo menstrual. De forma clínica, os sintomas em relação a essas modificações podem ter manifestação ao depender de vários aspectos, desde os graus hormonais basais do indivíduo, em correspondência aos receptores, até a maneira como a mulher experiencia estas modificações.

Em mesma instância, adotar medidas que promovam a qualidade vital com hábitos saudáveis como ingerir alimentos que equilibrem a nutrição, práticas físicas assíduas, atitude pró-ativa em relação a vida,  a capacitação de realizar projetos, exercícios culturais, profissionais, lúdicos, sociais e de lazer, proporcionam uma boa saúde e bem-estar ao público feminino, em quaisquer faixa etárias.

Fatores clínicos a curto, médio e longo prazo

Grande parte das mulheres demonstra algum tipo de sintoma na menopausa, com variação de leve a muita intensidade na dependência de vários aspectos.

Os sintomas relacionados a clínica da menopausa podem ter divisão transitória, apresentados por modificações do ciclo de menstruação e pelos sinais mais agudos, e não transitórios, disponíveis pelos fenômenos atróficos genitourinários, pelos distúrbios no metabolismo em relação aos lipídios e ósseos.

Fatores clínicos transitórios

Há ainda uma grande variedade em relação a frequência e o teor de intensidade dos sinais e sintomas relacionados ao climatério. Grande parte das pesquisas apresentam a elevação na perimenopausa, disponibilizando que mais de 50% do público feminino nos países ocidentais com industrialização estão sujeitos ao sintomas.

São representadas pelos sinais neurovegetativos ou vasomotores, exemplo dos fogachos, com ou sem excesso de suor e uma diversidade de sintomas neurológicos e psíquicos. Há a possibilidade de surgirem de maneira isolada, na mulher que ainda disponibiliza menstruação regular, ou como acontece de maneira mais frequente, logo no início das modificações dos ciclos menstruais.

Modificações da menstruação

Logo na etapa transitória menopausal, os ciclos de menstruação disponibilizam variações na forma regular e do fluxo. Em primeiros momentos, pode acontecer um período mais curto gradativo da menstruação, em relação a maturação acelerada dos folículos e resultante da ovulação precoce, o que pode ter ido em frente por uma etapa lútea com produção baixa de progesterona e ao se instalar os ciclos próio ou polimenorréicos, com fluxo reduzido ou elevado.

Posteriormente a essa etapa de início comum a acontecer ciclos sem ovulação, inicia um tempo maior entre uma menstruação e outra. A razão disso é resultado de folículos que persistem de forma prolongada a produzir estrogênios irregularmente, podendo causar ciclos espaniomenorréicos e a tempos sem menstruação.

Nesta etapa, o fluxo pode gerar uma elevação do tempo e sua intensidade, consequentemente às modificações endometriais que expressam mudanças dos hormônios, o que não deve promover o seu descarte, sempre que preciso, da investigação endometrial.

A elevação dos graus de FSH logo no ciclo inicial e redução da progesterona na etapa lútea têm indicação da menopausa próxima. O prosseguimento adequado dessa etapa, ao produzir desconfortos ao público feminino, pode ser procedido com suplementação progestínica, periodicamente.

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Sinais neuropsicológicos

Esses sinais podem surgir de forma isolada, ou ainda juntamente a algum momento do climatério em variação de intensidade. Os sintomas são:

  • labilidade emocional
  • ansiedade
  • nervosismo
  • irritabilidade
  • melancolia
  • baixa de auto-estima
  • dificuldade para tomar decisões
  • tristeza
  • depressão

É relevante dizer que esses registros de sintomas podem acontecer em qualquer momento da vida feminina.  A partir do ponto de vista biológico, os estrogênios podem ter desempenho de uma atitude moduladora em relação aos neurotransmissores do cérebro, de forma especial a serotonina, que corresponde ao humor.

A redução do estrogênio pode gerar influência aos graus de serotonina, relacionando-se a uma elevação de situações de depressão ao longo da menopausa, ao público feminino predisposto.

Ainda que o surgimento da depressão na menopausa seja mais convencional do que em outros momentos da vida feminina, há maior dificuldade em comprovar que apenas o hipoestrogenismo seja o fator de origem, promovendo a sugestão de uma pesquisa da causa da doença de forma ampla, tanto ambiental, quanto sociocultural e individual.

Ao relacionar os aspectos ambientais, aspectos exteriores como o modo de vida (atividade física, dieta e tabagismo) podem causar influências diretas nos sinais da perimenopausa.

Disfunção sexual

Grande parte dos problemas que têm relação a dimensão da sexualidade na peri ou após o climatério correspondem às mudanças anátomo-funcionais deste momento, a contar os aspectos de hipo ou atrofia no aparelho genital e urinário.

Dentre as principais disfunções do comportamento, estão a redução da libido e de frequentes respostas do orgasmo, em relação a questões psicossexuais e de hormônios. Desse modo, deve ser realizada uma análise criteriosa para nortear a postura relacionada ao tratamento farmacológico ou a informações comportamentais.

Exames

O exame ginecológico deve ser iniciado pela análise mamária, de acordo com inspeção e palpação com cuidado, elevando-se aos mamilos, na busca de descarga de doenças que, se descobertas, devem ter colhimento e encaminhado para avaliação. Em seguida, são palpadas as regiões das exilas e a cadeia ganglionar, à busca de modificações, descrita com detalhes de suas características e devido local, quando descobertos.

A palpação do abdômen e da região pélvica é norteada à investigação de fatos anormais na parede e na cavidade, como dores ou modificações nas aparências dos órgãos internos, seja em local, mobilidade, espessura, consistência e afins.

Logo, o procedimento segue à inspeção com cuidado da vulva, atentando-se a modificações do trofismo, colorações ou estreitamento da pele e mucosa. Em inspeções dinâmicas, são convencionais as distopias, com prolapsos dos órgãos genitais em variação de nível e naturezas, juntamente ou não de rupturas na região que compõe a base do púbis, onde estão localizados os órgãos genitais e a região anal, sendo uma boa circunstância para o procedimento cirúrgico quando houver necessidade e/ou orientação da precisão de prócer exercícios para recuperar a tonicidade do músculo pélvico.

Ao exame de espéculo, a análise da rugosidade da mucosa e do colo e vagina lubrificados podem resultar de forma nítida no status dos hormônios. Nessa instância,  há a observação do critério de necessidade ou não da utilização de estrogênio oralmente ou tópico previamente ao exame, preferindo aos de base de estriol. Este também pode ter utilização regular, para aprimorar o trofismo da mucosa, reduzindo o desconforto genital e da uretra, ao sexo e a predisposição maior a fatores que causam infecções.

Exames complementares para o climatério

Os exames complementares fundamentais para acompanhar o climatério são os seguintes, de acordo com a indicação e periodicidade do procedimento, seguindo orientações definidas, conforme os protocolos clínicos:

  • Análise laboratorial
  • Mamografia
  • Ultra-sonografia das mamas
  • Exame Preventivo do câncer do colo do útero
  • Ultra-sonografia transvaginal
  • Densitometria óssea

Os exames básicos na primeira consulta do público feminino na menopausa constam testes preventivos de patologias, detecção precoce ou ainda a análise da saúde em geral. É necessária a repetição regular dos exames, conforme os protocolos determinados vigentes, que podem ter modificações na presença ou não de mudanças ou ocorrências.

mamografia concede a detecção precoce de, por exemplo, câncer, por ter a capacidade de descoberta de tecidos lesionados em etapa de início. Neste exame, comprime-se a mama para radiografa-la, de modo a promover o fornecimento de melhores imagens, e então, um diagnóstico melhor. O desconforto causado é discreto e totalmente suportável. Pesquisas a cerca do critério de efetividade do exame de mamografia usam o teste clínico como fator adicional, tornando difícil a distinção da sensibilidade do método como ponto estratégico isolado para rastrear patologias.  Deve ter solicitação rotineira para o público feminino com faixa etária entre 50 e 69 anos, com a pausa máxima de vinte e quatro meses entre os exames.

O exame clínico das mamas e a mamografia anual tem indicação a contar os 35 anos, para o público feminino que pertence a grupos populacionais de risco maior ao desenvolvimento de câncer de mama. São elas, as mulheres com:

  • um ou mais parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com histórico de câncer de mama anterior aos 50 anos;
  • um ou mais parentes de primeiro grau com histórico de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário;
  • história familiar de câncer de mama em homens;
  • lesão das mamas proliferativa com atipia comprovada em biópsia;

O público feminino submetido ao rastreamento deve ter garantia do acesso aos exames de diagnóstico, ao tratamento e ao acompanhamento das modificações descobertas.

O auto-exame mamário não é substituição do exame clínico procedido por profissional de saúde especializado para essa função e o INCA não promove o estímulo do auto-exame das mamas como estratégia para detectar isoladamente. Porém, o exame mamário pela própria mulher auxilia no conhecimento corporal e deve ser disponibilizado nas ações de educação relativas a saúde. O auto-exame mamário não traz eficiência para rastrear ou para a contribuição da diminuição da mortalidade pelo câncer de mama. É preciso realizar o exame profissional.

 

 

1 comentário
  1. […] (menarca). Os sinais e sintomas da endometriose terminam temporariamente com a gravidez e terminam permanentemente com a menopausa, a menos que você esteja tomando […]

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