Lidando com a agressividade dos idosos que necessitam de cuidados

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Desta vez vamos falar de algo que mexe muito com nossas emoções e afeto: o idoso que é portador de um diagnóstico psiquiátrico ou neurológico e que por algum motivo comporta-se de maneira agressiva. Vamos ver algumas soluções para lidar com este problema?

Num primeiro momento é muito importante que o familiar exija um esclarecimento sobre o quadro clínico do idoso. Peça explicações para o médico e caso haja profissionais como terapeuta ocupacional, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo envolvidos solicite a consideração clínica de cada um. É muito importante acharmos explicação lógica para esta agressividade a fim de resguardamos nossas emoções pois ao compreendermos o quadro, nossas emoções são controladas com mais facilidade. O desconhecido nos causa sentimentos tão adversos que ficamos facilmente à flor da pele por qualquer coisa fazendo com que nossa irritação aumente ainda mais a agressividade do idoso.

O idoso com diagnóstico neurológico ou psiquiátrico pode estar agressivo por vários motivos. Vejamos alguns deles:
-necessidades básicas não atendidas (fome, sede, sujo, roupa apertada, frio ou calor, intestino preso…)
– lesão cerebral;
– infecção urinária;
– problema de saúde ainda oculto (sem avaliação);
– dor incompreendida;
– interações medicamentosas que necessitam reavaliação médica;
– medicamentos desatualizados ou administrados de forma errada;
– estado depressivo com ou sem tendências suicídas;
– desejos não atendidos;

Saber o motivo da agressividade facilita encontrar soluções ou desenvolver métodos para lidar com a situação! Os profissionais clínicos também poderão oferecer orientações. Muitas vezes as orientações devem ser adaptadas à maneira de ser do idoso e sua relação com o cuidador. O importante é encontrar uma forma de eliminar ou reduzir o quadro de agressividade.

O que fazer quando o idoso agride cuidadores ou outras pessoas?
Após conhecer um pouco mais sobre os prováveis motivos de sua agressividade:
– procure deixar o ambiente livre de objetos e tapetes;
– mantenha-o em local que não dê aparência de “prisão” mas que seja protegido (mesmo se o local for pequeno o importante é não incitar a sensação de “estar preso”; ambientes grandes são bem indicados para idosos com necessidade de perambular quando monitorados pelo cuidador);
– converse apenas o necessário, de forma objetiva e com poucas palavras;
– retire pessoas diferentes do ambiente neste momento (pessoas diferentes podem provocar mais irritação;
– deixe o idoso livre para perambular pra lá e pra cá;
– garanta circulação de ar no ambiente;
– fique atento sem ficar segurando demais o idoso a fim de protegê-lo de algum possível incidente;
– certifique-se de que suas necessidades básicas estão atendidas;

Caso o idoso perambula colocando sua vida em risco: eles podem sair pra qualquer lugar sendo totalmente vulneráveis aos perigos (atravessar a rua sem segurança, pular o portão, cair na piscina etc).
É importante garantir uma pessoa para ficar por conta do idoso, principalmente enquanto acordado.

       

E como lidar com o idoso que não consegue ficar sentado dificultando até mesmo a hora da refeição?
(quadro conhecido como acatisia, inquietação os quais podem ser reações adversas, efeitos colaterais de remédios ou sintoma presente em algumas demências):

– não há problema algum alimentar o idoso enquanto de pé (caso seja possível);
– você também pode experimentar colocá-lo numa cadeira que tenha o encosto e uma das laterais da mesa voltado para a parede enquanto você se assenta para auxiliá-lo na outra lateral;
– manter poucas palavras, movimentos delicados na hora da refeição podem ajudar na organização do idoso;
– o toque de suas mãos no idoso bem como tom de voz poderá irritá-lo mais ainda. Saiba dosá-los!;
– aguardar um momento em que esteja mais tranquilo para alimentá-lo;

Por fim, descubra junto ao médico algum medicamento que amenize a agressividade para casos em que ela não é reversível. Pois em casos onde a agressividade tem origem clínica é realmente desafiador cuidar até mesmo das atividades de autocuidado do idoso.

Jamais desista de procurar uma solução ou uma forma de amenizar a agressão!
Não há necessidades de conter o idoso quando compreendemos o que acontece e “adaptamos o mundo ao seu redor”!
Utilize sempre de sua compreensão, tolerância e espírito de cuidados para com o idoso agressivo a fim de também experimentar satisfação pelo trabalho que você faz!

Lembre-se: comunique-se com o médico solicitando-o a melhor interação medicamentosa, que as dosagens estejam em dia, confira os remédios no prazo de validade e… reserve um tempo especial para os cuidados com esse idoso.

 

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4 Comentários
  1. Valderez Diz

    Minha mãe tem 90 anos. Recusa-se a comer e achamos q ela quer morrer…Ja era uma pessoa dificil qdo jovem, agora ta insuportável. Fuma o dia inteiro…

  2. solange Diz

    minha mãe de 87 anos não conssegue conviver com os filhos ela faz todos brigarem .o que fazer

  3. Kally Christine Machado Pinheiro Diz

    Obrigado pelas dicas, meu problema com o paciente não verdade é a esposa que para evitar brigas deixa o marido com sérias limitações motoras , porém lúcido, fazer o que quer , é constante os engasgos , as quedas e a exposição ao frio ou a água muito quente na hora do banho se não ele começa a brigar. ….

  4. Zelma de Almeida Diz

    Gostaria de trocar ideias e informações com familiares que cuidam de mães com Mal de Parkinson. Acredito que seria benéfico para todos.

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