Já pensou aprender uma língua estrangeira?

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Já pensou em aprender uma língua estrangeira? Sim, estou falando com o senhor, com a senhora…estou falando com você. Se já pensou nisso um dia, o que fez você (posso te tratar por “você”?) pensar numa determinada língua e não em outra? Alguma conexão familiar ou algum projeto relativo ao trabalho? Que língua escolheria se tivesse que se inscrever num curso hoje? Quem sabe não é o momento para retomar essa ideia?

Está talvez pensando que foi-se o tempo em que uma língua estrangeira serviria para alguma coisa no seu ambiente de trabalho e que agora você está pensando em outras coisas. Tudo bem. Mas, pense como era uma pessoa da sua idade no final dos oitocentos. Antes de mais nada, fisicamente demonstrava muito mais idade do que na verdade tinha. Em segundo lugar, não tinha tantos interesses e tantas possibilidades quanto você tem, hoje, à disposição para realizar seus projetos. Projetos, sim! Cada objetivo diário pode ser encarado como um projeto. De projeto em projeto, construímos um mosaico que ao final equivale a uma vida mais prazerosa. Pode estar aí a chave da escolha de estudar uma língua estrangeira: ser feliz, se divertir, compartilhar bons momentos com um grupo que tem um interesse comum (a língua).

Já ouviu certamente falar que estudar uma língua estrangeira ajuda a manter o cérebro em funcionamento e combater a formação de ferrugem no mecanismo da memória, não é?

       

Entendo; o problema é que você tem uma certa resistência, a essa altura do campeonato, a aprender regras gramaticais e tem receio de permanecer fora das discussões do grupo. Pois bem, até agora não tinha me apresentado; sou uma professora de português para estrangeiros na Toscana, Itália. Posso garantir que a mesma resistência em relação à gramática eu também vejo nos adolescentes e que meus alunos acima dos 60 anos nunca ficam de fora das atividades propostas. Muito pelo contrário: as experiências de vida deles são uma verdadeira contribuição para as aulas. Alguns dos meus alunos da terceira idade têm uma vastíssima cultura sobre a música e o cinema brasileiros, por exemplo. E tem mais: vejo neles muito mais vivacidade e interesse do que nos meus alunos da universidade.

Quem sabe para você também não seja interessante poder falar dos seus interesses e experiências em outra língua (enquanto faz seu cérebro fazer ginástica)? Pense nisso! E se a escola de línguas mais perto de você não oferecer um curso só para a terceira idade, não se intimide! Tenho certeza de que você vai se surpreender do quanto pode ser bem-vindo numa sala de aula.

Tatiana Ribeiro, Toscana, Itália 2016

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