Irisina: hormônio do emagrecimento e da possível cura para o alzheimer

além do mais protege o coração

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A irisina é um hormônio descoberto por volta de 2012. A pesquisa foi realizada na Universidade de Harvard pelo Dr Bruce Spiegelman. O composto foi licenciado pela Ember Therapeutics, empresa co-fundada pelo cientista.

De acordo com os estudos, a irisina (uma homenagem à Íris, mensageira dos deuses na mitologia Grega) é produzido pelos músculos em exercício e seus efeitos aumentam a queima de gorduras pelo organismo. Portanto, ele é considerado um “hormônio termogênico”.

Obesidade, má alimentação e sedentarismo são os responsáveis pela alta tendência de busca ao emagrecimento nas academias. Principalmente pelas mulheres que associam a isso a questão da estética.

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EXPLICANDO SOBRE METABOLISMO X SEDENTARISMO

O metabolismo é a maneira que o corpo utiliza os nutrientes para desempenhar suas funções principais. Ele utiliza as calorias dos alimentos para realizar  atividades essenciais como: respiração, batimentos cardíacos, caminhar e exercer atividades domésticas o estudar e trabalhar.

O sedentarismo faz o metabolismo desacelerar e então o corpo tende a manter essas calorias. Assim, há retenção de energia formando a “reserva corporal”. Os principais locais de retenção são: abdômen, o pescoço e o quadril. Tais reservas se tornam tecido adiposo.

O metabolismo normal queima calorias, as quais foram consumidas somente para o desempenho normal do corpo.

O corpo realiza vários procedimentos para manter o organismo em funcionamento pleno. Para realizar a quebra dos nutrientes e convertê-los em energia, hormônios são fabricados. Para o crescimento muscular também precisamos desses hormônios pois somente assim conseguimos converter glicose em energia, entre outras coisas. Um desses hormônios é a Irisina.

O que é Irisina e como faz emagrecer

A irisina, a mensageira,  é fabricada pelo corpo, em quantidades normais para a perda de peso de forma regular.

Mas ela só é fabricada pelo corpo através de exercícios físicos regulares. Em estudos com camundongos, foi visto que a irisina somente começa a ser fabricada após 21 dias de atividades físicas regulares.

Isso significa que somente após o corpo se acostumar com uma rotina de exercícios é  que ele começará a produzir o hormônio benéfico para a perda de gordura.

A irisina auxilia na perda de peso aumentando a capacidade dos músculos de receber a glicose, para serem queimadas durante exercícios físicos. Assim, a glicose que vem dos alimentos não vira estoque, indo direto para os músculos, os quais auxiliam na queima das gorduras já estocadas.

Por isso a irisina ajuda na proteção cardiovascular, ao diminuir a presença de gordura, que é tão maléfica ao coração. As substâncias produzidas a partir do tecido adiposo branco aumentam a produção de placas ateromatosas, que são formadas por lipídios e tecidos fibrosos e ficam retidas nos vasos sanguíneos.

Quando em muita quantidade, o ateroma pode obstruir passagens de sangue e causar isquemias teciduais, ou seja,  causando falta de sangue para nutrir os tecidos.

TECIDO ADIPOSO MARRON É O BOM!

A Irisina auxilia, também, na formação de tecido adiposo marrom, diferente do adiposo branco. Tal tecido não ocasiona problemas como o branco. Sua função principal é manter o calor corporal.

Nas células do tecido adiposo marrom existem muitas mitocôndrias e ferro, o que dá a cor marrom. As mitocôndrias são responsáveis pela respiração celular e utilizam a glicose para isso. Quando realizam a respiração celular, convertem a glicose em energia, gastando mais calorias consumidas e aquecendo o corpo.

O Fator Neurotrófico derivado do Cérebro (BDNF)

O BDNF (fator neutrófico derivado do cérebro) é responsável pela manutenção, crescimento
e sobrevivência dos neurônios que também influenciam o aprendizado e a memória.
Esta molécula, quando produzida e secretada no tecido muscular, ajuda em sua restauração.

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IRISINA AJUDANDO A RESTAURAR NEURÔNIOS DANIFICADOS

Além disso, estamos descobrindo poderosas capacidades restauradoras também em células neuronais atingidas por doenças neurodegenerativas como a Alzheimer.

Exercícios físicos regulares podem promover um aumento de BDNF circulante e esse aumento derivado de práticas motoras vem sendo visto como auxilio não farmacológico no tratamento e prevenção de doenças

como Alzheimer e demência.

Melhoria da saúde

 

Pesquisas bem recentes apontam que a irisina emite resposta posterior à prática de exercícios físicos regulares e que um dos seus papéis é escurecer o tecido adiposo branco em humanos treinados.

Assim, ela coopera na transformação de maus tecidos adiposos em bons tecidos ao atuar numa espécie de “desconstrução – reparação” dos mesmos.  Assim, teremos um reparo tecidual com proliferação de boas células.

Há evidências convincentes de que fatores secretados pelos músculos esqueléticos (os atuantes em atividades físicas) estão envolvidos nos efeitos benéficos do exercício em quase todos os tipos células e órgãos.

Atividades físicas regulares que liberam irisina são todas aquelas aliadas à musculação, pois é o exercícios intenso e regular dos músculos que liberam este hormônio.

Ele contribui para o metabolismo energético, regeneração tecidual, proliferação celular, sendo
assim as adaptações geradas por este tipo de exercício.

 

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Ômega 3 e ácido Ursólico para aumentar a irisina corporal

Para que a irisina possa aumentar  é necessário que a atividade física seja feita com frequência e disciplina.

Lembrando ainda que a prática de atividade física constante deve ser associada à uma alimentação adequada, para que a queima de gordura seja feita de forma eficaz e saudável.

Outra maneira explorada por especialistas é a utilização de ácido ursólico (fitoterápico) e ômega 3.

O ácido ursólico parece atuar no organismo assim como o jejum, estimulando uma resposta de defesa que aumenta a irisina e o fator BDNF.

O ácido ursólico não apresenta efeitos colaterais, mas como todo fitoterápico, deve ser prescrito por um profissional da área.

Um estudo feito por um estudante de nutrição chamado Alisson Kalel (International Journal of Endocrinology and Metabolism) revela que o ácidos graxos como os presentes no ômega 3 ajudam na produção de irisina devendo ser ingerido todos os dias. O estudo em questão mostrou que a suplementação de 1,2g de ômega 3 três vezes ao dia aumenta o nível sérico de irisina em indivíduos diabéticos.

 A irisina atua também na diminuição da resistência à insulina, auxiliando a transportar glicose para dentro dos músculos e, consequentemente, diminuindo a glicemia.

Ainda não é possível comprar a Irisina

Você pode estar se perguntando: como posso desfrutar dos benefícios da irisina se não posso fazer atividade física regular?

Existe ainda a possibilidade de desenvolver medicamentos à base de irisina ou de seus mecanismos para pessoas com Alzheimer ou que não podem praticar exercícios, como deficientes físicos. 

Os cientistas estão estudando a possibilidade de produzir e comercializar a irisina sintética. Mas isso pode demorar um pouco.

 

Sendo assim, a melhor forma de aproveitar dos benefícios da irisina tanto no emagrecimento como no combate ao Alzheimer é a prática regular de exercícios físicos, uma vez que eles atuam não só na prevenção da perda de memória, como também na restauração da memória perdida, segundo afirma Sérgio Ferreira, autor da pesquisa e professor dos institutos de Biofísica e de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Portanto procure auxílio profissional para poder fazer com que seu corpo produza irisina.

Uma outra forma de aumentar a produção de irisina no organismo é com a prática de exercícios físicos em dias frios. De acordo com um estudo publicado na revista Cell Metabolism, calafrios liberam mais irisina para que o corpo consiga manter sua temperatura interna e, consequentemente, aceleram a queima de gordura.

CONCLUSÃO

Deixa a preguiça de lado, as desculpas e qualquer autossabotagem e bora malhar! No frio, no calor, não importa. Sua saúde e felicidade são mais importantes que qualquer outra coisa nessa vida!

O difícil é quebrar o ciclo vicioso do sedentarismo. Depois disso (e pode ser rápido!) a sensação de bem estar produzida não só pela irisina, mas principalmente pela endorfina (outro hormônio produzido pelo nosso corpo com a atividade física), compensam o “esforço” que tivemos no início.

Ao fim de um treino intenso ficamos com um cansaço gostos de dever cumprido, desafio superado e muito prazer por nos sentirmos saudáveis. A partir daí… qualquer desafio no dia a dia fica fácil demais.

Esta é minha dica pessoal! Garanto! Abaixo segue uma reportagem em cadeia nacional realizada em 07 de janeiro deste ano (2019).

Então… mexa-se!

irisina
Jornal Nacional 07/01/19

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referências:

http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/1585

https://www.greenme.com.br/viver/esporte-e-tempo-livre/7478-irisina-como-aumentar-producao

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