Inseminação artificial humana

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Quando um casal é infértil, apresenta dificuldades em engravidar naturalmente. Essas dificuldades podem ocorrer por uma série de fatores: doenças, estresse, alterações genéticas e outras. Segundo pesquisas, em 40% dos casos, o fator é feminino; em 40%, masculino; em 20%, a infertilidade é causada por condições associadas do homem e da mulher; e, algumas vezes, a causa é indeterminada.

O primeiro passo para a realização da inseminação artificial é a consulta com o médico. De forma geral, os problemas de fertilidade do casal só são percebidos após meses de tentativas frustradas. Mesmo porque, o tempo comum de tentativas até obter a concepção é de aproximadamente 12 meses. Isso no caso de mulheres com menos de 35 anos; acima desta idade, é indicado procurar um especialista após seis meses de tentativas.

Por meio de alguns exames, o médico poderá verificar a causa dos problemas. Os testes são realizados com o homem e a mulher, uma vez que a infertilidade pode aparecer em ambos. Caso haja solução para os fatores causais, eles serão tratados e o casal poderá retornar às tentativas naturais de concepção. Não havendo terapia, o especialista poderá indicar a técnica de inseminação artificial.

A inseminação artificial, também conhecida como inseminação intrauterina, é uma das técnicas de reprodução assistida em que o sêmen é processado no laboratório, sendo os melhores espermatozoides capacitados para realizar a fertilização.

Estes espermatozoides são introduzidos, pelo colo do útero, e depositados no interior da cavidade uterina.

Para sua realização, obviamente, pelo menos uma tuba deve estar normal, os ovários devem ser capazes de produzir óvulos e os espermatozoides tenham capacidade de fertilizar os óvulos naturalmente. Assim, não são muitas as indicações da inseminação artificial numa clínica especializada, pois a maioria das pacientes têm fatores mais graves de infertilidade. Além do que, a taxa de sucesso é relativamente baixa (10 a 15% por tentativa).

Os melhores resultados são obtidos com a indução da ovulação para que se produzam 2 a 3 óvulos.

Quando se produz mais do que essa quantidade, recomenda-se o cancelamento do ciclo ou partir para fertilização in vitro para tentar minimizar os riscos de gravidez múltipla, transferindo-se apenas um a dois embriões. Muitas vezes, não se consegue uma resposta ovariana adequada, ou não produzindo óvulos ou uma quantidade excessiva..

A inseminação artificial é indicada em situações específicas. Alguns exemplos são: quando o espermatozoide possui pequena dificuldade de mobilidade, quando a vagina da mulher tem pH muito ácido ou quando houver dificuldade para o coito.

Em relação a parte masculina, o ideal é que o homem tenha, em cada mililitro de seu sêmen, ao menos 5 milhões de espermatozoides com boa motilidade. Os indivíduos com vasectomia prévia não podem realizar a inseminação artificial. Nessas situações, a fertilização in vitro, ou a reversão da vasectomia, são as técnicas mais indicadas.

Os espermatozoides geralmente são colhidos por meio da masturbação. Caso o indivíduo não possua células reprodutoras saudáveis, o casal pode contar com células de um doador. Segundo a Lei brasileira, toda doação de gametas deve ser realizada de forma anônima, ou seja, o casal não pode conhecer a identidade do doador. Atualmente, há tem aumentado a utilização de sêmen importado.

       

Determinada a indicação pela inseminação, a mulher começa a ter seu ciclo menstrual observado. Isso porque o momento da ovulação deve ser determinado para a realização do procedimento. Em alguns casos, pode-se optar pela administração de medicamentos para estimular a ovulação.

As doses e o tempo de administração destas medicações variam de acordo com a paciente. Durante este período, são realizados exames de ultrassom, que vão indicar o crescimento dos folículos. Quando um dos folículos atinge 18 mm, um outro medicamento é utilizado, para deflagrar a ovulação depois de 36 horas.

Além de facilitar a disponibilidade do óvulo, o tratamento hormonal é importante para controle da ovulação. Afinal, caso o corpo libere naturalmente mais de um óvulo, a chance de gravidez gemelar será maior. Pelo mesmo motivo, o uso dos hormônios deve ser bem controlado pelo médico.

A fase seguinte consiste na preparação do sêmen. As células reprodutoras masculinas devem ser coletadas cerca de duas horas antes da inseminação. A coleta é realizada por meio da masturbação, e então os espermatozoides são preparados em laboratório. Essa preparação vai selecionar os gametas mais móveis e bem formados, pois eles serão os mais aptos a fecundar o óvulo.

Em seguida, o sêmen preparado é depositado no interior do útero, utilizando um fino cateter. Ele é posicionado bem ao fundo do órgão, para que os gametas não tenham tanto caminho a percorrer até a tuba uterina. Depois do procedimento,  a mulher permanece deitada por cerca de 15 a 30 minutos.

Após 10 a 14 dias, a mulher poderá realizar um teste de gravidez. l

O sucesso do tratamento pela inseminação artificial varia, especialmente devido à idade da mulher. A média de concepções obtidas, no entanto, fica entre 10% e 15% dos tratamentos realizados.

O casal que realiza tratamento por meio da inseminação artificial tem maior chance de conceber gêmeos, caso faça a estimulação ovariana. Isso no entanto, está ligado diretamente ao número de folículos liberados durante o tratamento hormonal.

Para que as possibilidades diminuam, o médico faz controle rigoroso do crescimento dos folículos. Caso mais de 4 folículos atinjam 18 mm, o procedimento será cancelado, evitando gravidez múltipla. No mês seguinte, então, o processo poderá ser novamente realizado. Ressalta-se a importância do controle ultrassonográfico durante a estimulação ovariana para evitar a gravidez múltipla que pode ser uma complicação grave.

Inseminação artificial: preço

O custo de uma inseminação artificial varia de acordo com a região do país. A escolha da clínica também interfere nesses valores, tal qual o número de tentativas necessárias para atingir a concepção. De maneira geral, o custo é um terço do preço de uma Fertilização in vitro (FIV), mas a taxa de sucesso é proporcionalmente menor.

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