Importância dos suplementos alimentares acima dos 60

compreendendo a diferença entre alimentos e suplementos

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O mundo está mudando e o olhar para a população também. Veja só, em todo o mundo, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais está crescendo mais rapidamente que a de qualquer outra faixa etária. No Brasil, entre 1980 e 2000 a população com 60 anos ou mais cresceu 7,3 milhões, totalizando mais de 14,5 milhões em 2000. Sendo assim observamos a importância de compreender sobre suplementação alimentar.

Em 2025, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) existirá um total de aproximadamente 1,2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos no mundo, sendo que o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos (e até 2050 haverá dois bilhões).

Mas ainda muito poucos abordam a qualidade de vida e de saúde desta parte importante da população, principalmente quanto à alimentação.

Refletindo sobre a saúde acima dos 60

Quando falamos de saúde, a mesma orientação para uma criança não é a mesma orientação para um adulto. Também não será a mesma para uma pessoa com idade 60+. Cada momento da vida é único e o organismo passa por processos diferentes, o que leva à necessidades distintas.

O termo “saúde” para todos os indivíduos refere-se ao bem-estar físico, mental e social – já que a saúde envolve a sensação de felicidade, socialização, capacidade financeira, além da capacidade do organismo de funcionar corretamente.

Portanto, o desequilíbrio de algum desses pontos, poderá alterar nossa saúde.

Alimentação e Suplementação

A alimentação está presente em todos os momentos de vida. Entretanto, em cada fase o organismo apresenta uma demanda diferente, por isso o tipo de alimentação é importante se pensar sobre a alimentação para cada uma delas.

Muitas vezes a suplementação de nutrientes acompanha a alimentação, por recomendação dos profissionais de saúde, afim de suprir possíveis carências nutricionais.

A indicação do uso de suplementos se dá devido a alimentação da pessoa não atender ao que organismo necessita em função de uma situação fisiológica distinta ou simplesmente para atendimento das necessidades diárias.

O que são suplementos alimentares?

Nada mais é do que “produto que tem a finalidade de suplementar a dieta com nutrientes ou outras substâncias em situações específicas”. Como exemplo de suplementos temos vitaminas, minerais e  substâncias com alegação de propriedade funcional, no caso do ômega 3.

Quem regulamenta os suplementos no Brasil é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). É importante reconhecer se tais produtos são autorizados por ela, informação que podemos encontrar no rótulo dos mesmos.

(clique na imagem para saber mais)

Informações importantes para se usar suplementos

Existem recomendações para determinar a quantidade de carboidratos, proteínas e gorduras que cada indivíduo em sua fase específica de vida deve ingerir, assim como existem para vitaminas e minerais.

A indicação de suplementação alimentar considera necessidade de cada pessoa. Se a os níveis de vitaminas, minerais, proteínas e lipídios não são adequados devido alimentação ou caso a demanda do corpo seja diferenciada por alguma situação específica, há indicação de suplementos com “propriedade funcionais”.

A conclusão disso é que suplemento nada mais é algo composto por substâncias naturais, presentes nos alimentos, em quantidades adequadas para pessoas saudáveis, que possui evidência científica de benefícios à saúde.

Pode ajudar a melhorar a saúde de maneira geral mas sempre aliado a alimentação saudável e atividade física. Portanto, não é um medicamento. Apenas complementa a dieta com nutrientes saudáveis e pode trazer benefícios, mas dentro de hábitos de vida saudáveis, principalmente.

Você entende a diferença entre medicamento e suplemento?

Os medicamentos entram em outra categoria pela ANVISA e são substâncias com finalidade profilática, curativa ou paliativa. Ou seja, pode curar doenças ou alterações fisiológicas. Bem diferente de suplementação!

Mesmo os medicamentos à base de vitaminas (como vitamina C e D), são diferentes dos suplementos em relação à dosagem (que é muito maior que a dos suplementos para indivíduos com deficiência de vitaminas).

Para o uso de medicamentos, já existe um problema de saúde instalado que precisa tratamento. A manutenção pós tratamento vem por meio de alimentação saudável e suplementos alimentares.

 

As alterações no envelhecimento capazes de interferir na alimentação

 

       

O envelhecimento está relacionado com alterações fisiológicas que afetam a necessidade de vários nutrientes.

O paladar fica diferente e pode reduzir o apetite por comida, assim como a sensação de saciedade também se altera e se torna mais rápida, assim o volume de comida é menor nas refeições.

Além disso, certos problemas na dentição podem restringir a mastigação de produtos ricos em nutrientes como vegetais crus e proteínas de origem animal (carne).

O uso contínuo de medicamentos assim como o consumo frequente de bebidas alcóolicas pode interferir na ingestão, no sabor, na digestão e na absorção dos alimentos e nutrientes.

Com o avanço da idade, além das alterações do próprio corpo, há o uso mais frequente de medicamentos por conta de alterações em exames de rotina, assim como a alimentação e a rotina de exercícios também sofre mudanças em relação a etapas anteriores de vida.

Tudo isso interfere no consumo diário de nutrientes, que pode ficar abaixo das necessidades diárias específicas para a idade. Não existe mais a sentença de destino traçado de acordo com a genética dos familiares para as doenças crônicas como a obesidade ou hipertensão arterial.

Com o avanço dos estudos na área da saúde já se sabe que a genética não é o principal fator no aparecimento de problemas de saúde.

Algumas condições como fumo, nível de atividade física e estilo de alimentação podem levar à falta de disposição e perda da capacidade funcional.

Por exemplo, fumar acelera a taxa de diminuição da densidade óssea, a força muscular e a função respiratória e as consequências dos hábitos de vida surgem principalmente na terceira idade.

O estado nutricional do público 60+ tem se modificado nos últimos anos, o que pode ser explicado pela alta prevalência de hábitos alimentares inadequados, com alto consumo de calorias provenientes de gorduras de origem animal, alimentos ricos em açúcar e farinha refinada (possuem fácil preparo e são práticos) e baixo consumo de frutas e verduras.

Além disso, alimentam-se de forma monótona, em menor quantidade do que precisam e perdem muito na questão de nutrientes que são necessários para a saúde.

Esta mudança no consumo alimentar além de contribuir para o excesso de peso corporal e o aumento expressivo da obesidade, constitui um dos fatores mais importantes para explicar o aumento da carga das doenças crônicas não transmissíveis, de grande morbimortalidade, como por exemplo: diabete, doença cardiovascular, hipertensão arterial (pressão alta), obesidade, artrite e alguns tipos de câncer.

O sedentarismo leva a redução no conteúdo de massa muscular e no gasto de energia, assim reduzindo também a necessidade de ingerir calorias, influenciando no consumo menor de alimentos em geral, que carregam nutrientes importantes para a saúde.

Por conta de todas estas alterações citadas acima, muitos estudos indicam que o consumo de alguns nutrientes pode ser abaixo do necessário na terceira idade, gerando problemas de saúde como falta de disposição, imunidade frágil com decorrentes infecções, perda de massa óssea, menor capacidade cognitiva, entre outros.

Tudo isso reduz a qualidade de vida. É possível evitar que isso aconteça através de alimentação saudável e diversificada, prática de atividade física e com a suplementação de nutrientes importantes como vitaminas, minerais, proteína, ômega 3 e compostos antioxidantes.

As vitaminas e minerais estão presentes em uma dieta equilibrada com consumo diário e abundante de verduras e legumes. Também em cereais integrais, frutos e sementes, proteínas vegetais (presentes nas leguminosas como feijão e soja, por exemplo) e as animais, leite e derivados.

Além do grupo de gorduras boas presentes em sementes, azeite de oliva extravirgem e peixes ricos em ômega 3, como salmão, atum e sardinha são indicados.

Hoje muito se discute em relação aos orgânicos, já que eles são uma forma mais saudável de obter alimentos mais nutritivos sem compostos químicos nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Entretanto, hoje em dia já é difícil encontrar pessoas que conseguem obter a alimentação equilibrada todos os dias e sabemos que os orgânicos nem sempre estão acessíveis, em relação aos pontos de venda e preços.

Portanto, para manter a saúde e conseguir atingir o nível de nutrientes necessários diariamente é importante pensar na suplementação, a fim de manter a saúde ou até mesmo para melhorar algum parâmetro de saúde.

Hoje existem suplementos com propriedade funcional reconhecida pela ANVISA como o ômega 3 na redução de triglicerídeos assim como antioxidantes no combate dos radicais livres, responsáveis por ações nocivas nas células e até mesmo envelhecimento e morte celular.

Assim, além da alimentação saudável, os suplementos podem ajudar a manter os níveis sanguíneos de nutrientes e de colesterol dentro dos limites ideais para a saúde.

Além de ajudar a desacelerar o envelhecimento celular, fornecendo o melhor combustível para que todo o corpo e os neurônios funcionem corretamente.

 

 

 

 

 

Juliana Ramos Nutricionista

CRN: 34873

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