Histeroscopia: Cirurgia, Recuperação, Preço

A histeroscopia é um exame extremamente simples que pode ajudar milhares de mulheres a viverem melhor.

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Por mais que pareça algo extremamente complicado e delicado, a histeroscopia é um exame extremamente simples que pode ajudar milhares de mulheres a viverem melhor e realizar o sonho de ser mãe.

O exame da histeroscopia pode ser um importante aliado para quem tem dificuldade para engravidar, ao mesmo tempo em que auxilia na prevenção de doenças.

Ao mesmo tempo, sua utilização vem sendo cada vez mais recomendada pelos médicos a suas pacientes que não desejam mais ter filhos, uma vez que já se mostrou um método de esterilização menos agressivo e mais barato do que os demais.

Nesta matéria você vai aprender um pouco mais sobre a histeroscopia e como sua utilização pode ajudar a salvar milhares de mulheres. Boa leitura!

O que é histeroscopia?

A histeroscopia é um procedimento ginecológico realizado para a investigação de elementos que possam ser estranhos ao útero. Através deste procedimento podem ser feitos diagnósticos de patologias intrauterinas, além de servir também como método para intervenção cirúrgica.

Existem dois tipos de histeroscopia, onde tanto os procedimentos utilizados para sua realização quanto os objetivos que motivam a sua execução são completamente diferentes.

Falaremos da histeroscopia diagnóstica assim como da histeroscopia cirúrgica mais adiante.

Histeroscopia com biópsia

As alterações uterinas como pólipos e miomas podem prejudicar a fertilidade da mulher e o uso da histeroscopia auxilia na detecção dessas alterações.

Juntamento com este exame, pode ser realizada também a biopsia do endométrio, que pode ajudar a identificar problemas que estejam atrapalhando o funcionamento do sistema reprodutivo da mulher.

A biópsia normalmente é realizada no final da histeroscopia diagnóstica, com a introdução de uma cânula através do próprio aparelho até o fundo do útero, sem tocar na paciente. Depois é criada uma sucção por meio de um êmbolo, onde com um movimento suave para trás é retirado o material que será enviado para análises.

Histeroscopia diagnóstica

A histeroscopia diagnóstica é um procedimento que pode ser realizado em qualquer ambulatório ou consultório, sem que seja necessário o uso de anestesia ou internação.

A realização deste exame é indicada sempre que são encontradas alterações em ultrassonografias e outros exames, como a colposcopia.

Este exame é realizado para investigar:

  • Infertilidade;
  • Pólipos:
  • Miomas;
  • Alterações do endométrio;
  • Hemorragias;
  • Adenocarcinomas;
  • Abortos frequentes.

Pólipos

A principal causa do desenvolvimento do pólipo uterino é a alteração hormonal que ocorre no corpo da mulher.

Mulheres que apresentam sangramento fora do período menstrual, menstruação irregular ou menstruação prolongada estão mais expostas aos riscos de desenvolver os pólipos uterinos.

Na grande maioria dos casos, os pólipos uterinos não demandam tratamento específico, mas ainda assim os ginecologistas podem receitar medicamentos hormonais ou até mesmo sua retirada.

A associação dos pólipos uterinos (ou pólipos endometriais) ao câncer é muito comum, porém, é uma associação equivocada. O que pode ocorrer é um aumento do pólipo uterino, transformando-se em uma lesão maligna. Por isso, é necessário o seu acompanhamento semestral.

O pólipo endometrial tem mais chances de se desenvolver e tornar-se um câncer em mulheres que apresentem, além da alteração hormonal, sintomas como pressão alta, obesidade e histórico familiar.

Miomas uterinos

Os miomas uterinos, também conhecidos como fibroide uterino, se desenvolvem a partir do tecido muscular liso do útero, onde uma única célula se divide indiscriminadamente até que se forme uma massa diferente dos tecidos mais próximos.

A velocidade de crescimento dos miomas uterinos costuma variar bastante, inclusive permanecendo do mesmo tamanho em muitos casos. Diversos casos de surgimento de miomas durante o período gestacional mostraram que eles acabaram encolhendo consideravelmente e muitas vezes desaparecendo por completo após o parto.

As causas da formação dos miomas ainda não são conhecidas, mas alguns fatores são considerados importantes para seu surgimento. Mudanças genéticas, fatores hormonais, hereditariedade e raça são considerados fatores de risco para a formação de miomas uterinos.

Muitas mulheres acabam apresentando alguns sintomas que podem merecer uma atenção especial, assim como uma visita ao ginecologista, como:

  • Período menstrual prolongado;
  • Dor ou pressão pélvica;
  • Dificuldade para esvaziar a bexiga;
  • Sangramentos atípicos;
  • Fluxo menstrual pesado;
  • Prisão de ventre.

O exame de histeroscopia diagnóstica também faz parte de uma lista de exames que deve ser realizado por mulheres com dificuldade para engravidar e que desejam optar pela fertilização in vitro.

Como é feito o procedimento da histeroscopia diagnóstica

O médico realiza a introdução de uma fibra ótica, que pode ter entre 1,2mm e 4mm, que possui uma micro câmera e uma pequena luz na extremidade, no colo uterino através da vagina.

Após a fibra chegar ao útero é utilizado soro fisiológico, ou gás carbônico, que faz com que as paredes do útero sejam distendidas, e assim se torna possível a visualização completa das paredes do útero.

Todas as imagens feitas pela câmera são transmitidas em tempo real através de um monitor instalado no próprio local do exame, assim como são utilizadas fotos para analisar as imagens captadas pela câmera.

O que é histeroscopia cirúrgica?

A histeroscopia cirúrgica é realizada quando já há alguma alteração uterina diagnosticada para extrair qualquer corpo estranho que possa estar prejudicando a saúde do sistema reprodutor feminino.

Os médicos costumam indicar este procedimento para retirada de miomas e pólipos.

Ao contrário da histeroscopia diagnóstica, mesmo sendo considerada pouco invasiva, trata-se de um procedimento cirúrgico, portanto, é necessário que seja realizado em um centro cirúrgico.

O tipo de anestesia necessária para a realização da histeroscopia cirúrgica pode ser local ou geral, cabendo ao médico definir qual a melhor opção em cada caso.

Apesar de ser considerada um procedimento cirúrgico, na histeroscopia cirúrgica não é feito nenhum tipo de corte. É usado um endoscópio, como nas endoscopias, para que as retiradas de corpos estranhos ao organismo sejam menos agressivas e invasivas.

Histeroscopia dói?

Por ser um exame simples que dispensa o uso de anestesia, assim como também não há a necessidade de internação, na grande maioria dos casos pode se dizer que a histeroscopia não dói.

Muitas mulheres podem sentir um pequeno desconforto, principalmente na região genital e na barriga, ou até mesmo uma pequena cólica durante a realização do exame.

       

Estes pequenos desconfortos normalmente duram apenas algumas horas após o término do exame. O uso de um analgésico pode ser suficiente para diminuir essas dores.

Como a dor é algo muito subjetivo, com diferentes intensidades de pessoa para pessoa, nos casos onde a mulher apresenta dores ou cólicas mais fortes, é possível que o médico que está realizando o exame utilize um sedativo para que a paciente não sinta mais essa dor e o exame possa ser realizado sem problemas.

Há ainda poucos casos onde a realização da histeroscopia pode causar pequenos sangramentos acompanhados de cólicas, que podem durar até uma semana.

Valores médios do procedimento

É possível realizar a histeroscopia na rede particular, assim como através de convênio.

Na rede particular, os preços do exame de histeroscopia diagnóstica podem custar entre R$ 2.000,00 e R$ 3.000,00.

A histeroscopia cirúrgica é um pouco mais cara, podendo chegar a mais de R$ 4.000,00.

Para quem utiliza os serviços dos planos de saúde, o ideal é verificar se o seu plano cobre este exame, pois caso contrário você acabará tendo que desembolsar os valores praticados na rede particular.

O SUS também oferece a histeroscopia na rede pública em diversas cidades, então, vale a pena visitar o site e fazer uma pesquisa.

Como é a recuperação?

Na histeroscopia diagnóstica, a recuperação é muito rápida. Após a realização do exame, a mulher já pode voltar às suas atividades normalmente. Podem ocorrer cólicas e desconfortos, mas nada que demande maiores cuidados, podendo tratar estas dores com o uso de analgésicos.

Quando é realizada a histeroscopia cirúrgica, a recuperação também é rápida, dispensando inclusive internação. Após passado o efeito da anestesia, a paciente pode ficar em observação por até uma hora.

Se após este período a mulher não apresentar nenhum tipo de desconforto, já pode retomar suas atividades do dia a dia normalmente.

Caso a paciente apresente desconforto ou dores muito agudas, o médico pode recomendar a internação e observação por 24 horas, mas esses casos são realmente raros.

Contraindicações

As poucas contraindicações para a realização da histeroscopia são:

  • Gestantes;
  • Mulheres com infecções vaginais;
  • Durante o período menstrual.

Mulheres em período de gestação são terminantemente proibidas de realizarem histeroscopias. A manipulação que ocorre no útero durante o exame pode causar aborto.

Nos casos onde a paciente apresenta algum tipo de infecção, a realização deste exame pode fazer com que o quadro se agrave, gerando complicações desnecessárias.

Durante o período menstrual, a realização da histeroscopia não é indicada, uma vez que o fluxo sanguíneo pode dificultar a visualização das imagens, comprometendo assim o resultado do exame.

Histeroscopia e laqueadura

Para as mulheres que não desejam engravidar novamente, muitos médicos acabam optando pela utilização da laqueadura por histeroscopia, ou esterilização histeroscópica, principalmente por seu um procedimento menos invasivo.

Assim como a histeroscopia diagnóstica, esta forma de laqueadura também pode ser realizada em ambulatório ou consultório.

O procedimento consiste na colocação de um dispositivo constituído por uma bobina interna de aço inoxidável e fibras de polietileno, além de uma bobina externa composta por níquel-titânio, acompanhado de um sistema descartável de colocação.

O dispositivo implantado costuma ter 4cm de comprimento e cerca de 2mm de largura, e é colocado com auxílio da visão direta da histeroscopia dentro das trompas, um em cada uma.

Depois de colocadas, as fibras de polietileno dos dispositivos estimulam o crescimento do tecido cicatricial que envolve e se aloja nos dispositivos, fazendo com que as tubas das trompas se fechem por completo em até três meses.

Após um período de dez a doze semanas, é feita uma radiografia da região pélvica para confirmar se os dispositivos colocados ainda estão no local correto.

Neste período, os ginecologistas recomendam que as mulheres continuem utilizando métodos anticoncepcionais, pois ainda há risco de gravidez, caso as tubas ainda não estejam totalmente fechadas.

Quando comparado com outros métodos de esterilização, a histeroscopia mostra muitas vantagens, como listado abaixo:

  • Não existem cortes;
  • Mínima dor pós-operatória;
  • É a melhor opção para mulheres com problemas respiratórios, cardíacos e obesidade;
  • Ótimo para mulheres que apresentam aderências pélvicas extensas, pois o procedimento é feito por dentro do útero, diferente das demais técnicas.

Além dessas vantagens, este tipo de esterilização também se provou mais barato do que as outras técnicas utilizadas para esta finalidade.

A esterilização histeroscópica também apresenta contraindicações:

  • Gravidez confirmada ou sob suspeita;
  • Esterilização definitiva incerta;
  • Realizar o procedimento antes de seis semanas de um parto ou aborto induzido.

É importante ressaltar que antes de optar por este ou qualquer outro tipo de esterilização, é preciso verificar se você se enquadra nas regras da Lei do Planejamento Familiar, que são:

  • Ser maior de 25 anos e/ou 2 filhos vivos;
  • No mínimo 40 dias após o parto ou aborto e 60 dias após a confirmação da opção pela esterilização;
  • Casais casados ou em união estável precisam autorizar o procedimento por escrito.

Além da rede privada e dos planos de saúde, existem programas na rede pública que realizam a esterilização através do SUS.

Considerações finais

Os procedimentos da histeroscopia, tanto diagnóstica quanto cirúrgica, são muito eficientes nos tratamentos de combate a infertilidade, bem como na identificação de miomas e pólipos uterinos que, mesmo não evoluindo para quadros mais graves, podem gerar desconfortos desnecessários.

É um exame de duração média de 15 minutos, sem necessidade de internação e que evita surpresas desagradáveis no futuro.

Ao mesmo tempo que ajuda nos tratamentos de fertilidade, também tem se mostrado muito eficaz para realizar a esterilização das pacientes que não desejam ou não podem mais engravidar.

O procedimento rápido, sem cortes e com recuperação praticamente imediata, vem sendo muito utilizado pelos ginecologistas, já que são menos agressivos e invasivos para as pacientes, e também muito mais baratos para hospitais e administradoras do que as outras técnicas utilizadas para o mesmo fim.

A histeroscopia pode ser feita tanto pelos convênios e rede particular assim como, em muitas cidades, através da rede pública. Por isso, é fundamental para a saúde da mulher que o exame seja realizado pelo menos uma vez por ano.

Se você ainda não fez a histeroscopia, não perca tempo e consulte seu ginecologista. Lembre-se que quem cuida da sua saúde é você.

E nós queremos saber se você já realizou a histeroscopia. Sentiu dor? Teve algum desconforto? Responda nos comentários aqui embaixo!

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1 comentário
  1. sandra Diz

    Fiz a histeroscopia diagnostica, e descobrir que tenho mioma submucoso a minha ginecologista mim recomendou a retira através da histeroscopia cirurgica, ela mim receitoru a injeção Zoladex, ja tomei e estou aguardando o efeito para realizar a cirugia, quanto ao exame, achei rápido, sem dor e preciso, recomendo a todas que tiverem a oportunidade de fazer. assim que realizar a minha histeroscopia cirgica volto aki pra falar um pouco sobre ela. Bjos

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