Ginecomastia masculina: O que é, Preço, Como tratar!

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A ginecomastia masculina é uma hipertrofia do tecido das glândulas mamárias do homem, podendo também ocorrer em mulheres, devido a patologias, geralmente associadas a desequilíbrios hormonais. Nestes casos, é comum observar um crescimento excessivo das mamas, fazendo com que ocorra um excesso de pele e gordura nessa região.

Normalmente, a ginecomastia não é um problema sério, mas pode ser difícil lidar com ela. Homens e garotos sob esta condição podem sentir dor nas mamas e se sentir envergonhados. A ginecomastia acaba desaparecendo com o passar do tempo, no entanto se os sintomas persistirem medicamentos e cirurgia podem ajudar.

Neste artigo vamos entender do que se trata a ginecomastia nos homens, suas causas, sintomas, tratamentos disponíveis e medicamentos. Além disso, vamos explicar as diferentes intervenções cirúrgicas para cada grau, profissionais envolvidos e preço.

Ginecomastia masculina: o que é?

homem com ginecomastia masculina
Ginecomastia masculina é o aumento excessivo das glâncdulas mamárias por oscilações hormonais.

A ginecomastia é uma neoplasia benigna ou maligna resultante da hipertrofia do tecido das glândulas mamárias devido a patologias, geralmente associadas a desequilíbrios hormonais liderados pela síntese das células adiposas. A condição se caracteriza pelo crescimento das mamas, fazendo com que ocorra um excesso de pele e gordura nessa região, podendo ser unilateral ou bilateral.

A ginecomastia pode ser tanto feminina quanto masculina com incidência de cerca de 32% dos homens. No caso da ginecomastia masculina, quando leve, é considerada uma característica normal durante a infância e a puberdade dos meninos, podendo se ajustar ao longo do crescimento deles.

No entanto, existem casos em que a condição pode se prolongar até a vida adulta. Como por exemplo, em casos de homens de meia idade, ou com problemas hormonais e de excesso de peso.

Vale ressaltar que, a ginecomastia não significa o mesmo que pseudoginecomastia ou lipomastia, caracterizada pelo depósito excessivo de gordura na região das mamas sem haver aumento do tecido glandular, em casos de obesidade.

A correção se dá através de medicamentos ou intervenções cirúrgicas reparadoras, como a lipoaspiração ou mastopexia. Cirurgias destinadas à remoção de gordura local ou de pele, e a levantar tecido mamário, podendo envolver o reposicionamento da aréola e do mamilo.

Entenda o que é Neoplasia

Um neoplasma é uma massa anormal de tecido resultante do crescimento anormal ou divisão de células. Normalmente, as células frequentemente sofrem um padrão anormal de crescimento, tais como a metaplasia ou a displasia.

Ou seja, o termo neoplasia se refere a proliferação celular anormal, excessiva e desordenada do tecido normal, que persiste no mesmo modo excessivo mesmo quando o estímulo inicial que provocou a alteração termina.

Geralmente, a neoplasia inclui doenças muito diferentes, mas é frequentemente associada à ginecomastia, já que a condição de caracteriza pelo excesso de massa ao redor das mamas durante a fase de crescimento da criança.

Um neoplasma pode ser benigno, potencialmente maligno (pré-câncer), ou maligno (câncer). Por esta razão, a ginecomastia masculina deve ser monitorada e avaliada para que não se torne um problema mais sério, como um fibroadenoma ou câncer de mama.

Ginecomastia masculina: Causas

esquema mostrando mamas masculinas normais e com ginecomastia masculina.
As causas da ginecomastia podem ser inúmeras, mas a mais comum é oscilação hormonal na puberdade.

A ginecomastia resulta de um desequilíbrio hormonal do corpo, por excesso de estrogênio (hormônios femininos) em comparação à andrógenos, como a testosterona (hormônios masculinos). Isto é, ocorre um declínio dos hormônios masculinos em relação aos hormônios femininos, levando ao crescimento excessivo da glândula mamária que, normalmente se apresenta em quantidade menor nos homens.

A condição é o motivo mais comum para avaliação médica da mama masculina, devido a possível associação ao câncer de mama.

Geralmente, ginecomastia masculina é um problema sem causa conhecida, mas o desequilíbrio hormonal é devido à condições que bloqueiam os efeitos ou reduzem os níveis de testosterona ou à uma condição que aumenta os níveis de estrogênio.

Muitas coisas podem afetar esse equilíbrio, mas na maioria dos casos, múltiplos fatores podem estar associados. Como por exemplo, fatores fisiológicos no período neonatal, na adolescência e na velhice associados a diminuições dos níveis de testosterona.

Além disso, fatores patológicos associados à doenças como cirrose, hipotireoidismo, hipogonadismo, tumores testiculares podem causar o aumento excessivo das mamas. Fatores farmacológicos associados ao consumo de drogas, esteróides e alguns medicamentos também contribuem para o crescimentos das mamas.

Mudança hormonal natural

Tanto o hormônios testosterona quanto o estrogênio controlam o desenvolvimento e a manutenção das características sexuais de ambos os sexos, feminino e masculino. A testosterona controla as características masculinas, como massa muscular e pelos no corpo. Já o estrogênio controla as características femininas, uma delas o crescimento dos seios.

No entanto, o estrogênio não é um hormônio exclusivo das mulheres, assim como a testosterona também não é produzida apenas pelo homem. Dessa forma, tanto a mulher, quanto o homem quanto produzem ambos os tipos — embora cada um seja produzido em quantidades menores de acordo com o sexo. Isto é, o homem produz menos estrogênio que a mulher, e vice versa. No entanto, quando os níveis de estrogênio ficam muito altos ou em desequilíbrio em relação ao nível de testosterona, isso pode causar a ginecomastia no homem.

Ginecomastia na infância

Mais da metade dos bebês do sexo masculino nascem com as mamas aumentadas devido ao efeito do estrogênio das mães. No entanto, os tecidos das glândulas mamárias inchados costumam diminuir dentro de 2 a 3 semanas depois do nascimento.

Ginecomastia na puberdade

A ginecomastia causada por mudanças hormonais durante a puberdade é relativamente mais comum. Sendo assim, costuma aparecer nos meninos na fase dos treze ou quatorze anos. Nesse período, as mamas crescem por seis meses ou menos, retornando em seguida ao tamanho normal em dois anos.

Durante a puberdade, os níveis desses hormônios oscilam e aumentam ou diminuem em níveis diferentes, resultando em um estado temporário em que a concentração de estrogênio é mais alta. A proliferação das glândulas mamárias resulta desses mecanismos que alteram o equilíbrio entre as ações da testosterona e dos estrógenos.

Por exemplo, no final da puberdade, antes que a secreção de testosterona tenha atingido os níveis da vida adulta, os testículos e os tecidos periféricos podem produzir quantidades mais altas de estrógenos, suficientes para estimular o crescimento mamário.

Estudos com relação à prevalência de ginecomastia em adolescentes normais já apresentaram resultados variados, desde 4% a 69% de prevalência em meninos. Essas diferenças de resultados, provavelmente resultam de variações com relação à percepção do que se considera normal e à idade dos meninos examinados nos estudos.

O fato é que desses adolescentes afetados em 75% dos casos é bilateral, ou seja, nas duas mamas. No entanto, apenas de 5% das vezes esse crescimento em excesso ou hipertrofia persiste até a vida adulta. Ocasionalmente, caso a ginecomastia persista após dois anos, ela é chamada de ginecomastia puberal persistente.

Ginecomastia na fase adulta

A prevalência da ginecomastia aumenta novamente em homens de idade entre os 50 anos e 70 anos de idade. Isto é, pelo menos 1 a cada 4 homens nesse grupo são afetados devido a diminuição hormonal, ganho de peso ou patologias associadas.

Ginecomastia por medicamentos e abuso de drogas

As causas da ginecomastia masculina pode também estar associada a efeitos colaterais pelo uso de inúmeros medicamentos ao longo da vida e pelo abuso de drogas. Como por exemplo:

  • Corticosteróides e esteróides anabolizantes;
  • Anti-andrógenos usados para o tratamento da próstata, incluindo câncer;
  • Antibióticos;
  • medicamentos herbais como dong quai, chá de óleo de árvore e lavanda, usados em cosméticos;
  • Opióides (narcóticos);
  • Estrogênio (incluindo produtos de soja);
  • Diuréticos;
  • Medicamentos para azia e úlceras (cimetidina usada para reduzir a acidez gástrica);
  • Medicação anti-ansiedade e antidepressivos;
  • Medicamentos bloqueadores dos canais de cálcio, usados para tratar hipertensão;
  • Medicamentos para o coração;
  • Abuso de drogas como álcool, maconha, anfetamina, heroína, metadona.

Além disso, medicamentos para AIDS também podem desenvolver ginecomastia em homens HIV-positivo que estejam recebendo um regime de tratamento conhecido por terapia anti-retroviral altamente ativa (HAART), que acaba redistribuindo gordura pelo corpo levando a pseudoginecomastia ou ginecomastia.

Ginecomastia por condições médicas e patologias

As causas da ginecomastia masculina que afetam o equilíbrio dos hormônios também podem vir associadas à condições médicas e algumas patologias e seus tratamentos. Como por exemplo, doenças associadas aos órgãos masculinos que diminuem a produção de testosterona e aumenta os níveis de estrogênio. Essas doenças podem ser de ordem genética, como a síndrome de Klinefelter, ou adquiridas por traumas, infecções, redução de fluxo sanguíneo ou envelhecimento.

1. Câncer

Outras patologias mais sérias como o câncer, também causam o aumento das mamas. Como por exemplo, tumores malignos de testiculo que, eventualmente, secretam estrógenos por mecanismo indireto. Raramente, outros tipos de cânceres produzem hormônios que causam ginecomastia, no entanto o câncer de pulmão, de estômago, de adrenal e de rim podem fazer o mesmo.

2. Hipogonadismo

Os testículos também podem produzir níveis mais baixos de testosterona durante o hipogonadismo primário ou secundário a outras patologias. Além disso, a prevalência de hipogonadismo aumenta com a idade, acima dos 70 anos. Cerca de metade dos homens dessa idade apresentam concentrações baixas de testosterona livre no sangue.

3. Insuficiência renal e hepática

Outras condições associadas a alterações hormonais que podem resultar em ginecomastia são insuficiência renal crônica tratada com hemodiálise e hipertireoidismo. Além de insuficiência hepática e cirrose que alteram o metabolismo dos hormônios levando a ginecomastia.

4. Desnutrição, inanição e obesidade

Desnutrição e/ou inanição total do alimento e re-alimentação (recuperação da desnutrição) podem causar um desequilíbrio hormonal que pode levar à ginecomastia. Quando corpo é privado de nutrição adequada, os níveis de testosterona caem, mas os níveis de estrogênio continuam constantes, causando esse desequilíbrio. No entanto, a ginecomastia também pode ocorrer quando a nutrição normal é retomada.

A ginecomastia também é mais frequente em homens com sobrepeso, pois o tecido gorduroso produz certas enzimas capazes de converter precursores da testosterona em estrógenos.

       

Ginecomastia masculina: Sintomas e sinais

O principal sintoma de ginecomastia é o aumento das mamas masculinas. Como já dito antes, a ginecomastia masculina é o aumento das glândulas mamárias ao invés dos tecidos de gordura.

Tipicamente, esse aumento é simétrico em relação à localização dos mamilos, podendo acontecer em ambos os lados, ou apenas em um (bilateral ou unilateral). Mesmo assim, o aumento pode ser diferente em cada lado. Normalmente, a ginecomastia apresenta sensibilidade, dor, inchaço e secreção em um ou ambos os mamilos.

O importante é saber diferenciar a ginecomastia do câncer de mama masculino, que apesar de ter uma incidência de apenas 1% dos casos de câncer de mama, também pode ocorrer em homens. No entanto, os tumores malignos formam nódulos duros, indolores. Eles se fixam aos tecidos mais profundos e costumam provocar aumento dos gânglios linfáticos axilares (axilas), sangramentos e retrações de mamilo.

Normalmente se limitam a um único lado, não necessariamente é centralizado ao redor dos mamilos, ao contrário da ginecomastia que é bilateral em pelo menos metade dos casos. No entanto, outros sintomas são bem parecidos, como firmeza no local e secreção. Por isso, é sempre bom consultar logo um médico caso um ou mais sintomas aparecerem.

Ginecomastia masculina: Diagnóstico

esquema mostrando os níveis de severidade da ginecomastia masculina.
Ginecomastia masculina possui níveis de severidade diferentes.

Na maioria dos casos, a ginecomastia pode ser diagnosticada através de um exame físico, feito tanto por um endocrinologista, cirurgião plástico quanto por um mastologista. O histórico médico do paciente também é levado em conta, incluindo medicamentos usados e o possível contato com drogas. Se houver suspeita da presença de câncer, uma mamografia pode ser incluída aos exames.

Assim como outros testes complementares que possam ajudar a estabelecer a causa da ginecomastia em certos casos, por exemplo exames de sangue como hepatogramas para analisar as funções dos rins, fígado e tireóide. Além disso, exames para medir os níveis hormonais no fluxo sanguíneo também pode ser recomendados.

A ginecomastia masculina se caracteriza pela presença de um tecido mamário maior que 0.5 cm em diâmetro ao redor do mamilo. Tipicamente, a ginecomastia masculina possui classificação de quatro graus, que vai do 1º sendo mais leve, com uma hipertrofia mínima e sem ptose, ou seja, uma queda anormal ou descenso; ao 4º grau sendo mais grave, com um volume superior a 500g e com ptose acentuada.

Ginecomastia exame físico

Para fazer um diagnóstico preciso, deve-se avaliar a presença de um aumento acentuado nas glândulas, a presença ou não de massas, a qualidade da pele, o grau de ptose (queda anormal da mama), o posicionamento e a dimensão dos mamilos e aréolas, além de assimetrias existentes.

Para tanto, o paciente deve deitar-se de costas, com as mãos entrelaçadas sob a nuca. O médico apalpa a mama, comprimindo-a entre o polegar e o indicador. Na ginecomastia, a palpação revela um tecido firme, mas de consistência elástica como borracha, distribuído de forma concêntrica ao redor do mamilo.

Ginecomastia masculina: Como tratar?

diagrama mostrando a incisão da mama durante cirurgia.
Os tratamentos para a ginecomastia masculina podem ser medicamentosas e cirúrgicas.

O tratamento da ginecomastia masculina é mais eficaz quando a causa é propriamente identificada. Assim o tratamento pode ser direcionado de forma correta, já que as causas podem ser muito variadas.

Por exemplo, casos idiopáticos costumam regredir ao fim de 3 a 18 meses. Ao passo que, se o paciente sofrer de hipogonadismo, a reposição de testosterona é o tratamento mais indicado. Já, se a hipertrofia das mamas forem causadas pelo abuso de drogas ou algum medicamento, a sua suspensão fará com que as mamas amoleçam e diminuam em apenas um mês.

No entanto, se este quadro se prolonga por mais de um ano, a regressão será bem menor devido à fibrose dos tecidos, tornando tratamento medicamentoso mais difícil para não dizer impossível de se obter bons resultados. Neste caso, a intervenção cirúrgica para correção será mais indicada, especialmente em adolescentes, para evitar maiores problemas emocionais ou constrangimentos.

Em casos, de pacientes com obesidade, um tratamento focado na diminuição de peso é o mais indicado, seguido depois de cirurgia para a correção estética e eliminação de excesso de pele, caso necessário.

Ginecomastia: Tratamento cirúrgico

A cirurgia plástica tem por objetivo a reconstituição de uma parte do corpo humano por razões médicas ou estéticas, se dividindo entre: cirurgia plástica reparadora e cirurgia plástica estética.

No caso da cirurgia plástica reparadora, o objetivo é corrigir deformações por lesões, defeitos congênitos ou adquiridos. Já cirurgia plástica estética é realizada pelo paciente com a finalidade de melhorar a sua aparência, sem intenção ou propósito aparente de melhorar seu estado de saúde, mas para corrigir algum aspecto físico que não lhe agrada.

No caso da ginecomastia masculina ambas se confundem, já que a cirurgia tem o objetivo de reparar uma deformidade da glândula mamária e retirar o excesso de massa do tecido, mas também melhorar a estética do paciente.

Cirurgia de Mastopexia e Mamoplastia

A Mastopexia refere-se a um grupo de intervenções cirúrgicas com o objetivo de levantar ou mudar a forma dos seios da pessoa. No caso da ginecomastia, a mastopexia pode envolver o reposicionamento da aréola e do mamilo, assim como o levantamento do tecido mamário e remoção de pele em excesso.

A mamoplastia de redução (cirurgia de redução mamária) também tem sido usada em casos severos da condição, como ginecomastia de longo termo, ou em casos em que as terapias medicamentosas não tenham sido eficazes em restaurar a aparência normal da mama.

A cirurgia é realizada com anestesia local e sedação, com o objetivo de remover parte do tecido glandular e da gordura ao redor do mamilo. Caso o volume mamário presente for de natureza adiposa (gordura), poderá ser realizada uma lipoaspiração, que através de uma pequena incisão se remove o volume de gordura indesejada.

Em outros casos, onde o volume é maior, de tecido já com fibrose, efetua-se a remoção do tecido mamário através de uma incisão na aréola de forma a remover o volume e corrigir a ptose, se existente.

O objetivo maior dessas cirurgias, tanto reparadoras como estéticas, é a remoção dos excessos de pele e tecidos, a fim de proporcionar ao paciente uma maior autoestima e, consequentemente, melhor qualidade de vida.

Ginecomastia: Pré operatório

Caso seja mesmo necessária a cirurgia, no dia marcado para a operação o paciente deve jejuar por pelo menos 8 horas antes. Geralmente, casos de ginecomastia mais leves não exigem internação. No entanto, em casos mais severos de ginecomastia de 3° grau, a internação pré-operatória pode ser necessária.

Ginecomastia: Pós-operatório

homem usando colete no pós operatório
Durante o pós operatório da cirurgia da ginecomastia é preciso usar um colete.

O pós-operatório de cirurgia de ginecomastia costuma ser tranqüilo. Normalmente, recomenda-se de uma a duas semanas de repouso das atividades diárias. É necessário também o uso de um colete de compressão por tempo integral pelo período de um mês.

Ginecomastia: Tratamento medicamentoso

O tratamento através de medicamentos é somente eficaz na redução da ginecomastia nos estágios iniciais, já que a fibrose ocorre em 12 meses. Pois, depois que o tecido se torna fibroso, os medicamentos não são capazes de diminuir a glândula, apenas a remoção cirúrgica é o único tratamento possível.

Existem tratamentos médicos disponíveis para tratar especificamente o problema da ginecomastia, mas dados com relação à sua eficácia são limitados, e nenhum dos medicamentos têm sido aprovados pelas agências reguladoras de registro de medicamentos como a FDA, dos Estados Unidos ou a ANVISA, agência reguladora no Brasil, para o tratamento da ginecomastia.

Ginecomastia: Remédios usados

Aqui no Brasil, embora não tenha sido aprovado para uso universal, vários estudos comprovam a eficácia do tamoxifeno (Antiestrogeno droga que bloqueia os receptores de estrógeno existentes nas células mamárias) para o tratamento medicamentoso da ginecomastia puberal e também a ginecomastia idiopática.

Ele tem sido administrado nas dosagens de 10 à 40 mg/dia durante 3 e 6 meses com bons resultados no tratamento e na prevenção. O medicamento tem sido capaz de eliminar por completo o tecido mamário. Este tipo de terapia está sendo mais usado em casos de ginecomastia severa e dolorosa.

Da mesma forma, a reposição de testosterona tem sido muito eficaz em homens mais velhos que apresentam níveis baixos de testosterona, mas não é eficaz para aqueles que possuem níveis normais do hormônio. Clomifeno, um medicamento sintético não esteróide usado para tratar a infertilidade em mulheres, também pode ser usado por 6 meses para tratar a ginecomastia.

Danazol é um medicamento sintético derivado da testosterona que diminui a síntese de estrogênio. Ele age inibindo a secreção pituitária de LH e hormônio folículo-estimulante (FSH), substâncias que direcionam os órgãos sexuais para produzir hormônios. No entanto, ele é menos comum no tratamento da ginecomastia que outros medicamentos.

Ginecomastia: Complicações

homem examinando a mama durante ginecomastia masculina
A ginecomastia masculina não oferece grandes complicações, mas merece cuidados.

A ginecomastia possui poucas complicações físicas, no entanto pode causar problemas psicológicos ou emocionais causados principalmente pela aparência. Isto é, o aumento do volume da mama no homem é evidente e, na maioria das vezes, muito perturbador para a pessoa. Iso deve-se ao fato dos fatores psicológicos frequentemente associados à vergonha que o volume mamário provoca.

A ginecomastia pode levar a limitações na prática de esportes e em outras atividades sociais, como ir à praia, usar uma camisa mais justa ou até tirar a camisa em público.

Vale ressaltar também que, homens com ginecomastia possuem risco 5 vezes maior de contrair câncer de mama comparados a população em geral. No entanto, acredita-se que a ginecomastia em si não seja uma condição pré cancerígena, mas as alterações hormonais (aumento relativo dos estrogênios, níveis mais baixos de testosterona) que produzem a ginecomastia masculina nos adultos aumentam o risco de desenvolver câncer de mama.

Ginecomastia: Prevenção

A ginecomastia que ocorre por causa das oscilações hormonais pelo crescimento ou envelhecimento, não pode ser evitada. A ginecomastia relacionada à condições médicas pode ser prevenida na medida em que a condição responsável possa ser evitada. Existem ainda algumas medidas que podemos controlar para reduzir os riscos da ginecomastia masculina, são eles:

  • Não faça uso de drogas;
  • Não tome anabolizantes ou substâncias para aumento de massa corporal sem acompanhamento médico;
  • Evite o consumo de álcool em excesso;
  • reveja o uso de medicamentos. Se você toma algum remédio conhecido por causar ginecomastia, consulte o seu médico para outras opções.

Ginecomastia: Preço ou custo do tratamento

No que se refere à ginecomastia, não é possível determinar um preço ou custo de tratamento ou cirurgia, pois cada caso é diferente e necessita avaliação médica.

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