Escolhas: qual meu poder sobre elas?

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Em algum momento de anos passados conversava com um amigo sobre como melhorar meus rendimentos sem ter que trabalhar mais. Lembrei-me de uma frase que ouvi proferido por um antigo ministro britânico: “a vida é curta demais para ser pequena”. Então eu queria fazer da minha vida algo muito significativo e importante. Queria viver com toda intensidade todos os meus amores, paixões e aspirações. E pra quem me conhece tenho várias dessas coisas como por exemplo, pintar.

Não queria desprender mais tempo no trabalho, mas sim, aumentar o rendimento pois como o tempo do relógio tem seu limite de 24 horas para o ciclo de 1 dia, eu precisaria garantir todas as outras horas para realizar todas as outras coisas. O que eu deveria deixar de fazer? O que eu deveria me empenhar para fazer da melhor forma possível? Eu queria apenas melhorar meu rendimento, e não, trabalhar mais.

Foi ali que pela primeira vez percebi que a vida era feita por escolhas, feitas por nós mesmos. E tais escolhas seriam capazes de nos levar para uma meta, algo bem maior, caso a tenhamos de forma clara. Percebi também que somos totalmente responsáveis pelas consequências de nossas escolhas, livrando Deus de todos os julgamentos a Seu respeito.

Mais à frente uma boa oportunidade me apareceu e eu poderia com ela revolucionar minha vida. Porém havia me esquecido de consultar “meu projeto pessoal” e verificar se aquele caminho me levava a meta almejada. A sorte é que o destino se encarregou de encarrilhar as coisas e me voltar para o trilho de minha meta. Mas mesmo assim, a escolha errada não deixou de ser escolha. Na verdade ela se transformou numa volta que tive que dar por algum trecho que carecia ser visitado para aprender uma lição inesperada e que hoje carrego comigo, afim de realizar novas escolhas. Ironias do destino!

Sabemos que o poder de se escolher algo está na clara visão que se tem sobre o que se quer, mas também está na nossa capacidade de interação com as consequências daquilo se escolheu.

Afinal, se você escolhe algo que dá errado, como você encara a situação? As coisas que são escolhidas por você correspondem com o possível caminho que te levará onde deseja chegar? Ou suas escolhas são as escolhas dos outros? E caso esteja na terceira idade, como você escolhe viver esta fase de sua vida?

       

Esta é uma curiosidade particular: qual escolha fazer sobre a forma de se relacionar com aquilo que não se pode escolher? Existem coisas que não se podem escolher, por exemplo a morte. Morrer é um fato, se aceitamos ou não, é um fato. Como não é possível escolher por não morrer ao menos é possível escolher como se deseja viver até morrer.

Isso faz sentido quando escolhemos valorizar a vida, com meu destino em minhas mãos, caso contrário fico nas mãos do destino e… dos outros! Sendo assim, como me sentir realizado com a vida vivida se não pude escolher por coisas que trouxessem autorealização? Autorealizar-se significa ser feliz e este processo somente é possível quando as escolhas partem de uma visão particular, individual, simplesmente por não ter como o outro viver sua vida por você.

Portanto também podemos afirmar que o poder de escolha significa a capacidade de se viver a vida que se tem sem delegar esta capacidade para os outros. É assumir suas decisões sendo boas ou ruins, sem perder de vista a trilha de seu caminho. E se ainda você não experimentou sucesso é porque ainda você não chegou ao fim. Os encantamentos e as tragédias fazem parte de uma boa história.

Desejo a todos uma maravilhosa jornada em 2014!

Texto por: Gal Rosa

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