Emoção e Sentimento: qual a diferença?

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Confundimos facilmente emoção e sentimento, uma vez que ambos levam à alteração do comportamento.

Mas de fato o que as difere? E mais: qual relação e como estas duas “sensações” interferem em nossa vida?

EMOÇÃO vem do latim emotio que praticamente significa a junção dos dois verbos “excitar” e “mover”. Bem, penso eu que podemos traduzir para uma “excitação que nos move”. A emoção também tende a ser passageira, uma vez que está intimamente relacionada com nossos processos fisiológicos. Ou seja, para cada emoção liberamos hormônios específicos que desencadeiam reações em cadeia alterando assim nosso comportamento. Basta esta combinação fisiológica cessar para voltarmos ao estado anterior de “normalidade”.

Já os SENTIMENTOS se relacionam com a percepção que temos sobre algo mas que não depende da fisiologia, ou seja, dos nossos hormônios para poderem existir. Claro que os hormônios são importantes para clarear os sentimentos. Mas podemos “sentir com a alma”, sem necessariamente depender do corpo para isso. Ou também podemos compreender que “sentir com a alma” se relaciona à consciência no seu estado mais íntimo.

A diferença básica entre os dois é descrita por mim como sendo uma gerenciada pelo corpo e o outro gerenciado pela consciência.

Assim consigo responder o tanto que é difícil lidarmos com as emoções e o tanto que é fácil não compreendermos nossos sentimentos. Pois, para ambos os controles, é preciso autoconhecimento.

E esta sempre será minha tecla!

No dia a dia somos surpreendidos por nossas emoções infinitas vezes E. tudo piora quando junto delas vêm sentimentos.

Imaginem duas avalanches de sensações acontecendo ao mesmo tempo?

A mente fica confusa e o intelecto perde as rédeas do raciocínio. Desta forma nos tornamos capazes de cometer atos tão primitivos, em prol de encontrarmos uma vez mais nosso ponto de equilíbrio!

Chorar, gritar, bater, quebrar, xingar… ou até mesmo paralisar, mentir, fugir são alguns desses atos feitos em total falta de autodomínio.

Justamente por falta de praticar o aforismo bíblico mas também socrático “conheça-te a ti mesmo”. O incrível é que sabemos que este é o caminho para felicidade.

Mas sem conhecimento, felicidade não existe.

É por isso que considero tão importante compreendermos ao menos as coisas básicas e essenciais da vida, começando por eu mesmo. A primeira coisa básica essencial!

Como começar?

Observando-se! Observe-se sempre e aprenda a ser seu melhor companheiro.

Observe o que vem do coração e o que vem do “sangue na veia” sempre quando uma situação diferente – aquelas que dão ritmo à vida – acontecer.

Fique atento às frações de segundos. Não as deixem te passar para trás. Seja mais ágil do que elas e então…

…se possível afaste-se em seguida. Se não conseguir mentalmente, ao menos fisicamente!

Respire profundamente! E sinta o quanto o oxigênio te relaxa!

Sinta o quanto que os pensamentos se organizam para que você possa tomar o próximo passo de forma mais segura.

E então note que os ânimos cederam à atitude sensata que tomou: dar tempo para o tsunami passar enquanto você se agarrou no “toquinho” da coragem de enfrentar.

E a sua força vem com o aumento desta experiência. Todos os dias! Em diversas situações! E cada vez mais experimente-se conscientemente forte sobre suas emoções.

Não as anule e nem negue. Viva-as! Mas viva de forma consciente do que acontece ao redor e, de que, do momento presente sempre parte uma consequência.

Caso hajam falhas, reflita sobre sua fraqueza e encha-se ainda mais de coragem para a próxima cena.

As emoções são boas e são essenciais para a vida humana. Não podemos ficar sem elas, mas não podemos ser engolidos por elas.

Temos que gerenciá-las!

SENTIMENTOS são sensações autênticas que temos sobre os fatos, pessoas ou momentos. O sentimentos estão escondidos por detrás de nossas intuições, tão desmerecidas por nós mesmos devido falta da autoconfiança.

A intuição é linguagem direta da alma para a consciência. Só que… a perdemos faz tempo! E é por isso que criamos tanta dependência uns dos outros para podermos saber o que é certo ou errado. Daí… viver vira uma loteria!

Os sentimentos são resultados de nossas interações com o mundo, com a existência e por isso merecem toda nossa atenção. Ou melhor, toda a minha atenção pois as conclusões sobre tudo que faço acabam sempre em sentimentos – nos MEUS SENTIMENTOS!

Se não sabemos o que sentimos, como podemos decidir, escolher e realizar?

Não conhecer os sentimentos sempre nos colocam na mão do outro (ou seja, de tudo que está fora de mim e que não sou eu). Não conhecer os nossos sentimentos é a maior distância de todas que podemos tomar de nós mesmos, restando apenas acreditar que Deus salva mas sem poder se sentir salvo, pois há falta de entendimento de quaisquer sentimentos, inclusive da salvação.

Então como fazer para clarear meus sentimentos para o próprio eu?

Observe-se internamente, o que passa na mente… o que vibra o coração…

Observe como tais sentimentos te movem pelo mundo através das escolhas e decisões que toma.

Em seguida volte-se uma vez mais e crie conceitos sobre o que sente com tudo o que viu e fez.

E novamente olhe para fora mas com um olhar amadurecido e consciente sobre aquilo que aprendeu a sentir.

Assim, permita interagir-se com as pessoas e coisas sem querer tirar delas o que você considera ser seu: a felicidade por exemplo.

Não querer que o outro sofra é uma felicidade que não podemos ter. Pois é lei que na vida há felicidade e tristeza.

Se compreendo que nunca haverá competição com a vida, mesmo que eu queira, compreendo que há aceitação pela vida.

Aceitar e não competir me faz mais dono dos meus sentimentos. Mesmo que eu não compreenda o que de fato aconteceu ali!

Outro exemplo universal é quando queremos tirar do outro a felicidade através do respeito que “acho que ele tem que me dar! ou do “prazer que ele tem que me dar”.

Ora! Isso é perverso e egocêntrico uma vez que a lei da felicidade e tristeza está para todos. Então cada um que lute pela sua!

Mas a luta é uma auto-luta ou falando com a doçura dos eufemismos… é questão de empenho.

Empenhar-se para conseguir interagir de forma mais clara e proveitosa com seus sentimentos, resultado da sua vida pra você e colaboração para a felicidade dos demais.

Perdoem-me o revolvimento filosófico talvez não esperado. Mas percebe o quanto que sentimento é algo além de palavras? Subjetivo? “Coisa” de consciência de cada um?

Assim desejo que faça suas considerações acerca do que escrevi com o melhor aproveitamento possível, se é que “me fiz útil” aqui!

😉

Abraços!

gal TI

Gal Rosa

Terapeuta Ocupacional Gerontóloga

produtora de conteúdo e comunicadora do www.aterceiraidade.com

email: gal@aterceiraidade.com

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