DST sintomas: homem, feminino, na pele, prevenção, tratamentos

Estatísticas internacionais recentes apontam para uma tendência crescente no número de pessoas que apresentam DST sintomas.

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Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde na década passada indicava que, naquela época, mais de 10 milhões de brasileiros haviam relatado DST sintomas. Destes, mais de 6 milhões eram homens e mais de 3 milhões eram mulheres. O mesmo levantamento indicava que algo em torno de 18% dos homens e 11% das mulheres não chegaram a procurar atendimento médico.

Estatísticas internacionais mais recentes apontam para uma tendência crescente no número de pessoas que apresentam DST sintomas.

Conhecer o tema é o primeiro e mais importante passo para a prevenção e o tratamento das DST e este é o objetivo deste artigo.

O que é uma DST?

As doenças sexualmente transmissíveis (DST), conhecidas no passado como doenças venéreas, são assim classificadas porque o seu contágio se dá principalmente através de relações sexuais com pessoas já infectadas. Algumas dessas doenças também podem ser disseminadas através de transfusões sanguíneas ou pela transmissão da mãe infectada para o feto durante a gravidez.

Mais recentemente, diversos órgãos e entidades passaram a adotar a nomenclatura IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) em substituição a DST.

São várias e diferentes as doenças englobadas nesta categoria, cada uma com seu agente causador específico. Já os DST sintomas são, em muitos casos, assemelhados, o que torna a consulta ao médico imprescindível para que eles sejam corretamente diagnosticados.

As principais Doenças Sexualmente Transmissíveis

Sífilis

Causada pela bactéria Treponema pallidum. Se não for tratada, pode trazer complicações neurológicas, cardiovasculares ou ósseas, além de lesões na pele, cegueira e até mesmo a morte. Há uma grande incidência de sífilis entre jovens.

Cancro mole

Causada pela bactéria Haemophilus ducreyi. É mais comum em regiões tropicais. Sem um tratamento, as feridas iniciais que surgem tendem a se multiplicar.

Condiloma acuminado (crista de galo, figueira ou cavalo de crista)

Causado pelo vírus HPV (Papiloma vírus humano). Entre as possíveis complicações que podem surgir a partir do condiloma estão o câncer no colo do útero, tumores malignos na região genital e o câncer cervical.

Donovanose

Causada pela bactéria Klebsiella granulomatis. Há questionamentos quanto à inclusão desta doença na categoria DST, pelo fato de existirem casos da doença entre pessoas sexualmente inativas. O agravamento do quadro desta DST pode levar a deformidades genitais, elefantíase e tumores.

Gonorreia

Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. O desenvolvimento desta DST pode favorecer o surgimento de diversas complicações como artrite, meningite, osteomielite, endocardite, hepatite, lesões da pele, epididimite, complicações sanguíneas, complicações na gravidez, DIP (Doença Inflamatória Pélvica), parto prematuro, infecção do recém-nascido e infertilidade.

Clamídia

Causada pela bactéria Clamídia trachomatis. Considerada a DST mais frequente em todo o mundo, caracteriza-se como uma doença silenciosa, pois grande parte das pessoas por ela infectadas não apresenta qualquer sintoma típico. O não tratamento da clamídia favorece o surgimento da DIP (Doença Inflamatória Pélvica) e aumenta as chances da mulher contrair câncer no colo do útero. Entre os homens, pode favorecer o surgimento de infecções na próstata.

Doença Inflamatória Pélvica (DIP)

Causada por um desdobramento da gonorreia e da clamídia. Afeta principalmente os órgãos do sistema reprodutor feminino, podendo, nos casos mais graves, levar à infertilidade.

Hepatites virais

Causadas por vírus que atingem o fígado. Nem todos os tipos de hepatite são DST’s. O contágio da hepatite dos tipos A e E está mais relacionado a condições de saneamento básico, higiene pessoal e dos alimentos. Já a hepatite dos tipos B, C e D caracteriza-se tipicamente como DST.

Herpes genital

Causada por vírus que atinge órgãos genitais e ânus. Não existe uma cura definitiva para a herpes, apenas tratamentos que aliviam seus sintomas e evitam o surgimento de novas bolhas na pele.

Linfogranuloma venéreo (LGV)

Causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. A mesma bactéria que causa a clamídia apresenta um subtipo que age de maneira diferente no organismo, provocando o linfogranuloma venéreo. Esta DST provoca o surgimento de feridas indolores, cheias de líquido, na região genital. Essas feridas muitas vezes não são percebidas.

Tricomoníase

Causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. As lesões causadas pela tricomoníase na região genital facilitam a contaminação por outras DST’s, como a herpes, a gonorreia, a clamídia e a Aids. É uma DST essencialmente feminina. Homens infectados tendem a não apresentar sintomas ou apresentá-los de forma leve e naturalmente passageira.

AIDS

Causada pelo vírus HIV, ataca o sistema imunológico do corpo humano, tornando-o alvo fácil para outras doenças.

Infecção pelo HTLV

Causada pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV). Trata-se de um vírus da mesma família do HIV, que também age sobre as células de defesa do organismo.

Embora façam parte do grupo das DST, a AIDS e a infecção pelo HTLV apresentam características bastante distintas das demais, merecendo por isso estudos à parte.

Comportamento de risco e prevenção

São classificados como comportamentos de risco aqueles que acabam por ampliar as possibilidades de contaminação por uma DST.

Os principais comportamentos considerados de risco são:

  • Ter vários parceiros sexuais;
  • Ter um histórico pessoal de DST;
  • Ter parceiros sexuais com histórico de DST;
  • Ter parceiros sexuais com histórico desconhecido;
  • Consumir drogas ou álcool antes ou durante as relações sexuais;
  • Usar drogas injetáveis;
  • Ter parceiros sexuais que usem drogas injetáveis;
  • Praticar sexo anal;
  • Praticar sexo sem o uso de preservativos.

Em relação à prevenção, as medidas mais eficientes continuam sendo:

  • Evitar a todo custo os comportamentos de risco;
  • Consultar periodicamente o ginecologista ou o urologista.

Tratamento das DST’s

Uma vez examinados os DST sintomas e diagnosticada uma DST, é importante seguir à risca as recomendações médicas, que normalmente se traduzem em tratamentos à base de medicamentos como antibióticos, antifúngicos e outros. Além disso, cuidados com a higienização da região afetada devem ser observados.

Evitar relações sexuais durante o período do tratamento também pode fazer parte dessas recomendações e, uma vez que a pessoa tenha sido diagnosticada com uma DST, é conveniente que seu parceiro sexual também se submeta a uma consulta.

Ainda em relação ao tratamento, são bastante populares alguns “remédios caseiros” à base de plantas medicinais. Tais remédios de forma alguma substituem o tratamento indicado pelo médico, mas de fato alguns deles podem contribuir para a higienização e o maior conforto do paciente.

Banhos de assento com chá de aroeira ou com misturas de ervas, compressas preparadas com caledônia, calêndula, camomila ou hamamélis,  chá de cavalinha com rosa de musquetá, gel de aloe vera. Estes são alguns dos preparados caseiros mais populares. Mesmo nesses casos, convém consultar o médico a respeito de sua real contribuição para o tratamento.

Conheça alguns “remédios caseiros” que ajudam no tratamento das DST’s. Mas antes de fazer uso deles, consulte sempre o seu médico.

DST sintomas femininos

Após a contaminação, os DST sintomas normalmente levam alguns dias ou até semanas para se manifestar, havendo casos em que eles simplesmente não se manifestam, embora a pessoa esteja infectada.

O importante é procurar o ginecologista periodicamente ou tão logo surjam DST sintomas.

Os DST sintomas mais comuns na mulher são:

  • Dor, ardência ou coceira na região genital, às vezes com um aspecto de vermelhidão: entre as possíveis causas estão a clamídia, a gonorréia, o HPV, a tricomoníase ou a herpes genital. Mas pode também ser uma alergia ou dermatite não relacionada a DST’s;
  • Dores durante a relação sexual devido ao contato: podem indicar a existência de ferimentos ou inflamações, cuja causa pode estar associada à clamídia, à gonorreia, à candidíase, à sífilis, ao cancro mole, à herpes genital ou à donovanose. Também nesse caso podem existir causas não relacionadas a DST’s;
  • Odor: o mau odor na região da vagina pode estar relacionado a questões de higiene íntima, mas também pode indicar a ação de bactérias transmissoras de DST’s;
  • Corrimento vaginal: normalmente apresenta uma coloração típica, acompanhada de mau odor, ardência e vermelhidão. Estes sintomas podem estar associados à tricomoníase, à vaginose bacteriana, à clamídia, à gonorréia ou à candidíase;
  • Feridas, úlceras ou verrugas genitais: podem estar na parte externa ou interna do órgão genital. Sífilis, cancro mole, donovanose, herpes genital e o vírus HPV estão entre as suas possíveis causas;
  • Dores no baixo ventre: podem ser resultantes da ação da clamídia, da gonorréia, do Mycoplasma, da tricomoníase, da herpes genital, da vaginose bacteriana ou de infecções por outras bactérias.

DST sintomas masculinos

Também para os homens é recomendado consultar o urologista periodicamente ou assim que os primeiros DST sintomas surgirem.

Entre os homens, os DST sintomas mais característicos são:

  • Coceira, vermelhidão e dor no pênis: pode ter como origem a ação do fungo Candida albicans, causador da candidíase. A prática do sexo oral sem proteção pode também fazer com que esse fungo se fixe na boca, provocando dores na garganta, mau hálito e o surgimento de placas nas gengivas, nas paredes laterais da boca e na garganta;
  • Surgimento de verrugas no pênis, no escroto ou no ânus: pode estar associado à contaminação pelo vírus HPV. Também nesse caso, o sexo oral pode levar ao surgimento dessas verrugas na boca e na garganta;
  • Coceira, dores ao urinar, mal estar, febre e surgimento de bolhas e pequenas feridas na região genital: esse quadro pode indicar a ocorrência de herpes genital;
  • Dor ou ardência ao urinar, febre baixa e corrimento amarelado no pênis: são possíveis sintomas de gonorreia;
  • Dor ao urinar, acompanhada de corrimento no pênis e inchaço nos testículos: possível diagnóstico de clamídia;
  • Feridas indolores na região genital, caroços doloridos no pescoço, dor de cabeça, mal estar geral e febre: indicam possivelmente a ação da sífilis.

Fotos que podem indicar uma DST

Selecionamos algumas fotos que podem indicar algumas DST’s comuns. Algumas apresentam conteúdo explícito.

Possível ação da sífilis:

Aspecto de corrimento vaginal possivelmente causado por uma DST:

Lesão típica da herpes:

       

Ferida provocada pela gonorreia:

Ferida provocada pela clamídia:

Herpes genital:

Ação da candidíase no homem:

Verruga típica do condiloma, causada pela ação do vírus HPV:

Ação da candidíase na boca:

Em quanto tempo aparecem DST sintomas?

O tempo entre a contaminação e a manifestação dos DST sintomas é variável e está diretamente associado ao tempo de incubação dos agentes causadores das doenças, sejam eles vírus, bactérias ou outros organismos.

Assim, por exemplo:

  • O tempo de incubação da bactéria causadora da clamídia é de 3 a 5 semanas;
  • O tempo de incubação da bactéria causadora da gonorreia é de 5 a 10 dias;
  • Para a bactéria causadora da sífilis, o tempo é de 2 a 3 semanas;
  • De 1 a 26 dias para o vírus causador da herpes genital;
  • De 10 a 30 dias para o protozoário causador da tricomoníase;
  • De 6 semanas a 6 meses para o vírus causador da hepatite B.

Enquanto a incubação do agente causador não se completa, não há DST sintomas que possam ser detectados, nem mesmo por exames médicos detalhados.

Mas um detalhe importante é que, embora existam estes períodos de incubação determinados, são relativamente frequentes os casos de pessoas que se infectam mas não manifestam os DST sintomas.

A clamídia é um caso à parte, pois apresenta um índice bastante elevado de casos de pessoas que simplesmente não manifestam seus sintomas, principalmente entre mulheres. Estatísticas indicam que apenas uma em cada quatro mulheres infectadas chega a apresentar os sintomas típicos da doença. Entre os homens infectados, a manifestação dos sintomas chega a 70% dos casos.

Principais sintomas da clamídia

Entre todas as DST’s, a clamídia é a que apresenta a maior incidência em todo o mundo. Se diagnosticada a tempo, pode ser tratada sem maiores complicações. Porém, se não tratada pode trazer consequências graves para a saúde, tanto do homem como da mulher.

A clamídia está entre as DST’s que, além da transmissão através de relações sexuais, podem também ser transmitidas de forma congênita, isto é, passar da mãe infectada para o feto durante a gravidez.

Entre os principais sintomas da clamídia estão:

  • Dores abdominais;
  • Ardência ou dores ao urinar;
  • Corrimento vaginal / corrimento peniano;
  • Dores durante a relação sexual, devido ao contato (no caso de mulheres);
  • Sangramento após a relação sexual (no caso de mulheres);
  • Dores nos testículos;
  • Dores ou secreções no reto;
  • Sintomas de doença inflamatória pélvica.

Conforme salientado, a clamídia apresenta um índice muito elevado de casos de pessoas infectadas que não apresentam de forma clara esses sintomas, ou que sequer os apresentam. Assim, a clamídia acaba se constituindo numa espécie de doença silenciosa, agravando o risco de não tratamento no devido tempo. Situações como esta tornam ainda mais importante a consulta periódica ao ginecologista ou ao urologista.

DST sintomas na boca

A prática do sexo oral está amplamente relacionada à incidência de DST sintomas na região da boca. Até mesmo o beijo pode representar algum risco, pois, assim como a relação sexual, envolve o contato com líquidos corporais da pessoa infectada. E a boca tanto pode ser o canal receptor quanto o transmissor dos agentes causadores das DST’s.

As DST’s que normalmente atingem a região da boca são a candidíase, o condiloma, a gonorreia, a herpes, a sífilis e o cancro mole.

Os DST sintomas mais comuns são:

  • Surgimento de lesões em torno da boca;
  • Dores na garganta, principalmente ao digerir alimentos;
  • Surgimento de aftas;
  • Surgimento de manchas brancas acompanhadas de vermelhidão;
  • Corrimento de cor branca ou amarela.

DST sintomas: mitos e verdades

A falta de conhecimento no passado é responsável pela manutenção de muitos mitos a respeito das DST’s. O avanço da ciência vem contribuindo para derrubá-los, mas ainda assim há muita desinformação e tais mitos insistem em povoar o imaginário das pessoas. Seguem algumas das dúvidas mais comuns sobre o tema:

Toda ferida ou corrimento genital é uma DST

Mito. Muitas DST’s de fato apresentam este sintoma, mas ele também pode ser decorrente de outras causas. Só um médico pode dar o diagnóstico correto.

Uma DST pode ser transmitida pelo compartilhamento do vaso sanitário

Mito. O agente causador da DST precisa das células do corpo humano para se manter viva.

Beijo na boca pode transmitir DST

Verdade. Qualquer contato de mucosas e feridas com as secreções corporais de uma pessoa infectada envolve o risco da contaminação. Porém, a incidência de contágios pelo beijo é baixíssima, pois a saliva contém algumas substâncias que oferecem uma proteção contra vírus e bactérias.

DST sintomas podem aparecer em outras regiões do corpo que não a boca ou a genitália

Verdade. Além da parte externa da região genital e da boca, eles podem surgir na parte interna da genitália, na próstata, no útero e em outros órgãos.

Depilação íntima contribui para a prevenção de DST’s

Mito. Ao contrário, pois os pelos servem justamente para proteção contra infecções.

Existem DST’s transmitidas por picadas de insetos

Mito. Conforme já salientado neste artigo, as formas de transmissão envolvem essencialmente o contato com as secreções corporais da pessoa infectada.

Equipamentos de tatuagem podem transmitir DST’s

Verdade. Equipamentos de corte, se contiverem sangue infectado podem transmitir algumas DST’s como Aids e hepatite. Mas este risco deixa de existir se tais equipamentos estiverem corretamente esterilizados e/ou forem descartáveis.

Urinar após as relações sexuais diminui o risco de contrair uma DST

Mito. A urina não faz nenhum tipo de “limpeza” nas partes possivelmente infectadas.

Mães infectadas podem transmitir a doença ao filho na gravidez

Verdade. Algumas DST’s apresentam essa possibilidade de infecção congênita.

A gravidez cria uma proteção natural contra as DST’s

Mito. Além de não existir essa proteção natural, algumas DST’s podem trazer sérios riscos para a gravidez.

A piscina usada por um portador de DST oferece riscos de contaminação

Mito. Os agentes causadores das DST’s não sobrevivem fora do corpo humano.

Anticoncepcionais, DIU e ligação de trompas ajudam a prevenir DST’s

Mito. Eles evitam a gravidez, nãos as DST’s. O uso de preservativos, sim, oferece proteção.

É possível ter uma DST e não apresentar sintomas

Verdade. Conforme bem enfatizado aqui, essa possibilidade é concreta e aumenta em muito o risco de agravamento da doença.

Parceiros fiéis não precisam usar preservativos

Mito. Como existem outras formas de contaminação (transfusões de sangue e exposição a objetos cortantes infectados, por exemplo), o cuidado deve ser mantido. Além disso, a fidelidade entre parceiros pode estar sujeita a descuidos.

Portadores de DST não podem doar sangue

Verdade. Seria um risco enorme para o receptor do sangue.

Resumindo

  • Procure conhecer mais sobre as DST’s, seus riscos, sintomas, formas de prevenção e tratamento;
  • Evite comportamentos de risco;
  • Diante do surgimento de DST sintomas como os aqui descritos, procure imediatamente o ginecologista ou o urologista;
  • Independentemente do surgimento de DST sintomas, consulte periodicamente o ginecologista ou o urologista;
  • Uma vez diagnosticada uma DST, siga à risca as recomendações médicas.

Ao tratar corretamente os DST sintomas, você se beneficia, seu(s) parceiro(s) se beneficia(m). O que está em jogo é a saúde e, em última instância, a própria vida.

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