Conheça as Principais Doenças da Terceira Idade

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A expectativa de vida das pessoas tem aumentado muito no decorrer dos últimos anos. Com isso há uma maior probabilidade do aparecimento de determinadas doenças. Vale ressaltar que, algumas doenças da terceira idade, degenerativas ou não, impactam muito a vida não somente do idoso, mas também de todos aqueles que estão ao seu redor, principalmente seus familiares.

Segundo pesquisas, há uma tendência de o número de pessoas com mais de 60 anos dobrar até 2050. E doenças nesta idade devem ser detectadas logo no inicio. Fazer o tratamento adequado como também sua prevenção, será proporcionada à terceira idade uma qualidade de vida muito melhor.

Dados do IBGE indicam que três entre quatro idosos no Brasil são afetados por algum tipo de doença. Algumas são bastante comuns, como por exemplo, o diabetes e a perda de audição.

Veja agora as principais Doenças da Terceira Idade:

Demência (Mal de Alzheimer)

A demência em si é caracterizada por uma perda da função do cérebro e em 65% dos casos de demência.O Mal de Alzheimer representa a forma a mais frequente em pessoas da terceira idade.

É uma doença neurodegenerativa que provoca a destruição das células nervosas associadas à memória e às funções cognitivas.

É uma doença progressiva, ou seja, vai alterando aos poucos as faculdades de compreensão e com o tempo. O paciente não consegue mais memorizar fatos recentes, reconhecer pessoas, se esquece do significado das palavras, tornando-se incapaz de fazer qualquer julgamento.

Na verdade, ainda não existe cura, mas vários estudos e pesquisas vêm sendo realizados a fim de verificar suas principais causas. Mas alguns tratamentos são indicados para retardar a progressão da doença.

Mal de Parkinson

O Mal de Parkinson atinge o sistema nervoso e vai destruindo lentamente os neurônios do cérebro ligados ao movimento. É considerada uma doença crônica que evolui ao longo dos anos.

É uma das doenças da terceira idade que deve ser diagnosticada o mais rápido possível. Fique de olho no aparecimento dos primeiros sintomas, como por exemplo, tremores e movimentos imprecisos. Assim, pode se dar início ao tratamento e minimizar suas sequelas.

Catarata

É um problema de visão bem comum que acomete muitos idosos, podendo aparecer a partir dos 65 anos, sendo uma das mais comuns doenças da terceira idade.

É caracterizada quando o cristalino, uma parte do olho, com o tempo torna-se mais e mais opaco, provocando uma visão turva, embaçada e há uma falta de percepção nítida das cores.

O tratamento é cirúrgico e considerado bem simples. Basta a substituição do cristalino e em poucas horas, o paciente volta a enxergar normalmente.

Degeneração Macular Relacionada à Idade (AMD)

Esta doença degenerativa da retina é crônica e representa a primeira causa de cegueira em pessoas acima dos cinquenta anos.

Apesar da visão periférica se manter intacta, como há a deterioração da mácula do olho. Isso faz com o que o paciente não enxergue o centro da visão.

O tabagismo, o histórico familiar e a cor da pele (as pessoas com cor branca são mais afetadas que as de cor negra), são considerados fatores de maior risco.

Mas, se evitar o cigarro, manter uma dieta balanceada e praticar exercícios físicos podem ajudar na prevenção da AMD.

Osteoporose

É uma doença que se caracteriza por uma fragilidade dos ossos decorrente de uma diminuição da densidade do osso. Com o avanço da idade, se torna uma das doenças da terceira idade mais comuns.

É muito frequente em mulheres acima dos 65 anos. Por isso, recomenda-se um exame, densitometria óssea, a fim de avaliar essa questão.

Como há uma degeneração do tecido ósseo, existe um risco maior de fratura, mais especificamente do colo do fêmur, dos punhos e da coluna vertebral.

Alguns fatores podem favorecer a osteoporose. Por exemplo, a falta de atividade física, carência de vitamina D, cálcio e proteínas, o tabagismo e o álcool. Muitos pacientes são vítimas de fraturas, dores e perda de autonomia.

Osteoartrite

É uma doença onde a artrite é a forma mais comum de manifestação. É muito comum na terceira idade e resume-se na deterioração da cartilagem, que recobre a extremidade dos ossos ao nível das articulações. Dependendo do caso, pode provocar o desaparecimento total da cartilagem.

Ainda não existe cura para a osteoartrite. Muitas vezes, pode vir acompanhada de muitas dores, as quais são tratadas com o uso de anti-inflamatórios. Em busca de uma melhor qualidade de vida, recomenda-se atividade física, perda de peso e fisioterapia.

Doença Cardiovascular

As doenças cardiovasculares são as causadoras de mais mortes em pacientes da terceira idade e isso em todo o mundo. Cerca de 80% de mortes estão ligadas às cardiopatias coronarianas. Ou seja, quando há uma obstrução das artérias do coração, ocasionando ataques cardíacos.

Podemos dizer que as doenças cardiovasculares se originam do mal funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos.

O próprio envelhecimento natural do corpo provoca o endurecimento das artérias, ocasionando uma elevação da pressão. Pode-se dizer que o tabagismo, o sedentarismo e a obesidade são fatores de risco.

Doença Cerebrovascular (AVC)

       

O AVC, acidente vascular cerebral, ocorre quando um vaso sanguíneo no cérebro é obstruído, e o sangue não consegue fluir para o cérebro. Como há a falta de oxigenação das células, isso pode ter consequências muito graves.

O AVC pode ser isquêmico, quando há uma obstrução de um vaso sanguíneo, e o hemorrágico, quando uma ruptura de um vaso causa uma hemorragia no cérebro. Dependendo do caso e da extensão do bloqueio ou ruptura, pode trazer sequelas muito sérias, inclusive a morte.

Hipertensão Arterial

Vale lembrar que, a pressão arterial nada mais é do que a força que o sangue exerce sobre as artérias. Geralmente, a pressão arterial aumenta com a idade e essa elevação pode ter sérias consequências nos rins, no coração e nos vasos sanguíneos.

Estima-se que cerca de 35% da população brasileira tenha pressão alta. A hipertensão é responsável por 80% dos casos de derrame e 60% dos ataques cardíacos.

Como é uma doença dita silenciosa, pois muitas vezes não apresenta sintomas visíveis, o mais recomendado é medir com uma certa frequência a pressão arterial.

Câncer

Muitos tipos de câncer aparecem após os 55 anos de idade, e ocorrem quando há o crescimento desordenado de células anormais.

Na terceira idade, os cânceres de estômago, bexiga, próstata, colo retal, pulmão, pele e de mama são os mais frequentes.

Diabetes Tipo 2

Com o avanço da idade, o diabetes tipo 2 é muito comum, principalmente relacionado à alimentação e ao estilo de vida.

O organismo não processa de forma adequada a glicose e ocasiona uma elevação das taxas de açúcar no sangue. Isso acarreta doenças muito graves, como por exemplo, cegueira, insuficiência renal, derrames, ataques cardíacos e lesões nervosas.

Seus efeitos podem ser reduzidos, basta ter uma alimentação mais balanceada e praticando atividades físicas, pelo menos 3 vezes por semana.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

Não existe cura para a DPOC, mas pode ser evitada e existe tratamento para lidar com seus efeitos. Essa doença origina-se quando há uma inflamação das vias respiratórias, um espessamento do revestimento dos pulmões e uma produção excessiva de muco nos tubos de ar, reduzindo assim o fluxo de ar dentro e fora dos pulmões.

Muitas vezes, é consequência de uma exposição à poluição industrial, a ambientes contaminados e à fumaça do cigarro.

Perda Auditiva

Estima-se que a perda de audição seja uma das doenças da terceira idade mais comumente vistas pois há uma degeneração dos cabelos minúsculos dentro do ouvido e estes são o que ajudam no processamento dos sons.

É muito comum ver idosos ouvindo televisões muito altas ou pedindo para repetir o que foi dito. E, muitas vezes, sentem-se um pouco excluídos pois não conseguem acompanhar simples conversas.

E ainda existe um certo preconceito em relação aos aparelhos auditivos. Mas com o avanço da tecnologia, estão cada vez mais menos imperceptíveis.

Incontinência Urinária

É muito comum os idosos sofrerem de incontinência urinária, onde há uma perda involuntária de urina e se sentem muito constrangidos. Mas existem alguns medicamentos que podem melhorar muito a qualidade de vida.

Para se ter uma ideia, cerca de 20% dos idosos de 80 anos ou mais sofrem de incontinência urinária. Estas são as doenças da terceira idade mais comuns, mas é sempre bom lembrar que algumas medidas podem ser adotadas para prevenir, ou até mesmo reduzir seu impacto na vida dos pacientes.

Atividade Física vs. Sedentarismo

Os idosos têm medo de cair, sua mobilidade é reduzida, e algumas vezes se sentem extremamente desmotivados.

Continuar a praticar uma atividade física após os 65 anos de idade é importantíssimo pois além de melhorar a qualidade de vida, ajuda na prevenção de uma série de doenças da terceira idade.

A falta de atividade física é uma das principais causas de doenças da terceira idade, pois pode acarretar o enfraquecimento do coração e pulmões.

Na verdade, os idosos se tornam inativos por inúmeras razões. Por exemplo, medo de cair, isolamento, perda de autonomia, condições de saúde e a falta de conhecimento sobre os benefícios de atividades físicas.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), é recomendado às pessoas acima dos 65 anos praticar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada, como também exercícios de fortalecimento muscular.

Podemos incluir a dança, natação, caminhada, musculação, atividades domésticas diárias, etc. É claro que o idoso deve escolher uma atividade conforme suas capacidades. É muito importante manter-se sempre hidratado e ter uma dieta diária balanceada e saudável.

Você pode conhecer as atividades mais recomendadas para idosos neste artigo.  Vale ressaltar que muitas dessas doenças da terceira idade podem ser controladas e até mesmo prevenidas e com isso o idoso terá uma melhor qualidade de vida.

Atualmente, os idosos são orientados por uma equipe multidisciplinar, onde médicos de cada especialidade irão avaliar qual o melhor tratamento, seja através de medicamentos, seja com a ajuda de fisioterapeutas, terapeutas e nutricionistas.

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