Descolamento de Retina: Cirurgia, Recuperação, Tem Cura?

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Em relação a todos os problemas que prejudicam a visão, o descolamento de retina é caracterizado como um dos de maior gravidade que podem acometer os olhos. Dessa forma, é imprescindível compreender quais as causas e tratamentos disponíveis.

A retina se destaca por uma membrana fina presente no globo do óculo que altera o estímulo de luminosidade para o estímulo nervoso, encaminhando o sinal até o cérebro, por meio do nervo óptico. É em virtude da retina que podemos fazer interpretações de imagens.

Fazendo uma comparação para facilitar o entendimento, em relação ao olho direcionado a uma máquina fotográfica do passado, caracterizaríamos a retina como o filme presente na máquina.

A categoria mais comum relacionada ao descolamento de retina é a regmatogênica, que acontece posteriormente a composição de um rasgo.

Descolamento de retina: o que é

A retina, como já mencionado, trata-se de uma estrutura fina do tecido nervoso que faz o revestimento da região interna dos olhos. Ao passo que uma parcela ou totalidade dessa retina comece a se desprender da região posterior dos olhos, ocorre o descolamento da retina.

Os elementos celulares nervosos da retina, de modo normal, fazem a detecção da luz que penetra nos olhos e encaminham sinais para a região do cérebro em relação aquilo que o olho enxerga. Porém, ao passo que a retina tem o descolamento, esse sistema não trabalha mais de forma correta.

O descolamento da retina, de forma geral, inicia ao passo que o gel vítreo – gel espesso que se localiza na parte interna dos olhos – tem o encolhimento e a separação da retina em um procedimento que pode acontecer naturalmente pelo envelhecimento, ou em decorrência de predisposições genéticas ou traumatismos.

Por muitas vezes, a retina consegue o rasgo, provocando o descolamento. Ele age de modo a permitir que o fluído interno ao olho percorra pela parte posterior da retina, promovendo o descolamento de várias estruturas internas do óculo.

Possíveis causas de descolamento de retina

Outros aspectos que possibilitam o desencadeamento do descolamento da retina são os ferimentos relacionados a cabeça ou olhos, patologias, miopia, patologia do óculo e situações como o diabetes.

Furos na retina ou rasgos

Ao passo que a retina rasgue ou fure, caso o gel vítreo tenha aspecto liquefeito, é possível que o líquido entre na parte posterior da retina. Traumatismos cranianos ou oculares, assim como outras patologias dos olhos, são passíveis do desencadeamento de buracos ou fissuras diretamente na retina.

Tração na retina

Alguma categoria de tração em relação a retina pode desencadear o repuxamento da mesma para distante das camadas que estão abaixo a ela, gerando o descolamento. A razão comum do problema é a retinopatia proliferativa relacionada a diabetes, um problema que faz a condução do amadurecimento do tecido cicatricial, que consegue agir em relação a retina.

Líquidos acumulados sob a retina

Inflamações ou patologias da retina possibilitam o acúmulo de vítreo na região que fica embaixo da retina – coroide –, em vasos de sangue ou nos tecidos dos olhos. Tal acúmulo do fluído proporciona a separação das camadas presentes na retina, resultando no descolamento de retina.

Fatores de risco

Os fatores que proporcionam o aumento do risco da retina descolar, são os seguintes:

  • envelhecimento – a condição mais comum em adultos acima da faixa etária de 40 anos;
  • retina já descolada em um dos olhos;
  • predisposição genética do descolamento da retina;
  • miopia extrema;
  • procedimento cirúrgico ocular já realizado, como remover a catarata;
  • ferimentos oculares de teor grave ou traumas já ocorrentes;
  • patologia ou desordem do óculo.

Sinais do deslocamento de retina

Grande parte das situações relacionadas ao descolamento de retina inicia ao passo que o gel vítreo que compõe a região central do olho faz a contração e acontece a separação de retina – denominado de descolamento posterior de vítreo. Os sinais fazem a inclusão de:

  • Moscas voando na área da visão – surgem, por vezes, como manchas em tons escurecidos, cordas, bolhas ou, ainda, pontos pela visão;
  • flashes iluminados ou faíscas em instante que os olhos ou a cabeça se mexem, que têm maior facilidade de serem vistos em fundos escuros;

Em situações de maior raridade, o descolamento da retina pode acontecer sem precedências. É possível que os primeiros sintomas sejam:

  • o efeito sombra ou como uma cortina em regiões da visão que não somem;
  • perda repentina da vista ou a piora da mesma.

Cirurgia para descolamento de retina

Para tratar o descolamento da retina só é possível utilizar o procedimento cirúrgico. De forma positiva, uma média de 90% das situações de descolamentos de retina são passíveis de tratamento com apenas um procedimento cirúrgico.

Hoje, há três categorias da cirugia para descolamento de retina, destacados em:

  • Retinopexia pneumática;
  • Introflexao escleral;
  • Vitrectomia Posterior.

É importante que o seu cirurgião especialista em retina opte conforme a categoria do descolamento e sistema do mesmo em relação a melhor estratégica de procedimento cirúrgico a ser adotado.

Retinopexia Pneumática

Determinados descolamentos de retina regmatogênico são desenvolvidos em virtude de buracos pequenos ou roturas nas áreas superiores dos olhos, que é o momento de realizar o procedimento.

A cirurgia é procedida de modo a injetar dentro dos olhos uma determinada quantia de gás para que ocorra a obstrução do buraco ou rotura de retina, de maneira que impeça a passagem de líquidos através dele, e mediante tal cenário, proporcionar uma resolução deste descolamento.

Para que a rotura ou o buraco fiquem selados, é possível realizar a crioterapia anteriormente a injeção doe gás ou, ainda, é possível a realização do laser posterior a resolução de respectivo descolamento da retina.

O gás permanece na parte interna do olho por um a dois meses, e tem absorção pelo próprio corpo.

Entretanto, este paciente não pode fazer viagens em para lugares que apresentam altitudes altas, em virtude da capacidade de expansão aumentar a pressão relacionada aos olhos.

Nesta categoria de procedimento cirúrgico, o paciente precisa permanecer em uma posição específica, de acordo com recomendação do médico, em média de 14 dias. Caso a retina não tenha a reaplicação com esta estratégica, haverá a necessidade do procedimento de vitrectomia pars plana ou da introflexão escleral.

Introflexão Escleral

O procedimento cirúrgico de introflexão escleral ainda é, de forma ampla, usado atualmente, ou ainda ligado ao procedimento da vitrectomia posterior. A cirurgia tem o intuito de fazer suturas em volta do olho a partir de um elemento de silicone, que pretendo mante-lo posterior às roturas que promovem o descolamento de retina.

Já, a partir do intraoperatório, antes de realizar as suturas, este introflexor é procedido a crioterapia que está perto da rotura para que, ao passo que a retina esteja aplicada, a rotura permaneça selada.

Vitrectomia Posterior

De modo geral, é denominada de “Vitrectomia Pars Plana”. Em últimos anos, o procedimento cirúrgico foi aperfeiçoado e, hoje, é amplamente utilizado para tratar diversas categorias do descolamento de retina.

O procedimento caracteriza-se por pequenas incisões que ficam dispostas na parte anterior dos olhos para se introduza as ferramentas na parte interna do órgão.

A primeira etapa do procedimento cirúrgico é remover o vítreo que está na parte interna do olho, com uma ferramenta que faz o recorte do vítreo, aspirando-o em mesmo momento.

Depois disso, a depender da categoria e razão do descolamento, diversas outras ferramentas têm a introdução ali – como o laser, a pinça, a tesoura – e determinadas técnicas são realizadas – a troca fluido-gasosa, excisão de tração, introdução do óleo de silicone na parte interna do olho – todos estes processos dependendo do médico cirurgião, objetivam a facilidade e potencialização de reaplicações da retina.

Nesta categoria cirúrgica, é extremamente relevante o manejo do posicionamento da cabeça, de acordo com o que foi solicitado pelo cirurgião para auxiliar a aplicação.

Resultado das cirurgias

Reaplicações da retina são variáveis, visto que observa-se vários fatores como:

  • faixa etária do paciente;
  • categoria do descolamento;
  • duração do descolamento;
  • posicionamento;
  • quantidade de roturas;
  • alta miopia.

Ao passo que o cirurgião faz a eleição primeiro de uma das 3 cirurgias mencionadas, e a retina não fica estagnada, é preciso repetir ou fazer a revisão da estratégica e, depois, tentar outra metodologia ou uma ligação entre elas.

Por vezes, o procedimento de introflexão escleral faz associação a Vitrectomia Pars Plana, caso a retina não tenha a aplicação na primeira categoria de procedimento escolhido ou, ainda, caso a retina “redescole” depois da reaplicação de sucesso.

Sempre que acontece o redescolamento, de modo geral, caracteriza-se em virtude ao tecido cicatricial que foi desenvolvido na parte de cima da retina e a partir de forças de tração interna do vítreo.

Por isso, não existe um procedimento cirúrgico apenas ou uma metodologia única para que se repare o descolamento da retina e todos os processos existentes podem ter utilidade em combinações diferenciadas e em sequência, a depender do cenário específico.

O valor da cirurgia de descolamento de retina é variável. Ele é revelado ao paciente nas consultas com o cirurgião. Considerando que cada situação é dotada de particularidade, é preciso que o cirurgião faça o exame clínico na íntegra para um parecer sobre o orçamento e, ainda, a explicação sobre a estratégia ser realizada.

Vitrectomia: como funciona?

A vitrectomia é uma cirurgia que objetiva remover parte ou o todo do vítreo que está no olho, recomendada para várias patologias dos olhos.

O vítreo, como já dito, trata-se de um fluido em forma de gelatina, transparente, que faz o preenchimento de grande parte do globo ocular interno e permite que se mantenha o formato do órgão.

O vítreo é composto por 99% de líquido – água –, permanecendo em contato com a parte superior da retina. Esta está localizada na região interna do órgão e possui responsabilidades cruciais para a visão – intercepta imagens e encaminha-as para a região cerebral, por meio do nervo ótico.

O procedimento cirúrgico de vitrectomia é realizado com um instrumento pequeno específico para cirurgia – vitrectomo – que é utilizado para a remoção do vítreo. O gel vítreo tem sua substituição por uma solução de sal. Em razão de o vítreo ser composto por 99% da água, o paciente não notará nenhuma modificação na vista em relação a troca deste vítreo pela solução com sal.

A cirurgia de vitrectomia ocular, atualmente, trata-se de um processo célere, sem dores e de muita segurança.

O procedimento cirúrgico da vitrectomia pode ter procedimento com a anestesia geral ou localizada. Em grande parte dos casos, esta técnica é procedida a partir da anestesia local.

Indicação da cirurgia de vitrectomia

O procedimento cirúrgico de vitrectomia é indicado para tratar:

  • Patologias da retina – vitreorretinopatia proliferativa, descolamento da retina, pucker e buraco macular, entre outras;
  • Elementos que flutuam – moscas volantes que são consequências do descolamento de vítreo;
  • Elementos alheios à cavidade do vítreo;
  • Hemovítreo – vítreo composto por sangue – que provoca a hipovisão;
  • Complicações do procedimento cirúrgico da catarata.

Estas são algumas das de caráter comum no procedimento cirúrgico da vitrectomia. Entretanto, a vitrectomia é passível de diversas outras recomendações.

Patologias relacionadas à vitrectomia

Há determinadas patologias nos olhos que podem desencadear a necessidade do procedimento cirúrgico da vitrectomia. Acompanhe algumas das patologias de maior frequência:

Retinopatia diabética

Esta retinopatia é decorrente do diabetes. É uma complicação que pode desencadear, ainda, a retinopatia diabética proliferativa, que se caracteriza por presenciar vasos de sangue na papila e retina, causando sangramentos espontâneos na parte interna dos olhos.

A retinopatia provinda do diabetes tem tratamento, geralmente, em estágios de início, a partir de laser para que se evite um progresso da patologia.

Ao passo que o descolamento de retina e os sangramentos acontecem, a vitrectomia é procedida para fazer a limpeza do sangue ou das membranas fibrovasculares que de forma eventual estão presentes.

A introdução de gás ou do silicone na cavidade do vítreo possibilitam ser necessárias para uma restauração da vista.

Pucker macular

A membrana epirretiniana – ou pucker macular – é a doença macular que traz consequências na composição de tecidos fibrosos da retina que fica ao centro, prejudicando a visão.

O procedimento cirúrgico de vitrectomia age de modo a permitir a remoção do gel vítreo, procedendo, assim, a denominada exerese da membrana.

Glaucoma

A patologia do glaucoma – elevação da pressão intra-ocular – tem maior frequência aos portadores da diabete e possibilitam a condução da atrofia relacionada ao nervo ótico e resulta na perda da visão. O portador da diabete tem, em média, 2x mais propensão ao desenvolvimento do glaucoma do que uma pessoa que não tenha a doença.

Ao passo que o fluxo de aquoso normal tem o seu bloqueamento, acaba invadindo o vítreo de forma a originar o glaucoma que não tem tratamento em relação ao parecer médico, havendo a necessidade de realizar a vitrectomia.

O procedimento cirúrgico da vitrectomia é, de forma habitual, recomendado somente para o glaucoma absoluto.

Descolamento da retina

Uma das recomendações do procedimento cirúrgico da vitrectomia é a condição de descolamento de retina.

Este descolamento é consistente em separar a retina neuro-sensorial do epitélio com pigmentação, um parecer clínico grave que desencadeia a cegueira, caso não tenha tratamento adequado.

Para a recolagem da retina em seu posicionamento anatômico, pode haver a necessidade de utilizar a vitrectomia ou as fitas esclerais para suportar a esclera, proporcionado um apoio da retina.

Em determinadas situações, é preciso fazer a introdução de líquidos de densidade na área vítrea, fotocoagulação da retina, de modo a aumentar o caráter adesivo e, também, introduzir óleo de silicone ou gás para que se mantenha ou coloque a retina em seu local exato.

Vitrectomia para patologia dos olhos

A vitrectomia também pode ser recomendada em várias outras patologias que envolvem o órgão dos olhos.

Vitrectomia posterior

No procedimento cirúrgico da vitrectomia via pars plana ou da vitrectomia posterior, são procedidos 3 furos na região esclera, de 3,5 a 4mm de limbo, em que será procedida vitrectomia, com o auxílio, em grande parte dos casos, da anestesia local.

A vitrectomia posterior com utilização de laser é, de modo geral, procedida em casos acompanhados de rasgos ou modificações vasculares com verificação na retina, de modo a impedir as hemorragias secundárias ou o redescolamento.

Vitrectomia via pars plana

Trata-se de uma terminologia geral para designação de uma categoria de cirurgias procedidas na cavidade do vítreo, que observam a remoção total ou parte do vítreo.

Vitrectomia anterior

Trata-se de um procedimento por meio do elemento anterior, denominada por meio da córnea.

Como de costume, é procedida em complicações que decorrem de procedimento cirúrgico de cataratas, ao passo que exista a rutura do composto posterior, de modo a remover pequenas partes de vítreo.

Possíveis riscos com a vitrectomia

A vitrectomia é semelhante a todos os procedimentos cirúrgicos do óculo, bem como pode haver complicações e riscos que precisam ter o cuidado prevenido.

Além de riscos habituais, como infecção, este procedimento cirúrgico pode gerar um descolamento de retina. É possível, contudo, que surjam ainda outros transtornos, de forma designada:

  • a elevação da pressão interna do óculo – glaucoma;
  • hemorragia do óculo;
  • catarata.

Catarata a partir da vitrectomia

O procedimento cirúrgico pode desencadear a catarata. Diversos pacientes podem ter o desenvolvimento dessa patologia em primeiros anos posteriores ao procedimento da vitrectomia.

A catarata que se desenvolve depois do procedimento da vitrectomia, ocorre em virtude do toque dos utensílios cirúrgico ao cristalino. Alguns estudiosos dizem que esta condição pode surgir em razão das temperaturas diferentes dos fluidos, comparados a temperatura das estruturas do óculo.

A vitrectomia é, de modo geral, procedida em ambulatórios. Porém, em circunstâncias específicas, é possível que haja a necessidade de internamento.

       

O órgão pode ficar avermelhado, de forma a ter maior sensibilidade, sendo que a oclusão do óculo dispõe, de forma habitual, um tempo que dura entre 12h a 24h.

Em relação ao pós-operatório do procedimento cirúrgico da vitrectomia, há a administração de colírios anti-inflamatórios e antibióticos que duram por 14 dias.

Recuperação de descolamento de retina

No procedimento cirúrgico da vitrectomia, o processo de recuperação pode ter duração por diversas semanas. O uso dos colírios precisa ser realizado ao longo de toda duração de processo de recuperação, por em média 14 dias.

Em determinadas situações, uma bolha do gás pode ter colocação na parte interna do olho para o mantimento da retina intacta. Ao passo que a bolha de gás é usada, por vezes, a posição da cabeça precisa se manter.

É extremamente relevante que se sigam as informações determinadas pelo especialista cirurgião. A bolha do gás vai se dissolvendo ao longo do período, geralmente, entre três a seis semanas. Deve-se evitar viagens feitas em avião, ao passo que a bolha do gás esteja presente.

A visão retorna posteriormente a vitrectomia, dependendo do cenário subjacente à necessidade de proceder a operação. Caso o olho seja saudável e exista somente o hemovítreo, a visão volta em 10/10. Se, porventura, o descolamento da retina acontece novamente, a vista final pode ter comprometimento.

Descolamento de retina tem cura?

Trata-se de uma condição grave em virtude das chances de proporcionar danos terríveis à vista. É motivado pela tração de vítreo, líquido em forma de gelatina que permanece com aderência à retina, porém, que, com o passar dos anos, pode ter a condensação e separação.

Ao passo que o vítreo tem separação da retina, começa o procedimento de descolamento. O paciente percebe flashes de luz, e em determinadas situações, fragmentos da retina passam a flutuar sobre o órgão, ocorrendo o fenômeno denominado de “moscas volantes”.

As moscas volantes surgem em manchas pequenas e pretas na vista, ao passo que se esteja em lugares de maior claridade. O último e de maior gravidade da condição, acontece quando o vítreo começa a se infiltrar na rasgadura da retina, provocando a cegueira total.

Ainda que seja muito grave, o deslocamento da retina tem cura, porém há a necessidade de buscar auxílio médico o mais rápido possível.

O oftalmologista fará exames que possibilitam a visão ao interior dos olhos, para proceder com o melhor tratamento possível. Em situações de início, ao passo que exista somente uma rasgadura na retina, habitua-se a ser realizada a aplicação do laser que fechará o ferimento, além de evitar que ocorra o descolamento.

Em situações pelas quais o deslocamento de retina já acometeu o órgão, de modo geral, são realizados procedimentos cirúrgicos, recomendados pelo oftalmologista. Nesse caso, é possível que não ocorra a recuperação de forma íntegra da vista.

Descolamento de retina pode causar cegueira?

A condição de descolamento posterior do elemento vítreo, traumas ou lesões nos olhos ou na região da cabeça, podem provocar buracos ou rasgos na retina. Estes rasgos agem de modo a permitir que o vítreo faça a infiltração para a região abaixo da retina.

O descolamento, em fase de início, da retina é possível ter localização ou amplo, ser localizado ou amplo, contudo, caso não ocorra o tratamento de forma rápida, qualquer retina é passível do descolamento, desencadeando a perda da vista e a cegueira.

Tratamentos para descolamento de retina

O descolamento de retina é tratado, sempre, de forma cirúrgica. O tipo de estratégia de cirurgia varia em relação a categoria do descolamento.

No procedimento cirúrgico do deslocamento da retina, há diversos procedimentos a serem tratados, sendo que todos prezam pelo encontro e proteção dos buracos e rasgos existentes na retina. Todas as cirurgias percorrem as mesmas bases gerais, que são:

  • a identificação de ruturas retinianas;
  • a proteção das várias ruturas da retina;
  • o alívio de trações de vítreo-retiniana presentes.

Criopexia

É utilizada, de forma ocasional, para fazer um barramento de pequenas regiões em que há o descolamento da retina, rasgos e buracos, para que a retina descolada não ocorra ou não se eleve.

Indentação escleral

Trata-se de um procedimento de cirurgia pelo qual o médico faz a colocação de uma ou demais fitas do silicone na esclera.

As fitas agem para “identar” a esclera para a parte interna, em combate de rasgos e buracos presentes na retina, de modo a fechar, dessa forma, as ruturas ou reduzir o fluxo do fluido que começa a passar por meio dele, de forma a reduzir o efeito da tração do vítreo, proporcionando dessa maneira que a aplicação de retina.

A crioterapia tem aplicação envolta das ruturas da retina, anteriormente ao passo de colocação da fita.

Por diversas vezes, o fluido sub-retiniano tem sua drenagem para a permissão de aplicação de retina.

Os efeitos colaterais comumente resultam da aplicação da fita com silicone, induzindo miopias e, por isso, o órgão que sofreu o procedimento cirúrgico terá uma miopia maior posteriormente a cirurgia.

Retinopexia

A retinopexia é, de modo geral, procedida com anestesia localizada. Trata-se de uma metodologia que trata determinados descolamentos da retina, onde uma bolha com gás – SF6 ou C3F8 – tem a injeção na parte interna do órgão.

A cabeça do paciente é, por conseguinte, deixada em posicionamento em que a bolha consiga bloquear o buraco de retina. Os pacientes podem precisar deixar a cabeça no mesmo posicionamento diversos dias, para que se mantenha a bolha do gás em contato com o ferimento da retina.

A tensão da superfície do gás ou líquido faz a vedação dos rasgos da retina, de modo a permitir que o epitélio com pigmentação de retina faça o bombeamento do líquido que está no sub-retiniano e, então, aplique-se a retina.

Esta intervenção é, de modo geral, em conjunto a fotocoagulação com laser. Disponibiliza de taxas positivas de sucesso menores quando comparadas aos procedimentos cirúrgicos realizados com a fita de silicone e a vitrectomia.

Determinadas situações que tiveram o sucesso de início podem ter falhas em meses ou semanas imediatas ao procedimento realizado.

Pós-operatório de cirurgia de descolamento de retina

Este procedimento de vitrectomia é, de modo geral, realizado em ambulatórios. Entretanto, como já mencionado, há situações em que pode haver a necessidade do internamento.

Os olhos avermelhados e sensíveis são características do pós-operatório e pode durar, em média, de 12h a 24h.

A partir dos procedimentos modernos de incisões pequenas, um quantitativo maior que 90% dos indivíduos que têm o descolamento da retina podem ter o tratamento de sucesso já em primeira cirurgia, ainda que, em determinadas situações, faz-se necessário um segundo procedimento.

Nem sempre pode-se prever o resultado visual. Este pode tardar por muitos meses até que possa ter o seu reconhecimento. Ainda sob as estratégias mais adequadas e melhores, e posteriormente a diversas tentativas de aplicação de retina, o tratamento é passível das falhas e a vista pode, de forma eventual, não retornar mais.

Os resultados em relação a visão são aprimorados caso o deslocamento de retina tenha a reparação anteriormente a ocorrência de descolamento de mácula.

Portanto, é imprescindível que se contate urgentemente um profissional oftalmologista, caso visualize as mencionadas “moscas volantes” ou, ainda, os possíveis flashes de luz, além de sombras escuras no campo da visão.

Alimentação e saúde dos olhos

Algumas nutrições, exemplificadas como a vitamina A, E, além do ômega-3, são fundamentais para o mantimento de olhos saudáveis e a prevenção de patologias e condições problemáticas da vista, como o glaucoma, o olho sexo e também a degeneração macular.

Ainda, todos os cuidados devem ser diários em relação aos olhos. Habituar-se a manter estes cuidados é extremamente importante.

A nutrição para os olhos pode ser localizada entre as alimentações compostas:

  • abóbora;
  • cenoura;
  • mamão;
  • peixes da água salgada;
  • castanhas.

Estes devem ser ingeridos todos os dias, a fim de colaborar para a proteção dos olhos e a prevenção de outras patologias que prejudicam a vista, bem como a pressão alta e o diabetes.

Cenouras

Todos os alimentos em tom laranja, bem como a cenoura, a abóbora e o mamão, são elementos fontes da vitamina A e do elemento de betacaroteno, nutrição que age de forma importante no organismo como antioxidantes, para a proteção da retina do olho e, ainda, proporciona uma pele muito saudável.

O elemento vitamínico A é importantíssimo para a saúde do organismo e sua deficiência pode gerar a denominada “cegueira noturna”, que se trata da redução da visão em lugares que possuem menos luminosidade, ainda mais em períodos noturnos.

Óleo da linhaça e peixes

Os peixes da água salgada – sardinhas, salmão, truta, cavala, atum – e o óleo da linhaça são fonte ricas em ômega-3, que é a gordura caracterizada por auxiliar a prevenção de problemas e condições como a síndrome do olho seco, que provoca irritação e olhos vermelhos.

Ainda, o elemento do ômega-3 consegue aprimorar a corrente de sangue, elevando o quantitativo do oxigênio e a nutrição encaminhada para os elementos celulares do órgão em questão.

Ovos

Os ovos e suas gemas são elementos ricos em zeaxantina e luteína, nutrição com potencial antioxidante e que agem na prevenção da degeneração macular – patologia que desencadeia a condição da cegueira em razão da preservação de vasos de sangue pequenos que fazem a irrigação dos olhos.

Contudo, por serem caracterizados como elementos ricos em colesterol, é preciso fazer a limitação da ingestão de, no máximo, um ovo ao dia, possibilitando o aumento do quantitativo somente conforme a recomendação do especialista ou profissional de Nutrição.

Couve

A couve e alguns vegetais específicos em cor verde – espinafre, brócolis – são fontes de zeaxantina e de luteína, elementos que aprimoram o fator de percepção do brilho, além de favorecer a visão ao longe.

É composta por ácido fólico, que é um mineral estimulante do sangue produzido e da prevenção de anemias, promovendo o aumento do quantitativo de oxigênio que tem a recepção por meio dos elementos celulares do órgão dos olhos.

Cebola e alho

O alho e a cebola são temperos que aprimoram a corrente sanguínea e auxiliam no controle do colesterol, promovendo o aumento do quantitativo de sangue que faz a irrigação dos olhos e a prevenção do diabetes e da pressão alta, que possibilitam complicações como a catarata e o glaucoma.

Ainda, outras alimentações como a beterraba, o gengibre e a laranja também agem de modo a combater a má circulação e auxiliam no controle da pressão.

Cuidados fundamentais

De forma diferenciada a várias condições problemáticas dos olhos, o descolamento de retina não disponibiliza um modo específico de prevenção. É apenas um fato a ser cuidado em relação a algumas atitudes pessoais.

Conhecer o que é o acometimento do descolamento de retina pode ser a melhor forma de preveni-la.

Caso você apresente alguns dos sinais ou das condições de riscos mencionadas anteriormente, consulte o seu oftalmologista.

Algumas atitudes simples que devem ser evitadas envolvem golpes na região da cabeça e próximo aos olhos.

Em ato de realização de determinadas atividades como reparações, jardinagens, esportes ou quaisquer outras em que o órgão em questão possa ser prejudicado, utilize ferramentas e equipamentos que protejam, principalmente, os olhos.

O melhor modo de prevenção do descolamento de retina é realizando alguns exames periódicos de fundo de olhos, a depender do parecer do médico especialista, conforme o risco que esteja apresentando.

Outro modo de fazer a detecção de modificações propensas a condição é buscar compreender o momento em que ocorre o ato de separação da retina e o gel vítreo, denominado como descolamento do gel vítreo posterior.

Ao passo que isso aconteça, o portador da condição começa a perceber sombras pequenas ou nuvens que fazem movimentos na região interna do campo da vista, juntamente de movimentações do óculo com um atraso determinado.

Um exemplo é observar a direção esquerda, logo que sombras e manchas comecem a se movimentar na direção da esquerda, denominadas de moscas volantes.

Esta é a melhor percepção de tornarmos o olho fixo a alguma direção infinita – como o céu – ou observando alguma parede em tom branco. É possível que as sombras tenham forma de teias de aranhas, círculos, ramos ou pequenos pontos.

Estas sombras são motivadas por característica opaca do gel vítreo que aparecem em razão de a retina se separar e movimentar-se na região interna do órgão, gerando a sensação de visualizar figuras na parte da frente do órgão.

As moscas volantes costumam ser seguidas de clarões ou flashes com luzes, e nessa situação, fazem a sugestão da existência de trações da retina e podem acontecer rupturas delas.

Assim que o paciente começa a notar as ditas moscas ou possíveis clarões, de modo que se evite o descolamento da retina, é importante buscar o oftalmologista para testes periféricos de fundo dos olhos, pelos quais terão a busca de possíveis rupturas na retina.

Em caso de serem localizadas, as rupturas têm tratamento a partir de raios lasers, que causam micro-queimaduras em volta da ruptura, de modo a impedir que existam penetrações do líquido para a parte debaixo da retina, sendo que a ruptura é colada com o laser.

O paciente precisa, também, contatar o seu oftalmologista assim que surjam novas moscas ou em caso de que estejam elevadas em intensidade ou quantidade.

O descolamento desse vítreo posterior surge com o passar dos anos, em todas as pessoas. Contudo, grande parte dos indivíduos que visualizam as moscas volantes não disponibilizam rupturas na retina. Portanto, o descolamento de retina é raríssimo em relação a população, de modo geral.

Dicas para cuidar bem dos olhos

Um dos sentidos pelo qual somos dependentes é a visão. De mesma forma que outros fatores da saúde, há determinadas ações simples que auxiliam a promoção da qualidade da vida e a manter os olhos saudáveis. Acompanhe alguns hábitos que podem beneficiar a visão de forma efetiva:

Piscar os olhos várias vezes

Muito tempo exposto a televisores, tablets, telas de notebooks e aparelhos celulares costuma causar a condição de olhos ressecados. A razão disso é que, ao passo que estejamos concentrados em tais tarefas, a tendência é piscar pouco. Portanto, lembrar de piscar é uma atitude simples e necessária.

Ainda que pareça uma atitude boba, o simples fato de piscar promove a lubrificação da superfície do óculo, além de evitar que fragmentos como a poeira entrem nos olhos.

Faça a umidificação do ambiente

Umidades baixas do ar costumam ressecar a parte superficial dos olhos. Além da necessidade de piscar o olho várias vezes, é importante tentar a umidificação do ar no ambiente em que você mais se encontra.

Esta é uma das atitudes que proporcionam uma saúde melhor para a visão, de maneira simples, mas que farão total diferença para o seu dia-a-dia.

Caso não encontro um aparelho de umidificação do ar, basta deixar um copo com água perto de você. Esta atitude já terá suficiência.

A prática de exercícios físicos deve ser contínua

Os exercícios físicos e o consumo de alimentos saudáveis são atitudes que auxiliam a melhor a saúde da visão e de todo o organismo. A condição de obesidade pode desencadear problemas relacionados aos olhos como a pressão alta e o diabetes.

Em ambas as situações, as patologias podem se agravar gerando cegueira, caso o problema não tenha a detecção de forma precoce. Ainda, o diabetes disponibiliza fatores de risco para o aparecimento de catarata. Pressão alta pode ser um fator desencadeante de possíveis quadros do glaucoma.

Consumir peixe é uma das atitudes saudáveis aos olhos

Peixes são ótimas fontes do ômega 3 e elementos vitamínicos A, B, D e E. Estes elementos são essenciais para que se previna a degeneração dos músculos relacionados a idade.

Ainda em relação ao ômega 3, comprovou-se que um organismo deficiente desta substância pode desencadear a síndrome de olho seco. Em virtude disso, o consumo do ácido graxo age no organismo de modo a regular as disfunções da funcionalidade lacrimal, proporcionando a prevenção de irritabilidade superficial do olho e de possíveis lesões.

Visite seu oftalmologista de forma regular

O especialista dos olhos é o médico que fará exames e compreenderá aquilo que é necessário para o cuidado da saúde ocular. A partir de todos os informativos encontrados, é possível fazer sugestões de tratamentos prováveis para as patologias dos olhos, ou modificações para costumes que são bons para a vista.

A fim de que tudo isso ocorra e seja possível gozar de uma vida mais saudável, é extremamente relevante fazer consultas ao especialista oftalmologista de forma regular.

O tempo de frequência adequada irá depender de faixa etária, predisposições genéticas e parecer relacionado a saúde. A primeira etapa é fazer o agendamento de sua consulta.

Jamais coloque a mão e os dedos na região dos olhos

Dica simples e mais conhecida por todos, principalmente àqueles que usam lentes de contato. É importantíssimo que nunca se coloque os dedos ou a mão – que é suja – na região dos olhos. A razão disso é que a mão e os dedos podem depositar fragmentos e bactérias que possibilitam desencadear ferimentos oculares.

Se usar lentes, lave as mãos com sabonete e água antes de aplicar ou retirá-las dos olhos. Caso você sinta que algo está desconfortável em relação aos olhos, faça a higienização com água corrente e não tente, em hipótese alguma, fazer a retirada com dedos.

Os olhos saudáveis dependem de cuidados diários. Os hábitos mais simples possibilitam ser diferenciais em relação a qualidade da vida. Além de acompanhar essas dicas, é importante lembrar o oftalmologista é o único indivíduo que poderá prescrever remédios e tratamentos.

       

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