Como evitar fraude no seu boleto de cartão de crédito?

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A fraude da falsificação da fatura pode acontecer não somente com o cartão de crédito, mas com qualquer outro boleto. Existem muitos tipos de fraudes desde tipo por aí e maneira de se prevenir é basicamente a mesma.

Evitar fraude no seu boleto é muito simples mas é preciso atenção!

Abaixo seguem algumas maneiras do consumidor  nunca cair neste golpe.

  • Coloque sua fatura no débito automático e cancele o envio da fatura para sua casa: ao evitar que sua fatura transite por aí, você impede que ela seja interceptada. E pelo débito automático não haverá código de barras a ser falsificado e qualquer problema que ocorrer será diretamente de responsabilidade do banco.
  • Se você prefere ter a fatura em papel, não pague usando o código de barras que vem na fatura. Acesse o site do banco para pegar o código de pagamento por lá ou ligue para a operadora e anote o código informado antes de pagar.

Bancos normalmente tem um número padrão, por exemplo a Caixa Econômica tem o número 104, assim os boletos dos cartões emitidos por esse Banco, devem começar com o numeral 104. Observe se o número que inicia o código de barras é o mesmo da fatura anterior. Por exemplo, se o emissor do cartão for a Caixa Econômica Federal e o boleto iniciar com o numeral 237, pode ter certeza que você foi “premiado” com uma tentativa de golpe.

Estes três passos simples relatados acima irão evitar que você pague uma fatura falsa e, no segundo caso ainda é possível ter a fatura impressa para facilitar a conferência. Particularmente eu prefiro baixar a fatura pelo site do banco e guardar o arquivo digital ao invés de guardar papel. É mais seguro e mais simples de gerenciar.

Já foram feitas dezenas de denúncias a respeito desse tipo de golpe!

Apesar do post ter o intuito de orientar e precaver o golpe,  você já pode ter sido vítima e talvez sua pergunta seja:

Já caí no golpe da fatura falsa, o que fazer?

       

Vamos lá, vamos indicar o passo a passo para que os seus prejuízos sejam ressarcidos, seja de forma amigável ou através de um processo judicial.

Passo 1: Solicite o cancelamento/estorno do pagamento na sua instituição financeira. É primordial que esse cancelamento seja realizado por escrito, através de e-mail, reclamação no SAC ou sites que servem como ponte para reclamações, como o Reclame Aqui. Anote todos os protocolos, nomes, datas e horários de atendimento. Alguns smartphones tem o recurso que possibilita a gravação da ligação, se for possível grave a ligação para instituição financeira.

Passo 2: Informe a Empresa que você foi vítima de fraude, que lhe enviaram um boleto/fatura falsa e você realizou o pagamento.

Demonstre que você agiu de boa-fé e está tentando resolver a situação. Boa parte da Jurisprudência, entende que as Empresas devem criar mecanismos com a finalidade de proteger o Consumidor dessas fraudes, ainda que não tenham sido elas as causadoras. É o famoso risco do negócio, ou seja, as Empresas nesse caso vão responder pelos prejuízos independente de culpa.

Passo 3: Faça um boletim de ocorrência. Há cidades com delegacias específicas contra fraudes e delitos praticados contra consumidores. Verifique se é o caso da sua!

Passo 4: Caso não consiga resolver com suas instituição bancária, procure um advogado especialista em direito do consumidor de sua confiança e ingresse com uma ação contra a empresa emissora do cartão de crédito ou da empresa emissora da fatura, para que os valores sejam baixados, requerendo ainda indenização por dano moral.

Sim, o Banco mesmo não sendo o causador deve indenizar o Consumidor em Danos Morais e Materiais caso a fatura tenha sido paga. Isso ocorrer, porque o Banco falha no dever de segurança ao permitir que golpes como esse ocorram. A lei 8078/90 (Código de Defesa do Consumidor) impõe ao fornecedor deveres anexos de cautela, cuidado, e lealdade, deveres estes decorrentes do princípio da boa fé (art. 4º, III, CDC), de molde a proteger o consumidor, a parte mais frágil da relação de consumo (princípio da vulnerabilidade, art. 4º, I, CDC), consoante o inciso IV do art. 6º CDC.

Autor: Dr Marcello Benevides – Especialista em Direito do Consumidor

e o mais novo colaborador do site aterceiraidade.com

Ainda tem dúvidas? Mande seu email para: contato@aterceiraidade.com

Iremos encaminhá-lo com prazer!

       

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