Como cuidar de um idoso

para as famílias que cuidam de idosos dependentes

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Nos cuidados de longa duração, muitas vezes, o Cuidador Familiar exaspera-se, irrita-se profundamente e até se deprime. Então, o primeiro pensamento é abandonar tudo e sumir. Em alguns casos até agredir o idoso.

O Cuidador Familiar é um ser humano com seus sentimentos, limitações e necessidades como qualquer pessoa. Os conselhos e orientações são fáceis de dar, porém muitas vezes difíceis de executar.

Todavia o que se deve fazer é contar até 10 ou mais, respirar, reestabelecer o equilíbrio e voltar ao trabalho.

Fazer-se de mártir ou herói não ajuda a ninguém!

Procurar ajuda de outros membros da família e até de profissionais não significa incompetência.


(Clique na imagem para saber mais)

Algumas considerações auxiliam o Cuidador Familiar na abordagem geral dos problemas a enfrentar.

Não se deve ter receio ou remorso na preservação da ordem e da disciplina. Estabelecer uma rotina diária gera segurança tanto para o Cuidador quanto para quem é cuidado.

Tirar alguns minutos do dia para descansar, sair, conversar com os amigos, fazer uma atividade física, ouvir uma música, ler um livro serão sempre atitudes produtivas.

A inversão dos papéis onde algumas vezes a filha passa a ser a pessoa que determina o que seu familiar idoso deve fazer ou comer. É uma situação que pode parecer antinatural, mas não deve ser vista desta forma.

“O Cuidar é uma Arte”

Sendo assim é um gesto nobre e sempre deverá estar presente nas considerações e pensamentos do Cuidador Familiar.

Lembre-se Cuidador Familiar: seu trabalho torna-se mais eficiente quando você está mais informado sobre todos os aspectos acerca do envelhecimento. Isso garante a você a oportunidade maior de estabelecer uma relação mais prazerosa, acolhedora e gratificante.

 

A ARTE DE CUIDAR

É difícil compreender, aceitar e modificar nossa rotina devido haver alguém que precisa de nossa ajuda para também viver a sua rotina. Os papéis se misturam, as identidades são afetadas e com o tempo nos vemos angustiados. Com toda razão não é? Ser o que somos é a coisa mais importante dentre todas as outras coisas a princípio.

Logo, deixar de ser o que somos é adoecedor.

A pessoa dependente, mesmo inconsciente, também se angustia com isso, podendo usar diversos subterfúgios para extravasar sua energia bloqueada pelas limitações. Um deles, a manipulação. Outros se fazem de vítimas, outros resistem cuidados. Qual dentre estes perfis é o mais difícil de cuidar? Todos! Se você não estiver cuidando de você antes.

A partir do momento em que você perde suas referências pessoais e passa como um trator em cima de seus desejos e necessidades achando que está cumprindo seu papel, que esta é sua sina, seu destino, sua obrigação, a tarefa do cuidar se tornará muito difícil. Desse jeito você não está entendendo nada sobre esta arte, fazendo tudo de forma compulsória.

Sim, cuidar é uma arte. Uma arte dinâmica, na qual sua beleza não está como em um quadro pronto exposto numa galeria. Posso dizer como também pintora que não é nada fácil para o artista dar forma a sua criação. O que vemos no quadro pronto é o resultado de sua arte.

Cuidar é uma arte pois a cada dia você precisa reinventar o processo. Principalmente com o idoso dependente que ora pode estar de um jeito, ora de outro. Daí, quem cuida tem que descobrir formas perfeitas para aquele instante ser “o mais tranquilo possível”, já que não dá para “estar tudo normal”.

O normal esperado parece ser o sonho do cuidador. Sim! O “estar tudo normal” não é a realidade, senão ele não seria cuidador. Então o cuidador sonha que “tudo poderia tanto sair bem hoje, eu poderia tanto não ter que me preocupar com isto ou aquilo…”.

Tudo bem! A questão é que você não escolheu ser cuidador, não é? É como se isto tivesse vindo pra você sem você pedir. É como se vida te obrigasse a ser cuidador e num momento histórico de tantas defesas para direitos, obrigar algo a alguém é uma agressão.

A vida está te agredindo e você não tem como reagir. Então… PARE.

Reagir não é a solução deste problema. E o cuidar não é compulsório. É inerente a nós, seres humanos, senão morremos. Dentre os seres vivos, o humano é o único que precisa de outro humano para se humanizar e sobreviver.

E enquanto em vida, como os animais e plantas, se não exercitar seus contatos e relações deprime e morre.

Reagir ao cuidar é reagir contra a própria vida. É por isso que não dá pra escolher: se não cuida, morre!

É por isso que o cuidador não é um “tomador de conta” e passa a ser um artista que cria e recria a vida a cada dia. Para ser mais simples: cria possibilidades para se viver a vida que se tem. Portanto, um cuidador cuida.

E o que é cuidar?

Bem, o significado de cuidar é bastante amplo, uma vez que tal palavra se origina do termo latim cogitas (gente, também achei super estranho!). Mas é isso mesmo: cogitas, que em português se tornou o verbo cogitar, ou seja, pensar, envolver, refletir, verificar possibilidades para se fazer ou obter algo.

Este é o processo do cuidar. É isso que um cuidador faz (ou deveria fazer): verificar a todo instante o que deve ser aplicado, feito ou desejado em relação àquilo que se cuida. No nosso caso, o idoso dependente.

O sentido da palavra é vasto, pois envolve várias dimensões. Citamos aqui algumas delas:

sentimentos: o que sinto por aquele que cuido?

relações: quais são as trocas afetivas entre quem cuida e quem é cuidado?

práticas: como realizo as tarefas de cuidado?

ética: qual consideração tenho por mim e por quem cuido?

necessidade vital humana: qual a importância para todos nós de cuidar e ser cuidado?

atitude: quais valores visualizo e exercito enquanto estou cuidando de alguém

Onde está a arte? Na prática de tudo isso, de forma equilibrada, ora uma coisa, ora outra. Citando a parte ética onde regras, limites, considerações e responsabilidades devem ser praticadas devemos pensar a partir do “eu primeiro” (o cuidador), que é a parte forte que sustentará o ser cuidado pelo tempo que ele precisar. Não é esse o tempo do cuidado?

Sendo assim, de que adianta cuidar sem se cuidar? Ah! Aqui você vai me dizer: “então cuida que eu quero ver”! Sim, cuido através de negociações a todo instante.

– negociações comigo: o que realmente dou conta? Em que preciso de ajuda? Qual a melhor solução tenho para aquilo que não dou conta e nem tenho ajuda?

– negociações com quem é cuidado: em que o ser cuidado permite a liberação do cuidador? O que posso solicitar de fato ao ser cuidado para meu benefício? (sim! O ser cuidado pode dar benefícios ao cuidador. Nunca pensou nisso? Pois pense).

Antes das negociações assino uma espécie de “termo de compromisso com parágrafo único”: aceitar que “não tem jeito senão cuidar” e que isso demandará meu tempo doado em prol do respeito, do afeto, da necessidade humana, dos meus valores.

Assim precisarei fazer alguns ajustes de horários, compromissos e desapegar de alguns (talvez vários!) desejos naquele momento. Então escolho ter uma vida simples enquanto estou cuidando de alguém que necessitará do meu tempo envolvido em sua sobrevivência.

Sobrevivência esta que terá um fim, como para todos nós, mas que a caminhada para este fim merece ser da forma mais digna possível, porque merecer isso é direito garantido de QUALQUER ser humano, em QUALQUER condição.

Com uma vida mais simples e no momento do cuidar, estar livre de tantos desejos para isso ou para aquilo, o sofrimento diminui. Esta é a sábia rendição de quem cuida. E é aqui que conseguimos ser artistas na arte do cuidar. A vida se tornará mais leve enquanto se cuida.

O cuidador poderá se preencher da gratidão emanada por quem é cuidado. Fazer o bem nos faz bem por isso. E esta é uma felicidade que não se compra, se pratica.

Mas cuidar não é escravidão como observamos a prática de muitos que cuidam. Tenho vivência disso e sei do que estou falando. Mas para você, cuidador, não se sentir tão afetado, é importante que saiba muito bem até onde vão os seus limites e as reais necessidades do idoso dependente: horários, atenção, assistência, companhia, cuidados básicos…

Crie soluções e assim verá que criará inclusive tempo pra você fazer o que quiser.

Assegure-se através de uma rotina bem distribuída e suficiente para os cuidados necessários. Faça um quadro, organize horários, demandas reais e importantes.

Tempos livres entre um momento e outro tem que existir pra todos nós, mesmo quando adoecemos seja do que for. Todos nós temos que ter um tempo intocável para ficarmos em solitude, pensando em nossos botões, resolvendo questões internas… 

No tempo livre do idoso, faça o seu tempo livre. Leia, medite, ouça uma boa música. E mesmo aproveitando o tempo livre pra passar roupas, crie uma forma divertida pra isso. Minha mãe por exemplo (que me ajuda neste trabalho) chamava pessoas agradáveis pra conversar enquanto passava as roupas dos idosos de quem cuidava.

Ela morria de rir enquanto passava roupa, daí repentinamente seu “balaio” chegava ao fim. Felicidade e simplicidade de se viver entra nisso também.

Bem, acho que até aqui está bom. Considero que passei o recado que estava em mil pulos dentro de mim. A partir daqui, estou à disposição para comentar ou perguntar o que quiserem.

 

Para o Cuidador Familiar refletir sobre ALEGRIA

A alegria é objetiva porque ela é o que é independentemente do estado emocional.  Alegria tem estabilidade e oscila, aumentando quando há ganhos. Ela independe da emoção e da subjetividade. 

A alegria não é reativa pois não se produz alegria. Alegria se sente ou não se sente.

Às vezes confundimos estar ou não estar alegre com distimia. Distimia é ter uma nuvem negra em cima da cabeça, não se tendo alegria de ser vivo.  Quem tem distimia tem um reservatório de alegria muito baixo.

Um bebê que não recebe um contato alegre, morre. Caminhar, correr, fazer atividade física, que são prazeres naturais, são artifícios que nos ajudam a sair do processo de distimia.

Alegria também é diferente de prazer. O prazer é flutuante. Podemos até fazer algo que nos dê prazer. O prazer é subjetivo e cada um constrói o seu, ao seu “bel prazer”.

O correspondente do prazer na objetividade é a alegria. De forma objetiva, o prazer é expresso como estado de alegria.

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EU SUBJETIVO E  EU OBJETIVO

A subjetividade não reconhece, não aceita, não convive e não gosta do limite.

Subjetividade é estar abaixo (sub) do real. O subjetivo tem a ver com quantidade, já que o subjetivo se relaciona com o ilimitado!

Objetividade vem de objetivo, que significa “colocar à frente para que seja visto” e esta é uma possibilidade comum a todos os vivos. Precisamos da objetividade. É natural que não se queira o limite para si e nem para o que se gosta. Porém o objetivo tem a ver com qualidade, pois ao invés de muita coisa, ele prefere o que é muito bom

Subjetividade é o ponto de partida e a objetividade é o desenvolvimento. Só se adquire a objetividade depois que se aprende, depois que se desenvolve. A função da objetividade é retirar o excesso de subjetividade.

Logo, o eu subjetivo tem uma tendência para tornar tudo grande aquilo que pode ser visto pelo eu objetivo, na realidade, como algo tão pequeno.  

       

Para o Cuidador Familiar refletir sobre o SOFRIMENTO

O sofrimento é subjetivo e o correspondente objetivo do sofrimento é dor. O sofrimento é reação contra a vida real. De forma objetiva o sofrimento é expresso pela dor.

O disparador do sofrimento é a perda de um ideal, da perfeição imaginária. Perder algo imaginado, como se o imaginado fosse real. O sofrimento é a frustração da expectativa, mesmo que a perda seja de coisa ruim. O sofrimento é uma acomodação ao social, ao costume e, por incrível que pareça, vai contra a adaptação.

Onde há sofrimento, está a acomodação.  Onde há adaptação, está o lado doído. Todo sofrimento é um ataque à vaidade de ser especial. Assim, prefere-se sofrer pela vaidade, em vez de topar com a “dor de ser comum”.

O sofrido confunde ser com fazer. É através do fazer que uma pessoa pode ser especial. Onde uma pessoa pode ser especial é no fazer.  Vale trabalhar a interface entre o fazer e o ser comum. O sofrimento interfere no especial, dificultando entrar na dor e cair na real. Então, é preciso entrar na dor para sair do sofrimento e assim, se tornar ainda mais especial.

O sofrimento é uma reação automática de rejeição à dor. Se a dor não é sentida de forma objetiva, o sofrimento tende a ser bem maior!

A dor é contração e não há vida sem contração. Contrair está no fluxo. A dor avisa que estamos fazendo algo que não está bem. Sem a dor não há movimento, é um sinal vital de alarme. A dor faz parceria com a recompensa.

O Cuidador Familiar refletindo sobre a SOLIDÃO

Solidão e angústia são subjetivas e o par complementar na objetividade é o solidário. Ao exercitar “ser solidário” nunca estaremos sozinhos. Somos únicos e se estamos conosco e com os outros, estamos sempre acompanhados.

A grande força da subjetividade é quando ela se instrumenta na liberdade. Liberdade é um conceito subjetivo: ninguém nos dá e ninguém nos toma. Somos livres no subjetivo. Até na prisão, se houver subjetividade, ter-se-á liberdade de sentir e de pensar, embora não se possa fazer o que se quer.

Podemos, assim, assumir a liberdade de nos conectar com o que nos faz bem.

O correspondente objetivo da liberdade é a responsabilidade. É importante nos sentirmos seres livres que somos, mas com a responsabilidade que nos organiza para a realidade.  A responsabilidade é o que é.

Escolher é algo objetivo e o correspondente subjetivo da escolha é a indecisão. O problema do subjetivo é que ele é excessivo, intenso e provoca mal estar. O bem estar é a conexão com a objetividade.

Portanto, é muito importante nos conectarmos com o que é objetivo, conhecido, visível, palpável. Assim impedimos fantasias adoecedoras.

A vida é um caminho dinâmico de relacionamentos, sintonizados. O oposto de caminhar é a estagnar. Vale o estímulo para se percorrer o caminho. Só é relação o que está presente e tem presença amorosa. A presença é um poder invisível, com muita força. Não é linear e contém pausas (interrupções, paradas).

Considerando que a vida não tem “fixidez”, tudo que é vivo segue pacientemente. Não é passado e nem futuro, é o que está presente, presença, não ligado ao tempo do relógio, da eternidade. Não é palavra, é sentimento.

O Cuidador Familiar refletindo “sobre ser aprendiz da vida”

Existem duas inadequações fundamentais: impor-se, colocando-nos contra os fatos da vida; ou submeter-se, retirando-se, abdicando-se do próprio poder de buscar bem estar.

Adaptar-se é se tornar apto.  É um aprendizado e ninguém nasce com essa aptidão. A ideia da palavra colaboração é uma referência. Com a colaboração de outros, aprendemos. Vale criar colaboradores e ser criado por colaboradores.  

Como podemos colaborar diante da nossa dor? Quais os colaboradores podemos conectar para digerir a nossa dor?

Sensibilidade e saúde são da vida real e ambos aspectos nos ajudam a construir a capacidade de contrair (tensionar) na hora em que for necessário e descontrair (relaxar) no movimento seguinte. Conectar a “contratura” e a “descontração”, conectar a tristeza com a alegria.

A sensibilidade vai se afinando no processo de viver o real na presença do espírito, fazendo negociações possíveis. 

A vida é o espírito da alegria. Quem faz contato com o espírito da alegria, sente a vida.  A vida é alegre porque se renova e vitaliza. A vida é um conjunto e o menor elemento da vida é a respiração. A respiração é relação de troca, havendo a contração e o relaxamento.

O arrependimento é uma força psicológica que conduz à reparação e à regeneração. A reparação refere-se a coisas materiais, havendo um esforço em se substituir. A regeneração refere-se ao que é vivo, negociando para a retomada do fluxo.

No mundo há uma proposta de superação, “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”, sem encanto.

Na vida não tem ideal, não tem fixo e não tem perfeição. Existem duas chances na vida, a transformação e a mudança.  Se uma pessoa estiver deprimida, vale buscar meios para se animar e se estiver eufórica, o caminho será o da busca de moderação.

A vida é uma inconstância constante, havendo mudanças interligadas que levam ao aprender progressivo. Uma grande lesão na vida é “não aprender de si”. 

A vida não escolhe alguém subjetivamente, ela é um dado objetivo. A única coisa que não termina na vida é a relação. Todo organismo vivo tem dois polos, um dos polos é a dor e o outro é o bem estar.

Portanto, viva e relacione o quanto conseguir.

 

QUADRO de COMPLEMENTARIEDADE:

SUBJETIVO (se impõe) OBJETIVO (não se impõe)
Eu Outro
Gostar, querer, desejo O que faz bem
Concreto Simbólico
Prazer Alegria
Sofrimento Dor
Inércia Fluxo
Prisão Limite, realização
Solidão, angústia Solidariedade
Liberdade Responsabilidade
Indecisão Escolha
Costumes, hábitos Aprendizagem
Sensorial, emoção Sentimento
Alma Espírito
Mal-estar Bem-estar
Fanatismo, crença
Social Vida
Preço Valor
Desgraça Estado de graça ou estado de espírito
Privilegio Prioridade
Perfeição Imperfeição
Qualidade Virtude
Oração, rezar Meditar
Salvar Ajudar
Adaptado de Knipp, 2015 (comunicação pessoal)

 

O sentimento de respeito por quem é cuidado

Muitas vezes observo que é fácil estabelecer com o ser cuidado, aqui o idoso dependente, uma relação de onipotência, ceifando completamente a liberdade dele viver inclusive do jeito que ele veio a ser: com limites.

Todos nós temos limites e podemos ter mais ainda algum dia, não é?

Quando respeito os limites do idoso dependente estou respeitando o jeito que ele está conseguindo viver aquele momento cuidando para que ele viva da melhor forma possível.

E pra mim, enquanto profissional e pessoa acho importantíssimo principalmente pra quem adoece: avaliar-se; experimentar-se daquela forma enquanto faz lapidações sutis do ser que sofre inconsciente.

Não temos que ficar “grudados no idoso” o dia inteiro se conseguirmos assegurar sua proteção (ambiente seguro, estratégias seguras, apoios/suportes). 

Como fazer isso? Em situações de demência o “ficar sozinho” é deixar o idoso quietinho durante um tempo, enquanto você faz outras coisas, apesar de ter que deixá-lo “quietinho sob os seus olhos”. Falo isso sem pensar em medicamentos que dopam.

Descubra um programa de rádio ou TV que ela goste, ou crie o momento da soneca após o almoço (de 30 min a 1 hora) e assim que garantir que ela está entretida, faça algo pra você. O que faço muito é sempre encontrar coisas que eu gosto e que o idoso também gosta, daí fazemos juntos. 

A doação no ato de cuidar

Daí tem a parte da doação, não é? Sim! Tem sim que haver uma doação e até uma espécie de rendição para cuidarmos de nossos entes queridos até em gratidão por termos vindo ao mundo através deles. Só que de forma equilibrada, sem você se anular.

Se precisar de mais horário para poder sair, deve ter outra pessoa com quem contar. Aliás, não dá pra ser cuidador 24hs, 7 dias por semana.

 

Sugestões que podem facilitar o Cuidar:

  1. Caminhe com o idoso  durante o dia pelo tempo que ele conseguir e ofereça estímulos para que gaste sua energia e tenha um sono melhor de noite. Aproveite este momento e faça sua caminhada também.
  2. Não a coloque pra dormir nem muito cedo nem muito tarde (21h até 21h30 é um horário muito bom que tenho observado. Um leitinho quente ou um chazinho antes, cai bem.
  3. Evite ofertar água depois das 18h para não ter que acordar muito de madrugada.

DICAS PARA O CUIDADOR SE C U I D A R

CONQUISTE SENSAÇÃO DE MAIS BEM ESTAR!
Antes de dormir massageie seus pés com creme, apertando profundamente os pontos mais doloridos, por pelo menos 10 segundos.

Inspire-se com prática do DO-IN, conhece? Alivia tensões e com isso melhora o sono e a proteção imunológica. Falando sério… esses apertões são maravilhosos! E você mesmo pode fazer em você!

ATENÇÃO! HIDRATE O SEU CORPO BEBENDO… ÁGUA! 
A medicina ortomolecular preconiza que devemos beber 30ml de água para cada quilo corporal de seu peso.
É uma boa quantidade sem exageros. Faça as contas! Mantenha uma garrafinha d’água só sua para que possa monitorar sua quantidade ingerida.

AUMENTE SUA RESISTÊNCIA FÍSICA
Pratique 5 minutinhos de alongamento todos os dias (e não ache que isso rouba seu tempo). Peça um
professor de academia ou de yoga para elaborar uma série simples pra você. Faça movimentos de
contração isotônica para manter seus músculos mais resistentes (e articulações mais protegidas,
consequentemente) de maneira fácil.

Aprendi com um professor de pilates que tentava resolver o meu problema de falta de tempo! Sabe o que são esses exercícios? Apertar bolinhas com as mãos, contrair os glúteos, bíceps e demais músculos que conseguir. Crie uma série curta como por exemplo: 15 a 20 contrações para cada conjunto muscular.

E sempre que puder, coloque as pernas pra cima, pelo tempo que tiver disponível e mecha com os pés pra cima e pra baixo, girando prum lado e pro outro. Ahhhh! É ótimo isso! Tenho certeza que você já praticou alguma coisa dessas em algum momento… coisas que até aprendemos na educação física da escola!

PROTEJA SUA COLUNA, ELA É O SEU EIXO!
Posicionamentos saudáveis para você assentar, levantar, pegar coisas e até mesmo manobrar o idoso são muito importantes. Fisioterapeutas principalmente os que trabalham com RPG são boas fontes de dicas.

PARA MAIS DISPOSIÇÃO ALIMENTE-SE COM QUALIDADE
O próprio stress já se encarrega de roubar nutrientes das células deixando rastro de muitos radicais livres. E estes danadinhos aceleram nosso envelhecimento e desgaste. Portanto preste atenção na QUALIDADE DE SEU ALIMENTO!

Dê preferências para alimentos naturais, integrais, lights. Dizendo a mesma coisa só que
diferente… evite embutidos, gordurosos, farináceos, artificiais, refrigerantes…

Dentro de seus padrões e necessidade alimentar.

NÃO SE CONSIDERE INSUBSTITUÍVEL
Esta ideia é muito perigosa pois te aprisiona e de uma hora para outra sua falta poderá acontecer sim, só que… DE UMA VEZ! Sem dar tempo para planejamentos. E isso pode ser muito ruim para o idoso e para
outros familiares. Saiba contar com outras pessoas, aproxime-se e desenvolva sua confiança em outros membros da família, amigos, vizinhos. Haverão momentos necessários para isso: fazer compras, sair, viajar, ir ao médico…

AH! IR AO MÉDICO!
Não abra a mão de suas consultas. Mantenha seus exames em dia. Principalmente o dentista. Isso por si só aumenta a autoestima. A primeira coisa que sustenta nossa autoestima é quando EU sinto que EU me cuido!
Com isso, eu vejo o quanto sou importante e então tudo o que eu busco, busco com mais qualidade pra mim.

POR FIM… ALIVIE SUAS TENSÕES
Solte suas feras, sabe como? Com o próprio idoso, seu companheiro de jornada! Acaba-se criando um momento muito divertido e isso poderá ser incorporado inclusive na rotina dele. Mesmo se ele estiver sentado.

Coloque uma música das boas: uma que você gosta, outra que o idoso gosta. Dance e cante. Mas cante be m alto! Verá que é muuuuito divertido. Escolha músicas de acordo com a época. Adoro o carnavalpra isso pois tem aquelas marchinhas antigas que você pode baixar da internet.
Dentro de instantes sorrisos brotam facilmente e vocês sentirão uma sensação de leveza.

POR FIM… ALIVIE SUAS TENSÕES 
Solte suas feras, sabe como? Com o próprio idoso, seu companheiro de jornada! Acaba-se criando um momento muito divertido e isso poderá ser incorporado inclusive na rotina dele. Mesmo se ele estiver sentado.

Coloque uma música das boas: uma que você gosta, outra que o idoso gosta. Dance e cante. Mas cante bem alto! Verá que é muuuuito divertido. Escolha músicas de acordo com a época. Adoro o carnaval pra isso pois tem aquelas marchinhas antigas que você pode baixar da internet.
Dentro de instantes sorrisos brotam facilmente e vocês sentirão uma sensação de leveza.

Andréa Maria de Carvalho – assistente social

Glaucia Tavares – psicóloga

Gal Rosa – terapeuta ocupacional 

EQUIPE CUIDADOR FAMILIAR

email: projeto@cuidadorfamiliar.com.br

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