O que é Cifose? Tratamento, Causas e Prevenção

0 299

Todo nós temos algum grau de curvatura na coluna vertebral. No entanto, algumas curvaturas em excesso causam deformações e outros problemas na coluna. A cifose, por exemplo, é uma dessas curvaturas, que alteram a aparência fazendo com que a pessoa fique com as costas curvada ou arqueada parecendo uma “corcunda”.

Normalmente, a cifose não causa quaisquer outros problemas além de deformar a postura, inclinando o pescoço, os ombros e a cabeça da pessoa para a frente. No entanto, em alguns casos, a cifose pode causar dores nas costas e rigidez, maior sensibilidade na coluna vertebral e cansaço.

Em geral, a cifose ocorre para compensar a lordose e, em alguns casos, a cifose cervical, é acompanhada de escoliose, ambas alterações na coluna também. Normalmente, elas acontecem devido a má postura ao longo da vida e por falta de condicionamento físico, comum em jovens, principalmente os mais introvertidos; ou em idosos devido a doenças degenerativas como a artrite e osteoporose, por exemplo.

Felizmente, a cifose tem cura e pode ser tratada de diversas maneiras, inclusive com cirurgia nos casos de curvas mais acentuadas e sintomas neurológicos. Neste artigo, vamos abordar os tipos de cifose, suas causas, sintomas e os mais diversos tratamentos que auxiliam na sua cura e prevenção.

Mas antes, vamos explicar um pouquinho sobre a coluna vertebral e como essa estrutura funciona. Confira abaixo!

Como funciona a coluna vertebral?

cifose da coluna vertebral
A coluna vetebral possui algumas curvaturas normais, entre elas a cifose.

A coluna vertebral ou espinha dorsal é uma estrutura rígida, porém flexível e anatômica que compõe o eixo central do esqueleto humano. Ela é composta por 33 ossos superpostos (vértebras) e, se estende da base do crânio até a pelve, na altura do osso ilíaco (área entre o tronco e os membros inferiores).

Dentre essas vértebras, 24 são móveis (7 cervicais, 12 torácicas e 5 lombares) e o restante não se movimenta. As cinco vértebras lombares juntas formam o osso sacro, que se articula com o cóccix, osso situado na extremidade inferior da coluna, servindo de apoio para toda a coluna vertebral.

Todas essas vértebras estão conectadas entre si por articulações semimóveis, ligamentos e músculos que dão a estabilidade que a coluna precisa para nos manter em pé e movimentar-se em todas as direções (para frente, para trás, para os lados ou rodar sobre o próprio eixo).

Entre uma vértebra e outra, existem estruturas cartilaginosas chamadas de discos intervertebrais (23 ao todo), que funcionam como amortecedores para evitar o atrito e absorver os impactos, aliviando a pressão sobre as articulações e facilitando os movimentos.

No interior da coluna vertebral, onde cada vértebra se sobrepõe, forma-se uma espécie de túnel no centro delas (canal vertebral ou medular) por onde passam os nervos e a medula espinhal, um prolongamento do sistema nervoso central que tem como função transmitir os impulsos nervosos para todas as partes do organismo.

Assim, além de manter a postura ereta, possibilitar a movimentação e proteger a medula espinhal, a coluna vertebral dá suporte ao peso do corpo, fixa as costelas, ligamentos e músculos dorsais e abriga órgãos vitais para o organismo. Portanto, por ser o eixo central que mantém o nosso equilíbrio, a coluna precisa estar perfeitamente no lugar.

Curvaturas normais e patológicas

mulher normal e mulher com cifose
A coluna possui diferentes curvaturas, como a lordose e a cifose

Quando vista de frente, a coluna vertebral parece reta. Porém, ao ser observada de lado, a coluna possui 4 curvaturas fisiológicas: na região do pescoço (lordose cervical), do tórax (cifose torácica), da cintura (lordose lombar) e da bacia (cifose sacrococcígea), que formam uma espécie de S, cada uma com suas funções.

No entanto, todas essas curvaturas são consideradas normais, pois são resultado de uma adaptação natural do corpo humano às posições adotadas em diferentes fases do desenvolvimento motor durante o crescimento do indivíduo, que vão do período embrionário ao nascimento.

Ou seja, essas curvaturas surgem espontaneamente e funcionam como um sistema de molas, fundamental para manter o equilíbrio e aliviar o impacto e a sobrecarga da ação da gravidade sobre o corpo humano quando em pé ou sentados.

Por outro lado, algumas alterações podem ser consideradas patológicas, quando há redução ou aumento acentuado de uma ou mais curvaturas, comprometendo o alinhamento da coluna e prejudicando o seu desempenho. Além disso, qualquer desvio na região da coluna vertebral pode provocar modificações em outros segmentos para compensar a alteração e garantir o equilíbrio.

Portanto, a cifose e a lordose são consideradas desvios normais da coluna vertebral, essenciais para sua integridade e o funcionamento do organismo, desde que não apresentem um excesso de curvatura prejudicando a postura ou trazendo complicações mais sérias.

O que é cifose?

esqueleto com cifose
A cifose é uma deformação da coluna vertebral que quando grave pode trazer problemas sérios à coluna.

Também chamada de “hipercifose” torácica, a cifose tem como principal característica uma curvatura posterior no eixo da coluna, nas regiões torácica e sacral, que faz com que a parte superior das costas pareça mais arredondada que o normal, dando a aparência de “corcunda” ao indivíduo (abaulamento das costas).

Em geral, a cifose torácica possui um inclinação normal de 20º e 45º graus, variando sua amplitude de indivíduo para indivíduo. No caso da hipercifose, a alteração característica dá-se em uma curvatura pronunciada para trás, no sentido ântero-posterior da região torácica da coluna, por isso o nome “dorso curvo” outro termo para o transtorno.

Normalmente, para compensar esse desvio, os ombros, pescoço e cabeça são projetados para frente, favorecendo o aparecimento da lordose cervical. Porém, esta condição também pode surgir como compensação dessas outras patologias na coluna vertebral (lordose e escoliose). Considerada uma doença da coluna, a cifose pode ser curada e está relacionada Além disso, a cifose pode estar associada a outras doenças como o dorso curvo postural, osteocondrose espinhal ou dorso curvo juvenil (doença de Sheuermann que tem início na adolescência), espondilite anquilosante, poliomielite, tuberculose e doenças reumatológicas da coluna (artrite, artrose, osteoporose).

A deformação pode se manifestar em qualquer idade e se instalar aos poucos. É muito rara nos recém-nascidos, e mais comum na infância e adolescência (no pico do crescimento), também entre idosos por conta do desgaste natural das vértebras, perda de flexibilidade dos discos intervetebrais, e enfraquecimento da musculatura dorsal.

A sua intensidade é variável dependendo do tempo da vida no qual se iniciou a deformidade e da causa. Além disso, a cifose pode não vir acompanhada de sintomas, mas pode causar deformidades, dores, rigidez, sensibilidade, danos ao sistema nervoso, entre outros.

Tipos de cifose

cifose postural em crianças
A cifose postural é causada pela má postura

A cifose pode ser classificada tanto pela morfologia quanto pela causa, isto é:

1. Cifose estrutural

A cifose estrutural é quando as alterações nas vértebras são morfológicas, ou seja, na formação de sua estrutura. Neste caso, as vértebras não se desenvolvem corretamente, e acabam saindo fora de posição.

2. Cifose postural

É quando a cifose acontece devido a uma má postura adotada no seu dia-a-dia durante a vida. Neste caso, ela pode ser corrigida através de fisioterapia, caso não haja o comprometimento da estrutura das vértebras. No entanto, ao longo dos anos, sem correção, a cifose postural pode se tornar estrutural.

É muito comum em adolescentes que passam muito tempo sentados em má postura, ou muito introvertidos que acabam se curvando, ou muito altos quando desejam disfarçar a altura. No caso das meninas, quando as mamas se desenvolvem bastante, o volume pode ocasionar a curvatura da coluna.

3. Cifose primária

A cifose primária é o tipo de cifose idiopática, ou seja, de causa desconhecida, sem que haja alguma doença adjacente. É o caso da cifose postural, que ocorre devido aos hábitos do indivíduo. Normalmente não é grave e pode ser corrigida, mas se Não for tratada logo pode comprometer os pulmões.

4. Cifose secundária

A cifose secundária ocorre devido a doenças adjacentes e costuma causar deformidades em estado mais graves, estando relacionada a cifose estrutural.

Principais causas da cifose

homem tratando coluna com cifose
A cifose pode ter diversos outras causas além da má postura

Em geral, a causa mais comum da cifose é idiopática, ou seja, não se sabe ao certo porque ocorre. No entanto, alguns fatores são frequentemente associados ao desenvolvimento da curvatura anormal da coluna.
Quando é possível determinar a causa, os desvios são associados à genética ou, então, podem ter sido provocados por anomalias congênitas ou adquiridas ao longo da vida. Ou até mesmo estar associados a alterações ósseas e neuromusculares (paralíticas) do organismo.

Entre elas, vale destacar hábitos posturais inadequados (cifose postural), traumatismos (sequela de fratura vertebral), tumores, obesidade, atividade física imprópria, vida sedentária, tabagismo, infecções ou problemas inflamatórios (Osteomielites) e doenças reumatológicas como espondilite anquilosante.

Má postura (cifose postural)

O hábito de manter uma má postura ao sentar ou andar acaba esticando os músculos e ligamentos de apoio da região da cifose torácica, desestabilizando os ossos da região e formando uma curvatura exagerada. Curvar-se de forma errado, sem flexionar os joelhos, apoiar as costas de mal jeito no encosto de cadeiras e carregar pesos podem acarretar em uma cifose postural.

Idade avançada

Com o passar dos anos, o corpo começa a definhar e os ossos e cartilagens se desgastar. Assim, as pessoas mais velhas, perdem densidade óssea e tendem a ter uma curvatura mais acentuada na coluna vertebral.

Formação anormal das vértebras (cifose estrutural)

Quando as vértebras sofrem malformações, acabam saindo da posição correta acarretando alterações de curvatura como a cifose torácica.

Como por exemplo, a doença de Scheuermann, um problema no desenvolvimento da coluna vertebral que leva a um número maior de vértebras. Ela causa deformidade grave da curvatura da coluna torácica e lombar, prejudicando a função respiratória e dores severas que pioram com o esforço físico.

A cifose de Sheuermann pode causar alterações estéticas graves devido a diminuição dos espaços intervertebrais, encurtamento dos músculos peitorais, das pernas e dos quadris.

Geralmente, a doença ocorre na puberdade, sendo mais comum em meninos, devido a fase de níveis altos de hormônio do crescimento. As causas são desconhecidas, mas é possível ser de cunho genético.

Ela costuma desaparecer após a maturidade óssea. No entanto, a cirurgia costuma ser indicada a fim de evitar o comprometimento neurológico ou alterações estéticas mais graves.

Desenvolvimento anormal da coluna vertebral no útero (cifose congênita)

Neste caso, ocorre uma malformação dos ossos da coluna vertebral durante o desenvolvimento do embrião. Assim, duas ou mais vértebras se fundem, fazendo com que a coluna não tenha mobilidade e crie uma angulação anormal na cifose torácica.

Doenças neuromusculares e reumatológicas

Há uma infinidade de doenças que provocam inflamações na coluna vertebral, principalmente na presença de doenças autoimunes como artrite reumatoide e espondilite anquilosante, em que as articulações vão se desgastando. Com isso, a coluna acaba ganhando uma curvaturas anormais com o passar do tempo.

Algumas doenças que causam cifose são:

  • Osteocondrite: doença caracterizada pela inflamação de ossos e cartilagens, uma das principal causa de deformidades graves em pessoas mais jovens;
  • Osteoporose: doença degenerativa dos ossos em que se perde a resistência, deixando-os frágeis e mais suscetíveis à fraturas. No caso da cifose da coluna, isso pode causar diversas alterações posturais;
  • Espondilose: desgaste fisiológico que ocorre na coluna vertebral a medida em que o indivíduo envelhece;
  • Espinha bífida (mielomeningocele): quando a coluna não se desenvolve corretamente durante a gestação;
  • Doença de Paget: devido ao desenvolvimento de células ósseas interrompido, resultando em ossos fracos;
  • Neurofibromatose: doença genética que acomete o sistema nervoso e causa tumores benignos no cérebro, medula espinhal e nervos;
  • Distrofia muscular: doença que causa o enfraquecimento progressivo dos músculos;
  • Tuberculose: infecção bacteriana que afeta os pulmões;
  • Artrite reumatoide: doença que causa inflamações frequentes nas articulações, incluindo a coluna vertebral;
  • Espondilite anquilosante: doença que causa inflamações na coluna vertebral e que, se não tratada, causa a fusão de vértebras.

Traumas na coluna vertebral

       

A cifose pode se desenvolver por consequência de traumas na coluna vertebral que podem calcificar os ossos e provocar o deslocamento das vértebras, causando o abaulamento na coluna.

Tumores

Há casos em que tumores se desenvolvem no interior da coluna vertebral ou chegam até ela por meio de metástase. Quando isso ocorre, as vértebras se desestabilizam e mudam de posição, provocando uma curvatura mais severa.

Quem pode desenvolver cifose?

A cifose pode ser desenvolvida em qualquer idade e em todos os gêneros. No entanto, os grupos de maior risco para o desenvolvimento da cifose são: crianças e adolescentes devido à fase de desenvolvimento (crescimento e postural), e idosos por conta do desgaste das vértebras e da perda de flexibilidade dos discos intervertebrais, além do enfraquecimento da musculatura.

Principais sintomas da cifose

homem coom dor na coluna por cifose
O principal sintoma da cifose é a curvatura acentiada e as dores na coluna.

No caso de uma cifose de causa idiopática, quase não há sintomas ou dor. No entanto, a queixa, na maioria dos casos, é mais de caráter estético.

Quando há sintomas de dor, normalmente a deformidade já está avançada. No entanto, não há ocorrência de irradiação, sendo de baixa intensidade e aumentar durante a prática de exercícios físicos.

No caso de pessoas idosas, sintomas de dor podem ocorrer por conta do enfraquecimento natural dos ossos pela idade. Casos mais graves podem acarretar deformidade progressiva rápida, emagrecimento sem mudança de hábitos, perda de força ou sensibilidade nos membros inferiores ou dor noturna (mais raro).

Diagnóstico e Exames para cifose

Na presença dos sintomas descritos acima, recomenda-se uma visita ao cirurgião da coluna ou ortopedista o mais breve possível. Normalmente, o diagnóstico é substancialmente clínico e minucioso auxiliado por radiografias simples da coluna vertebral.

Através dos exames é possível observar a anatomia vertebral, desvios no alinhamento da coluna vertebral, presença de lesões mais grosseiras que afetam os discos e as articulações, e determinar o ângulo da curvatura que irá definir o diagnóstico quando acima de 50 graus. Além disso, sinais de fraturas, luxações ou tumores nessa região do corpo.

Exames adicionais são necessários quando há a desconfiança de um quadro clínico ou radiográfico não convencional para estabelecer o diagnóstico definitivo e encaminhar o tratamento.

Assim, solicita-se exames de tomografia computadorizada (CT), ressonância magnética (RM) e de Densitometria óssea, um tipo específico de raio X usado para determinar a densidade dos ossos.

Principais tratamentos para cifose

mulher fazendo fisioterapia para aliviar dores de cifose
Os principais tratamentos para cifose incluem fisioterapia, RPG, exercícios físicos e as vezes cirurgia em casos mais graves

Alguns desvios patológicos de coluna são assintomáticos, mas isso não quer dizer que não haja tratamentos. Quando os sintomas da doença aparecem, em geral, o tratamento é conservador.

O objetivo é interromper a progressão da curvatura, recuperar as funções da coluna vertebral e aliviar os sintomas. Isso sempre levando em consideração cada caso, ou seja, a idade do paciente, grau e padrão da curvatura, características da deformidade e intensidade da dor.

Embora na maioria dos casos a cifose seja postural ou idiopática, quando possível identificar a causa, deve-se focar no controle da doença de base (cifose secundária). É o caso de fraturas, tumores, doenças reumatológicas, entre outras.

Em geral, o tratamento conservador inclui técnicas de fisioterapia, como a RPG – Reeducação Postural Globalizada – exercícios de alongamento da musculatura isquiotibial e peitoral, fortalecimento da musculatura do dorso e estimulação elétrica.

Órteses, como palmilhas e coletes ortopédicos, podem ajudar a deter a progressão da curvatura e, na medida do possível, manter ossos e articulações na posição adequada.

Nos casos de deformidades graves, progressivas, dolorosas o tratamento cirúrgico pode ser indicado para correção e alinhamento da coluna, mas somente para pacientes adultos em casos especiais.

1. Medicamentos

O tratamento conservador por vezes faz uso de medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares para alívio da dor. Como por exemplo, paracetamol, aspirina, ibuprofeno, dipirona, diclofenaco de sódio. Para pessoas idosas pode ser necessário o uso de remédios para a osteoporose, como suplementos de cálcio.

2. Coletes vertebrais (órteses)

Quando a hipercifose é diagnosticada na infância ou adolescência, pode-se solicitar o uso de coletes vertebrais para melhorar a postura e limitar a progressão da cifose a medida em que o paciente vai crescendo.

No início pode ser limitante, mas a maioria das pessoas se acostuma e desempenha suas atividades físicas normalmente. O tratamento pode durar durar até cerca dos 14 a 15 anos, idade em que a coluna vertebral encerra seu desenvolvimento. Em adultos, o colete não é recomendado, pois não é capaz de alterar a posição da coluna. Pode-se recomendar também colchões duros e palmilhas firmes.

3. Fisioterapia

Na maioria dos casos recomenda-se sessões de fisioterapia com o objetivo de melhorar ou manter a função das diversas partes do corpo quando já prejudicadas. A fisioterapia irá ajudar a adquirir uma postura correta, melhorando a curvatura da coluna.

Em geral, as cifoses posturais são tratadas apenas com fisioterapia, mas outros tipos também podem se beneficiar deste tratamento. Uma técnica muito utilizada é a RPG (Reeducação Postural Globalizada), que foca na postura e na reeducação de todos os músculos e articulações do corpo para uma postura correta.

Já a quiropraxia é um tipo de fisioterapia que manipula diretamente as articulações dos pacientes e alinha as vértebras.

4. Dieta equilibrada

A alimentação é fundamental para a saúde dos ossos, por isso uma alimentação equilibrada, rica em cálcio e vitamina D são essenciais ao tratamento e obtenção dos melhores resultados.

A pessoa deve aumentar a ingestão de leite e derivados para repor o cálcio, mas a vitamina D é necessária para ajudar na absorção do nutriente pelos ossos. Pode-se contar com a ajuda de suplementos vitamínicos com altas quantidades de vitamina D.

5. Exercícios físicos

Uma outra forma muito eficaz de tratar a cifose são com exercícios físicos, principalmente nos casos de cifose postural. A musculação, por exemplo, fortalece os músculos e corrige a postura (como os abdominais). Já praticar natação, hidroginástica ou remo auxilia no fortalecimento dos músculos, pois trabalham os ombros a fim de corrigir a postura.

Já o alongamento é frequentemente indicado até para quem tem a coluna saudável, para trabalhar a flexibilidade da coluna vertebral e aliviar dores nas costas provenientes da má postura. Outras alternativas muito eficazes é a Yoga e pilates que ajudam a promover uma postura correta.

6. Cirurgia

A cirurgia como forma de tratamento para cifose é indicada apenas em casos de deformidades graves, progressivas e dolorosas, sendo esses casos raros e especiais. Uma das técnicas usadas para tratar a cifose cirurgicamente é a fusão vertebral, na qual duas ou mais vértebras são fundidas e estabilizadas por meio de parafusos, varetas metálicas, enxertos e barras de titânio.

A recuperação não é demorada, sendo que o paciente pode voltar às atividades diárias após 4 a 6 semanas da cirurgia. Contudo, a prática de esportes só é permitida após 1 ano. No entanto, há riscos associados à operação, como por exemplo infecção, sangramento excessivo (hemorragias) e danos acidentais aos nervos que passam pela coluna vertebral, resultando em paralisia, perda de controle da bexiga e do intestino.

Portanto, a cirurgia é apenas recomendada quando a curvatura é muito pronunciada, causa dores persistentes e sem controle com medicação, ou está prejudicando a respiração ou o sistema nervoso.

Prognóstico e complicações possíveis

Em caso de cifose idiopática, o prognóstico é bom, sem restrições nos casos leves a moderados. Nos casos de deformidades mais graves, acima de 85 graus, pode haver comprometimento pulmonar que deve ter um acompanhamento mais cuidadoso através de exame de espirometria devido à deformidade torácica.

As complicações mais comuns da cifose são dor tardia, anos após o estabelecimento da deformidade, podendo estar relacionada ao processo degenerativo dos discos intervertebrais e estruturas adjacentes após longo tempo de adaptação à deformidade.

Portanto, apesar de, na maioria das vezes não haver maiores sequelas, a cifose ainda pode causar algumas complicações:

1. Problemas emocionais

A má aparência causada pela curvatura na coluna pode acarretar em problemas de autoimagem e autoaceitação. Assim, a pessoa pode vir a desenvolver transtornos mentais como depressão e outros problemas emocionais. A terapia é altamente recomendada para acompanhamento psicológico.

2. Dores persistentes

As dores persistentes também podem contribuir para o desenvolvimento de problemas emocionais. Em casos em que a curvatura é muito acentuada, a má postura acaba costuma pressionar nervos e dificultar o funcionamento de outros órgãos, causando essas dores.

3. Dificuldades respiratórias

Quando a curvatura da coluna é muito acentuada, os ossos da caixa torácica acabam comprimindo o pulmão e as vias respiratórias, sem deixar muito espaço para o pulmão expandir e dificultando a respiração.

4. Mielopatia

Casos mais graves podem acarretar a compressão de alguns nervos da coluna vertebral, causando dor e prejudicando os sinais nervosos. Normalmente, isso causa sintomas como dormência ou fraqueza dos membros, problemas com o equilíbrio e perda de controle da bexiga e do intestino.

Prevenção e recomendações finais

Os cuidados com a coluna vertebral devem começar na infância, ensinando a criança a desenvolver uma postura correta. Ou seja, uma postura que demanda menos esforço muscular para garantir proteção de todas as estruturas da espinha dorsal. Adquiridos esses hábitos, o ideal é que sejam conservados pela vida inteira.

Por outros lado, certas causas da cifose não podem ser prevenidas, como quando pela idade avançada ou doenças congênitas. No entanto, existem algumas medidas que podem sere tomadas para evitar o seu surgimento e garantir a boa postura e saúde dos óssos, são elas:

  • Mantenha uma postura ereta ao sentar;
  • Aos primeiros sinais de dor na coluna ou deformidade, procure um médico;
  • Evite as mochilas e bolsas pesadas, que podem puxar os músculos e os ligamentos das costas;
  • Mantenha uma dieta rica, saudável e variada, rica em cálcio e vitamina D, para prevenir a osteoporose;
  • Evite o sedentarismo com a prática de exercícios físicos regulares, pois eles ajudam a manter a saúde dos ossos e fortalecem a musculatura das costas, dos quadris e do abdômen que sustentam a coluna;
  • Evite carregar objetos muito pesados ou mantenha-os bem juntos ao corpo, para diminuir a força exercida sobre a para suportar o peso;
  • Não se automedique;
  • Evite os saltos muito altos ou alterne os tipos de sapatos usados no dia-a-dia;
  • Mantenha um peso corpóreo ideal para não sobrecarregar a coluna e alterar a posição de equilíbrio do corpo, assim como provocar o desgaste das articulações, levando à calcificação das vértebras.

Recomendados Para Você:

       

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.