Canelite: Tratamento, Sintomas, Pomada, Como Evitar?

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Canelite é uma inflamação na tíbia (osso da canela) ou dos músculos e tendões que envolvem esse osso. Ela se caracteriza por uma forte dor nas canelas semelhante a uma queimação localizada nas bordas da tíbia. Normalmente, a canelite afeta atletas e quem faz atividade física com frequência. Principalmente esportes de impacto constante e repetitivo, assim como de parada e retomada. Como por exemplo, a corrida, o tênis, futebol ou basquete.

Além disso, a canelite pode afetar também quem não está acostumado a praticar atividades físicas e de repente resolve pegar mais pesado na atividade. Pode também resultar da prática de exercícios em superfícies irregulares, falta de alongamento e aquecimento antes de se exercitar, e até mesmo condições genéticas.

Assim, para prevenir a canelite é sempre bom alongar antes de praticar esportes ou qualquer exercício. Dessa forma, o alongamento prepara o músculo para o esforço e pressão que irá receber. Além disso, os exercícios devem aumentar de forma gradativa para evitar outras lesões. Seu tratamento é simples, mesmo assim deve-se consultar um especialista para uma melhor orientação e, consequentemente uma recuperação mais rápida.

Neste artigo vamos nos aprofundar sobre o que é canelite, seus principais sintomas e causas, tratamentos e prevenção.

Canelite: O que é

mulher segurando aperna de dor devido à canelite
Canelite: canelite é uma inflamação dos músculos que envolvem a tíbia, osso da canela.

A canelite é também conhecida como periostite medial da tíbia ou Síndrome do estresse tibial medial. Como o próprio nome já indica, é uma lesão em um dos ossos da perna, a tíbia. Ou seja, a região da canela.

É uma inflamação muscular específica de atletas e quem pratica esportes. Normalmente, ocorre pelo excesso de carga e esforço excessivo causados pelo impacto repetitivo e constante sobre os músculos e o osso da canela. Assim, a lesão costuma acometer o periósteo tibial e aparece quando a musculatura e essas estruturas ao redor da tíbia não suportam mais a carga imposta por consequência dos traumas repetitivos.

Canelite: Como se dá?

O periósteo é uma membrana densa, vascularizada, fibrosa e inervada que envolve os ossos. As suas principais funções são proteger e nutrir os ossos fixando os músculos à eles e auxiliar na produção de novas células para a solidificar ossos fraturados e substituir células danificadas. Assim como envolver nervos e vasos sanguíneos que nutrem o osso.

A canelite está diretamente relacionada à forma como o corpo é capaz de amortecer o impacto da atividade praticada e ao tempo de recuperação antes do próximo estímulo. Quando a pessoa não tem um bom alinhamento ao desempenhar a atividade, a carga imposta sobre o músculo será maior, consequentemente terá mais chance de desenvolver a inflamação e a dor.

Assim, a condição é uma das 3 principais causas de lesão em corredores. Sendo que, às vezes a dor pode ser tão intensa, que o atleta precisa interromper a atividade imediatamente, e esperar por longo tempo para a sua recuperação.

Além disso, a canelite pode ter relação com outros fatores. Como por exemplo, excesso de atividade física, prática de esportes em terrenos rígidos ou irregulares, falta de fortalecimento muscular ou alongamento, uso de calçados inadequados, entre outros problemas. Há casos crônicos e mais graves, em que a pessoa pode até apresentar fratura por stress da tíbia, agravando ainda mais o caso e dificultando a sua reabilitação.

Canelite: Principais causas

canelite: mulher correndo no asfalto
Canelite: uma das principais causas da canelite é o excesso de carga em exercícios repetitivos sem descanso muscular.

Como a canelite não é uma lesão repentina, mas um transtorno de estresse cumulativo, ela é causada pela repetida sobrecarga e estresse sobre os ossos, músculos e articulações das pernas, agravada pela falta de tempo para o corpo descansar do esforço imposto.

A canelite está mais propensa a ocorrer quando os músculos da perna e tendões estão cansados. Além disso, as mulheres, pessoas com pé chato, atletas, recrutas militares e dançarinos têm maior probabilidade de desenvolver a inflamação. No entanto, as suas principais causas estão relacionadas à mecânica da corrida, carga de treino e traumas repetitivos, entre outros:

  • Início repentino das atividades físicas, com aumento brusco na intensidade sem preparação dos músculos para o volume de treino, ou seja, alongamento adequado;
  • Força excessiva suportada pelas pernas fazendo com que os músculos inchem e aumentem a pressão contra o osso, levando a dor e inflamação;
  • A experiência no esporte ou na atividade, assim como a frequência que as desenvolve. Isto é, quanto maior for a experiência da pessoa com relação à atividade, menor será o risco de desenvolver a lesão;
  • A prática de esportes em terrenos irregulares, assim como o calçado inadequado ao esporte praticado. Correr em terrenos muito rígidos é mais prejudicial à tíbia que correr em terrenos macios como a grama ou areia;
  • Uma postura ou desalinhamento corporal como a pronação excessiva. Isto é, um desalinhamento causado quando o pé e tornozelos se deslocam para a parte medial, causando o desabamento do arco durante a corrida e sobrecarregando as estruturas (óssea e muscular) da região da canela;
  • Esportes que envolvem paradas e retomadas bruscas como tênis, squash e basquete. O futebol, por exemplo, é o menor causador, pois a maciez da grama atenua o impacto.

Causas adicionais associadas à canelite:

A canelite também pode resultar de fraturas, infecções locais e até mesmo tumores, mas essas causas são mais raras. Podem também vir acompanhadas das seguintes causas adicionais abaixo:

  • Anomalias anatômicas que alteram a arcada plantar (como a síndrome do pé chato, que altera a pisada);
  • Fraqueza muscular nas coxas ou nádegas;
  • Falta de flexibilidade;
  • Técnicas de treinamento inadequadas;
  • Obesidade
  • Falta de aquecimento e alongamento prévio à prática esportiva.

Canelite: Outras causas de dores na canela

pessoa sentada com dor na canela por causa de canelite.
Canelite pode ser confundida também com outras lesões mais graves.

Outras condições crônicas mais graves que podem causar dores na canela e mimetizar a canelite incluem a síndrome compartimental crônica de esforço, compressão do nervo tibial ou tendinite, a síndrome do aprisionamento da artéria poplítea e fraturas por estresse.

1. Síndrome do Compartimento Anterior

A síndrome compartimental crônica de esforço ou do compartimento anterior é causada pelo excesso de exercícios e carga. A condição leva a um aumento de pressão na musculatura que acaba diminuindo o fluxo sanguíneo dos músculos e nervos. Assim, impedindo a oxigenação e nutrição dos mesmos, causando as dores no local.

2. Tendinite do Tibial Posterior

A tendinite da tíbia é uma lesão é causada pelo excesso de esforços muito comum nos corredores. A tendinite do tibial posterior causa dores musculares atrás da canela, mais especificamente no tendão e no músculos que o envolvem. Essa dor devido à inflamação e degeneração do tendão, podendo facilmente ser confundida com a Canelite.

3. Fraturas por estresse

Quando praticamos esportes como a corrida, por exemplo, a batida constante dos pés no chão pode causar pequenas fissuras na tíbia e na fíbula. Normalmente, o corpo é capaz de reparar essas rachaduras quando há tempo suficiente para o descanso. No entanto, quando o corpo não recebe o descanso necessário, essas rachaduras podem virar uma fratura completa ou uma fratura de estresse. Geralmente, isso acontece quando insistimos na atividade ignorando os sintomas. Esse tipo de lesão representa 10% de todas as fraturas esportivas.

Principais sinais e sintomas de canelite

canelite: corredor com dor
Canelite: o principal sintoma da canelite é a dor persistente no local.

O principal sintoma característico da canelite é a dor generalizada na parte da frente da perna, exatamente no osso da canela e a sensibilidade. Essa dor é maior no início e no final do treino. Pois, logo que o corpo esquenta aumenta o fluxo sanguíneo, e a dor também aumenta, mas tende a passar.

No entanto, após um tempo de treino, o acúmulo de sobrecarga na canela leva a uma dor bem mais intensa. Nos casos mais graves, assim como não havendo descanso, a dor pode fica constante mesmo em repouso.

As canelites podem dividir-se em canelites anteriores (as mais comuns), em que a dor se estende pela face anterior e lateral da perna, e em canelites posteriores, estendendo-se a dor pela face posterior e medial da perna até à região interna do tornozelo. Frequentemente, ocorrem em ambas as pernas ao mesmo tempo. Normalmente, é comum a pessoa apresentar os seguintes sintomas:

  • Sensibilidade e/ou dor incômoda na parte frontal medial (lado de dentro) da canela, mais acima; ou na parte posterior lateral (lado de fora) da canela, mais abaixo;
  • Dor que piora durante o exercício;
  • Dor muscular;
  • Inchaço leve na perna;
  • Entorpecimento e fraqueza nos pés;
  • Dor na musculatura da panturrilha;
  • Vermelhidão e aumento de temperatura no local;
  • Dor na palpação da tíbia;
  • Dificuldade em caminhar.

Vale ressaltar também a importância de se consultar um médico se a lesão não responder aos tratamentos, como repouso dos músculos e alongamentos, ou qualquer um dos seguintes sintomas abaixo:

  • Dor na canela forte após uma queda ou acidente;
  • Queimação na canela;
  • Canela visivelmente inflamada;
  • Inchaço na canela, que vai ficando pior com o passar do tempo;
  • Dor na canela mesmo quando se está descansando.

Canelite: Diagnóstico

canelite: corredora sentada no asfalto com dor na canela.
Canelite: o diagnóstico é feito através de exame físico e ressonância, além de outros exames.

Geralmente, o ortopedista pode diagnosticar a canelite através de um exame físico. Isto é, durante o exame, ele vai querer saber sobre os tipos de atividades físicas que você desempenha, a frequência com que desenvolve essas atividades, onde e de que maneira costuma praticar. O ideal é que o ortopedista seja experiente ou especialista em traumas esportivos.

O exame de ressonância nuclear magnética da perna, que freqüentemente mostra o espessamento do periósteo da região da dor também é recomendado. O principal diagnóstico diferencial desta lesão é a fratura de estresse, observada na ressonância magnética, cintilografia óssea de 3-fases e radiografias simples.

Recomenda-se também o exame de densitometria óssea e a avaliação de um endocrinologista para se descartar doenças do metabolismo ósseo. Principalmente nas corredoras de alto rendimento, devido ao risco de uma progressão para uma fratura de estresse. Ele poderá solicitar também exames de imagem e raios-X, para determinar ou excluir alguma fratura óssea ou uma condição diferente da canelite.

Tratamentos para canelite

canelite: corredor com dores na canela
Na maioria dos casos o tratamento da canelite é simples, basta aplicar gelo e fazer repouso.

Normalmente, o tratamento para a canelite é muito simples. Na maioria das vezes, exige pausas de certas atividades físicas para dar descanso às canelas. Inicialmente, a canelite deve ser tratada inicialmente com repouso e gelo gelo no local para aliviar as dores. Em seguida, caso as dores e o inchaço persistirem, com o uso antiinflamatórios não esteróides, para reduzir a inflamação. Sessões de fisioterapia que objetiva a redução da inflamação e reequilíbrio da musculatura a fim de se prevenir a recidiva da lesão também são recomendadas.

       

No entanto, condições mais graves, podem exigir o uso de anti-inflamatórios e analgésicos, sempre receitados pelo médico. O importante é não ignorar os sintomas. As dores ou desconforto deverá desaparecer completamente em algumas horas ou no máximo com alguns dias de descanso e atividade física limitada. Sendo que, o tempo de inatividade para tratar a canelite normalmente é de cerca de duas semanas.

Durante este tempo, se a preocupação for manter a forma física, você poderá praticar esportes ou atividades menos propensas a causar impactos. Como por exemplo, a natação, a hidroginástica ou leves caminhadas.

Outras medidas complementares:

O ortopedista ou fisioterapeuta poderá sugerir o seguinte abaixo:

  • Exercícios para fortalecer e alongar os músculos da perna;
  • Aconselhar um calçado mais adequado para o tipo de atividade física de acordo com a pisada;
  • Correção do movimento;
  • Fisioterapia para que o resultado do tratamento seja mais eficaz e duradouro;
  • Manter as pernas elevadas durante o período de repouso;
  • Fazer compressas de gelo para reduzir o inchaço;
  • Tomar analgésicos como Paracetamol ou Dipirona;
  • Usar bandagens de compressão durante os exercícios;
  • Aquecer antes dos exercícios;
  • Reintegração gradativa às atividades físicas.

Importante: retornar aos exercícios, é importante massagear o músculo com gelo por três a cinco minutos para prevenir ou aliviar a dor.

Tratamento para canelite: Dieta equilibrada

Recomenda-se um dieta equilibrada rica em proteínas, antioxidantes e ácidos graxos essenciais para acelerar a recuperação. Para atletas, durante a fase inicial de reabilitação em que o seu nível de actividade é bastante menor do que o habitual, a reposição hídrica e de fibras é fundamental para promover o normal funcionamento intestinal.

Pomada para canelite

Uma das alternativas para minimizar as dores é usar alguns produtos naturais, como arnica e cânfora, presentes em cremes hidratantes e de massagem. No caso de dores mais acentuadas, os produtos antiinflamatórios, de uso tópico como as pomadas, são os mais indicados e não necessitam de prescrição médica.

É importante estar atento em relação ao grau da dor – se realmente é muscular devido ao esforço ou se é uma dor mais forte de lesão. Em caso de lesão, suspenda tudo e consulte um médico ou fisioterapeuta.

O Doutorzinho, um hidratante para idosos, é enriquecido com óleo de copaíba e extrato de arnica – que possuem funções terapêuticas em aliviar as dores musculares. O hidratante costuma durar bastante e está à venda em todas as farmácias com preço bastante acessível.

O Like a Princess, é um creme hidratante que possui microesferas de vitamina E, além de extrato de camomila, manteiga de karité e D-pantenol. O seu preço também é acessível e está à venda no site da pinkcheeks e com consultoras da marca em todo o Brasil.

Antiinflamatório para canelite

Normalmente, a inflamação nas canelas e outros músculos é algo bastante comum, por isso não requer medicamentos pesados. O ideal é tomar anti inflamatórios não esteróides, para reduzir a inflamação, durante alguns dias, como por exemplo, ibuprofeno, naproxeno e aspirina.

Mas lembre-se, tome os remédios de acordo com as instruções na bula ou recomendações médicas. Geralmente, a dosagem será de um comprimido a cada quatro a seis horas, enquanto o naproxeno deve ser tomado a cada 12 horas. Nunca exceda a dosagem máxima listada na bula durante um período de 24 horas, e nem se automedique.

Tratamento para canelite: Fisioterapia

exercício de fisioterapia para canelite
A fisioterapia é recomendada para o tratamento da canelite

A sessões de fisioterapia que objetivam a redução da inflamação e reequilíbrio da musculatura a fim de se prevenir a recidiva da lesão são muito recomendadas. Geralmente, são prescritos os seguintes exercícios de fisioterapia durante a reabilitação de uma canelite, que devem ser feitos de 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.

Alongamento dos gémeos

De pé, com as mãos ao nível dos ombros apoiadas na parede. Colocar a perna a alongar esticada e atrás, dobrar à frente o joelho da outra perna, com as costas alinhadas. Manter a posição por 20 segundos. Repetir entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.

Alongamento do compartimento anterior da perna

Ajoelhado, com um rolo no peito dos pés e as costas alinhadas. Baixe o máximo possível a bacia de encontro aos calcanhares. Mantenha a posição durante 20 segundos e repita entre 5 a 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.

Propriocepção do membro inferior

Em pé, apoiado na perna lesada e com esse joelho ligeiramente dobrado. Com a ponta do outro pé tente desenhar um círculo no chão, com o maior diâmetro possível e em que o pé apoiado fique no seu interior. Repita entre 5 a 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.

Palmilha para canelite

palmilha para canelite
Recomenda-se o uso de palmilhas para auxiliar no tratamento da canelite.

As palmilhas apropriados são também necessárias para evitar a recidiva da lesão. Recomenda-se também a realização de baropodometria, popularmente conhecido como “teste de pisada” para a detecção de pisadas patológicas, principalmente a pronação excessiva. A palmilha Pés Sem Dor, por exemplo, tem o poder de corrigir os desalinhamentos, como a pronação excessiva (por meio de uma cunha interna), impedindo assim a pronação excessiva ao caminhar ou correr, e melhorando muito o amortecimento da carga. Além disso, tem um suporte do arco com a altura correta para cada pé, que não vai permitir que ele desabe rapidamente durante atividades de impacto, diminuindo a sobrecarga sobre os músculos e ossos do pé e da perna.

Outros tratamentos para canelite e casos cirúrgicos

Casos refratários e recidivas podem incluir terapia de ondas de choque extracorpóreas, um método mais comummente usado para tratar tendinopatias dos membros inferiores. Alguns médicos recomendam também a infiltração local com cortisona, analgésicos e plasma rico em plaquetas (PRP).

Há também as opções cirúrgicas, no entanto a canelite raramente requer cirurgia. Estas são reservados para casos que não respondem ao tratamento conservador. Como por exemplo, a Síndrome Compartimental é uma condição dolorosa em que há aumento da pressão na musculatura e nos demais tecidos contidos num espaço delimitado pelas fáscias (tecido grosso que envolve os músculos), facilmente confundida com a canelite.

Quando a lesão é mais grave e crônica, a pressão do compartimento é normal e indolor durante o repouso do atleta. No entanto, durante a atividade, a pressão sobe, reduz o fluxo sanguíneo dos nervos e músculos e desenvolve os sintomas. Neste caso, quando a dor é severa, é feita uma cirurgia para abrir a fáscia. Isto é, a “Fasciotomia Posterior”, técnica que envolve a liberação do tecido fibroso conectivo (fáscia), que recobre grupos musculares.

Canelite: Como evitar

canelite: mulher pulando corda
Canelite: para evitar a canelite basta fazer os exercícios de forma adequada e usar o calçado ideal para o esprote, respeitando o repouso muscular do corpo.

Qualquer programa de exercícios intensivos requer o fortalecimento de todos os grupos musculares circundantes. Portanto, os treinos devem ser variados para evitar o uso excessivo e trauma a qualquer grupo muscular em particular. É necessário abster-se de qualquer programa de exercício intenso se dor muscular severa ou outros sintomas físicos aparecerem.

Além disso, realizar exercícios para fortalecer a perna e aumentar gradativamente o volume dos exercícios é sempre indicado para evitar mais lesões. Nunca ignore as dores. Assim que começar a sentir dor, seja onde for, pare o exercício e permaneça em repouso até que a dor cesse. Além disso, a canelite pode ser facilmente evitada com apenas algumas medidas tomadas à seguir:

  • Ficar atento ao tênis usado ao praticar exercícios ou qualquer esporte, sendo ideal calçar bem (nem largo, nem apertado). O calçado deve oferecer suporte adequado aos pés e amortecer o impacto, de acordo com a atividade exercida;
  • Usar palmilhas que absorvam o choque dos impactos;
  • Usar equipamentos como joelheiras e tornozeleiras que auxiliam no alinhamento corporal;
  • Evitar exercícios em superfícies duras, inclinadas ou em terreno irregular;
  • Sempre aumentar gradualmente a frequência, intensidade e carga do exercício;
  • Aquecer e alongar antes dos exercícios para preparar o músculo para a atividade;
  • Envolver no treinamento, exercícios de força, flexibilidade e equilíbrio que ajudem a fortalecer as panturrilhas;
  • Fazer elevação dos calcanhares para aquecer antes dos treinamentos e auxiliar no reforço muscular da panturrilha;
  • Ter controle sobre as cargas e mecânica de treino, sempre com um profissional especializado;
  • Não correr descalço.

Dicas para aliviar as dores da canelite:

  • Aplicar gelo ou pomada anti inflamatória no local reduz a dor e ajuda a controlar a inflamação;
  • Praticar exercícios proprioceptivos, como equilibrar-se em um pé só tentando “erguer” o arco do pé, 3 vezes por 30 segundos diariamente. Sempre com um apoio perto para auxiliar no equilíbrio;
  • Massagear as panturrilhas alivia as dores musculares, relaxa a musculatura e pode diminuir a tração do periósteo;
  • Usar meias compressivas que melhoram o retorno do sangue e diminuem a inflamação no local.

Canelite: Quando voltar para a corrida

Só retorne à prática do esporte quando estiver totalmente reabilitado, pois o retorno precoce pode causar a piora da lesão. A volta às corridas pode acontecer em semanas ou meses a partir do surgimento do primeiro sintoma da canelite. Esse tempo vai variar de acordo com as atitudes tomadas a partir da ocorrência do primeiro sintoma.

Ou seja, caso tenha persistência no exercício mesmo quando se sente dor, o processo de recuperação pode durar mais e a reintegração ao esporte também pode ser dificultada.

Para voltar a correr o mais breve e diminuir as chances de voltar a sentir as dores da canelite, é importante parar com os exercícios por pelo menos duas semanas, fazer compressas com gelo na região e buscar orientação de um fisioterapeuta.

O educador físico e consultor Márcio Atalla ajuda a esclarecer os mitos sobre aquecimento para corrida. Segundo ele, o alongamento é altamente necessário, mas é preciso dar preferência àqueles que apenas soltam as articulações, em tempo curto de 3 a 5 min.

Estudos provam que alongamentos longos, de mais de 15 minutos podem até aumentar as chances de lesão. E jamais deixe de se aquecer, com a famosa sequência caminhada, trote e corrida, ou exercícios educativos prévios, que trabalham as técnicas de corrida por 5 a 10 minutos. Essas técnicas ajudaram a evitar tanto a canelite, quanto outros problemas comuns em corredores como a fascite plantar.

       

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