Candidíase tem cura definitiva?! Conheça este método!

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Candidíase é uma infecção fúngica causada por mais de vinte tipos de fungos do gênero Candida, um tipo de levedura da qual a candida albicans é a mais comum. Existente no mundo todo, essas leveduras se aproveitam da imunodeficiência da pessoa para se multiplicar e disseminar de forma anormal. No entanto, a candidíase tem cura e o seu tratamento é feito através de remédios tópicos e orais, sempre receitados pelo médico.

Assim, a candidíase é uma doença comum que afeta principalmente a boca e os órgãos genitais, mas também diversos outros locais na pele, no couro cabeludo, na bexiga, nos intestinos e nas unhas, apesar de menos comuns.

Normalmente, a doença afeta pessoas que possuem o sistema imunológico fraco, diabetes ou tiveram contato íntimo sem o uso de preservativo. A candidíase pode se manifestar tanto em mulheres quanto nos homens, e em todas as idades, até mesmo crianças.

Algumas estatísticas mostram que cerca de 6% dos recém-nascidos com menos de um mês de idade apresentam infecções na boca. Além disso, cerca de 20% das pessoas em tratamentos de quimioterapia em combate ao câncer e 20% das pessoas com SIDA também desenvolvem a doença. E por fim, cerca de três quartos de todas as mulheres apresentam pelo menos uma infecção por leveduras em determinado momento da vida.

Tipos de candidíase

candidíase tem cura: mulher enrolada na toalha de banho
Candidíase tem cura: a candidíase pode ser oral e genital, podendo ocorrer tanto em mulheres como em homens, de todas as idades.

Quando a doença afeta a boca é denominada candidíase oral, sendo o sintoma mais evidente as manchas brancas na língua ou em outras partes internas da boca e da garganta. A pessoa com candidíase oral pode ficar com a boca dolorida e ter dificuldade para engolir.

Já quando a doença afeta os órgãos sexuais femininos como a vagina, ela é denominada candidíase vaginal. Sendo os sintomas mais comuns, o prurido (coceira), vermelhidão e irritação local, além de um corrimento vaginal branco viscoso e espesso. Apesar de menos comum, a candidíase no homem ocorre no pênis e prepúcio causando inchaço, prurido, dor e vermelhidão. Sendo que em alguns casos, pode não apresentar sintoma evidente algum.

Em todos os casos, raramente este tipo de infecção se torna invasiva e espalha-se pelo corpo, causando problemas mais sérios, exceto em grupos de maior risco. Mesmo assim, é muito importante saber como tratar a doença e preveni-la.

Neste artigo, vamos entender como a doença se desenvolve e de que forma podemos tratá-la. Praticamente em todos os casos a candidíase tem cura e o seu tratamento é simples.

O que é Candida albicans

A Candida albicans é uma espécie de fungo diplóide, parasita natural do corpo humano, que normalmente habita o nosso organismo em proporções normais. Ou seja, o nosso sistema imunológico, quando saudável, dá conta de manter a população desse fungo sob controle. A Candida albicans está entre os muitos organismos que vivem na boca e no sistema digestivo humano. Sob circunstâncias normais, a Candida albicans pode ser encontrada em 80% da população humana sem que isso implique em quaisquer efeitos prejudiciais a sua saúde, embora o excesso resulte em uma infecção chamada Candidíase.

Quando a sua população aumenta de forma excessiva, a cândida é capaz de causar alguns tipos de infecções orais e genitais nos seres humanos. Nestes casos, essa ocorrência não é por acaso. A candidíase, principalmente quando apresenta recorrência, tem sua razão. Ou seja, o fato de não sabermos o que ocasionou a candidíase, não significa que o episódio seja aleatório. Portanto, é preciso descobrir a causa.

Normalmente, quando isso acontece é por conta de uma falha do nosso sistema imunológico, que não deveria ter permitido a proliferação da cândida a ponto de causar a infecção. Isto é, o sistema imunológico tem a função de nos proteger do crescimento excessivo desses parasitas que habitam o corpo humano. Sendo assim, provavelmente há algo de errado com a imunidade da pessoa.

Pesquisas comprovam

Estudos no passado já constataram que as infecções causadas por fungos emergiram como uma das principais causas de morte em pacientes com imunodeficiência. Como por exemplo, pacientes portadores da AIDS ou que estejam passando por algum tipo de quimioterapia. Além disso, a cândida pode ser perigosa para pacientes cuja saúde já esteja debilitada, como por exemplo, pacientes internados em unidades de tratamento intensivo.

Sem falar que, se a candidíase costuma se apresentar de forma recorrente é porque a causa da doença no corpo da pessoa está em constante atividade, minando a imunidade ou alimentando a cândida.

Principais causas da candidíase

Partindo do princípio de que o organismo de uma pessoa saudável pode perfeitamente controlar de maneira natural a população de cândida no corpo, seguem abaixo as principais causas seguintes:

1. Sistema inmunológico comprometido

São vários os fatores que podem afetar a imunidade sem que a pessoa se dê conta do que está ocorrendo. Nem sempre os motivos são doenças pré existentes, mas o uso de medicação contínua, como antibióticos para tratamento de outras doenças, alergias, e até uma gripe mal curada que debilitou muito o organismo.

Além disso, fazer uso de drogas, incluindo a maconha e o álcool também enfraquecem o sistema imunológico prevalecendo o crescimento desse tipo de fungo. Principalmente, a cerveja, que é uma bebida normalmente produzida com malte de cevada, ingrediente que estimula o crescimento da levedura.

A gravidez também costuma produzir uma quantidade de cândida maior que o normal devido às alterações hormonais que submete o organismo. Outros fatores como uma má alimentação em geral, quantidade de sono suficiente, estresse, ansiedade, distúrbios emocionais como depressão, bipolar, síndrome do pânico, etc.

2. Aumento no nível de açúcar no sangue

A cândida é um fungo que se alimenta de açúcar. Sendo assim, o nível de açúcar no sangue tem influência direta no crescimento da população de cândida no corpo. O problema é que nível de açúcar no sangue não é apenas influenciado pela quantidade de “doces” que ingerimos. Isto é, outros fatores como uso de pílula anticoncepcional, gravidez, diabetes ou mesmo tendência para desenvolver a diabetes têm um efeito decisivo no teor de açúcar no sangue. Assim, esses fatores por si só podem ser as únicas causas da candidíase em muitos dos casos.

3. Nível de acidez corporal

Para quem não sabe, os fungos se proliferam em ambientes ácidos. Ou seja, a nossa alimentação tem papel importante na população de cândida no organismo. Para piorar, a alimentação em geral das pessoas é predominantemente acidificante. Isto é, as secreções corporais, como suor e muco vaginal, por exemplo, podem apresentar um pH levemente mais ácido do que o normal, aumentando as chances do aparecimento da candidíase.

       

Outros fatores que podem estar associados ao aumento do risco de candidíase, incluem:

  • Relação sexual desprotegida com parceiro contaminado;
  • Uso frequente não só de antibióticos, mas de anticoncepcionais e corticóides;
  • Menstruação;
  • Doenças como diabetes, AIDS, HPV e lúpus que tornam o sistema imune mais fraco;
  • Uso frequente de roupas muito apertadas, molhadas ou que impedem a transpiração ou respiração da pele;
  • Andar descalço ou partilhar objetos íntimos;
  • Fazer higiene íntima mais de 2 vezes ao dia;
  • Manter absorvente, principalmente interno, por mais de 3 horas seguidas.

Candidíase oral

Candidíase tem cura: boca com candidiase oral e manchas esbranquiçadas.
Candidíase tem cura: candidíase oral acomete a boca e suas mucosas com dores, vermelhidão e manchas esbranquiçadas.

As infecções da boca, popularmente chamada de “sapinho”, são mais comuns entre crianças com menos de um mês de idade, mas também em crianças mais velhas, idosos e pessoas com debilidade imunitária. Os sintomas mais frequentes da candidíase oral são a dor e a vermelhidão na boca e nas mucosas. Além disso, manchas esbranquiçadas ou placas na mucosa da língua, bochecha e região interna da boca, até na garganta.

Entre as condições comuns que causam a doença estão a SIDA, medicamentos usados em transplante de órgãos, diabetes e o uso de medicamentos como antibióticos e corticosteróides. Entre outros fatores de risco estão também o uso de próteses dentárias.

No caso de infeções da boca, o tratamento deve ser feito com remédios antifúngicos de uso tópico. Como por exemplo, pomadas de nistatina ou clotrimazol. Caso não hajam resultados, recomendam-se fluconazol, itraconazol ou anfotericina B de administração oral ou intravenosa.

Entre as medidas para prevenir infecções orais estão a lavagem da boca com gluconato de clorexidina para quem apresenta uma deficiência imunológica, e a lavagem da boca após a inalação de esteróides.

Candidíase vaginal

Candidíase tem cura: esquema mostrando órgãos reprodutores femininos
Candidíase tem cura: candidíase vaginal é muito comum em mulheres com distúrbios hormonais e baixa imunidade.

A candidíase vaginal é uma infecção muito comum na vagina da mulher, pois é ali que a população do fungo candida albicans, normalmente está presente. A candidíase costuma ocorrer com maior frequência durante a gravidez devido a alterações hormonais. Além disso, a candidíase pode ocorrer em mulheres com sistema imunológico debilitado, ou que costuma tomar medicamentos constantemente, como antibióticos, corticóides e anticoncepcionais.

Outros fatores de risco para que a infecção possa se espalhar pelo corpo incluem internação em unidade de cuidados intensivos, período pós-cirúrgico, recém-nascidos com peso insuficiente, diabetes ou maus hábitos de higiene, entre outros.

Candidíase tem cura: Como tratar a candidíase vaginal

Candidíase tem cura: mulher com pomada no dedo para candidíase vaginal.
Candidíase tem cura: as pomadas antifúngicas são muito usadas no tratamento da candidíase vaginal.

No caso das infecções vaginais, a candidíase tem cura e o seu tratamento também é feito com remédios antifúngicos de aplicação tópica ou oral, em forma de comprimidos ou pomadas, sempre receitados pelo ginecologista.

Normalmente, o tratamento é feito através da aplicação de pomadas antifúngicas diretamente na vagina, até 2 vezes por dia durante pelo menos uma semana ou de acordo com as indicações do ginecologista. Como por exemplo, nistatina, gino-canesten, miconazol, itraconazol, terconazole​ciclohexil metilamina ou cetoconazol.

Apesar da candidíase vaginal não ser uma doença sexualmente transmissível, recomenda-se evitar o contato íntimo durante o tratamento, principalmente sem preservativo e que o companheiro também seja tratado, mesmo que não apresente sintomas, para evitar a recorrência da infecção.

Em alguns casos, também pode ser utilizado o uso de comprimido antifúngico, como Candicort ou Fluconazol, em dose única oral ou de 2 a 3 doses por dia, durante 3 dias separados de 72 horas, ou de acordo com a indicação do ginecologista. Já em casos de candidíase vaginal recorrente é necessário manter o comprimido 1 vez por semana durante pelo menos 6 meses.

Tanto os comprimidos por via oral ou tópicos (para serem inseridos na vagina) como as pomadas são eficazes, no entanto, os sintomas diminuem mais rapidamente quando o tratamento é feito diretamente na vagina, com pomada, comprimido ou óvulos. Caso os sintomas não desaparecem após 2 semanas, recomenda-se voltar ao médico para mudar o tratamento.

Em casos em que a doença se espalhou pelo corpo, podem ser usadas equinocandinas como a caspofungina ou a micafungina. Como alternativa, administra-se anfotericina B injetável ao longo de algumas semanas. Em alguns grupos de risco muito elevados podem ser usados os antifúngicos como medida de prevenção.

Sintomas da candidíase vaginal

Os sintomas da candidíase vaginal incluem:

  • Corrimento de cor branca, espesso e viscoso, tipo leite coalhado;
  • Coceira e sensação de ardência na região íntima;
  • Dor e ardência durante o contato íntimo;
  • Inchaço e vermelhidão da região íntima.

Embora esses sintomas sejam fáceis de ser identificados, existem outros problemas genitais. Como por exemplo, vaginite, herpes ou gonorreia, que podem causar sintomas semelhantes. Por isso, ao sinal de um ou mais sintomas como esses, recomenda-se consultar o ginecologista para um diagnóstico preciso através de um exame ginecológico, como o papanicolau. E assim, indicar o tratamento mais adequado.

Candidíase tem cura: Tratamento caseiro para candidíase vaginal

Apesar de tratamentos caseiros para candidíase vaginal não terem comprovações científicas para a sua eficácia, existem algumas receitas divulgadas por aí. Uma delas é lavar a região íntima com água e vinagre, na proporção de 4 colheres de vinagre para meio litro de água.

Outra dica para curar a candidíase é tomar água com limão, sem açúcar pela manhã. Ingerir alimentos com salsinha e limão também pode ajudar. O chá de gengibre e de poejo são ótimas opções, mas a receita mais bizarra é colocar iogurte natural dentro da vagina.

Receitas à parte, existem alguns cuidados que podem ser tomados para evitar a recorrência da candidíase vaginal, como:

  • Lavar e secar bem a região íntima antes de dormir;
  • Usar roupa pouco apertada e de algodão que permitem que a pele respire;
  • Lavar a região genital somente com água e sabonete neutro ou sabonete próprio para a região;
  • Dar preferência para a ingestão de probióticos e lactobacillus, como iogurte;
  • Dormir sem roupa íntima, se possível;
  • Fazer higiene íntima com gel vaginal com ph entre 3,8 e 4,5, evitando todos os produtos e sabonetes com químicos;
  • Evitar alimentos ricos em carboidratos, gordura e açúcar, pois são a principal fonte de alimento da candida;
  • Evitar absorventes internos;
  • Evitar ter relações sexuais sem proteção.

Candidíase masculina

Candidíase tem cura: esquema dos órgãos reprodutores no homem
Candidíase tem cura no homem

A candidíase no homem é mais rara, mas pode ocorrer além de na região peniana, afetar a boca, a garganta, as unhas, a pele e o couro cabeludo. A candidíase pode ser causada por diversos fatores, mas só se manifesta no homem quando o seu sistema imunológico encontra-se enfraquecido. As principais causas de candidíase no homem são:

  • Contato íntimo sem preservativo com um parceira(o) infectado com a candida albicans;
  • Uso frequente de antibióticos, corticoides ou antidepressivos;
  • Diabetes;
  • Má higienização do pênis;
  • Doenças que enfraquecem o sistema imune, como AIDS e lúpus;
  • Quimioterapia;
  • Alimentação rica em doces.

Sintomas da candidíase no homem

Os sintomas da candidíase no homem estão relacionados com a infecção do pênis e incluem:

  • Dor ou ardência durante o contato íntimo;
  • Coceira;
  • Vermelhidão, inchaço ou placas esbranquiçadas na glande;
  • Corrimento parecido com o sêmen.

Caso sejam observados um ou mais sintomas como esses, recomenda-se consultar um urologista, sendo o diagnóstico feito através de um exame físico do pênis e exame laboratorial através da coletada de uma amostra das lesões penianas para avaliar a presença do fungo.

Candidíase tem cura: Como tratar a candidíase no homem

candidiase tem cura: homem com as calças abertas
Candidíase tem cura: o tratamento da candidíase no homem é similar ao tratamento na mulher

A candidíase tem cura e o seu tratamento no homem é similar ao tratamento feminino. Normalmente, o tratamento é feito em casa com o uso de pomadas antifúngicas, como Fluconazol, que devem ser aplicadas diariamente por 7 a 10 dias, de acordo com a recomendação médica.

Caso o tratamento para candidíase no homem com pomada não apresentar resultados ou seja recorrente, recomenda-se o uso de antifúngicos orais como Fluconazol ou Cetoconazol, por até 14 dias.

Candidíase tem cura: Como prevenir a candidíase masculina

Candidíase tem cura, mas é comum a doença ser recorrente, especialmente em casos de risco ou de imunidade debilitada. Apesar disso, a candidíase pode ser prevenida para que não haja recorrência. Os cuidados são simples e incluem:

  • Fazer uma dieta adequada, rica em água, frutas e legumes para fortalecer o sistema imunológico;
  • Evitar usar roupas quentes, apertadas ou molhadas;
  • Higienizar corretamente a região peniana;
  • Usar preservativo em relações íntimas.

Fortalecer o sistema imune também é uma excelente forma de prevenir a proliferação da cândida albicans, por isso deve-se comer menos açúcar, praticar exercícios e ter uma alimentação saudável de forma constante.

Candidíase tem cura: Como tratar a candidíase de forma definitiva

candidíase tem cura: casal abraçado na cama.
Candidíase tem cura: o tratamento definitivo consiste em identificar a causa e combatê-la

A candidíase tem cura, no entanto é importante compreender que quando a doença é recorrente, tratá-la diretamente não adianta. Como explicamos, a candidíase tem causas específicas ou pode apresentar uma soma de diferentes fatores. Portanto, é necessário antes identificar as causas e assim, tratá-las separadamente.

Ou seja, se a causa da sua candidíase é causada por alguma alergia, não adianta tratar a candidíase. O tratamento deve ser feito focado na sua causa, isto é, no agente causador da alergia. Pois, enquanto você for exposto ao que lhe causa alergia você continuará tendo candidíase, independente do tratamento que fizer.

Se seu nível de açúcar no sangue for alto ou se você costuma usar medicamentos como corticóides ou antibióticos, é necessário acabar com o agente causador desses problemas.

Em primeiro lugar, os tratamentos a ser feitos precisam fortalecer o sistema imunológico, e melhorar a dieta com alimentos que combatem naturalmente os fungos, bactérias e que tenham propriedades anti inflamatórias. Só assim você será capaz de combater a cândida sem que haja reincidências.

Em segundo lugar, é necessário identificar a causa real do problema e aprender a combater o problema. No entanto, nem sempre é possível resolver todos os problemas como é o caso de doenças preexistentes como a diabetes, AIDS, lúpus e alguns casos de alergias.

Já outros casos, é possível eliminar o fator causador do problema. Como por exemplo, uma questão de acidez excessiva ou sistema imunológico debilitado, que se resolvem facilmente com uma reeducação alimentar.

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