Câncer de Mama – Sintomas, Tratamento e Como Prevenir

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Muitas pessoas, principalmente as mulheres, ainda têm muitas dúvidas sobre o câncer de mama e caso você seja uma delas, não deixe de ler o que vou te dizer. Vale muito a pena conferir e, com certeza, você vai encontrar a maioria das respostas para suas perguntas.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, é o tipo de câncer que mais ocasiona mortes e é o mais comum entre mulheres, correspondendo a cerca de 25% de casos novos a cada ano.

Somente o câncer de pele não melanoma tem mais casos do que o câncer de mama. Antes de mais nada, o que é o câncer de mama? É quando há um crescimento desordenado de algumas células que se multiplicam e formam um tumor.

Em alguns casos, pode até não evoluir para um câncer. E, em outros, podem ser muito agressivos e assim evoluem rapidamente ou outros mais lentamente. Essas células cancerígenas podem se espalhar para outras partes do corpo e chamamos isso de metástase.

Na maioria dos casos, este tipo de câncer pode durar meses ou mesmo anos. O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres e estima-se que cerca de um milhão de casos sejam diagnosticados todos os anos.

Então, o câncer de mama afeta as células da mama, que são glândulas constituídas pelos lóbulos (produzem o leite), ductos (canais que ligam os lóbulos ao mamilo), gordura, tecido conjuntivo (protege e sustenta outros tecidos), vasos sanguíneos e vasos linfáticos.

Sintomas de Câncer de Mama

Vale lembrar que sintoma de uma doença é toda uma manifestação anormal que se percebe de uma determinada doença. Na verdade, vou mostrar para você os sintomas do câncer de mama, mas podem não significar necessariamente a doença.

É muito importante, se for o caso, detectá-lo o mais cedo possível e, dessa forma, as chances de cura aumentam bastante. Nunca despreze qualquer coisa que você perceba diferente do normal.

Vamos agora aos sintomas:

  • Um caroço fixo e duro: É o sintoma que é o mais normalmente observado. De uma forma geral, pode ser mais sensível mas não dói e na maioria das vezes tem uma consistência dura e apresenta contornos irregulares. É muito diferente do resto do tecido mamário;
  • Gânglios nas axilas ou no pescoço: Quando esses gânglios aparecem podem significar que o câncer de mama se espalhou. E, na maioria das vezes, são indolores. Como se fossem caroços;
  • Alterações na pele do seio e do mamilo: A pele do seio pode ficar mais avermelhada ou com um aspecto de casca de laranja. Pode haver a descamação do mamilo e uma mudança da forma dos seios e do mamilo ou a auréola pode mudar de cor ou haver uma secreção;
  • Tamanho ou a forma do seio modificados: Uma vermelhidão, um edema ou um calor no seio pode ser um sinal de uma inflamação;
  • Dor ou inversão do mamilo.

É sempre bom lembrar que, se o câncer de mama não for diagnosticado a partir dos primeiros sintomas, pode crescer e se espalhar para outras partes do corpo, podendo causar outros sintomas, tais como:

  • Dor nos ossos;
  • Perda de apetite e consequente perda de peso;
  • Náuseas;
  • Um acúmulo de líquido nos pulmões;
  • Visão dupla;
  • Dor de cabeça;
  • Fraqueza muscular.

Por isso tudo, esteja atenta aos primeiros sintomas. E procure logo um médico especialista, ou um mastologista ou oncologista.

Existe fator de risco?

 Muitos fatores podem influenciar o aparecimento da doença e não existe somente uma causa. Mas pode acontecer de uma pessoa possuir um ou mais fatores e não desenvolver o câncer como também uma pessoa não possuir nenhum deles e desenvolver.

Cerca de 80% dos cânceres de mama desenvolvem-se em mulheres depois dos 50 anos de idade. Alguns fatores relacionados ao estilo de vida, como consumo de álcool, tabagismo, obesidade, falta de exercício físico podem contribuir para o aparecimento do câncer.

Devemos sempre lembrar que, há uma predisposição em casos onde as mulheres possuem em sua família pessoas que já tenham tido câncer de mama. Parentes de primeiro grau, como mãe, irmã ou filha, que tiveram a doença, o risco praticamente dobra de contrair a doença.

E, caso tiver dois parentes de primeiro grau, o risco se multiplica por três. E sem falar que algumas mulheres apresentam a mutação de alguns genes e isto é um outro fator de risco. Na maior parte das vezes, é a mutação herdada nos genes BRCA1 e BRCA2.

Alguns especialistas afirmam que uma gravidez tardia, após os 35 anos ou mulheres que não tiveram filhos é um fator de risco importante para o câncer assim como uma primeira menstruação precoce, antes dos 12 anos e uma menopausa tardia, após os 55 anos.

Há uma preocupação em relação ao uso de anticoncepcionais. Mulheres que fazem seu uso têm uma maior chance de câncer de mama em relação àquelas que nunca usaram.

Como pode perceber, alguns fatores podem ser controlados mas outros não. Logo, os que podem ser controlados deveriam ser olhados com mais atenção pelas mulheres, pois esses dependem delas mesmas.

Qual o exame detecta o câncer de mama

 O primeiro diagnóstico clínico é feito por uma apalpação do seio com a finalidade de verificar alguma massa anormal ou a presença de gânglios.

 É muito importante, mesmo que você não apresente qualquer sintoma, faça regularmente uma mamografia. Essa é a forma mais importante de prevenção.

A mamografia permite o diagnóstico precoce e assim há um aumento na taxa de cura. É um exame indolor e rápido, dura em média 15 minutos.

A mamografia consiste na compressão da mama entre duas placas de acrílico. Na maioria das vezes, são feitas duas radiografias de cada mama, uma de cima para baixo e uma de lado.

Ao realizar esse exame, é recomendado dizer ao radiologista se tem alguma prótese mamária, faz uso de medicamentos hormonais ou se submeteu alguma intervenção cirúrgica.

Muitas mulheres não sabem que existe uma Lei Federal, nº 11.664/2008, onde toda mulher a partir dos 40 anos tem o direito de realizar a mamografia anual pelo SUS – Sistema Único de Saúde.

A importância da Mamografia

Quando detectado em seu estágio precoce é mais simples de tratar e corre-se menos o risco de sequelas, possibilitando a diminuição da taxa de mortalidade em 25%. Por isso, deve ser realizada por mulheres acima dos 40 anos, uma vez ao ano. O ideal é fazer o autoexame todos os meses e de preferência uma semana após a menstruação.

Agora, se a mulher não menstrua mais, o aconselhável é definir uma data certa e fazer o autoexame sempre nesta data. Mas, lembre-se que o autoexame não quer dizer que não deva fazer o exame clínico.

Algumas mulheres acham que por não terem detectado nenhuma anormalidade no autoexame, que não precisam fazer um exame clínico ou mamografia. Muito pelo contrário, o autoexame não pode ser nunca o diagnóstico final.

Mas quando o nódulo for menor que 1 cm, não é possível detectá-lo através do autoexame e sim através da mamografia. E, neste caso, as chances de cura chegam a 95%.

O médico também pode solicitar um ultrassom ou uma ressonância magnética. O ultrassom e a ressonância magnética são pedidos quando não é possível ver claramente o nódulo na mamografia. Às mulheres mais jovens, cujos seios são mais densos, pode ser solicitada uma ecografia.

Caso não seja claramente observado através do exame de imagem, outros exames devem ser realizados, como por exemplo, uma biópsia.

A biópsia consiste na retirada de um fragmento do tecido para examiná-lo no microscópio. Somente dessa forma vai poder saber se o tumor é benigno ou maligno.

E, após a confirmação de natureza cancerígena, outros exames deverão ser realizados a fim de verificar uma possível extensão do câncer a outros órgãos.

Estágios do Câncer de Mama

 O câncer de mama é dividido em estágios, conforme a extensão da doença:

  • Estágio 0 – as células cancerígenas estão localizadas nos ductos. Sendo assim, o câncer é quase sempre curável pois ainda não invadiu o tecido que está em volta. O diagnóstico é feito através da mamografia e o tratamento, na maioria das vezes é uma cirurgia parcial, associada à radioterapia;

 

  • Estágio 1 – o tumor tem menos de 2 cm e as glândulas da axila não foram afetadas. O diagnóstico é feito através da mamografia, autoexame ou exame clínico. O tratamento é cirúrgico, associado à radioterapia. Em alguns casos, prescreve-se alguns medicamentos;

 

  • Estágio 2 – o tumor tem entre 2 e 5 cm e pode se estender para órgãos próximos, como por exemplo, o músculo e a pele, como também atingindo as glândulas linfáticas. O diagnóstico é feito pela mamografia, autoexame ou exame clínico. O tratamento, geralmente, é cirúrgico e radioterapia. Algumas vezes, são necessários a quimioterapia e a terapia hormonal;

 

  • Estágio 3 – quando o tumor já atingiu outros órgãos e onde as glândulas linfáticas estão comprometidas. O tumor tem mais de 5 cm e o tratamento é a quimioterapia, a cirurgia e a radioterapia;

 

  • Estágio 4 – os tumores podem se apresentar sob qualquer tamanho. O diagnóstico usado é através de exames clínicos, ecografia hepática, cintilografia óssea e raio X do tórax. A chance de cura ou sobrevida vai depender da localização dos tumores e o tratamento indicado é a quimioterapia e a terapia hormonal.

Câncer de Mama Masculino

 Você sabia que os homens também possuem seios? Acontece que não são desenvolvidos como os das mulheres. Eles possuem tecidos mamários como as mulheres. Este tipo de câncer é raro, cerca de menos de 1% afeta os homens.

Por haver ainda muito preconceito em relação ao câncer de mama masculino, eles demoram para procurar um médico. Mesmo sendo mais raro, os homens também precisam notar alguns sintomas.

Fatores de Risco para os homens:

  • Idade: O risco aumenta conforme a idade e ocorre mais em homens com mais de 60 anos;
  • Antecedentes familiares: Caso tenha algum parente, mesmo que tenha sido mulher, que tenha tido algum tipo de câncer, é preciso ficar atento;
  • Genética: A mutação dos genes BRCA são mudanças que afetam os genes do câncer de mama;
  • Exposição a radiações, principalmente na região do tórax;
  • Cirrose: Um fígado afetado pela cirrose tem uma alta nas taxas de estrogênio e uma baixa dos androgênios e os dois estão relacionados a um risco maior.

Alguns estudos têm sido feitos para verificar outros fatores de risco para o câncer de mama masculino, como por exemplo: a ginecomastia, ou seja, o desenvolvimento exagerado dos seios nos homens, a obesidade, o consumo de álcool, problemas nos testículos e uma exposição a gazes, altas temperaturas de um forno, etc.

Por isso, qualquer sintoma em homens, deve ser prontamente verificado. E seu tratamento é exatamente igual ao das mulheres.

A cirurgia é indicada em praticamente quase todos os casos, onde há a retirada da mama e caso seja observado na biópsia a extensão, realiza-se também a retirada de linfonodos axilares.

Dependendo do caso, pode haver a recomendação de quimioterapia, radioterapia e o uso de medicação hormonioterápica, a qual bloqueia os efeitos do estrogênio nos homens.

Lembrando que, quanto mais cedo for diagnosticado e der logo início ao tratamento, a cirurgia será menor como também será menor a necessidade de fazer quimioterapia ou radioterapia.

Quais os tipos de câncer de mama que existem

  • Carcinoma ductal in situ

 As células ainda não penetraram no tecido ao redor da glândula. É um tumor não invasivo e é um antecedente ao câncer.

  • Carcinoma lobular in situ

É um tipo de câncer que ocorre nas glândulas que produzem o leite mas não penetraram ainda no tecido ao redor delas.

  • Carcinoma ductal invasivo

É o tipo mais comum e atinge os ductos mamários e invade os tecidos próximo a eles. A partir do momento que se espalha por esses tecidos, pode atingir outros tecidos e órgãos.

  • Carcinoma lobular invasivo

Tem início nas glândulas que produzem o leite e quase sempre já se espalhou para outros tecidos ou órgãos próximos.

  • Câncer de mama inflamatório

É mais raro de acontecer e refere-se quando as células bloqueiam os nódulos linfáticos e assim as mamas não drenam de forma adequada.

  • Angiosarcoma

Acontece quando o câncer desenvolve-se nos vasos sanguíneos e/ou linfáticos.

  • Doença de Paget

Começa nos ductos da mama e a partir do momento que cresce, atinge a pele e a auréola.

  • Câncer de mama triplo-negativo

Para que este tipo de câncer ocorra, deve haver falta de receptores de estrogênio, falta de receptores de progesterona e não possui proteínas HER-2. Este tipo é bastante agressivo, sendo o tratamento bastante difícil.

Os graus do câncer

Todos os cânceres não têm a mesma agressividade. Através de um exame anatomopatológico que permite avaliar o tipo exato e definir seu grau.

O patologista examina no microscópio o tumor e avalia três parâmetros morfológicos:

  • A aparência das células cancerígenas: A célula cancerígena perde sua função original, desenvolve-se mais rapidamente e muda de aparência. Há muitos graus de malignidade;
  • O formato do nódulo: A célula, ao se tornar cancerígena, pode mudar de tamanho e forma;
  • O número de células em divisão: Quanto mais uma célula cancerígena se desenvolve, mais ela se divide e maior o risco de se espalhar para outros órgãos. O patologista vai contar o número de células que se dividem.

O grau de um câncer vai ser baseado na soma das notas obtidas por cada um desses critérios. De uma maneira geral, o grau I corresponde aos tumores menos agressivos; o grau III corresponde aos tumores mais agressivos e o grau II é um grau intermediário entre o I e o III.

O grau pode também ser chamado de “grau baixo” para os tumores menos agressivos e “grau alto” para os tumores mais agressivos.

Tratamento do Câncer de Mama

A escolha do tratamento ou tratamentos varia de pessoa para pessoa. O tratamento vai depender do estágio em que a doença é diagnosticada, a idade e as condições clínicas do paciente.

E, muitas vezes, médicos de diferentes especialidades se reúnem para analisar qual seria o melhor tratamento, levando sempre em conta as possibilidades, os benefícios e os riscos de cada um.

       

É claro que as mulheres ficam muito assustadas, mas ao conversar com o oncologista vai permitir entender um pouco melhor e ele vai indicar o melhor tratamento a ser feito.

Na verdade, desde o impacto do diagnóstico, durante e após o tratamento, é aconselhável um acompanhamento de uma equipe multidisciplinar como psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, etc.

O tratamento dependerá do estágio do tumor, determinado segundo o tamanho e dos resultados obtidos pois outros órgãos podem ter sido atingidos. Nos dias de hoje, com a medicina tão avançada, a cirurgia tem se tornando muito menos mutiladora.

Terapia Local

Este tipo de tratamento é através da cirurgia ou radioterapia. Em geral, a melhor solução é a retirada do tumor se não está em estágio muito avançado. O cirurgião pode proceder a retirada unicamente do tumor até a retirada total da mama, chamada mastectomia.

A cirurgia parcial permite retirar um tumor normalmente menor do que 3 cm e conservar a mama. Agora, a mastectomia opta por retirar toda a mama em razão do tumor ser maior ou se existirem vários tumores no seio.

Muitas mulheres optam pela reconstrução da mama. A radioterapia é realizada pelo uso de radiação ionizante diretamente na área afetada. Recorre-se a ela quando não é necessário retirar grande parte da mama ou quando o tumor não pode ser totalmente retirado durante a cirurgia.

Se a radioterapia é o único tratamento complementar, o prazo para começar após a cirurgia não pode ultrapassar 12 semanas.

Terapia Sistêmica

Ocorre quando ministra-se drogas via oral ou diretamente na corrente sanguínea com o objetivo de destruir as células cancerígenas.

Depois da cirurgia e dependendo do caso pode ser recomendada uma quimioterapia ou radioterapia. Pode ser pela quimioterapia, terapia hormonal e a imunoterapia.

A quimioterapia é bastante indicada em casos de câncer de mama e permite a infusão de medicamentos destinados a destruir as células cancerígenas e, em alguns casos é até realizada antes da cirurgia.

Se for prescrito, por exemplo, após a cirurgia a radioterapia e a quimioterapia, a quimioterapia normalmente é realizada primeiro. Isso porque alguns medicamentos da quimioterapia ocasionam efeitos mais importantes quando ministrados após a radioterapia.

Existe ainda a hormonioterápica ou terapia hormonal que consiste na ingestão de drogas via oral que têm por finalidade bloquear ou suprimir os efeitos do hormônio sobre o órgão atingido. Mas só é recomendada em pacientes que apresentem pelo menos um receptor hormonal em seu tumor.

A imunoterapia, também chamada de terapia anti HER-2, baseia-se em drogas que bloqueiam os alvos específicos de certas proteínas ou mecanismo de divisão celular, que está presente nas células doentes.

A escolha do tipo de tratamento vai depender de uma série de fatores:

  • O tipo de câncer e onde está localizado;
  • Se existe um só tumor ou vários;
  • Do estágio;
  • Contraindicações ao tratamento;
  • A saúde em geral, a idade e o histórico familiar;
  • A preferência do paciente.

Quais os efeitos colaterais do tratamento

 O objetivo do tratamento é matar as células cancerígenas e, infelizmente pode prejudicar as células sadias e isso acarreta efeitos colaterais. Os efeitos colaterais variam de paciente para paciente assim como para cada tratamento.

Esses efeitos vão depender:

  • Do paciente;
  • Do tipo de tratamento;
  • Das doses de medicamentos;
  • Do modo de administração;
  • Da duração do tratamento;
  • Da combinação com outros tratamentos;
  • Da condição física do paciente;

É quase que impossível prever como o paciente vai reagir a uma quimioterapia, por exemplo. Algumas mulheres acham que por ter muitos efeitos colaterais, logo, o tratamento está funcionando. E isso pode não estar acontecendo. E, ao contrário, acham que a ausência de sintomas significa que o tratamento não está surgindo efeito.

A maioria desses efeitos são transitórios e, geralmente passam depois do tratamento. É muito importante conversar com o médico para saber todos os possíveis efeitos que podem acontecer

Por que fazer um acompanhamento durante e depois do tratamento.

O acompanhamento é recomendado para que possa se detectar e tratar possíveis efeitos colaterais e talvez sequelas dos tratamentos e verificar uma recidiva ou o aparecimento em outro seio.

Um dos pontos mais positivos de um acompanhamento é que ajuda em muito na reintegração do paciente no seu ambiente social e profissional.

Na maioria das vezes, após o fim do tratamento, aconselha-se uma consulta a cada 6 meses durante um período de 5 anos e depois uma vez por ano.

Sem falar da necessidade da realização da mamografia ou outro exame complementar, caso o médico sinta necessidade.

Câncer de mama dói?

Esta é uma dúvida muito comum. É muito importante perceber e falar ao médico todos os sintomas que achar anormal durante este período, tais como:

  • O aparecimento de nódulos palpáveis ou visíveis no pescoço, nas axilas ou alguma mudança na mama tratada;
  • A descoberta de uma massa em um dos seios;
  • Fadiga excessiva;
  • Dores nos ossos;
  • Problemas respiratórios;
  • Perda de apetite, náuseas;
  • Vertigens, dores de cabeça, fraqueza ou dormência.

Todos esses sintomas, na maioria das vezes, são fáceis de tratar. E, alguns sintomas nem sempre significam uma volta do câncer de mama. Podem estar relacionados a uma outra doença. Mas sim, câncer de mama pode apresentar dores.

 Como prevenir o câncer de mama

 As mulheres precisam tomar alguns cuidados para diminuir a chance do seu aparecimento. São coisas simples e fáceis de fazer e que podem ajudar bastante.

  • Ter uma boa alimentação, sem gordura e consumir principalmente os vegetais que contenham princípios antiproliferativos, como por exemplo, o repolho e os brócolis;
  • Praticar exercícios físicos regularmente, pelo menos três vezes por semana;
  • Controle de peso;
  • Prolongar ao máximo o período de amamentação;
  • Realizar a reposição hormonal no período da menopausa. Lembrando que deve ser sob a supervisão de um médico.

Caso haja muitos casos de câncer de mama ou ovário na família, a mulher pode optar por fazer um teste para verificar se é portadora ou não de mutações genéticas.

Você sabia que algumas mulheres que após realizarem esse teste, concluírem que possuem um risco muito alto de desenvolver o câncer, optam por fazer a mastectomia? Retiram a mama mesmo se a doença não estiver presente.

Um dos grandes problemas do câncer de mama é a recidiva, ou seja, a volta do câncer. Por isso, quanto antes começar o tratamento minimiza muito o risco de sua rápida evolução e com isso as chances de cura deixam de existir.

Quais os impactos na vida do paciente

O tratamento do câncer pode afetar a vida sexual da paciente, pois pode haver perda de libido e secura vaginal. O ideal é conversar abertamente com seu parceiro e o médico poderá prescrever alguns medicamentos que podem amenizar tais sintomas.

O mais aconselhável é procurar ajuda de um terapeuta, pois poderá dar a orientação para um determinado problema.

Algumas pessoas preferem se afastar do trabalho durante esse período, mas para outras o trabalho pode propiciar uma distração.

O apoio dos familiares e amigos é fundamental nesse momento. Existem muitos grupos de apoio para pacientes que sofrem ou sofreram de câncer e tem-se observado resultados muito positivos.

Algumas mulheres que estavam pensando em engravidar, acabam se sentindo muito frustradas. Contudo, existem casos onde o tratamento é interrompido ou mesmo adiado. Outras engravidam e continuam com alguns tratamentos.

Somente o médico poderá avaliar a situação de cada paciente, se há a possibilidade de engravidar ou não, quais os riscos, etc.

Como lidar com a doença

Após o tratamento, é possível fazer a reconstrução da mama ou com o próprio mastologista ou com um cirurgião plástico. Coloca-se implantes mamários e estes melhoram muito a autoestima da mulher.

Ainda existe muito preconceito e até mesmo vergonha, tanto que algumas pessoas nem pronunciam a palavra câncer. Quando se recebe o diagnóstico, não só afeta profundamente a vida do paciente mas também de todos seus familiares.

É claro que é uma situação muito difícil mas quanto antes houver a compreensão de que o tratamento é necessário e logo der início, as chances de cura só aumentarão.

Muitas vezes conversar com quem tem ou já teve câncer de mama pode ajudar bastante. A história de superação de uma outra mulher pode servir de estímulo para prosseguir com o tratamento.

Os grupos de apoio é uma oportunidade de exprimir os sentimentos, falar da experiência própria e, por fim, se sentir útil por poder ajudar uma outra pessoa. É uma forma de se sentir menos só e dividir as dificuldades, medos, desejos, dúvidas, etc.

É muito importante durante a consulta, perguntar tudo o que tem dúvida. Somente o médico especializado na área é quem tem todas as informações que a paciente precisa.

Quanto mais tiver acesso a tudo sobre a doença, é bem provável que os medos diminuirão bastante. Algumas mulheres relatam que foi muito útil quando começaram a compartilhar suas emoções com outras pessoas e estas puderam dar o apoio que precisavam.

Um suporte psicológico é fundamental. É uma maneira de falar e assim redescobrir a si própria.

A autoestima

 A imagem do próprio corpo é a base da autoestima, pois é a percepção que as pessoas estabelecem com seu próprio corpo. É perfeitamente normal que o câncer de mama e os tratamentos afetem a imagem corporal e a autoestima.

É bem provável que a mulher se sinta estranha, diferente diante de seu próprio corpo. Isso acontece após uma cirurgia ou em razão dos efeitos colaterais tratamento, como a perda dos cabelos, mudanças na pele, a perda ou ganho de peso, a fadiga e a queda na libido.

Em relação à perda dos cabelos, as mulheres são as que sofrem mais. Procurar conselhos de um cabeleireiro ou de um outro profissional vão poder ajudar a paciente a continuar a se sentir bonita e sedutora.

No caso de uma mastectomia, é possível recriar o seio a partir de uma prótese mamária ou uma cirurgia reparadora com o objetivo de reconstruir o seio e voltar a ter o volume natural. Essa decisão é pessoal e cada mulher pode optar pelo que vá fazê-la a se sentir melhor.

A maioria das mulheres se sente atingida na sua feminilidade e isso pode ocasionar um estresse psicológico ou uma depressão.

Os homens afetados pelo câncer também se sentem mal, principalmente por que ficam constrangidos a falar sobre a doença pois este tipo de câncer afeta mais as mulheres.

Pode demorar um pouco para aceitar essa nova imagem e recuperar a autoestima. Mas é um dia de cada vez e tendo o suporte necessário, logo estará levando uma vida normal.

Representa um período de adaptação frente à nova situação, tanto para o paciente quanto para quem está a sua volta.

A sexualidade

Os efeitos do câncer de mama sobre a sexualidade dependem do tipo de tratamento, da gravidade da doença e da forma da relação que existe entre o casal, antes e depois do câncer. Algumas mudanças podem ser transitórias mas outras não.

Pode acontecer um cansaço maior, uma diminuição do desejo sexual, dores, modificações na própria imagem do corpo, problemas de fertilidade ou ainda uma menopausa precoce.

Por isso, conversar com o parceiro abertamente e juntos encontrarão uma forma de superar tudo isso e poderem voltar a ter uma vida sexual prazerosa.

É muito frequente que tanto o paciente quanto seu parceiro se sintam muito ansiosos diante do choque psicológico relacionado à doença e ligado a isso ainda existe a incerteza sobre o futuro.

Alguns tratamentos e medicações podem reduzir o desejo sexual mas, na maioria das vezes, esses efeitos desaparecem após o fim do tratamento.

Infertilidade

 Em condições normais, a fertilidade das mulheres vai diminuindo com o tempo. Está no seu auge em torno dos 20 anos e vai diminuindo progressivamente até os 35 anos, mais rapidamente após os 35 anos e, por fim, desaparece completamente em torno dos 45, 50 anos.

O câncer de mama e seus tratamentos podem reduzir a fertilidade. Por isso, é muito importante conversar com o médico. Algumas mulheres optam por congelar seus óvulos antes do tratamento para no futuro, quem sabe, tentar engravidar.

Menopausa precoce

 Alguns tratamentos para o câncer podem ocasionar uma menopausa precoce. Os sintomas são os mesmos de uma menopausa natural: calor, suor excessivo, secura vaginal, etc.

É importante falar desses problemas para o médico ou ginecologista e encontrar uma forma de superar tudo isso.

 Qualidade de vida

Além dos tratamentos contra o câncer, a qualidade de vida do paciente durante e após a doença é também avaliada e levada em consideração pela equipe médica.

Vários suportes estão disponíveis para permitir ao paciente atravessar da melhor forma os tratamentos e ajudá-lo na vida após o câncer.

Uma atividade física contribui muito para melhorar a qualidade de vida do paciente durante e após o câncer. É provado que a atividade física, praticada em certas condições, reduz o risco de uma recidiva da doença.

Conversar com os profissionais para encontrar uma atividade física mais conveniente para o caso é muito recomendado.

Cada paciente vive a doença e os tratamentos de uma forma diferente. Cada um tem uma história, uma personalidade e suas relações familiares, sociais e profissionais.

A doença traz uma angústia muito grande em relação ao futuro, a mudança da imagem do corpo, a dificuldade de colocar para fora todos os sentimentos e emoções.

Em razão de tudo isso, procurar uma ajuda é essencial não só no caso do câncer de mama mas em todos os tipos de cânceres.

Exprimir suas dúvidas, seus medos, suas angústias e ter um profissional capacitado para ouvir, compreender e orientar é um excelente caminho a se seguir.

       

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