Barriga d’água: Tratamentos, Tem cura? Verme

Conhecida pelo aspecto de inchaço que provoca na região abdominal, a barriga d’água é uma condição de saúde que pode ser provocada por uma série de doenças diferentes.

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Conhecida pelo aspecto de inchaço que provoca na região abdominal, a barriga d’água é uma condição de saúde que pode ser provocada por uma série de doenças diferentes!

Muito além das questões estéticas ocasionadas pelo problema, suas consequências podem ser graves e até fatais na falta de um diagnóstico adequado e do tratamento correto.

Normalmente associado a ocorrência de vermes ou outros parasitas, o problema apresenta causas muito mais variadas e desconhecidas por grande parte das pessoas.

A seguir, descubra o que é barriga d’água, como ela ocorre, quais são os seus tratamentos, qual a sua relação com a cirrose e até a sua ocorrência em animais de estimação!

O que é barriga d’água?

Caracterizada pelo termo médico Ascite, a barriga d’água não é uma patologia por si só, mas sim uma condição associada a diversos problemas de saúde!

Como o próprio nome indica, o problema ocorre quando um acúmulo excessivo de líquidos acomete a cavidade abdominal, dando um aspecto de inchaço gelatinoso na barriga.

O líquido acumulado pode ter origem de diversos pontos do organismo, como o intestino, pâncreas ou ser composto pelo próprio sangue, bile, urina ou linfa.

Tipos de ascite

A forma mais comum de classificação do problema engloba três tipos comuns de barriga d’água:

  • Ascite pancreática, que é resultado de uma inflamação crônica no pâncreas;
  • Barriga d’água quilosa, quase sempre provocada por obstruções nas vias linfáticas, caracteriza-se pelo acumulo de linfa na região abdominal;
  • Ascite fetal, que ocorre quando o acumulo de líquidos no abdômen é detectado em um feto ainda durante a gestação ou em um bebê recém-nascido.

Causas mais corriqueiras

As causas que provocam a barriga d’água geralmente são ligadas aos vasos sanguíneos, que se tornam incapazes de reter seus líquidos e os vaza para a cavidade do abdômen.

Uma das situações mais comuns é quando a membrana que recobre o abdome e a superfície dos órgãos digestivos, conhecida como peritônio, sofre um aumento anormal em sua pressão hidrostática.

Isso provoca uma dilatação nos vasos sanguíneos da região, fazendo com que o líquido, ou soro, ali filtrado seja extravasado para a cavidade interna da barriga.

A falta de proteínas sanguíneas também é uma causa muito corriqueira da barriga d’água!

Muitos não sabem, mas os vasos sanguíneos são porosos. O que impede que o sangue vaze pelos poros são as proteínas que circulam nele, que são capazes de cobrir cada buraquinho durante sua passagem.

Quando o indivíduo sente carência dessas proteínas, nada impede o vazamento do sangue. Assim, a barriga d’água ocorre em decorrência dos “furinhos” presentes nas veias.

A retenção de sódio e água nos rins também é outra causa comum.

Quando o sistema hepático detecta um aumento demasiado de pressão, logo são liberadas substâncias vasodilatadoras para normalizar a passagem de sangue no organismo.

No caso das doenças dos rins, essas substâncias são liberadas em excesso, provocando uma queda de pressão. Esse sinal é interpretado como falta de sangue nos vasos pelos rins, o que faz com que ele retenha líquidos e sais.

É justamente esse acumulo em excesso que provoca a barriga d’água, pois os fluidos retidos também são extravasados nesses vasos e acumulados na região abdominal.

Sintomas comuns

Os sintomas mais corriqueiros da barriga d’água incluem sensação de pressão constante em volta da barriga, restrição dos movimentos respiratórios por conta da pressão, dor abdominal e consequente falta de apetite.

Em indivíduos mais magros, a detecção do problema ocorre normalmente de forma precoce, mas em pessoas obesas o diagnóstico pode ser um verdadeiro desafio nos estágios iniciais.

Também é normal o aparecimento de sintomas secundários, associados a condições do fígado, como circulação colateral da barriga, crescimento do volume hepático e icterícia. Como já foi ressaltado, porém, a condição é consequência de uma série de problemas de saúde, por isso a atenção não deve ser restringida a esses fatores.

Ainda que todas as doenças capazes de causar barriga d’água possam apresentar consequências graves e exijam cuidados especiais, o caso da cirrose merece uma menção especial no próximo item, uma vez que os seus riscos são mais comuns e exigem atenção redobrada por parte dos grupos de risco!

Barriga d’água e cirrose

Muitas pessoas acreditam que a cirrose seja uma doença exclusiva dos alcóolatras, mas não é apenas o consumo prolongado e exagerado do álcool que provoca a doença crônica do fígado!

Causas da cirrose

O problema, que é caracterizado pela destruição gradual das células hepáticas, que formam cicatrizes e nódulos capazes de deformar a estrutura do fígado, pode ser ocasionada pelas seguintes patologias:

  • Hepatites B e C;
  • Condições autoimunes;
  • Esteato-hepatite não alcoólica;
  • Uso de medicamentos com efeitos tóxicos para o fígado;
  • Doença de Wilsom, em que o cobre presente no organismo não é eliminado da forma correta;
  • Cirrose biliar primária;
  • Hemocromatose;
  • Colangite esclerosante primária.

É importante ressaltar que a cirrose, por si só, não é contagiosa, mas algumas condições que a provocam podem ser, como é o caso das hepatites.

Outro fator importante é que, em estágios iniciais, o problema não apresenta sintomas claros, por isso é preciso estar atento aos sinais para que um eventual diagnóstico seja feito antes de complicações piores surgirem, como o câncer.

Sintomas comuns

O fígado é reconhecido no meio médico por ser um órgão de grande capacidade de reserva funcional. Isso quer dizer que, na grande maioria das vezes, algum problema no órgão só manifestará sintomas claros em estágios muito avançados.

A barriga d’água, assim como sinais como sonolência, pele e olhos amarelos, hematomas espontâneos, tremores, confusão, aumento das mamas e cãibras, só surgem quando a situação do paciente é grave.

Para que a progressão da cirrose seja interrompida com sucesso, ou pelo menos tenha o seu tempo de avanço prolongado, é preciso estar atento a alguns sinais sutis, como:

  • Leve inchaço nas pernas e no abdome, mas não o bastante para caracterizar a barriga d’água;
  • Sangramentos espontâneos nas gengivas ou sensibilidade na região durante a escovação dos dentes;
  • Emagrecimento sem mudanças de hábitos ou outros motivos aparentes;
  • Fraqueza constante em situações comuns do dia a dia;
  • Impotência sexual nos homens;
  • Alterações nos ciclos menstruais das mulheres.

Possibilidades de tratamento

A cirrose em si não possui cura: quando o fígado já está comprometido, a solução mais recomendada é um transplante.

No caso da complicação lenta da doença, que é sinalizada pelos sintomas iniciais que citamos, o tratamento é extremamente complicado, porém não impossível.

Ainda que o transplante seja recomendado já nessa fase, existe a possibilidade de tratamento medicamentoso, que deve ser ministrado cuidadosamente por um especialista para que não ocorram efeitos adversos.

Já as complicações rápidas, que geralmente caracterizam-se pelo câncer de fígado ou pela própria hemorragia digestiva que provoca a barriga d’água, exigem um acompanhamento constante por meio de exames e diagnósticos clínicos, a fim de evitar a alta taxa de mortalidade que incide essa fase da doença.

Ainda que os hábitos alimentares possam influenciar o cotidiano dos pacientes, esse tipo de recomendação varia muito de acordo com os hábitos de cada indivíduo, bem como o estágio em que ele se encontra acometido pelo problema.

Geralmente, as recomendações mais comuns incluem a abstinência de álcool e evitar o excesso de frituras, sal e carnes vermelhas.

Como é transmitida a barriga d’água?

Agora que você já sabe o que é a barriga d’água e como o problema pode ser uma séria consequência da cirrose, chegou a hora de conhecer todas as suas formas de ocorrência, de acordo com a origem da patologia.

Vale lembrar que é incorreto falar sobre “transmissão” da barriga d’água, uma vez que se trata de uma condição que pode ser ocasionada por uma série de doenças diferentes – essas sim, passíveis de transmissão.

Entre as doenças que podem provocar o seu aparecimento, destacam-se:

  • Infecções provocadas por vírus ou bactérias;
  • Tuberculose;
  • Nas mulheres, pode ser a síndrome da hiperestimulação ovariana, de Meigss ou a própria endometriose;
  • Esquistossomose;
  • Em relação às doenças cardíacas, pode ser provocada por insuficiências ou pericardite constritiva;
  • Pancreatite;
  • Presença de vermes e outros parasitas;
  • Trombose de veia porta;
  • Alguns tipos de câncer, como linfomas, mesoteliomas, metástase peritoneal ou pseudomixoma peritoneal;
  • Obstrução linfática no mesentério;
  • Manifestações crônicas de insuficiência renal;
  • Hepatite fulminante;
  • A já citada cirrose hepática.

Como mencionamos, cada situação pode ter um meio de transmissão diferente, por isso é incorreto ater-se à barriga d’água como um problema capaz de ser transmitido por si só, mas sim atentar-se às patologias mais comuns relacionadas a ela para evita-las.

Barriga d’água tem cura?

Pessoas com suspeitas de ascite devem procurar imediatamente por um especialista. O profissional mais apto para lidar com a situação é o médico gastroenterologista.

A cura da barriga d’água, assim como os demais aspectos mencionados sobre a condição, está diretamente relacionada à doença que a provocou!

O grande desafio está na forma com que o excesso de líquidos já comprometeu as funções do organismo, uma vez que o tratamento medicamentoso para a grande maioria das patologias envolve efeitos colaterais.

Grande parte da abordagem médica está relacionada aos hábitos dos pacientes. A diminuição da ingestão de sódio e a abolição total das bebidas alcoólicas do dia a dia das pessoas acometidas pelo problema são as primeiras medidas.

       

O uso de diuréticos também é associado aos medicamentos que combatem as patologias que provocam a barriga d’água, mas quando o líquido acumulado é muito excessivo, procedimentos específicos para a sua remoção podem ser realizados.

A punção do abdômen, por exemplo, visa aliviar a ascite por meio de um pequeno “furo” na região da barriga, que tem seu local seguro determinado por meio de um ultrassom prévio.

Durante o procedimento, um cateter é introduzido na cavidade feita pelo médico, a fim de drenar todo o líquido de forma direta.

Também existem situações em que a barriga d’água não responde bem aos tratamentos convencionais, impondo novos e constantes acúmulos de líquidos nos pacientes.

Nessas situações, um cateter de uso prolongado é instalado e acompanha o indivíduo por tempo indeterminado. Com ele, é possível remover pequenas quantidades de líquidos por conta própria durante várias vezes, sem a necessidade de ir ao hospital constantemente.

É normal que grande parte dos tratamentos para barriga d’água também incluam antibióticos, pois a infecção bacteriana generalizada da região abdominal é um problema secundário muito comum da condição.

Existem tratamentos naturais para a ascite?

Impedir a retenção e eliminar líquidos do organismo é o principal objetivo dos tratamentos para barriga d’água. Como muitos sabem, a natureza está repleta de substâncias capazes de desempenhar essas funções.

Para se beneficiar dos efeitos diuréticos de determinadas plantas, o mais recomendado é a sua ingestão na forma de chás ou outras receitas capazes de agregar os seus princípios ativos.

É fundamental ressaltar, porém, que nenhum dos exemplos citados deve substituir o acompanhamento e os tratamentos indicados por um médico especializado na área.

Além disso, o próximo consumo dos chás como complemento precisa ser comunicado ao especialista, pois, assim como qualquer substância, podem existir efeitos colaterais e até interações medicamentosas capazes de oferecer riscos aos pacientes.

Confira, a seguir, os principais chás diuréticos que podem auxiliar o tratamento de barriga d’água:

Lembre-se de sempre consultar o seu gastroenterologista antes de começar a consumir alguma das opções citadas acima e jamais abra mão de qualquer tratamento para dar lugar ao consumo de chás ou outras soluções alternativas.

Complicações comuns

Como qualquer problema de saúde, a barriga d’água pode trazer consequências ainda mais sérias caso não seja tratada de forma adequada.

Qualquer acúmulo de fluídos representa um ambiente ideal para a multiplicação de bactérias e dentro do corpo humano a situação não é diferente!

Uma das complicações da barriga d’água mais comuns envolve as bactérias presentes no intestino. Apesar de elas serem fundamentais para o bom funcionamento do órgão, sua ação é extremamente nociva para o restante do organismo.

Com o acumulo de líquidos, esses seres vivos encontram caminho até a região da barriga do paciente e, consequentemente, até a cavidade peritoneal, que origina uma infecção séria conhecida como peritonite bacteriana.

Se essa situação não for detectada e resolvida com urgência, as bactérias podem encontrar caminhos para a corrente sanguínea, sendo transportadas para todo o corpo e provocando uma infecção generalizada que muitas vezes resulta na morte do paciente.

Outro fator sério da barriga d’água é sua frequente associação às doenças hepáticas, que comprometem a capacidade do fígado de filtrar e eliminar as substâncias tóxicas presentes nos alimentos que ingerimos.

Quando o órgão está comprometido, diversas toxinas passam a adentrar a corrente sanguínea e comprometer as funções básicas do organismo.

Entre os aspectos mais afetados por esse tipo de problema está o sistema nervoso central, que é acometido de tal forma que pode até provocar sequelas mentais nos pacientes ou induzir estados de coma.

Como é feito o diagnóstico?

Sob as primeiras suspeitas de barriga d’água, a primeira abordagem do diagnóstico é realizada em ambiente clínico, através de manobras físicas específicas realizadas pelo especialista!

O teste físico é feito por meio de palpações, em que o médico realiza pequenas pancadas ao longo da barriga, a fim de verificar se o som emitido é o mesmo provocado por ondas de líquidos.

Quando alguma anomalia é detectada nessa abordagem, exames mais minuciosos são solicitados, a fim de assegurar que o problema é, de fato, a barriga d’água e que o tratamento empregado seja o mais adequado possível.

Outro fato que exige a realização de exames complementares é que existem pacientes com pouco líquido acumulado. Para se ter uma ideia, com menos de um litro de líquidos acumulados no abdômen, é impossível detectar a barriga d’água somente através do diagnóstico clínico.

Sendo assim, a alternativa utilizada em maior escala é a ultrassonografia, que detecta a presença dos líquidos por meio da propagação de ondas sonoras que criam imagens específicas no aparelho.

A retirada dos líquidos, por sua vez, é chamada de Parecentese e também pode ser considerada como um procedimento diagnóstico. Além de aliviar o inchaço, o procedimento é realizado para analisar o conteúdo presente na região da barriga.

Quando o líquido está turvo ou purulento, por exemplo, sabe-se que a barriga d’água foi causada por infecções. Nas situações em que ele apresentar sinais de sangue, é possível determinar a existência de câncer.

Com a mesma finalidade também são feitos exames de sangue, que incluem provas de coagulação, dosagem de eletrólitos e enzimas hepáticas, além do hemograma completo!

Fotos que indicam a doença

Se você entendeu bem como é a barriga d’água, mas ainda não foi capaz de visualizar como o problema acomete um indivíduo, esse item pode lhe ajudar!

A seguir, confira algumas imagens que registram a ocorrência da barriga d’água:

Se você observou alguma das imagens e ficou na dúvida se sofre ou não com o problema, consulte imediatamente o seu médico de confiança.

Também tenha em mente que nenhuma foto comparativa na internet deve substituir a opinião de um bom especialista, por isso não restrinja as suas suspeitas apenas aos dados apresentados no artigo!

Barriga d’água em cachorro: como é? Tem cura?

Os riscos e problemas que envolvem o surgimento da barriga d’água também exigem cuidados extras dos amantes de pets.

Assim como ocorre nos humanos, uma série de patologias ou problemas relativamente comuns de saúde podem evoluir até causar a ascite.

Causas da ascite em cães e gatos

Entre os fatores mais comuns que provocam a barriga d’agua em cães e gatos, destacam-se:

  • Incidência de vermes ou parasitas, que se manifestam após o animal consumir ou morder algum objeto infectado;
  • Problemas cardíacos, mais comuns em cães idosos ou de determinadas raças com predisposição;
  • Doenças hepáticas, que são normais em animais que não suprem suas necessidades nutricionais diárias ou que consomem rações de má qualidade;
  • Falta de proteínas na corrente sanguínea, que se dá exatamente pelos mesmos fatores citados no exemplo anterior.

Diagnóstico veterinário da barriga d’água

Assim como as causas, o diagnóstico da barriga d’água em animais de estimação segue a mesma lógica adotada para os casos que ocorrem em humanos.

Inicialmente, um exame clínico é realizado para detectar o problema, mas também é comum que uma ultrassonografia seja solicitada para atestar a presença excessiva de líquidos na região da barriga.

Uma amostra do líquido geralmente é retirada para que a causa da barriga d’água seja determinada com exatidão, mas exames de sangue também não são raros.

Já o tratamento é medicamentoso e pode exigir a punção abdominal em situações mais severas, sempre levando em consideração as características e o estágio do problema alojado no cão ou gato em questão.

Formas de evitar o problema em animais de estimação

O primeiro cuidado que o dono de um pet deve ter para que o seu amigo jamais sofra com a barriga d’água inicia-se já nos primeiros dias de vida do animal.

Os vermífugos são importantes para qualquer pet, principalmente os filhotes. As vacinas seguem a mesma lógica e, em ambos os casos, os tutores devem respeitar com rigor os prazos estipulados pelo veterinário para a imunização.

Evitar que o cão ou o gato se alimente com comidas de humanos também é importante, pois as rações são muito mais aptas para sanar as necessidades nutricionais dos pets de acordo com o seu porte, raça e idade.

Outro cuidado essencial é evitar que o seu bichinho tenha contato com animais infectados ou até que passeie sozinho na rua, pois o ambiente externo é repleto de riscos e, sem a devida tutela, seu amigo pode sofrer com algum deles.

Saiba mais sobre esse e outros assuntos

Você já conhecia todos os fatores, sintomas e riscos que envolvem o problema de barriga d’água?

Ainda que seja um problema não muito comum e relativamente silencioso em seus estágios iniciais, é sempre importante ter conhecimento sobre cada detalhe para evitar os seus riscos.

Não perca nenhum post do blog A Terceira Idade para ficar por dentro de tudo sobre barriga d’água e outras condições que podem comprometer a sua qualidade de vida na melhor idade!

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