Artrose: Joelho, Coluna, Quadril. Tratamento e Sintomas

Desgaste natural do corpo é principal causa da doença, mas maus hábitos podem favorecer seu aparecimento.

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Por todo o corpo, o ser humano possui cartilagens e articulações. As articulações são as conexões existentes entre os ossos, e que permitem os movimentos dos membros. Já as cartilagens são tecidos que revestem as pontas de cada osso, evitando assim que eles se atritem e se desgastem. As estruturas costumam realizar suas funções com maestria ao longo da vida, mas com a passagem dos anos e por outros fatores, podem acabar se deteriorando. Quando isso ocorrem, surgem as chamadas doenças reumáticas, em que a mais comum é a artrose.

O que é Artrose?

As doenças reumáticas são problemas caracterizados pela dor articular e alterações nos ossos e músculos. Nesse grupo aparecem a artrite, a artrose e outras, sendo a artrose responsável por 30 a 40% dos diagnósticos da enfermidade.

Também chamada osteoartrose, esse problema afeta as articulações e provoca o desgaste da cartilagem dos ossos. Além disso, a inflamação danifica ligamentos, e membranas dessa região. O resultado são quadros de dor, causados pelo atrito entre os ossos, e inchaço, dificuldade de movimento e rigidez nas juntas. Outra característica comum aos pacientes dessa doença é a presença de alterações ósseas, como dos chamados “bicos de papagaio”.

No Brasil, a artrose atinge cerca de 15 milhões de pessoa, sendo a quarta doença que mais reduz a qualidade de vida dos indivíduos. Os dados são do Ministério da Saúde e da Organização mundial de Saúde (OMS), e indicam ainda que 7,5% dos afastamentos do trabalho no País é causado por esse quadro reumático.

A artrose pode danificar qualquer articulação do corpo. No entanto, a condição é mais comum em juntas que sustentam o corpo, como o quadril, coluna e joelho, e também das mãos e ombros. Nas mulheres, o problema é mais frequente nas mãos e joelhos, enquanto os homens convivem com o desgaste do quadril. A incidência da osteoartrose é ainda maior após os 60 anos, o que a torna pouco comum em indivíduos com idade inferior a essa.

É importante destacar que a artrose é um fenômeno comum. Afinal, o quadro é causado pelo desgaste do corpo, algo que acontece naturalmente com o envelhecimento do organismo. Assim, ela é considerada uma doença de desenvolvimento esperável.

Causas do problema

As circunstâncias que levam à artrose podem ser divididas em duas categorias específicas: a causa primária e a secundária. As circunstâncias que levam à artrose podem ser divididas em duas categorias específicas: a causa primária e a secundária.

A artrose primária é aquela que não tem uma causa clara, e normalmente aparece devido à idade. Afinal, ao longo dos anos há o desgaste natural do corpo. Isso porque o fluído que existe entre as articulações, chamado líquido sinovial, se degenera e diminui o amortecimento de impactos.

Com o passar dos anos, o fluído que existe entre as articulações (líquido sinovial) se degenera, bem como a cartilagem que recobre esse líquido, chamada de membrana sinovial. Em casos avançados, há uma perda total da cartilagem que envolve as extremidades ósseas nas articulações. Isso provoca o atrito direto entre os ossos, causando dor e limitação da mobilidade articular.

Esse grupo de causas primárias também inclui características hereditárias, pois é recorrente que aqueles que tem casos na família acabem sofrendo do problema no futuro. Quando há, por exemplo, hereditariedade como nódulos nos dedos, a condição também é comum.

A artrose secundária, por outro lado, é consequência de outras doenças ou condições. Assim, traumas repetidos, obesidade, cirurgia das articulações, diabetes, distúrbios hormonais, anomalias congênitas (existentes já no nascimento) pode levar à osteoartrose. Em resumo, situações que causem sobrecarga dessas estruturas. Nestes casos, os problemas podem aparecer um pouco mais cedo, ao invés de na terceira idade.

Fatores de risco

O principal fator de risco para o desenvolvimento da artrose é a idade avançada. Logo após, vem condições que colocam pressão demasiada nas articulações, como a obesidade e o trabalho repetitivo, especialmente se esse incluir o carregamento de peso. Por isso, atletas e indivíduos que trabalham na indústria habitualmente tem mais chance de desenvolver o problema.

Lesões nas articulações da mesma forma aumentam o risco para a condição, assim como deformidades ósseas, congênitas ou desenvolvidas por outros problemas. Como a cifose, que “cria” uma corcunda no paciente. Cirurgias articulares tem o mesmo efeito.

Por último, doenças hormonais, como o hipotireoidismo, e a diabetes gera predisposição ao problema reumático.

Artrose versus artrite

Artrite e artrose são muitas vezes confundidas. Afinal, ambos os problemas ocorrem nas articulações e dificultam os movimentos do paciente. No entanto, as condições são diferentes, e o apontamento completo de cada uma é fundamental para o tratamento eficaz.

No caso da artrite, os sintomas principais são a dor e rigidez nas articulações, principalmente na parte da manhã. Há também sinais de uma inflamação no organismo, como vermelhidão e febre. A artrite costuma ser sintoma de outras doenças.

Por outro lado, a artrose, que ainda pode ser chamada de osteoartrite e osteoartrose tem como característica uma dor recorrente, mas que aparece em crises. O incômodo diminui quando o paciente faz repouso.

Além disso, a artrose é uma doença degenerativa, enquanto a artrite é autoimune, ou seja, ocorre por causa do ataque do próprio sistema imunológico do indivíduo ao seu organismo. Finalmente, a artrose não afeta outras partes além das articulações, mas a artrite pode levar a complicações em órgãos de todo o organismo.

Sintomas da artrose

O sintoma mais comum da artrose é a dor nas articulações. Isso significa que no encontro entre ossos, como nos dedos ou cotovelo, o indivíduo afetado percebe forte incômodo, formigamento e até a sensação de queimação. A dor pode piorar no final do dia, uma vez que o corpo terá se movimentado bastante ao longo da data. No entanto, o incômodo diminui com o repouso à noite.

Outro sinal da doença é o inchaço. As articulações com artrose acabam por causar aumento visual da região, e esse inchaço é inclusive sensível ao toque. Rangidos ao se movimentar, como se os ossos estivessem se chocando, é igualmente habitual, tal qual a limitação de movimento das articulações afetadas. A rigidez de movimentos, aliás, tende a aparecer com maior intensidade quando o sujeito permanece muito tempo na mesma posição, como sentado numa cadeira no trabalho.

Os sintomas ainda variam de acordo com a região afetada. Se o joelho for o sofrer a inflamação, o paciente pode desenvolver desvio chamado popularmente como “pernas de alicate”. A característica desvia os joelhos para fora, deixando as pernas tornas. Outra ocorrência possível são os “joelhos em X”, que “desloca” os joelhos para dentro.

Nos dedos das mãos e pés, a artrose leva à formação de nódulos. As alterações são semelhantes a calos, duros e grandes. Por último, a osteoartite na coluna vertebral normalmente resulta na dor por toda a extensão das costas, do pescoço à região lombar. É reflexo da doença também a formação de bicos-de-papagaio, crescimento desordenado do osso que pode pressionar os nervos espinhais e causar dor, formigamento, dormência e dificuldade de locomoção em qualquer membro (braços, pernas, pés etc.).

Artrose do joelho

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Imagem: sensibilidadeemcristo.blogspot.com.br

A artrose no joelho é o tipo mais comum da doença. Primeiro porque a região é composta por diversas articulações, que se chocam constantemente por causa dos movimentos do corpo. Logo, elas ficam mais suscetíveis ao desgaste, inclusive das cartilagens, e geram a osteoartrite.

Uma segunda situação que torna a artrose no joelho, também chamada de gonartrose, é seu suporte de peso. Os joelhos são responsáveis por suportar grande parte do peso do corpo, assim como os quadris e a coluna, e essa demanda grande e constante da região a sobrecarrega. Por esse motivo, indivíduos obesos tem maior frequência de gonartrose, devido ao peso em excesso suportado pelos ossos da perna.

Pensando do mesmo modo, as mulheres são as mais atingidas pelo desgaste. Isso porque é comum que elas utilizem salto alto. O sapato mais elevado tende a provocar maior pressão no joelho, e assim a gonartrose ocorre.

Os sintomas do problema passam primeiro pela dor no joelho. Com o esforço de subir escadas, exercício físico ou outros, o incômodo normalmente aumenta, e apenas diminui com total repouso ao fim do dia. A rigidez matinal dos joelhos é igualmente comum, e ela e dor são proporcionais ao peso do corpo. Quanto mais pesado é indivíduo, maior a intensidade de seus sintomas.

O paciente com osteoartrite desse tipo também convive com formigamento, estalo dos ossos, dificuldade de movimento e em apoiar o peso do corpo no joelho dolorido. Há ainda o inchaço da área da perna, reflexo do processo inflamatório da chamada membrana sinovial. A membrana recobre as articulações, e reage a restos de cartilagem que permanecem no corpo após o desgaste dos ligamentos. Em seu interior, o inchaço possui líquido viscoso e amarelado, como o pus, o que aumenta a pressão no joelho e sua consequente dor.

Artrose do joelho: por que acontece?

As causas da artrose no joelho, além das já citadas predisposição genética e maus hábitos, passam pela pressão exagerada nos ossos da perna. Atividades que exigem muito da articulação, como saltos, também tornam o indivíduo mais suscetível ao desgaste, tal qual o mau alinhamento do joelho. Assim, o hábito de “pisar torto”, com os pés para fora ou para dentro, é um fator de risco ao surgimento da gonartrose.

Além dos sintomas da condição, o sujeito afetado pela doença pode acabar desenvolvendo ainda deformidades nos membros inferiores. A primeira alteração é chamada “pernas de alicate”, também conhecida como joelho varo ou cambota, que direcionam as pernas para fora. A outra condição perigosa é o valgo, ou “joelhos em X”, que direciona as pernas para dentro.

Para tratamento da doença, é necessário realizar diagnóstico correto. Deste modo, após o aparecimento dos primeiros sintomas, como a dor recorrente e inchaço, o indivíduo deve procurar o especialista. No consultório, o profissional irá analisar os sinais descritos e solicitar testes de laboratório, de modo que possa afastar a ocorrência de outros tipos de reumatismo. Em seguida, há a realização de radiografias e outros exames de imagem, como o ultrassom e ressonância magnética, que conseguem indicar o desgaste das articulações de forma mais clara.

Tratamento do problema

A gonartrose não tem cura, mas os tratamentos oferecidos pela medicina permitem qualidade de vida ao paciente. Logo, essa terapia passa por diversos métodos, para que toda a complexidade da doença seja observada.

Há a fisioterapia, em que o profissional auxilia o indivíduo a retomar a postura e a realizar movimentos sem grandes prejuízos às articulações. Necessário ainda realizar o fortalecimento dos músculos, uma vez que eles são os responsáveis por proteger os ossos e por auxiliar no suporte do peso do corpo.

Em casos mais graves, em que o tratamento não dá resultado, o paciente pode ser direcionado à cirurgia. As alternativas incluem a osteotomia, que corrige o ângulo do joelho e coloca o peso sobre a cartilagem ainda existente, e a artroplastia, que substitui por completo a cartilagem desgastada da região.

Como prevenção, é possível controlar o peso corporal, manter uma alimentação balanceada e evitar maus hábitos, como o fumo. Fundamental ainda realizar atividades físicas continuamente, mas sempre com o acompanhamento médico e de um profissional de Educação Física. Dessa forma, será possível praticar as melhores atividades para o corpo, sem que as articulações da perna fiquem sobrecarregadas. O cuidado deve ser redobrada por aqueles que tem histórico de gonartrose na família.

Artrose na coluna

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Imagem: vertebrata.com.br

A artrose na coluna é chamada espondiloartrose, e é caracterizada não só pela dor nessa região. A rigidez de movimentos das costas é igualmente comum, assim como a sensação de formigamento ou dormência das pernas.

Outra ocorrência que merece atenção, e pode ser grave se não verificada, é a compressão de nervos da coluna. Ela ocorre porque, uma vez que tem suas cartilagens desgastadas, o corpo tenta compensar o desequilíbrio e produzir um novo “apoio” às articulações. Assim, são formadas pontas de ossos entre os ligamentos, os chamados bicos-de-papagaio. O principal resultado é a dor extrema. Além disso, os bicos podem comprimir os discos vertebrais, e assim gerar enfermidades como a hérnia de disco.

A osteoartrite na coluna pode ser provocada, primeiro, pelo avanço da idade. Afinal, com o passar dos anos o corpo se desgasta por si só, e as cartilagens da coluna podem se deteriorar. No entanto, fatores genéticos também estão ligados ao desenvolvimento do problema, bem como pancadas nas costas.

A condição pode ocorrer por toda a extensão da coluna, do pescoço à lombar. A realização de exercícios físicos de forma errada ou de maus hábitos para a coluna são da mesma forma perigosos, pois desgastam mais rapidamente a espinha. Por isso, a artrose vem se tornando comum entre jovens, mesmo que ainda seja muito mais frequente nos idosos.

O diagnóstico da artrose na coluna é realizado por meio da análise dos sintomas do paciente, assim como pelo exame físico. Nessa etapa, o especialista verifica a resposta do indivíduo ao toque na coluna, seus batimentos cardíacos e outros. Somada a estes, há a realização de exames de imagem, especialmente da ressonância magnética, que oferece uma visualização bastante clara da espinha e alterações que não poderiam ser vistas por meio apenas do raio-X.

O tratamento da espondiloartrose

Para o tratamento, o médico recomenda o uso de analgésicos, para diminuição dos quadros de dor. Depois, há os anti-inflamatórios e a fisioterapia, fundamental na correção da postura e decrescimento da inflamação. O fortalecimento da musculatura das costas, com acompanhamento do médico, é da mesma forma importante, pois assim a coluna terá maior apoio para suporte do peso do corpo.

A cirurgia é utilizada apenas em último caso. Os procedimentos funcionam para aqueles em que o tratamento não invasivo não surtiu efeito. De forma geral, toda cirurgia para este caso é realizada para diminuir as deformidades provocadas pela artrose.

Para evitar a osteoartrite na espinha, assim como qualquer outro problema na coluna, é importante cuidar da postura por toda a vida. Na hora de sentar numa cadeira, por exemplo, é importante manter as costas eretas, apoiadas no encosto da cadeira. O mesmo cuidado ao suspender um objeto pesado: o correto é flexionar os joelhos, suspender o item do chão e então se levantar com as costas eretas.

Qualquer ação deve sempre levar em conta essa necessidade de manutenção das costas retas, uma vez que aposição diminui os impactos na região. Pelo mesmo motivo, é essencial manter o peso ideal do corpo, pois a obesidade coloca pressão excessiva nas costas e acelera o desgaste dos ossos, discos e cartilagens.

Artrose de quadril

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Imagem: davidgusmao.com

A artrose é bastante comum no quadril devido ao peso que essa região suporta: junto à coluna e aos joelhos, o quadril sustenta o corpo. Sempre em movimento, o osso tem tendência a se desgastar mais rapidamente, assim como suas cartilagens. A dor da condição ocorre, então, principalmente durante o andar. Ficar sentado ou deitado de lado por muito tempo também provoca incômodo maior.

A osteoartrite no quadril afeta especialmente pessoas com idade superior aos 50 anos. Para as mulheres nessa idade ela é ainda mais frequente, pois a diminuição do hormônio feminino estrógeno é comum nesse período da vida, e a condição favorece o aparecimento da doença. Além disso, indivíduos com artrose no quadril frequentemente desenvolvem o problema também na coluna ou joelhos.

Outra característica dessa modalidade da osteoartrite é a diminuição da mobilidade do quadril, assim como o formigamento e dormência das pernas. O paciente com a doença tende ainda a manter a posição da coluna torta, evitando assim que os ossos colidam diretamente e diminuindo a dor. Assim, o paciente comumente anda com a coluna inclinada para um lado.

O desgaste das articulações das “cadeiras” do corpo ocorre devido à sobrecarga da articulação, bastante comum quando o indivíduo mantém a postura incorreta, pratica atividades físicas de forma errada ou é obeso. A idade e traumatismos locais são da mesma forma causas da condição.

Artrose de quadril: como tratar?

Para o diagnóstico da doença, o médico se utiliza de exames físicos, em que descobre o local exato da dor. Ele também solicita ao paciente para realizar a rotação do quadril e o movimento dos joelhos, em que também é possível verificar reflexos da osteoartite. Com uma radiografia, a determinação da enfermidade é finalizada.

Na hora do tratamento, o paciente afetado se divide entre algumas terapias. A primeira delas é por meio de remédios, com analgésicos e anti-inflamatórios. Já o uso de suplementos específicos pode ajudar na recuperação da cartilagem, o que diminuirá consideravelmente a dor. Há ainda a fisioterapia, ou a cirurgia, tomada quando as outras terapias não oferecem o resultado desejado.

No procedimento cirúrgico, o indivíduo recebe uma cartilagem nova, inserida entre as articulações e assim diminuindo os impactos. A raspagem da cartilagem danificada, em alguns casos, já é suficiente para o tratamento.

Artrose nos dedos

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Imagem: saude.culturamix.com

Segundo dados do Centro de Controles e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, 40% das pessoas no mundo sofrerá em algum momento da vida de artrose nos dedos. E nos últimos anos esse número vem aumentando, graças ao uso contínuo dos celulares. Assim como ocorre em casos de LER (Lesão por Esforço Repetitivo), o constante movimento rápido dos dedos provoca choques, e assim leva ao desgaste das articulações e cartilagens.

Com o desenvolvimento da osteoartrite nas mãos, os dedos apresentam certa rigidez de movimentos. Essa rigidez evolui lentamente, assim como a dor causada pela doença, que aos poucos vai incapacitando o indivíduo de movimentos rápidos. Somada a esses sintomas, há a formação de nódulos semelhantes a calos, que tomam conta principalmente das laterais dos dedos.

Além do desgaste natural das articulações, mesmo que ele seja acelerado pelos maus hábitos, o fator genético influi no desenvolvimento do problema. Por isso, o indivíduo que tem um familiar com a doença tem maior tendência a desenvolvê-la também.

Artrose nas mãos: a terapia

Para o diagnóstico, o médico analisa os sintomas do sujeito e solicita uma radiografia para confirmação. Em seguida, a terapia começa a ser realizada, e inclui de início o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, que diminuem a dor. Na fisioterapia, o tratamento trabalha a força muscular e a capacidade de movimento das mãos. Para especialistas, o uso do colágeno, condroitina e glucosamina são também indicações interessantes, pois as substâncias fortificam as articulações.

Quando uma cirurgia é necessária, ela pode ser realizada de dois modos: por meio da fusão da articulação, juntando os ossos dos dedos; e pela reconstrução das articulações. Nos dois casos, há a limitação de movimentos pós-cirurgia, que dura por toda a vida.

Para prevenir, dê um tempo de descanso às mãos. Se você trabalha com o computador ou atividades manuais, faça um repouso de 10 minutos a cada 50 de exercícios. Alongar as mãos nesse período é igualmente interessante.

Artrose no pé

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Imagem: drandredonato.com.br

A artrose pode ocorrer em qualquer região do pé: nos dedos, na parte de baixo dele, no calcanhar. De forma geral, sua principal causa são traumas ou fraturas anteriores na região, mas o fator genético não fica descartado.

Nessas condições, há a dor a cada movimento do pé afetado. Ela pode vir acompanhada de deformidades, que ao longo do tempo são mais perceptíveis no pé, como nódulos. O inchaço da região é da mesma forma comum.

Considerando que os pés são o ponto de apoio do corpo, a artrose pode ser um problema grande e incapacitar. Por isso, o diagnóstico correto é fundamental, e realizado por meio de exames de imagem. Em seguida, é indicada a realização de fisioterapia e exercícios para manutenção dos movimentos. O uso de analgésicos e anti-inflamatórios é essencial para diminuição da dor, assim como a adoção de palmilhas especiais e sapatos mais baixos.

Em casos graves, apenas a cirurgia pode funcionar como solução. Nessa situação, o procedimento ocorre por meio da fusão dos ossos, ou seja, as articulações são “eliminadas”. O método limita um pouco os movimentos, mas evita que a inflamação se intensifique.

Artrose cervical

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Imagem: infoescola.com/

Conhecida como espondilose cervical, a artrose cervical acontece na região do pescoço, devido à degeneração das articulações e dos discos vertebrais. Os discos vertebrais são estruturas que formam toda a coluna, da lombar ao pescoço, e se desgastam sozinhas ao longo do tempo. Afinal, com o avanço da idade, o organismo passa a se deteriora sozinho – por isso a artrose é mais comum em idosos.

No entanto, maus hábitos podem acelerar esse processo de desgaste, como é o caso da manutenção de uma postura incorreta e a inclinação constante do pescoço. Atletas são um pouco mais suscetível ao desenvolvimento do problema, pois sofrem maior pressão na coluna. Traumas na região são da mesma forma fatores causais da inflamação.

O primeiro sinal da osteoartite no pescoço é a dor nessa área. O incômodo pode se irradiar, inclusive, para outras partes do corpo – os braços e mãos. É comum também a sensação de dormência e formigamento nessas áreas, e a dor tende a aparecer em rompantes, e sumir logo em seguida.

Outro sintoma da artrose cervical é a rigidez do pescoço, que diminui a capacidade de movimentos. Uma dor de cabeça que começa na nuca e vai até a testa é igualmente como, tal qual estalos durante movimentos, zumbidos no ouvido e visão levemente turva. A tontura também pode ocorrer. Os sintomas se agravam com movimentos rápidos ou pela manutenção da cabeça numa mesma posição por muito tempo.

Pescoço também merece cuidado!

No momento do diagnóstico, o médico inicia a consulta buscando entender os hábitos de vida e história clínica do paciente. Já houveram quadros de dor semelhante? Quais são os sintomas percebidos? A postura de sua coluna mantém-se correta ou não no dia a dia?

Já no exame físico, ele pode perceber a capacidade de movimento do pescoço e a área precisa da dor. Com a ressonância magnética e o raio X ele obtém imagens claras das raízes nervosas e ossos, e assim finaliza a determinação da doença.

A terapia da osteoartrose cervical começa pelo uso de anti-inflamatórios e analgésicos, que diminuem em sintomas. Logo, vem a possibilidade de utilizar métodos caseiros, como repouso em crises de dor e uso de água quente, em compressas, que alivia a tensão do pescoço.

A fisioterapia, por sua vez, trabalha a movimentação cervical. Assim, o especialista costuma indicar exercícios como a rotação do pescoço; movimento de “cima e baixo”, encostando o queijo no tórax; e inclinação lateral do pescoço. As atividades são, basicamente, alongamentos da cervical, mas devem sempre ser realizadas com acompanhamento médico. Do contrário a lesão na região poderá se agravar.

Em casos mais graves, a cirurgia pode ser uma opção. O procedimento, no entanto, é raro. Quando ocorre, a cirurgia remove a fonte de pressão nos nervos do pescoço, como uma deformação do osso, insere implantes ou funde vértebras.

Artrose no ombro

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Imagem: especialistaombro.com.br/

O omartrose ocorre devido ao desgaste da cartilagem da articulação do ombro, e pode afetar apenas o lado direito ou esquerdo, ou os dois. As causas da enfermidade variam, as são semelhantes às de outras artroses: traumas diretos, movimentos repetitivos de grande impacto e pressão demasiada sobre os ombros. Entre os fatores de risco, há também o fator genético, a má postura e a prática de esportes incorretamente.

Os sintomas da omartrose começam pela dor no ombro. A cada movimento, o paciente também costuma perceber a crepitação dos ossos, e a sensação de que há areia entre as articulações da área. Ou seja, os ossos parecem raspar-se um no outro. Fica mais difícil ainda realizar grandes movimentos, já que eles vêm acompanhados de dor. Comum ainda a diminuição da força muscular da área superior do tronco. Os sintomas podem se espalhar pelos braços, mas em menor intensidade.

Ao perceber a dor constante algum outro dos sintomas da osteoartrite nos ombros, o indivíduo deve procurar auxílio médico. No consultório, o especialista poderá analisar as queixas clínicas, os sintomas do paciente, e realizar exames de imagem, como o raio X e a Tomografia Axial computorizada (TAC).

Com o diagnóstico correto, o tratamento da doença se inicia por meio do uso de medicamentos, como anti-inflamatórios e analgésicos. Logo, é recomendada a fisioterapia, pensada para cada indivíduo de acordo com a evolução de suas lesões e tipo de movimentos realizados no cotidiano.

Elimine o peso dos ombros…

O uso de compressas de gelo e de água quente é igualmente eficaz para alívio em quadros de dor. Necessário ainda realizar o fortalecimento dos músculos do tronco e costas, de modo que os ombros não sofram tanta pressão. As atividades físicas, de qualquer forma, devem ser acompanhadas por um profissional, que analisará o efeito dos movimentos sobre a inflamação e poderá recomendar os exercícios mais adequados.

Se as terapias não-invasivas não apresentam resultado, há a possibilidade de realização de cirurgia. São dois procedimentos possível: o de substituição da articulação desgastada; ou da raspagem da articulação, eliminando corpos livres que possam estar pressionando os ligamentos (como restos de cartilagem desgastada).

Tratamentos caseiros

Independentemente do tipo de artrose, existem medidas caseiras que podem aliviar a dor. Associadas aos métodos indicados pelo médico, as técnicas podem acelerar a terapia.

As primeiras terapias indicadas consistem no consumo de alguns chás. Isso porque muitas plantas têm características anti-inflamatórias, e dessa forma podem auxiliar na eliminação da dor. A Garra do Diabo, ou Garra de Gato, pode ser consumida em até três xícaras diárias. A preparação é simples: basta acrescentar algumas colheres da planta em água fervente, deixar a mistura em repouso, coar e beber.

O mesmo para receitas com Palha de Milho, violeta, cavalinha, dente de leão, gergelim-preto, aipo, cedro-rosa e alecrim. Basta fazer uma infusão e consumir até três xícaras diárias dos chás.

Para diminuição também da dor, é interessante utilizar argila quente ou cânfora, passadas sobre a região dolorida. É importante destacar, no entanto, que os componentes não têm poder contra a inflamação, apenas diminuem a dor.

Atividades físicas: grandes aliadas

Fundamental também realizar exercícios físicos, tanto para tratamento, quanto para a prevenção da artrose. O indivíduo que já sofre da doença deve iniciar a prática aos poucos, realizando as atividades diariamente, mas por poucos minutos. Além disso, é essencial que esses tenham acompanhamento médico, inclusive na escolha do esporte, pois a atividade errada pode agravar o quadro de osteoartrite.

Estudo recente da Austrália mostrou que a caminhada é uma ótima alternativa praqueles que sofrem de artrose no quadril e joelho. O ciclismo, por sua vez, melhora o condicionamento físico e ajuda no controle de peso e fortalecimento dos músculos, assim como a natação.

Já a hidroginástica é bastante interessante para paciente com lesões, pois a prática dentro da água diminui os impactos sobre as articulações. Por outro lado, a dança pode aliviar a rigidez das articulações, e a musculação melhora a capacidade do corpo em suportar o próprio peso, evitando que alguma articulação fique sobrecarregada e se desgaste mais rapidamente. Pilates e Yoga, em contrapartida, trabalham a flexibilidade do corpo e promovem a sensação de relaxamento, diminuindo muitos dos sintomas que incomodam na osteoartrite.

Todas as práticas recomendadas têm a capacidade de diminuir as dores de quem sofre com a artrose. Considerando que na maior parte das vezes os pacientes são idosos, o acompanhamento do especialista é ainda mais importante.

Artrose tem cura?

A artrose é uma doença que não possui cura definitiva. Seu tratamento tem como objetivo apenas eliminar as dores e ajudar o indivíduo a conviver com as limitações que o problema provoca. Assim, há apenas o controle e retardo da evolução do quadro de osteoartrose, uma vez que os sintomas pioram progressivamente ao longo dos anos. Mesmo quando uma cirurgia é realizada, ela é apenas algo paliativo, que impede o avanço dos problemas.

Não significa, no entanto, que o paciente não possa manter sua rotina. Com a eliminação da dor, diminuição da rigidez das articulações e outros benefícios do tratamento, o indivíduo pode recuperar grande parte de suas funções articulatórias. As condições não serão tão amplas quanto quando não havia a inflamação, mas permanecerão semelhantes, mantendo uma boa qualidade de vida. Por isso, é fundamental que o paciente siga o tratamento recomendado pelo médico à risca, principalmente no que se refere à fisioterapia. Apenas esse cuidado oferecerá bem-estar.

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