Arritmia Sinusal: Sintomas, Tem Cura? Pode Matar?

A arritmia sinusal consiste em uma alteração do ritmo cardíaco de um tipo adaptativo.

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A arritmia sinusal consiste em uma alteração do ritmo cardíaco de um tipo adaptativo. Isso significa a possibilidade de atingir 160 batimentos cardíacos por minuto.

Embora uma arritmia causada pela atividade nervosa autônoma não seja perigosa, pode se tornar alarmante se for mantida em 120 por minuto, uma vez que essa condição limita a capacidade funcional do organismo e, portanto, deve ser corrigida.

Nesse sentido, a arritmia sinusal é uma resposta normal a situações como a realização de exercícios físicos, a existência de febre e a sensações intensas (dor, medo, entre outras).

Ainda que outros tipos de taquicardia (ou seja, elevação do ritmo para além de 100 batimentos por minuto) sejam mais preocupantes, como a arritmia ventricular e a fibrilação atrial, a arritmia sinusal pode trazer sérios problemas e, logo, não deve ser negligenciada.

Pensando nisso, apresentamos ao longo deste artigo as principais informações sobre o assunto para ajudar você a preservar sua saúde e manter uma boa qualidade de vida.

O que é arritmia sinusal?

De modo geral, uma arritmia ocorre quando há um problema no ritmo ou na regularidade dos batimentos cardíacos. Conforme mencionado, a arritmia sinusal é uma entre outras formas possíveis dessa alteração.

Além disso, há um subtipo conhecido como “arritmia sinusal respiratória” que se manifesta quando a frequência cardíaca apresenta alteração quando a pessoa inspira e expira.

Em outras palavras, o bater do seu coração muda com a sua respiração: aumentando com a inspiração e diminuindo com a respiração.

Se isso acontece com você, sabia que tal condição é benigna, sendo uma variação de batimentos que ocorre naturalmente e, portanto, não significa que você tenha, necessariamente, um problema cardíaco grave. De fato, essa condição é muito comum tanto em adultos quanto em crianças e jovens saudáveis.

A arritmia sinusal respiratória pode ocorrer, também, em pessoas idosas. Contudo, nesses casos, é frequentemente associada a enfermidades do coração ou outras doenças cardíacas.

Em alguns casos, ela pode se manifestar associada a outra condição chamada “bradicardia sinusal”, que se caracteriza por um batimento cardíaco lento, sendo diagnosticada quando o ritmo do coração está abaixo de 60 batimentos por minuto.

Se a baixa frequência cardíaca produzir pausas prolongadas entre os batimentos, é provável que o paciente em questão desenvolva bradicardia sinusal com arritmia sinusal. Entretanto, tais pausas podem ser comuns enquanto você dorme.

Outro tipo de arritmia sinusal ocorre quando o coração bate muito rápido. Isso é chamado “taquicardia sinusal” e refere-se a frequências cardíacas acima de 100 batimentos por minuto.

A taquicardia sinusal é, geralmente, o resultado de outras condições decorrentes de estresse, febre, dores agudas, exercícios ou medicamentos. Se a frequência cardíaca não se resolver rapidamente, você deve buscar cuidados médicos para tratar o problema subjacente.

Em uma pessoa jovem e saudável, essas condições não são consideradas graves. Alguns indivíduos com batimentos cardíacos lentos ou muito rápidos podem apresentar sintomas como tontura ou falta de ar, enquanto outros podem não passar por nenhuma dessas situações.

Se você está lendo este artigo, é bastante provável que tenha algumas dúvidas em relação ao assunto. Por isso, preparamos a lista a seguir. Confira:

  • A arritmia sinusal não está relacionada com as cavidades sinusais na face, mas com o nó sinusal (ou sinoatrial) no coração;
  • Esse nó se localiza na cavidade superior, ao lado direito do coração, que é chamado de “átrio direito”;
  • O nó sinusal é popularmente referido como o “marca-passo” natural do coração, o que significa que ele é responsável pela manutenção do ritmo cardíaco de uma pessoa. O ritmo sinusal normal é a cadência regularmente encontrada em todos os indivíduos que gozam de boa saúde;
  • A existência da arritmia sinusal indica que há uma irregularidade (taquicardia ou bradicardia) no ritmo cardíaco que se origina no nó sinusal.

Arritmia sinusal respiratória

A arritmia sinusal respiratória é, efetivamente, benigna. Tomada isoladamente, tal condição não é considerada altamente prejudicial à saúde ou à qualidade de vida das pessoas.

Essa condição aparece quando a frequência cardíaca do indivíduo está diretamente relacionada ao seu ciclo respiratório. Sua incidência é mais comum em crianças do que em pessoas adultas e tende a desaparecer à medida que elas envelhecem.

O tempo entre cada batida do coração (intervalo PP) denota uma ligeira variação, de menos de 0,16 segundo na maioria da população. Nos casos de arritmia sinusal respiratória, o intervalo PP será muitas vezes maior do que 0,16 segundo quando a pessoa expira.

À medida que o coração acelera (durante a realização de atividades físicas, por exemplo) a frequência cardíaca tende a se tornar mais irregular.

Arritmia sinusal tem cura?

A maioria das pessoas com arritmia sinusal pode ter uma vida normal e saudável. Alguns sequer saberão que possuem essa condição. Afinal, a detecção e o diagnostico podem ocorrer por acidente e, mesmo nesses casos, o tratamento raramente é necessário.

Porém, pessoas idosas que se descobrem portadores de arritmia sinusal devem recorrer a um médico para que se faça a correta identificação das causas e a indicação do tratamento pertinente.

No entanto, os casos em pessoas idosas são menos comuns e podem exigir exames mais aprofundados. Se, de fato, a arritmia sinusal respiratória é a consequência de uma doença cardíaca subjacente, então será necessário tratá-la em separado.

Lembre-se que a arritmia, em si, não é prejudicial, entretanto, sua associação a uma condição subjacente (como doença cardíaca) pode inspirar maiores preocupações e gerar a necessidade de um marcapasso.

A despeito do fato de a arritmia sinusal não ser considerada uma preocupação importante para a saúde, a presença de outras formas de arritmia tende a indicar, por vezes, a incidência de uma doença cardíaca.

Pessoas com apneia do sono também são mais propensas a sofrer arritmias, incluindo a arritmia sinusal respiratória. Em crianças e jovens, a tendência é que os casos de arritmia melhorem sem tratamento.

Como o coração infantil ainda se encontra em estágios de crescimento e desenvolvimento, as mudanças físicas no coração podem levar à arritmia do seio respiratório.

Se uma criança for diagnosticada com arritmia sinusal respiratória, o médico pode querer controlar sua manifestação. Todavia, o mais provável é que não indique nenhum tratamento, a menos que o problema se torne grave, cause sintomas ou se prolongue até a adolescência.

Como tratar a arritmia sinusal?

Você, provavelmente, nunca precisará de tratamento para uma arritmia sinusal. Por ser considerada, desde uma perspectiva científica, uma ocorrência comum e por não levar a nenhum outro problema, o tratamento não é necessário para a maioria dos pacientes diagnosticados.

A arritmia sinusal pode, até mesmo, ser indetectável à medida que as crianças e adolescentes envelhecem. Se, como informamos acima, você desenvolver uma arritmia sinusal devido a outra condição cardíaca, seu médico poderá optar por tratar a condição original, o que ajuda a cessar a arritmia.

Arritmia sinusal pode matar?

Arritmias sinusais raramente causam complicações. Na verdade, essa condição é pouco descoberta justamente porque ela raramente causa sintomas ou outros problemas de saúde, sendo bastante improvável que leve um paciente a óbito.

       

Quais as principais causas da doença?

Não está claro o que leva as pessoas a desenvolverem uma arritmia sinusal. Todavia, pesquisadores suspeitam que uma conexão entre o coração, os pulmões e o sistema vascular possa desempenhar um papel importante nesse contexto.

Danos ao nó sinusal podem impedir que sinais elétricos saiam do nódulo e produzam batimentos cardíacos constantes e normais. Nessas situações, a arritmia sinusal é o resultado de um dano no órgão, sendo possível que apareça após o desenvolvimento do problema cardíaco.

Contudo, os poucos resultados obtidos até o momento e a inexatidão das respostas encontradas não levam os pesquisadores ao desânimo.

Eles acreditam que, a partir das descobertas já realizadas, é possível encontrar formas de aumentar a eficiência do coração e assegurar a manutenção dos níveis corretos de gases no sangue sem, para isso, ter de forçar o órgão a trabalhar mais.

Sintomas da arritmia sinusal

Pessoas com arritmia sinusal não apresentam sintomas cardiovasculares, o que faz com que muitas pessoas nunca tenham tido, ao longo de todas as suas vidas, um diagnóstico que atestasse essa condição.

Se você souber como detectar seu pulso, poderá sentir uma ligeira mudança na frequência dos batimentos. Não obstante, as diferenças podem ser tão pequenas e sutis que apenas uma máquina pode identificar as variações.

Caso você esteja sentindo palpitações ou sente que o seu coração está pulando uma batida, é altamente recomendável procurar auxílio médico. Palpitações cardíacas raramente são graves e podem ocorrer de tempos em tempos.

Sem embargo, elas podem ser preocupantes e a avaliação médica pode garantir que você não tenha problemas cardíacos subjacentes. Para diagnosticar uma arritmia sinusal, o seu médico solicitará um eletrocardiograma (ECG).

Esse exame é capaz de identificar os aspectos mais relevantes dos seus batimentos cardíacos e ajudar o médico a detectar possíveis irregularidades, tais como uma arritmia sinusal.

Se esse for o seu caso, não se assuste: tenha em mente que, para a maioria das pessoas, ter uma arritmia sinusal não é perigoso ou algo que possa perturbar o andamento normal de sua vida e atividades diárias.

Talvez seu médico suspeite que você possui certa irregularidade nos batimentos cardíacos e, ainda assim, não peça um teste para verificar isso. Afinal, um eletrocardiograma pode ser caro e a arritmia sinusal é considerada uma condição benigna.

O mais provável é que ele peça o exame somente se suspeitar que você tem outra condição associada ou apresentar sintomas diversos:

Palpitações

Em condições normais, os batimentos cardíacos não devem ser percebidos, à medida que se trata de uma função automática do organismo humano. A mera percepção de que o coração bate é conhecida como palpitação.

As palpitações, porém, nem sempre indicam uma situação patológica ou significam a existência de taquicardia.

Síncope

Síncope é a perda relativamente repentina da consciência. Ela se caracteriza pela recuperação espontânea, em pouco tempo, das faculdades mentais do paciente. Apesar de existirem múltiplas causas, algumas síncopes podem ser decorrentes de arritmias, tanto de bradicardia quanto de taquicardia.

Parada cardíaca

É a situação que leva a uma perda de consciência mais séria, isto é, o paciente não consegue se recuperar espontaneamente. O que diferencia esse quadro da síncope é que, nessa situação, as manobras de ressuscitação cardíaca devem ser executadas. Caso contrário, o indivíduo acometido pode morrer em poucos minutos.

A parada cardíaca pode ser causada por vários fatores, inclusive, por aqueles não diretamente ligados a problemas do coração, mas as arritmias graves são, geralmente, a causa mais frequente.

Outros ritmos cardíacos irregulares

Outro possível causador de arritmia é a realização excessiva de exercícios físicos. Com efeito, há muitos tipos de arritmias que se originam em outras vias de condução elétrica do coração. Os principais tipos incluem:

  • Fibrilação atrial: o coração bate irregularmente devido a anormalidades de condução elétrica;
  • Taquicardia supraventricular: a frequência cardíaca se torna extraordinariamente rápida quando o indivíduo está em repouso;
  • Bloqueio cardíaco: quando o coração bate mais devagar, levando ao colapso da pessoa;
  • Fibrilação ventricular: o coração assume um ritmo desorganizado que, se não for tratado, leva à perda de consciência e morte.

Todos os tipos de arritmia podem afetar pessoas de qualquer idade, embora a fibrilação atrial seja mais comum em idosos. Entre os fatores que elevam o risco de ter uma arritmia, destacam-se:

  • Consumo de álcool;
  • Excesso de atividades físicas;
  • Consumo de cafeína;
  • Certos medicamentos e drogas recreativas;
  • Obesidade;
  • Ter uma doença viral;
  • Ataque cardíaco prévio ou insuficiência cardíaca.

Síndrome do nó sinusal

A síndrome do nó sinusal (SSS, na sigla inglesa) ocorre quando o nó sinusal cicatriza e é substituído, com o passar do tempo, por tecidos fibrosos que causam ritmos cardíacos anormais.

Há várias arritmias associadas à síndrome do nó sinusal:

  • Fibrilação auricular;
  • Bradicardia sinusal severa;
  • Síndrome Bradi-Taqui, também conhecida como síndrome de taquicardia;
  • Bloqueio de saída sinusal ou pausa sinusal.

Essa síndrome é mais frequente em pessoas idosas, afetando igualmente ambos os sexos. Conquanto a SSS possa ser assintomática em alguns casos, ela também pode causar uma pessoa a experimentar:

  • Desmaios;
  • Palpitações cardíacas;
  • Sensação de fadiga ou cansaço extremo;
  • Dificuldade para respirar.

O tratamento, na maioria das vezes, inclui a utilização de um marcapasso. Se não for tratada adequadamente, a síndrome do nó sinusal pode trazer sérias complicações para a saúde do paciente.

Ressalta-se que medicamentos como digoxina, betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio podem agravar a síndrome do nó sinusal.

Prevenção

Entre as medidas que você pode levar em conta para evitar a formação de arritmias, convém:

  • Limitar o consumo de açucares e gorduras para reduzir a hipercolesterolemia e diabetes;
  • Praticar esportes;
  • Não fumar;
  • Moderar o consumo de álcool, chá e café;
  • Controlar e diminuir, tanto quanto possível, os níveis de estresse.

A correta observação dessas medidas pode fazer decrescer consideravelmente os fatores que levam à arritmia sinusal e a outros problemas cardíacos.

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