Nistagmo: Causas, Tratamentos, Tem Cura?

O nistagmo é caracterizado pelo movimento involuntário dos olhos.

O nistagmo, apesar de não ser um termo muito conhecido, tem um papel muito importante para que a nossa visão funcione corretamente.

Mesmo não sendo amplamente divulgada, essa condição atinge muitas crianças, jovens e adultos, que muitas vezes acabam por não buscar o tratamento adequado principalmente por desconhecerem as causas de seus sintomas.

Tendo a data de 6 de novembro marcada como o dia do nistagmo, mais pessoas precisam saber mais sobre essa condição.

Aprenda mais sobre suas causas, quais os principais grupos de risco, qual o melhor tratamento e como prevenir o surgimento da doença e garantir mais qualidade de vida, mesmo após o diagnóstico.

O que é nistagmo?

Esse é o nome dado ao movimento realizado pelos olhos para acompanhar a movimentação da cabeça. Esse movimento realizado pelos nossos olhos é importante para que seja possível mantermos nossa visão focada em algo.

Se nossos olhos ficassem fixos nas órbitas enquanto realizamos movimentos, principalmente com a cabeça, nossa visão ficaria extremamente prejudicada. A ausência de foco decorrente dessa falta de movimento dos olhos faria com que nossa visão fosse apenas um grande borrão.

Em termos fisiológicos, esse é um reflexo que ocorre sempre que há a movimentação da cabeça, para que seja possível estabilizar a imagem que está a nossa frente.

Esse reflexo tem como uma de suas características ser dividido em duas fases.

A primeira delas, chamada de fase lenta, existe para fazer a compensação da rotação da cabeça, enquanto a fase rápida tem a função de reiniciar o movimento da cabeça.

Caso não houvesse essa fase rápida, o olho acabaria atingindo a borda da orbita, e permaneceria no mesmo lugar até que a rotação da cabeça terminasse.

Como funciona o nistagmo?

O sistema vestibular é um sistema de órgãos que em conjunto com a cóclea formam o labirinto, conhecido também como ouvido interno. Esse conjunto de órgãos é essencial para que nosso corpo mantenha o equilíbrio mesmo enquanto realiza seus movimentos.

É formado por três canais, chamados de anterior, posterior e horizontal. Estes possuem um líquido em seu interior.

Esses canais não são ocupados totalmente por esse líquido, que pode se movimentar em seu interior, conforme os movimentos realizados pela cabeça.

Isso faz com que quantidades diferentes desse líquido atinjam diferentes partes dos canais que formam o sistema vestibular.

O contato desse fluido com células ciliadas presentes na região de contato faz com que o cérebro entenda em qual posição a cabeça se encontra naquele exato momento.

Com essas informações ele pode controlar o nosso equilíbrio, o posicionamento dos olhos e manter a postura adequada para cada posição.

É o sistema vestibular que possibilita ao cérebro saber qual a posição da cabeça, e para que a visão não seja prejudicada, o nistagmo faz com que os olhos se movam sempre conforme os movimentos da cabeça.

Para que ocorra essa movimentação dos olhos, são acionados os nervos oculares. Esses nervos compõem o sistema nervoso integrador, que tem como função principal analisar e armazenar as informações sensoriais que nosso cérebro recebe frequentemente.

Dessa forma, o cérebro consegue captar imagens, independente do movimento realizado pela cabeça, mantendo uma boa visão.

Nistagmo em bebês

Ao contrário da doença na idade adulta, nas crianças, o nistagmo normalmente está relacionado a possíveis defeitos na formação do olho ou até mesmo na comunicação entre os olhos e o cérebro, caracterizando um possível problema neurológico.

Nos bebês e crianças, a doença também pode estar associada a problemas como catarata, glaucoma, albinismo e problemas na retina.

Além disso, as crianças que nascem com Síndrome de Down também têm uma grande tendência a desenvolver essa condição logo nos primeiros meses de vida.

O nistagmo é caracterizado pelo movimento involuntário dos olhos.

Nistagmo e suas principais causas

Apesar de o movimento realizado pelos olhos ser normal, ele passa a ser considerado patológico quando acontece mesmo sem que a cabeça esteja realizando qualquer tipo de movimento.

Entre as principais causas do quadro, podemos destacar :

  • Labirintite:
  • Ferimentos no sistema vestibular: as lesões e ferimentos no sistema vestibular são algumas das principais causas da doença, principalmente causadas pelo uso inadequado de hastes flexíveis;
  • Lesões e tumores cerebrais: tumores ou lesões em regiões cerebrais ligadas diretamente ao controle de movimento da visão;
  • Perda de visão: o cérebro pode se confundir após a perda de visão parcial, acarretando em correções desnecessárias do movimento dos olhos;
  • Infecções: alguns tipos de infecção que afetam o cérebro, a medula, o sistema nervoso e o ouvido interno. Essas condições podem causar a doença que causa o movimento involuntário dos olhos;
  • Falta de nutrientes: a deficiência ou ausência de nutrientes como vitamina B12 e magnésio em nosso organismo pode favorecer o surgimento da doença;
  • Uso contínuo de entorpecentes: álcool, antiepiléticos e lidocaína, por exemplo, são algumas das drogas que, quando consumidas com frequência, podem levar qualquer pessoa a essa condição;
  • Traumas: o controle motor dos olhos pode ser prejudicado por traumas cranioencefálicos, por exemplo;
  • Sífilis: a bactéria causadora da sífilis, quando não combatida corretamente, pode acabar alcançando o cérebro, causando a neurossífilis. Um dos sintomas dessa evolução da sífilis pode ser o nistagmo;
  • AVC: os danos causados ao cérebro após um AVC podem ser sérios e irreversíveis e, dependendo da região cerebral afetada, o paciente pode acabar perdendo o controle motor dos olhos.

Sintomas

Além dos movimentos involuntários que são realizados pelos olhos, a doença pode trazer ainda outros sintomas também relacionados aos movimentos:

  • Vertigem;
  • Tontura;
  • Sensibilidade à luz;
  • Dificuldade na percepção de profundidade;
  • Surdez;
  • Desequilíbrio;
  • Diplopia.

Grupos de risco

Apesar de a doença poder se manifestar em qualquer pessoa, existem alguns grupos de indivíduos que estão mais propensos a desenvolver essa condição.

Conheça os principais grupos de risco abaixo:

Síndrome de Down

Os problemas de visão são uma das principais características dos portadores da Síndrome de Down.

Esses mesmos problemas podem fazer com que o nistagmo patológico acabe se desenvolvendo com mais frequência em pessoas nessas condições.

Albinos

A deficiência ou ausência de melanina nas pessoas com albinismo é o principal fator que pode levar os indivíduos desse grupo a desenvolver a doença que afeta o controle dos movimentos da visão.

Esclerose múltipla

A deterioração da bainha de mielina, responsável pela proteção dos nervos, causada pelo próprio sistema imunológico da pessoa pode deixar o organismo mais frágil, facilitando o desenvolvimento da doença.

Fique atento aos sintomas e procure um médico ao notar algo diferente.

Quais são os principais sinais do Nistagmo?

  • Movimento no sentido horizontal: os movimentos oculares apresentam baixa amplitude, principalmente no sentido horizontal;
  • Movimento no sentido vertical: também com amplitude baixa, os movimentos oculares apresentam variação de cima para baixo;
  • Movimento upbeat: a movimentação do olho ocorre sempre para cima. Normalmente esse tipo de movimento está relacionado a alguma lesão na medula;
  • Movimento torsional: esse movimento acontece quando há lesão no canal vestibular sempre no mesmo lado. Os olhos costumam rotacionar no sentido do próprio eixo, por isso se você tentar realizar o mesmo movimento por vontade própria não conseguirá;
  • Movimento pendular: aqui ocorre a junção de todos os movimentos involuntários realizados pelos olhos, como horizontal, vertical, rotação mútua ou elíptico, resultando em uma característica pendular com direção circular na região da órbita, sempre com a mesma velocidade quando muda de direção;
  • Movimento gangorra: nesse movimento um olho costuma a realizar um movimento que oscila para baixo e para fora, enquanto o outro se movimenta para cima e para fora. Esse movimento costuma acompanhar os batimentos cardíacos do indivíduo
  • Movimento downbeat: esse movimento faz com que o olho se movimente rapidamente para baixo. É comum que esse movimento seja um indicativo de que há lesão na junção do crânio cervical.

Síndrome de Arnold-Chiari

A síndrome de Arnold-Chiari é uma má formação genética rara que onde o sistema nervoso central é afetado, podendo causar desequilíbrio, perda de coordenação motora e problemas de visão.

Essa doença pode ser dividida em quatro tipos:

  • Chiari I: ocorre quando o cerebelo se estende até a junção crânio cervical, invadindo o espaço que deveria ser ocupado somente pela medula espinhal;
  • Chiari II: esse tipo da síndrome de Arnold-Chiari é mais comum em crianças que possuem uma falha no desenvolvimento espinhal e suas estruturas de proteção, também conhecida como espinha bífida. Ela acontece quando o tronco encefálico, juntamente com o cerebelo, se estende e ocupa o mesmo espaço da medula espinhal;
  • Chiari III: mesmo sendo muito raro, esse é o tipo mais grave da síndrome, que acontece quando tronco encefálico e cerebelo atingem diretamente a medula espinhal;
  • Chiari IV: ainda mais raro que o anterior, esse tipo da doença acaba sendo fatal, pois ocorre quando o cerebelo não se desenvolve total ou parcialmente

A síndrome de Arnold-Chiari acontece, na grande maioria dos casos, ainda durante a gestação, atingindo principalmente os fetos do sexo feminino.

Apesar de acontecer ainda durante o desenvolvimento do feto, é possível que crianças que nasceram com essa má formação passem a vida toda sem apresentar qualquer sintoma relacionado a síndrome.

O mais comum é que a síndrome comece a se manifestar somente a partir dos 30 anos, através de sintomas como os que elencamos a seguir:

  • Dormência dos membros;
  • Desequilíbrio;
  • Fraqueza;
  • Dor cervical;
  • Perda de sensibilidade;
  • Aumento dos batimentos cardíacos;
  • Coordenação motora alterada.

O tratamento da síndrome de Arnold-Chiari tem como objetivo impedir o avanço da doença e minimizar os seus sintomas.

Quando os sintomas são leves apenas o uso de medicamentos pode ser suficiente para aliviar as dores do paciente e melhorar sua qualidade de vida.

O neurologista pode sugerir também, nos casos onde os sintomas são mais presentes e que prejudiquem a qualidade de vida do paciente, que seja realizado um procedimento cirúrgico.

Esse procedimento é realizado com anestesia geral, e consiste em facilitar a circulação do líquido cefalorraquidiano por meio da descompressão da medula espinhal.

Quando os sintomas estão mais concentrados na fala e coordenação motora pode ser sugerido pelo neurologista a realização de terapias ocupacionais ou mesmo fisioterapia.

O diagnóstico da síndrome é feito pelo neurologista através da realização de exames de imagem como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, além de testes para avaliação da capacidade motora e equilíbrio do paciente.

A doença se manifesta de várias formas. Entenda melhor a seguir.

Tipos de nistagmo

Existem vários tipos de movimentos involuntários realizados pelos olhos que caracterizar a doença em três tipos: vestibular, congênito e horizontal.

Vestibular

Causado por lesões no sistema que controla o equilíbrio e o movimento dos olhos, o nistagmo vestibular pode ser dividido em dois movimentos:

Vestibular central

Normalmente decorrente de lesões na parte interna do cérebro, sua principal característica são os movimentos verticais tanto unidirecionais quanto bidirecionais, na grande maioria dos casos.

Vestibular periférico

Esse tipo de movimento costuma ser unidirecional e horizontal, sempre realizado em direção a lesão.

Por exemplo, se o sistema vestibular do ouvido direito estiver lesionado, os olhos realizarão o movimento lento para a direita e depois fará a correção em um movimento rápido para a esquerda.

Congênito

Esse tipo da doença ocorre quando a condição patológica está presente desde o nascimento do bebê, ou quando essa se desenvolve logo após o seu nascimento.

A forma congênita da doença é horizontal na maioria dos casos, ocorrendo com mais frequência entre o segundo e o terceiro mês de vida.

Evocado pelo olhar

Causado por um sinal deficiente da posição ocular para o sistema nervoso integrador, essa condição é muito comum, principalmente quando se há a tentativa involuntária de manutenção de uma posição ocular excêntrica.

Uma posição é chamada de excêntrica quando essa é diferente da posição normal dos olhos em período de relaxamento.

O cérebro recebe uma mensagem dizendo que os olhos estão em uma posição diferente da que realmente se encontram, e assim ele tenta fazer as correções necessárias com base na informação que recebeu.

Spasmus nutans

Essa variação da doença normalmente trás consigo problemas como torcicolo e movimentos de balanço de cabeça involuntários.

Apesar de ser muito frequente em bebês entre os três e os quinze meses de vida, é comum que essa condição acabe por desaparecer completamente assim que a criança atinge os três ou quatro anos de idade.

Há também alguns casos onde a doença acabe se prolongando até os seis anos de idade, sendo essa uma condição bastante rara.

Horizontal

O nistagmo horizontal consiste na realização de movimentos involuntários dos olhos no sentido horizontal, ou seja, de um lado para o outro.

O movimento dos olhos também pode ser vertical ou rotatório, inclusive acontecendo simultaneamente em alguns casos.

Tratamentos para nistagmo

Dependendo da causa da forma patológica da doença existem vários tratamentos que, mesmo que não curem totalmente o paciente, minimizem muito os seus sintomas, como listamos abaixo:

  • Lentes de contato: muito utilizado por pacientes que desenvolvem a forma congênita da doença, o uso de lentes de contato pode resolver o problema;
  • Suspensão do uso de medicamentos: pessoas que fazem uso de medicamentos anti convulsionantes, como epiléticos acabam desenvolvendo nistagmo, que pode desaparecer apenas com a interrupção do uso do medicamento em questão;
  • Tratamento com antibióticos: quando a causa da doença é uma infecção o uso de antibióticos pode ser a forma mais eficiente de tratar a doença;
  • Cirurgia: intervenções cirúrgicas são raras e dificilmente irão curar totalmente a doença, mas é possível minimizar muito os efeitos e sintomas da doença.

A doença tem cura?

A cura dessa doença está diretamente ligada à sua causa.

Quando essa condição é adquirida, como nos casos de infecções e traumas, os tratamentos corretos podem curar totalmente essas pessoas.

Já nos casos onde a doença é congênita, dificilmente será possível eliminar essa condição totalmente.

É possível prevenir a doença?

Na grande maioria dos casos, os agentes causadores da doença não podem ser prevenidos, o que faz com que seja muito difícil prevenir efetivamente o surgimento da doença.

Mesmo assim, existem alguns cuidados que podem ajudar a evitar lesões que podem acabar causando essa condição.

Veja alguns cuidados simples que podem evitar problemas futuros:

  • Uso de hastes flexíveis: Nunca coloque os cotonetes no canal auditivo durante a limpeza da orelha. Além de poderem ferir o sistema vestibular e causar o nistagmo, ainda pode acontecer alguma lesão ao tímpano.
  • Sexo seguro: A sífilis é uma das causas da doença que afeta o controle de movimento dos olhos, portanto a melhor forma de se evitar as duas doenças é o uso de preservativos nas relações sexuais.
  • Hidratação: Insolação é outra possível causa da doença, e pode trazer outros problemas ao organismo desidratado. Além de ingerir água regularmente, utilize protetor solar sempre que passar por longos períodos de exposição ao sol.
  • Maior ingestão de vitamina B12 e magnésio: a deficiência de vitamina B12 e magnésio pode ser suprida através da ingestão de peixes como salmão e arenque e banana.

Outra forma de ajudar a minimizar as chances de desenvolver essa condição é atuar na prevenção de acidente vascular cerebral, através da adoção de hábitos mais saudáveis como:

  • Alimentação adequada;
  • Evitar consumo de álcool;
  • Reduzir ingestão de sal;
  • Prática de atividades físicas;
  • Controle de peso;
  • Evitar o estresse.

Como é feito o diagnóstico?

Por ser facilmente identificada a olho nu, essa doença possui um diagnóstico bem fácil, que pode ser realizado por neurologistas, oftalmologistas e clínicos gerais.

Mas, mesmo sendo facilmente diagnosticada, as causas dessa condição precisam ser investigadas.

É comum que o médico busque informações sobre o histórico do paciente, saiba quando a condição começou, com que frequência ocorre, entre outras informações que julgar necessárias para um diagnóstico completo.

Os métodos mais utilizados para que seja possível realiza medições específicas da doença são:

Tomografia computadorizada

Normalmente a tomografia só é realizada quando os outros exames não foram suficientes para identificar as causas da condição.

O objetivo desse exame é identificar lesões e tumores cerebrais que podem ser as causas da doença.

Eletronistagmografia

Esse exame utiliza gravações para fazer uma avaliação dos movimentos dos olhos do paciente.

Também durante o exame são realizados testes no sistema vestibular, que também servem para auxiliar no diagnóstico de outros problemas como vertigem, tontura e desequilíbrio.

Videonistagmografia

Com o mesmo objetivo da eletronistagmografia, esse exame utiliza câmeras de vídeo para analise da condição do paciente.

Ressonância magnética

Também utilizada para identificar possíveis causas dessa condição no cérebro, costuma ser usada somente quando os outros exames não foram suficientes para confirmar o diagnóstico.

O diagnóstico é simples e rápido.

Quais medicamentos são usados no tratamento?

O tratamento com uso de medicamentos normalmente consiste na utilização de substâncias como ácido gamma-amino-butírico, estimuladora do sistema excitador neurotransmissor, ou depressoras do sistema excitatório como o glutamato.

Também têm sido realizados testes onde a toxina botulínica é utilizada para combater os sintomas da doença, mas os resultados ainda não se mostraram consistentes.

Podem existir complicações do nistagmo?

Essa é uma condição que pode prejudicar consideravelmente a visão do paciente, já que os movimentos involuntários realizados pelos olhos acabam por desfocar as imagens.

Essa ausência de foco pode comprometer totalmente atividades como leitura e direção, entre outras.

Quem tem essa doença pode se aposentar por invalidez?

É considerado inválido o indivíduo incapaz de exercer qualquer atividade laborativa permanentemente, e que também não possa ser reabilitado em qualquer outra profissão, sempre conforme avaliação realizada através de perícia médica do INSS.

Portanto, apenas o diagnóstico da doença dificilmente será suficiente para que alguém consiga se aposentar ou passe a receber algum tipo de benefício social.

O que vai definir se um indivíduo consegue ou não desenvolver qualquer tipo de trabalho, e por isso é considerado inválido, é o seu grau de incapacidade.

A aposentadoria por invalidez só poderá ser concedida caso o segurado realmente não tenha condições de desempenhar qualquer tipo de atividade de forma permanente.

O benefício concedido pelo INSS para pessoas nessa condição pode ser reavaliado em períodos de dois anos.

É possível conviver com nistagmo?

Mesmo prejudicando a visão de maneira geral, nos casos mais leves é totalmente possível conviver com a doença.

O uso de medicamentos ajuda a minimizar seus sintomas e melhorar a acuidade visual, fazendo com que a doença acabe passando despercebida.

Nos casos onde os sintomas são mais agudos, mesmo com o auxílio de medicamentos o prejuízo à visão pode causar transtornos e desconfortos, inclusive impossibilitando a realização de algumas atividades.

Independente da gravidade dos sintomas, alguns cuidados podem ajudar no convívio com a doença.

Acompanhar o quadro da doença é essencial para saber que cuidados tomar, por isso as visitas ao neurologista e ao oftalmologista devem ser realizadas com frequência.

Seguir as orientações do tratamento receitado pelo médico também é fundamental para que os efeitos do tratamento sejam os desejados.

No caso das crianças diagnosticadas com a doença, é necessário oferecer suporte educacional, pois os prejuízos à visão decorrentes do nistagmo costumam prejudicar consideravelmente o rendimento escolar.

Realizar atividades que tenham como objetivo melhorar o processo de focalização de imagens e um condicionamento visual podem ajudar, assim como utilizar fontes maiores em computadores e tablets.

O uso de lentes de contato, em substituição aos óculos também costuma produzir bons resultados terapêuticos, por isso também pode ser uma alternativa para ajudar a diminuir os prejuízos para a visão decorrentes do desenvolvimento dessa condição.

Considerações finais

Crianças, jovens e adultos podem acabar adquirindo essa condição e acabarem tendo sua visão e equilíbrio prejudicados.

Suas causas normalmente estão relacionadas a lesões, infecções, má formação e podem ser tanto adquiridas durante a vida como serem de origem genética.

Da mesma forma que há muitos casos onde o paciente consegue conviver com a doença pela vida toda sem que seus sintomas prejudiquem sua qualidade de vida, os casos mais graves também existem, podendo inclusive causar a impossibilidade de que o indivíduo realize qualquer tipo de trabalho.

Seu diagnóstico costuma ser simples, muitas vezes bastando apenas um exame clínico, mas isso não dispensa a realização de exames como ressonância magnética para descobrir o que motivou o surgimento dos sintomas, e dessa forma definir qual o melhor tipo de tratamento.

Enquanto os adultos podem realizar tratamentos medicamentosos aliados a mudanças de alguns hábitos de vida.

Nas crianças que desenvolvem essa condição, é preciso também voltar a atenção para o seu desenvolvimento escolar.

Com a visão prejudicada é comum que o rendimento caia, principalmente nos casos onde a doença é adquirida após os primeiros anos de vida.

Os tratamentos, tanto terapêuticos como clínicos costumam ajudar a melhorar consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes e quando levados à sério e seguidos à risca produzem bons resultados.

Para que seja possível encontrar o tratamento ideal para a doença é preciso entender os fatores que podem causá-la, para que se possa identificar e buscar a orientação médica mais adequada, para então dar início ao tratamento em si.

Nunca faça uso de nenhum tipo de medicamento sem procurar antes a orientação de um médico que seja capacitado, nesse caso, neurologistas ou oftalmologistas. Apenas eles poderão indicar os medicamentos ideais, a dosagem e a duração do tratamento para cada paciente.

Se você conhece alguém na sua família ou próximo a você que tem algum dos sintomas que foram mencionados nesse artigo, tente orientar para que essa pessoa visite um especialista para que seja feito o diagnóstico correto e consequentemente o tratamento mais indicado.

Isso pode ser um divisor de águas na qualidade de vida de pessoas que nem sabem que tem essa doença.

Cuide-se bem e continue acompanhando nosso blog para mais dicas sobre saúde!

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