Laqueadura: Como é feita? Preço e Recuperação

O Brasil está entre os países com maior índice de mulheres esterilizadas por laqueadura no mundo.

Ligadura tubária, ligadura de trompas ou laqueadura são nomes diferentes para um mesmo procedimento, que leva à esterilização da mulher. O Brasil está entre os países com maior índice de mulheres esterilizadas por laqueadura no mundo, mesmo com tantas outras opções de métodos contraceptivos disponíveis.

Além das questões de ordem médica, a possibilidade de realização da laqueadura envolve também alguns aspectos legais.

Está pensando em realizar a laqueadura? Conhece alguém que esteja vivendo esse dilema? Aqui você vai conhecer um pouco mais sobre esse simples, porém impactante procedimento. Basta prosseguir com a leitura do artigo.

O que é laqueadura?

Trata-se de um procedimento cirúrgico relativamente simples, que pode ser realizado por um ginecologista. É um método contraceptivo bastante eficaz, embora existam casos raros de gravidez pós-cirurgia.

No aparelho reprodutor feminino, as tubas uterinas (também conhecidas como ovidutos ou trompas de Falópio) fazem a ligação dos ovários com o útero.

Quando um óvulo é liberado por um dos ovários, é nas tubas uterinas que ocorrerá a fecundação por um espermatozoide, formando um zigoto que se alojará no útero, onde dará continuidade ao desenvolvimento do embrião. Caso o óvulo não seja fecundado, ele será liberado com a menstruação.

A laqueadura nada mais é que uma obstrução das tubas uterinas, que impede os espermatozoides de encontrarem o óvulo para fecundá-lo. A obstrução também interrompe a possibilidade da passagem do óvulo em direção ao útero.

É um procedimento simples, porém, de caráter praticamente definitivo, ou seja, dificilmente se pode revertê-lo. A mulher precisa estar muito segura quanto à sua decisão de não querer mais engravidar para que não haja arrependimento futuro.

O que diz a lei brasileira?

Por ser considerado um método de esterilização definitivo, a legislação brasileira sobre planejamento familiar estabeleceu um conjunto limitado de situações em que a ligadura de trompas é permitida.

De acordo com a lei 9.263/96,  a realização da laqueadura pode ser autorizada para:

  • Mulheres com capacidade civil plena, ou
  • Mulheres maiores de idade que já tenham pelo menos dois filhos vivos, ou
  • Mulheres a partir dos 25 anos de idade, independentemente do número de filhos que possuam.
A lei é rigorosa com as mulheres que querem fazer laqueadura.

Nesses casos, ainda para a autorização do procedimento, devem ser observados os seguintes cuidados:

  • Manter um “tempo de reflexão”, que corresponde a um intervalo de 60 dias entre a decisão e a realização do procedimento; esse período é propositalmente longo para que a mulher possa obter todos os esclarecimentos necessários, refletir e rever sua decisão, podendo desistir caso mude suas convicções;
  • Preencher e assinar documento fornecido pelo médico, atestando que a paciente tem ciência quanto ao procedimento a ser realizado e às suas consequências e que ela consente em realizá-lo.

A realização do procedimento também é permitida para mulheres que estejam sujeitas a riscos para sua saúde e para a saúde do bebê em caso de gravidez. Entre os riscos à saúde, podemos considerar a diabetes descompensada, um histórico de eclampsia e um quadro de pressão alta. Nesses casos, é necessário um laudo assinado por dois médicos.

Quais são os tipos de laqueadura?

Os tipos de ligadura de trompas dizem respeito ao modo de se realizar o procedimento. O resultado final é o mesmo. As duas formas de realização são a laqueadura abdominal e a laqueadura vaginal.

Laqueadura abdominal

O acesso às trompas se faz a partir de cortes na região abdominal. Pode ser realizada por laparotomia, minilaparotomia ou laparoscopia.

Por laparotomia

A cirurgia se dá através de um corte horizontal na barriga, similar ao que se faz em uma cesariana. Esse procedimento expõe mais a paciente a riscos de infecção e a dores pós-operatórias, em função do tamanho do corte.

Por minilaparotomia

Normalmente a ligadura de trompas não é recomendada durante pelo menos seis semanas após o parto ou o aborto. Mas, em caso de necessidade da cirurgia, a minilaparotomia é a forma mais indicada.

O ideal é realizá-la até dois dias após o parto ou o aborto. Nesse período, o útero encontra-se com seu volume aumentado, facilitando a cirurgia.

Como na laparotomia, faz-se um corte, porém, de proporções bem menores, um pouco acima da região pubiana.

Por laparoscopia ou videolaparoscopia

Uma minicâmera é inserida a partir de alguns furos feitos no abdômen. Essa minicâmera dá ao cirurgião uma ótima visão dos órgãos e tecidos internos, tornando a cirurgia ainda mais simples e segura.

É bem menos invasivo que os métodos anteriores, proporcionando menores riscos de infecção, uma cicatrização mais discreta e uma recuperação mais rápida.

Laqueadura vaginal

Nesse caso, as trompas são alcançadas a partir do canal vaginal. Pode ser realizada por colpotomia ou por histeroscopia.

Por colpotomia

O acesso às trompas é feito a partir de uma incisão no fundo-de-saco posterior da vagina, que corresponde a um espaço ao redor do colo uterino.

O procedimento é pouco invasivo, com pouca perda de sangue, poucas dores pós-operatórias e recuperação rápida. Porém, o risco de infecção não é tão baixo quanto o de uma videolaparoscopia, por exemplo.

Por histeroscopia

Esse é a única forma de realização da ligadura tubária que não requer qualquer tipo de incisão. Até mesmo a anestesia pode ser dispensada ou atenuada. Introduz-se o histeroscópio através da vagina e por esse duto alcança-se a região das trompas.

O histeroscópio é um aparelho de tubo ótico equipado com um sistema de iluminação. Ao chegar à região das trompas, uma mola de aço inoxidável medindo cerca de 4 cm é inserida no local.

A presença dessa mola, conhecida como stent tubário, provoca uma inflamação no local. O sistema imunológico, então, reage à presença desse corpo estranho, o que acaba provocando o fechamento das trompas.

A conclusão desse processo de cicatrização pode levar mais de três meses. Uma radiografia no sistema reprodutor deve ser feita para confirmar o total fechamento das trompas.

Há vários tipos de laqueadura, mas o resultado é o mesmo.

Como é feita a laqueadura?

Cuidados anteriores à realização da laqueadura

Deve-se primeiro verificar se a paciente apresenta alguma característica que represente uma contraindicação à realização do procedimento, como:

  • Alguma doença ou problema clínico que seja sensível ao procedimento;
  • Uma infecção que impeça a colocação do stent tubário, se for esse o método escolhido;
  • A não conformidade com a lei 9.263/96.

Alguns exames serão solicitados à paciente, como:

  • Hemograma;
  • Coagulograma;
  • Eletrocardiograma;
  • Ultrassom transvaginal;
  • Teste de gravidez;
  • Exame clínico ginecológico;
  • Papanicolau;
  • Ultrassom pélvico.

Outras medidas a serem verificadas antes da realização do procedimento:

  • Poderá ser solicitada a observação de um período de jejum ou ainda de uma dieta específica;
  • Para algumas pacientes ou casais, pode ser recomendada uma avaliação psicológica;
  • Além disso, há necessidade de assinar o termo de consentimento livre para a realização do procedimento nos termos da lei 9.263/96.

O procedimento

Conforme citado, a histeroscopia apresenta uma forma específica de realização. O procedimento não leva mais que dez minutos para ser concluído.

Para os demais casos, o procedimento é indolor e pode ser realizado em menos de uma hora. Os principais passos da cirurgia são:

  • A paciente recebe uma aplicação de anestésico, que pode ser por injeção ou por inalação;
  • O médico faz algumas incisões para introduzir o dispositivo que fará o acesso às trompas;
  • Faz-se então a obstrução das trompas, com o uso de anéis de plástico, clipes de titânio, cauterização ou fios de sutura;
  • Fecha-se o corte.

O período de recuperação também é breve.

Cuidados pós-operatórios

A recuperação após a cirurgia pode variar em função do tipo de intervenção escolhido, mas normalmente 24 ou 48 horas são suficientes.

Durante a recuperação podem ocorrer sangramentos vaginais, inchaços na região do estômago e dores nas costas e nos ombros. O médico pode prescrever medicamentos para as dores e recomendar repouso quanto a atividades físicas e relações sexuais.

Complicações pós-operatórias são raras. Se ocorrerem, podem ser lesões na  parede do útero, sem maiores consequências. Outras possíveis complicações podem ser reações à anestesia, menopausa precoce e lesões na bexiga, nas artérias ou no intestino.

Detalhe importante: após a laqueadura, a mulher continua a menstruar normalmente, ao contrário do que algumas fontes divulgam.

Felizmente, os cuidados pós-operatórios são simples.

Preço médio dos procedimentos

Com uma indicação médica e a observância das questões legais, uma mulher pode realizar o procedimento de laqueadura.

Para realizar a ligadura de trompas em médico particular, estima-se que os preços variem entre R$ 1.500 e R$ 5.000 reais.

Você pode requerer a laqueadura pelo seu plano de saúde

A lei 9656/98 estabelece que cabe aos planos de saúde oferecer cobertura para procedimentos de planejamento familiar. Assim, devem estar cobertos pelo planos de saúde os seguintes procedimentos:

  • Cirurgia de esterilização feminina (laqueadura);
  • Cirurgia de esterilização masculina (vasectomia);
  • Implante de dispositivo intrauterino (DIU) hormonal, incluindo o dispositivo em si;
  • Implante de dispositivo intrauterino (DIU) não hormonal, incluindo o dispositivo em si.

Você pode requerer a laqueadura pelo SUS

Veja como é o procedimento:

  1. Primeiro, você deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e manifestar o desejo de realizar o procedimento;
  2. Em seguida você será encaminhada para algumas reuniões sobre planejamento familiar e receberá orientações sobre métodos contraceptivos;
  3. Depois você será entrevistada por uma equipe de psicólogos, médicos e assistentes sociais. Nessa entrevista, você deverá expor os seus motivos para a opção pela ligadura de trompas e receberá esclarecimentos sobre o procedimento cirúrgico;
  4. Você então assinará alguns documentos autorizando o procedimento. Isso dará início à tramitação de encaminhamento ao hospital de referência;
  5. Haverá sempre um intervalo de pelo menos 60 dias até a data da cirurgia, conforme previsto na lei. Esse intervalo é conhecido como “tempo de reflexão” e é aberto para que a paciente possa desistir, caso venha a se arrepender da decisão anteriormente tomada;
  6. Além disso, pode haver um tempo de espera pela disponibilidade de um leito hospitalar, da equipe médica e dos grupos de planejamento familiar das UBS.

Existem efeitos colaterais?

Por ser um procedimento relativamente simples, são também poucos os efeitos colaterais que ele pode gerar. Entre os mais recorrentes, encontramos:

  • A menopausa precoce;
  • O aumento de varizes pélvicas;
  • Dores pélvicas;
  • Menstruação irregular.

Fora os efeitos colaterais ligados especificamente ao procedimento cirúrgico, duas outras importantes questões podem surgir em momentos seguintes:

  • A possibilidade de o procedimento falhar, isto é, de a mulher vir a engravidar mesmo com as trompas obstruídas. O percentual de ocorrência é baixo, mas os poucos casos que ocorrem são muito preocupantes;
  • O arrependimento após a conclusão do procedimento, que em algumas situações leva a mulher a um quadro de depressão. O percentual de mulheres que se arrependem é relativamente elevado.

Voltaremos a abordar essas duas situações mais adiante.

Vantagens e desvantagens da laqueadura

Numa comparação com outros métodos contraceptivos, podemos identificar algumas vantagens e outras desvantagens da laqueadura.

Entre as vantagens da realização da ligadura tubária, as principais são:

  • É o mais eficaz dos métodos contraceptivos;
  • Elimina a necessidade de continuar usando anticoncepcionais;
  • Não interfere na atividade sexual da mulher;
  • Produz poucos efeitos colaterais;
  • Reduz o risco de câncer no ovário;
  • Previne infecções pélvicas;
  • Protege a saúde da mulher que corre riscos em uma gravidez;
  • Não requer acompanhamento posterior.

Como desvantagens, podemos citar:

  • É um método contraceptivo que não atua na prevenção de DST’s;
  • Pode provocar menopausa precoce;
  • Pode gerar depressão e arrependimentos;
  • Procedimento praticamente irreversível;
  • Apesar da eficácia e da relativa simplicidade na realização, existem diversos métodos contraceptivos alternativos que podem se mostrar mais interessantes.

Laqueadura pode engravidar?

Apesar de toda a eficiência do procedimento, como já explicamos anteriormente, há uma pequena possibilidade da mulher vir a engravidar. Estatisticamente, algo entre 0,2% e 3,7% das mulheres que se submetem ao procedimento voltam a engravidar. O percentual de casos de gravidez é maior entre mulheres que optam pela laqueadura através da histeroscopia.

O problema é que quando ocorre essa gravidez, ela tende a ser ectópica, ou seja, ela se dá fora do útero, geralmente nas trompas. É uma gravidez de altíssimo risco e aos primeiros sinais o médico deve ser procurado com urgência.

Muitas vezes ocorre um aborto espontâneo, pois o ambiente para o desenvolvimento do embrião não é tão favorável quanto o útero. Caso o embrião prossiga seu desenvolvimento, será necessário um tratamento para retirá-lo. Não há como mantê-lo no interior da trompa, que pode se romper.

Cinco dias após a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, o embrião se fixa nas paredes da trompa. O rompimento da trompa ocorre entre a 6ª e a 7ª semana.

São raros os casos de mulheres que engravidam após realizarem o procedimento.

O início de uma gravidez ectópica é idêntico ao de uma gravidez normal, com atrasos na menstruação, enjoos, inchaço e maior sensibilidade dos seios. Entre a 6ª e a 8ª semana, surgem os sintomas específicos:

  • Hemorragia vaginal, com um sangramento de coloração ligeiramente diferente da coloração típica de uma menstruação;
  • Dor súbita abdominal ou pélvica;
  • Dores durante o ato sexual;
  • Tonturas, vertigens;
  • Desmaio ou perda de consciência;
  • Sinais de choque hipovolêmico;
  • Dores que se espalham pela região do abdômen e dos ombros.

Se houver rompimento da trompa, as dores abdominais passam a ser intensas, podendo ocorrer uma inflamação do peritônio, uma membrana que reveste os órgãos intra-abdominais. O sangramento se torna volumoso e pode levar a paciente a um choque circulatório. A gravidez ectópica normalmente consegue se desenvolver até a 12ª ou 14ª semana.

Assim, se apesar de ter realizado uma ligadura de trompas, você começou a notar sintomas típicos de uma gravidez, procure o médico com urgência. Pode ser uma gravidez ectópica.

No passado, 50% das mulheres que desenvolviam gravidez ectópica vinham a falecer. Atualmente esse risco está em 0,05% dos casos.

Laqueadura engorda?

Embora muitas pessoas apresentem esse questionamento, não há nenhuma relação conhecida entre a realização da ligadura tubária e o aumento de peso.

O que pode ocorrer no pós-operatório é um inchaço na região da barriga, que tende a desaparecer com o tempo.

Há também o fato de que a laqueadura leva muitas mulheres a abandonarem o uso de anticoncepcionais. O fim do uso de anticoncepcionais pode sim provocar alterações nos fluxos hormonais na mulher, eventualmente produzindo efeitos negativos.

Laqueadura é mesmo irreversível?

No passado, a limitação das técnicas de cirurgia tornava a laqueadura praticamente irreversível. Hoje em dia, considera-se que quando a obstrução das trompas é feito através de clipes ou anéis, há uma possibilidade de revertê-la através de um procedimento conhecido como anastomose.

Outra forma de reverter a ligadura de trompas pode ser por laparoscopia, mas o risco é considerado tão elevado que os próprios ginecologistas optam por não oferecer essa possibilidade.

Para mulheres que tenham se arrependido e queiram engravidar, uma boa alternativa pode ser a fertilização in vitro.

Alternativas à laqueadura

Como alternativas à laqueadura, podemos citar os diversos métodos contraceptivos existentes, como:

Camisinha masculina e feminina

  • Usado corretamente, a taxa de falha não passa dos 3%;
  • Barato, fácil de colocar, previne DST’s;
  • Pode causar alergia, desconforto durante o ato sexual;
  • Apresenta o risco de rasgar.

Diafragma, colocado na vagina como forma de conter a entrada dos espermatozoides no útero

  • A taxa de falha chega a 15%;
  • Não interfere no ato sexual;
  • Deve ser colocado pelo menos 30 minutos antes da relação (pode ser colocado até 24 horas antes);
  • Reduz o risco de doença inflamatória pélvica;
  • Deve ser retirado 12 horas após a relação.

Dispositivo intrauterino (DIU) ou sistema intrauterino (SIU) colocado no útero para impedir a entrada de espermatozoides

  • A taxa de falha é inferior a 1%;
  • Não interfere na atividade sexual;
  • Necessita de um profissional da saúde para implantar o dispositivo;
  • Pode causar anemia, dor durante os primeiros dias após a implantação, pequenas perdas de sangue nos meses seguintes e aumentar o risco de infecções vaginais.

Pílulas anticoncepcionais à base de hormônios

  • Usado corretamente, apresenta uma taxa de falha inferior a 1%;
  • Além de evitar a gravidez, ajuda a diminuir os sintomas da TPM, reduz o fluxo menstrual, reduz as dores durante a menstruação, regula o ciclo menstrual, atua no combate à formação de acnes e de excesso de pelo, previne a doença inflamatória pélvica, a formação de cistos e o câncer no ovário;
  • Exige disciplina, pois os comprimidos precisam ser ingeridos diariamente, no mesmo horário;
  • Podem provocar náuseas, dor nas mamas, pequenos sangramentos fora da menstruação, redução do fluxo de sangue e sintomas de depressão.

Injeções intramusculares de substâncias anticoncepcionais

  • Indicado para mulheres com problemas mentais, tuberculose ou epilepsia;
  • O uso prolongado pode provocar atraso na fertilidade, aumento do apetite, aumento de peso, dores de cabeça, acnes, queda de cabelo.
São dezenas os métodos contraceptivos além da laqueadura.

Implantes anticoncepcionais contendo etonogestrel sob a pele

  • Além de prevenir a gravidez, reduz as dores abdominais durante a menstruação;
  • Não é um método barato;
  • Exige a presença de um profissional para a aplicação;
  • Pode causar perdas de sangue irregulares, manchas na pele, náuseas, dores de cabeça e variações no humor.

Anel vaginal à base de etonogestrel e etinilestradiol

  • Fácil de usar, não interfere no contato íntimo;
  • Não altera a flora vaginal;
  • É reversível;
  • Não previne DST’s;
  • Pode provocar aumento de peso;
  • Apresenta algumas contraindicações, como no caso de problemas no fígado ou de pressão alta;
  • Pode causar dores abdominais, náuseas, redução da libido, menstruações doloridas e risco de infecções vaginais.

Outros métodos

  • Pílula do dia seguinte, tomada após a relação sexual como tentativa de impedir a ovulação;
  • Espermicidas, substâncias químicas que recobrem a vagina e o colo do útero, matando os espermatozoides antes que consigam fecundar o óvulo. A taxa de falha chega a 30%;
  • Vasectomia, cirurgia feita pelo homem para impedir a saída de espermatozoides. O índice de falha é de 0,01%.

Métodos naturais

  • Tabelinha para controle do período fértil, um dos métodos mais antigos que se conhece, apresenta uma taxa de falha em torno de 25%;
  • Coito interrompido, para evitar a ejaculação no interior da vagina, também apresenta uma taxa de falha em torno dos 27%;
  • Método do muco cervical, outro indicativo para identificação do período fértil;
  • Método da temperatura.

Considerações finais

A laqueadura não é apenas um método contraceptivo, é um procedimento de esterilização. A seriedade da questão é tanta que há uma lei específica para tratar de seu uso, como você aprendeu ao longo dessa matéria.

Se você busca um contraceptivo, converse com seu médico. Há inúmeras alternativas para essa finalidade. Ao final, se a decisão for mesmo pela ligadura de trompas, observe rigorosamente as orientações e, sobretudo, procure afastar por completo as hipóteses que possam levar a um arrependimento.

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