Alertas para a Doença de Alzheimer

confundir ou negligenciar podem atrasar os estímulos que ajudam a reduzir os impactos da doença

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Nenhum de nós espera ou deseja um dia ficar sem memória. É pavoroso só de imaginar! A perda da autonomia e independência que as pessoas portadoras de algum tipo de demência como Alzheimer  apresentam, de fato nos tira do sério. Nem a gente, nem a família da gente sequer deseja ficar pensando sobre isso.

Quando alguém está para desenvolver um quadro demencial como a Doença da Alzheimer, é a mesma coisa. Negamos, negligenciamos… até que a doença chega mas NINGUÉM PERCEBE!

E isso é muito ruim pois a questão do despreparo sobre como lidar, interagir, cuidar, administrar a situação causa um baque emocional estrondoso em todos mais próximos ao portador.

 

Alzheimer: um mal silencioso

A Doença de Alzheimer é um mal silencioso que vem se tornando uma epidemia mundial. No Brasil não é diferente. Quanto mais aumenta a população acima dos 60 anos de idade, mais casos de Alzheimer surgem.

Por isso a importância de observarmos sinais preditivos desta doença afim de oferecermos melhor suporte para quem dela sofre ou… até mesmo para que a doença assuma um impacto menos agressivo caso qualquer um de nós a tenha. (Deus que nos livre e guarde!)

O Alzheimer está chegando?

Muitos filhos me relatam esquecimentos preocupantes da mãe ou do pai. Por exemplo:

“Meu pai pagou a conta do telefone 2 vezes. Fiquei preocupado…”

“Na conversa de ontem com nossos amigos ele trocou o nome das pessoas. Morri de vergonha.”

“Ao chegarmos em casa, ele lembrou do nome da médica.”

“Ele não guarda mais números de telefone como antigamente.”

Bem, ao perguntar para os filhos a frequência desses episódios, muito comumente dizem: “não é sempre, mas de vez em quando”. E ao saber da idade dos pais relatam com frequencia terem acima de 75 anos.

Ora! Uma mente acima dos 75 anos é um arquivo enorme de registros pela vida! Imagina quanta informação guardada.

Sendo assim, é muito esperado que tenhamos um raciocínio mais lento nesta faixa etária. Pois ao tentar encontrar alguma informação é como se estivesse procurando agulha num palheiro.

Então dar um desconto para lapsos como os citados acima, é válido!

Ora bolas! Chegar aos 75 anos de idade é uma das vitórias da vida, então sempre digo que alguns direitos são concedidos nesta fase.

Como por exemplo o direito de cometer alguns lapsos de memória, sem retaliações.

Agora, se a questão é… a mesma falha repetidas vezes ou se com frequência se guarda escova de dente no congelador… aí sim! Tem um problema que vale a pena avaliar para tomar medidas importantes, com o objetivo de preservar a qualidade e vida, nestas alturas do campeonato.

Pois também tem algo que queremos: deixar esta vida bem! Ou falando a mesma coisa: morrer bem. Não é? Se a resposta for não… então você deseja morrer mal ou não viver isso tudo pra ver como vai morrer.

As fases do Alzheimer

A demência da Doença de Alzheimer tem uma característica progressiva. E por isso, ela acontece em fases. E a coisa que mais é afetada nesta doença são as memórias. Como nosso potencial funcional precisa de memória pra poder pensar e fazer, então nossa funcionalidade tende a se limitar.

As memórias desaparecem como se uma cor tingida em um papel fosse se desbotando com o passar do tempo. Assim, a pessoa vai paulatinamente aumentando sua necessidade de cuidados. Junto a isso, surge a figura do cuidador familiar e dos cuidadores profissionais. Bem como uma rede clínica de cuidados.

Fase Inicial

No início quando “ninguém vê”:

    • a irritabilidade surge nas relações
    • o indivíduo recusa “ajudas” e tenta resolver “suas questões” sozinho
    • os esquecimentos são leves mas constantes e considerados “normais da idade”
    • as pessoas próximas reparam que algo está errado mas há uma tendência para negar qualquer mal e acham que “é porque está ficando mais velho e é difícil mesmo né?”
    • a desmotivação e desânimo começam a tomar espaço no dia a dia

No início quando “começam a ver”:

  • é muito frequente perder objetos ou o caminho para casa e isso começa a chamar atenção dos filhos e amigos
  • a higiene pessoal começa a ficar precária
  • a repetição de histórias de modo significativo e incômodo, surge
  • a pessoa não admite erros visíveis
  • reconhecer rostos familiares começa a ser um desafio
  • hábitos e costumes sociais começam a se modificar
  • família procura o médico para avaliar
  • novos remédios fazem parte da “farmacinha” habitual

 

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Fase intermediária

  • o estresse já faz parte da rotina da família e um rodízio de cuidados entre os filhos começa a aparecer, mesmo que de forma incipiente e estrutura precária
  • outros profissionais são consultados na tentativa de encontrar uma solução para crises como medo de ficar só ou pânico, desorientações mentais constantes
  • agitação e irritabilidade
  • dificuldades para dormir no horário noturno pra diurno
  • sinais depressivos se tornam visíveis
  • linguagem desconexa, ideias desorganizadas
  • troca objetos de lugar com frequência
  • alterações alimentares começam a surgir, aumentando a dependência de um cuidador
  • precisa de ajuda para escolher e vestir roupas, para organizar suas atividades de rotina, etc
  • uma preocupação com questões de direitos e deveres surge e muitos se encontram sem preparo algum para lidar com isso

Ao final da fase intermediária a figura do cuidador familiar principal se torna clara, bem como o costume criado entre cuidadores profissionais e os clínicos. Ou seja, há uma rede de cuidados formada, mesmo que na maioria das vezes esta rede se apresente sem gestão e desorganizada.

Fase avançada

  • nestas alturas a fala está completamente comprometida
  • o caminhar sozinho necessita de muita monitoria e a tendência é reduzir totalmente
  • há necessidade de apoio e suporte para a realização de todas as atividades de autocuidado
  • há um a preocupação constante com a deglutição principalmente nas grandes refeições pois engasgos são muito comuns
  • o olhar é “vasado” , a ermo, aparentando sem ter um ponto próximo específico
  • a expressão para dores, necessidades de evacuação intestinal e vesical desaparecem
  • o cuidador familiar encontra-se completamente esgotado e muitas vezes em conflito com irmãos, filhos, esposo

Preparar-se para o que der e vier!

Todos nós já ouvimos várias vezes que devemos nos preparar na vida para o que der e vier. A reflexão deste pensamento pode nos parecer contraditório quando pensamos na ansiedade de se viver: “pra quê me preparar para algo que nem sei se vai acontecer?” Daí, decidimos por deixar a vida nos levar.

Só que, em se tratando de fatos como a Doença de Alzheimer, é bem melhor tomarmos conhecimento mesmo não havendo pessoas com diagnóstico próximas a você.

Por isso, entender, conhecer e observar fatores de possíveis envolvimentos com a doença pode fazer toda a diferença uma vez que… ESTIMULAR OS NEURÔNIOS É O SEGREDO PARA REDUZIR OS IMPACTOS DO ALZHEIMER.

Então, vamos “aprender” a observar os sinais que predizem a Doença de Alzheimer?

ATENÇÃO!  Para percebermos um possível diagnóstico de Doença de Alzheimer, todos esses 10 sinais devem aparecer de forma recorrente e/ou significativa:

1. Perda de Memória Recente
2. Dificuldade em planejar ou resolver problemas
3. Dificuldade em executar tarefas familiares
4. Perda da noção de tempo e desorientação
5. Dificuldade em perceber imagens visuais e relações espaciais
6. Problemas de linguagem
7. Trocar o lugar das coisas
8. Discernimento fraco ou diminuído
9. Afastamento do trabalho e da vida social
10. Alterações de humor e personalidade

 

Se há um diagnóstico da Doença de Alzheimer em sua família ou cliente é muito importante que a atuação para ajudá-lo e também para manter a saúde do cuidador seja em rede.

E para manter-se afastado o máximo possível desta demência A MELHOR ATITUDE É MANTER ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL de acordo com o seu entendimento, escolhas e costumes.

Não há como prevenir esta doença, como já sabemos, mas há como preservar ao máximo nossas habilidades e funções. Acredito nisso!

Abraços mil!

 

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2 Comentários
  1. Zazá Diz

    Perfeito.Fácil entendimento e bem claro.

  2. pedro Diz

    Tenho incontinência é grave mas já uso fralda á dez anos

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