Alergia ao Sol: Pomada, Vacina, Medicamento

A alergia ao sol não tem causa conhecida ou cura, mas também não é doença e pode ser cuidada, prevenida e tratada.

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O sol ajuda nosso corpo a produzir vitamina D e é essencial para o bom funcionamento do organismo. Mesmo assim, há muitas pessoas que sofrem de alergia ao sol. Um mal que pode aparecer em qualquer momento da vida e causa problemas e dores horríveis. Saiba mais sobre esta moléstia, tratamentos, vacinas e cuidados com quem sofre com essa alergia.

Benefícios da Vitamina D

A vitamina D é essencial para as crianças, na boa formação dos ossos. Ajuda a manter o cálcio necessário para ossos saudáveis e fortes e ainda ajuda a desenvolver a musculatura. Outro benefício da vitamina D é ajudar na absorção de nutrientes pelo corpo e dar ao cérebro o sinal de que estamos satisfeitos, evitando comer demais e sendo uma aliada contra a obesidade.

Os benefícios da vitamina D são muitos para o organismo humano em qualquer idade. E a melhor coisa de tudo é que o corpo humano pode produzir a quantidade necessária de vitamina D bastando, para isso, alimentação saudável, descanso e doses diárias de luz do sol. A vitamina D só é metabolizada quando nos expomos ao sol.

Porém, como o tema deste texto diz, há pessoas que sofrem de alergia ao sol. E um dos problemas recorrentes de quem sofre deste mal é a necessidade de se afastar da exposição direta à luz solar. Você pode imaginar uma situação assim? Vamos saber mais sobre essa condição e as formas de combater este mal.

O que é e como acontece a alergia a luz solar?

Causas da alergia ao sol

Toda reação alérgica é o sinal do corpo que há algum agente estranho, danoso ou perigoso em contato com o sangue, os órgãos ou a pele. É importante saber que a alergia ao sol não tem causa conhecida e não tem cura. Mas também não é doença e pode ser cuidada, prevenida e tratada.

Para evitar confusão:

  • Doença – é uma alteração do estado biológico de saúde. Manifesta-se com uma série de sintomas. Alguns são perceptíveis, outros não. Toda enfermidade diminui funções do corpo e pode causar a morte. A maioria das doenças é contagiosa.
  • Alergia – É uma reação anormal a um agente externo. É causada por uma extrema sensibilidade a alguma substância. Na maioria das vezes, não gera maiores problemas ao portador. Pode causar danos maiores quando não controlada. São raros os casos de contágio.

Alergia ao sol não é uma doença, não é contagiosa e pode ser tratada. E a pessoas portadora desta alergia pode levar uma vida normal.

Pele pinicando depois de tomar sol: entenda

Pode parecer absurdo, mas todos nós temos alergia ao sol.

A grande verdade é que o sol, fonte de energia, luz, calor e catalizador de vitamina D essencial ao organismo humano, é muito benéfico e altamente perigoso. É importante saber usar este recurso da luz solar.

Os exemplos mais comuns de alergia ao sol em pessoas com a saúde perfeita são as queimaduras, a sensação de “pinicar”, manchas na pele, envelhecimento precoce da pele e até o aparecimento do assustador câncer de pele.

Já para pessoas que sofrem de casos extremos de alergia ao sol, o menor contato com a luz solar pode rapidamente causa vermelhidão, coceira, comichão, infecção localizada, feridas com pus e tudo isso pode causar muita dor.

Existe também alergia ao protetor solar?

Existe. A parte mais complicada da alergia ao sol é que justamente o produto que deveria proteger a pele contra os efeitos nocivos da radiação solar acaba causando mais irritação e alergia.

A melhor maneira de se defender neste caso é ler a bula do protetor solar. Associações de defesa do consumidor alertam sobre protetores solares com agentes alergênicos.

Falando assim, parece muito fácil evitar produtos perigosos, mas o fato é que uma substância química pode afetar apenas algumas pessoas e outras não. É preciso saber se a pessoa afetada tem problemas com algum produto ou componente químico específico e evitar este componente em compras posteriores.

Se você já sofreu de algum tipo de alergia ao protetor solar, faça um teste em casa, sem se expor diretamente à luz solar. Passe apenas um pouquinho de um protetor em um local específico da pele, como nas costas da mão ou no alto da orelha e espere até 12 horas. Prevenção ainda é o melhor remédio.

O que é erupção cutânea fotoalérgica?

O termo “erupção cutânea” é um jeito um pouco assustador de dizer que a sua pele, ou cútis, em termo mais técnico, sofrerá alterações de cor, como vermelhidão, ou de textura, como inchações, aparecimento de caroços e até feridas em casos mais graves e raros.

O termo “fotoalérgico” costuma ser associado a fotossensibilidade ou fotofobia, termos utilizados para descrever pessoas que sofrem de alguma alergia ao sol ou alergia à luz solar. Nada que deva preocupar demais.

Se você já ouviu estas palavras e se preocupou, calma. Você pode ter apenas ouvido falar de uma leve coceira que vai incomodar um pouco e pode ser tratada com cortisona ou anti-histamínicos, na forma de pomadas ou xaropes, de uso oral. Mas, casos muito graves de alergia solar devem ser levados a um especialista.

Existem dois tipos de alergia solar

Com muito estudo e com observação cuidadosa, a medicina identificou duas formas diferentes de alergia ao sol. Veja as diferenças entre os dois tipos:

Exógena

Uma forma de alergia que acontece com a ajuda de outros elementos ou fatores externos. Esta alergia só se manifesta quando substâncias entram em contato com a pele e depois são expostas ao sol e causam reações alérgicas. São os casos de contato da pele com:

  • Suco de limão;
  • Produtos de limpeza;
  • O pólen de algumas plantas;
  • Alguns cosméticos – não todos!

Endógena

Aqui o agente alérgico está dentro da pessoa. Pode ser um alimento, uma reação metabólica, uma doença imunodeficiente. As causas são várias:

  • Ausência ou falha na troca ou produção de melanina pelo organismo;
  • Deficiência imunológica causada por alguma doença;
  • Má alimentação;
  • Acúmulo de porfirina no sangue ou na pele.

Para estes casos, exames de sangue e acompanhamento médico são necessários.

Grupos de risco mais afetados pela alergia solar

Casos de alergia ao sol são raros, felizmente. E esta moléstia ataca especialmente pessoas de pele mais clara. É muito comum em albinos, devido à ausência completa ou quase total de melanina. Casos em pessoas de pele mais escura são ainda mais raros.

A alergia ao sol pode aparecer em qualquer idade. Porém, temos a impressão de que é um mal que atinge mais as crianças. O fato é que mulheres são as maiores vítimas dessa alergia e as crianças têm esta alergia detectada rapidamente pelos pais, que estão sempre atentos. Adultos, especialmente homens, costumam ignorar mais a doença, passar uma pomada qualquer e não dar tanta importância, a menos que o problema seja realmente severo.

Talvez este comportamento explique a maior incidência em mulheres. A atenção à saúde e ao bem-estar é muito mais comum no sexo feminino. E mesmo alterações cosméticas ou pequenos desconfortos são rapidamente notados e levados a um especialista.

Homens tendem a esconder seus problemas de saúde, ignorar, achar que nunca são sérios. Este comportamento de negação é um dos fatores que aumentam as taxas de mortalidade entre homens.

Outros fatores relacionados à alergia ao sol

Apesar de não ter causas bem definidas e poder aparecer em qualquer idade, em qualquer grupo social ou étnico, de qualquer país, a alergia ao sol pode ser causada por fatores externos como:

  • Medicamentos como antibióticos, drogas que contenham sulfa em sua fórmula e tetraciclina;
  • Perfumes, desinfetantes e até protetores solares com produtos químicos que alterem a saúde da pele. É necessário ficar atento a todos os componentes dos produtos que você usa em sua pele;
  • Fator genético. Ainda não está clara a relação genética ou de parentesco com a alergia ao sol, mas se alguém em uma família tem essa alergia, é possível que os mais jovens e as crianças apresentem este mesmo problema;
  • Outra doença de pele. A pré-existência de outras doenças de pele, como a dermatite, pode causar alergia solar.

Como identificar os sintomas?

       

Queimaduras, arranhões, bolhas na pele, alergias pequenas com aparência inocente ou bolhas cheias de água ou pus são alguns dos sintomas que podem aparecer.

Essa variedade toda de sintomas dificulta a rápida identificação do problema e confunde até os especialistas. Caso você veja estes sintomas em sua pele ou em alguém que você conheça, o ideal é procurar um médico. Mas, se você notar os sintomas descritos abaixo, as chances de ser um quadro de alergia ao sol são grandes:

  • Falta de proteção solar adequada – Os principais pontos em que a alergia solar aparece são mãos, braços e pescoço. Justamente as áreas que geralmente estão descobertas e que a gente sempre esquece de passar protetor solar. É importante para pessoas com pele sensível se protegerem dos raios UV. Só este pequeno cuidado já elimina em muito as chances de desenvolver alguma alergia solar.
  • Um dos sintomas mais comuns da alergia ao sol é a fotossensibilização. São as erupções na pele que aparecem com pus ou água ou manchas avermelhadas. A causa deste sintoma pode estar em agentes terceiros, como remédios, seiva de plantas e cosméticos.
  • Casos de alergia solar que causam urticária ou coceira também são muito comuns. Esta forma de alergia é ainda mais grave, pois bastam alguns instantes de exposição à luz solar para a pessoa desenvolver manchas rosadas ou avermelhadas por todo o corpo e ter até mesmo as vias respiratórias afetadas. Estes casos mais extremos podem causar sufocamento.
  • Quando a alergia solar é uma erupção na pele. Também chamada de erupção cutânea, é o caso mais comum e afeta, ou ao menos é mais notado, em mulheres em idade fértil, mais jovens, entre 20 e 35 anos.
  • Alergia solar que causa erupções polimorfas na pele, ou seja, manchas de várias formas, texturas e com tons de avermelhado ou rosa são um outro tipo de alergia que ataca homens, mulheres, crianças e idosos. Pessoas de todas as idades podem ser afetadas por este tipo de alergia. Os pontos do corpo mais comuns em que essa alergia se manifesta são os mais expostos ao sol como orelhas, rosto, braços e pernas e o pescoço.

Tratamento, diagnóstico e cuidados

O que parece um caso horrendo e assustador e que causa tanto desconforto, na maioria das vezes desaparece rapidamente ou vai sumindo aos poucos. O que fica para a maioria das pessoas é a impressão de que foi apenas um problema passageiro, causado por algum agente tóxico, ou como se diz muito, “alguma coisa que você comeu”.

E de fato, na maioria das vezes, as pessoas acometidas por alergia ao sol não repetem o problema durante anos, um dos motivos que dificulta um diagnóstico preciso.

Mas há pessoas que vão sofrer desse mal durante toda a vida, com momentos mais e menos intensos de manifestação.

O ideal é sempre consultar um dermatologista, fazer os exames e manter a atenção a todos os casos de alergias que aparecerem. Mas os diagnósticos mais comuns são feitos sem a necessidade de exames invasivos. É muito comum que o médico peça para ver o problema, use uma iluminação melhor para enxergar a área afetada e, ocasionalmente, peça um exame de sangue.

Casos em que há secreção de água ou pus inspiram mais cuidados. Caberá ao médico determinar os exames e posteriormente o tratamento necessário. E alguns dos exames mais pedidos para este tipo de moléstia são:

  • Exames de sangue;
  • Pedido de amostras de pele – calma, só vai incomodar um pouquinho e depois você põe um band-aid. Não dói nada;
  • Teste de luzes, como a luz UV, que imita o ultra-violeta dos raios solares.

Tratamentos mais adequados

Apesar de os médicos terem um enorme arsenal de medicamentos, pomadas, remédios e drogas à disposição, o melhor tratamento ainda é a prevenção.

O uso de protetores solares, tomando cuidado com a composição química dos produtos é o mais adequado e mais recomendado por especialistas e dermatologistas. Especialmente o povo brasileiro deveria ter o hábito de usar mais protetor solar.

Outra medida preventiva para evitar a alergia ao sol é apenas se expor aos raios solares nos horários de luz mais suave. Pela manhã e ao final da tarde. É mais saudável evitar o sol entre 10 da manhã e 4 da tarde. Neste período, a incidência dos raios UV – ultra-violeta – é muito maior. E isso faz mal para quem tem alergia solar e também para a pele de quem nunca demonstrou ter nenhum tipo de alergia.

Lembrado que a luz solar em excesso causa manchas na pele de todas as pessoas, envelhece mais rapidamente a pele e pode causar câncer de pele.

Depois da prevenção, os medicamentos mais comuns são os anti-histamínicos. Mas antes de usar qualquer tipo de remédio, consulte um médico. A auto-medicação pode destruir a sua pele, causando queimaduras, dermatites e até piorando mais ainda o problema.

E para saber mais sobre os protetores solares mais indicados, leia o artigo da Fundação Proteste comparando as principais marcas do mercado.

Remédios e tratamentos para a alergia solar

Os anti-histamínicos são drogas de uso oral. Utilizar este tipo de medicamento sem orientação médica pode causar mais mal do que bem, especialmente se a pessoa descobrir tarde demais que é alérgica a estas drogas.

Pomadas

Outro medicamento aconselhado é a pomada com base em cortisona, usada como cicatrizante, calmante e reparador da pele afetada. Porém, se o seu tipo de alergia solar não for tratável por cortisona, você pode piorar o problema ou mascarar a alergia, o que só vai dificultar um diagnóstico preciso.

É importante repetir e recomendar para todos que nunca se automediquem. Deixem os remédios para os médicos.

Quem não gosta de usar drogas pode usar remédios caseiros?

Todo mundo conhece uma receitinha caseira que é “tiro e queda” para resolver de tudo.

O curioso é que quem sempre tem remédio para tudo é justamente quem sofre mais de doenças crônicas que não foram tratadas ou curadas e só faz aumentar as estatísticas de mortes prematuras.

Chá caseiro, remédio milagroso, creme com produtos sensacionais e revolucionários e toda sorte de simpatias deveriam ter ficado no século 19 junto com os milagres duvidosos e curas espirituais. Desconfie e procure um médico.

Agora, se você preferir dar ouvidos à ciência, que cria vacinas e efetivamente cura doenças, o ideal é colocar mais frutas e legumes ricos em caroteno em sua alimentação.

O caroteno é a substância que ajuda a pele a ter mais cor, vitalidade e que gera as vitaminas necessárias para que a pele resista bem à luz do sol. Em curtas palavras, é como um bronzeador natural que você come com a salada ou de sobremesa.

Alimentos ricos em caroteno são o tomate, a cenoura, a beterraba. O ideal é consumir estes alimentos crus. Cozinhar no vapor também faz bem. E sempre que possível, coma um alimento com a casca.

Se você prefere frutas, alimentos como o melão são ricos em caroteno. E frutas ricas em vitaminas C e E são essenciais para a boa saúde da pele.

A vitamina C pode ser encontrada com facilidade em frutas cítricas como limão, laranja, acerola e goiaba. E para ter mais vitamina E, aposte em alimentos como abacate, salmão, sementes de girassol e as pequenas e deliciosas nozes, não apenas a conhecida noz, mas todas da mesma família, como os amendoins, castanhas e amêndoas.

Outros alimentos ricos em vitamina E são as azeitonas, ovo cozido e o exótico kiwi.

Ajuda lembrar que o ideal é sempre evitar o uso de açúcar em qualquer sobremesa.

Medicamentos

Um creme muito útil e sem contraindicações é o óleo de avelã para a pele queimada. Pode trazer algum alívio para os casos mais leves de alergia ao sol. Mesmo assim, é importante procurar um médico caso o problema se mostre frequente.

Uma coisa importante para levar em conta é que se uma mancha rosada ou avermelhada aparece na pele, pode ser uma alergia ao sol, o que não quer dizer que a pessoa seja portadora de uma alergia permanente. Casos esporádicos podem afetar qualquer pessoa, por mais saudável que pareça. Porém, se mais manchas aparecerem e se os sintomas forem mais insistentes e incômodos, a pessoa pode ter desenvolvido um caso de alergia solar que apenas um especialista saberá diagnosticar com exatidão.

Os medicamentos mais utilizados são aqueles que contém anti-histamínicos, em forma oral, ou seja, xaropes e as pomadas que contêm cortisona na fórmula.

Como tratar alergia ao sol?

A melhor maneira de tratar este problema é a prevenção. E depois, é sempre recomendado procurar um médico para descobrir se o problema é de tratamento simples ou se é mais grave. A certeza é que, tratando em tempo e corretamente, os casos de alergia ao sol têm solução. Por isso, se notar qualquer um dos sintomas descritos neste texto, procure um médico.

O tratamento costuma ser bem simples e indolor. Pomadas e xaropes são os medicamentos mais usados. Só é necessário avisar ao médico se a pessoa afetada por alergia ao sol tem alguma sensibilidade, ou, em outras palavras, sofre de alergia a cortisona ou anti-histamínicos.

Vacinas

Toda vez que falamos de uma doença, pensamos que ela é causada por um vírus ou uma bactéria, um agente externo, um micro-organismo que a pessoa contrai da natureza. Mas no caso das alergias, não é bem assim. Apesar do agente alergênico ser externo, ou seja, estar fora do corpo, a alergia é uma reação de defesa do corpo para expulsar o elemento que causa a irritação.

Como não há um agente biológico envolvido, não há como prevenir ou vacinar. Afinal, toda vacina é o micróbio, vírus ou bactéria, enfraquecido, usado para que o corpo crie anticorpos.

Alergias costumam ter tratamento, mas não vacinas. Porém, um grupo que defende a imunoterapia diz que é possível curar alergias com um tratamento incomum, que não é recomendado por médicos. Apenas por curiosidade, é possível saber estas terapias alternativas clicando aqui.

Mas cuidado ao acreditar em tudo o que aparece na internet. Tem muita gente dando conselho de curioso. E quem acredita, pode acabar se machucando. Nossa recomendação é: saiba o que é e não cometa este erro.

Cuide-se bem e viva melhor!

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