A demência vista por outro ângulo

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Hmmmmmm… como começar isso aqui…

Vamos dizer assim que todos nós visualizamos uma demência como um problema, um defeito estritamente orgânico, um acidente funcional, proveniente talvez de fatores genéticos, mutações gênicas, uso abusivo de drogas, má qualidade de vida longe de atividades físicas ou intelectuais.

Mas deve ser pouco comum associarmos um quadro demencial com um coração machucado, revoltas guardadas, tristezas escondidas, memórias negadas, sentimentos embolados, novelos de pensamentos negativos sobre sua história. Desta forma o que temos? A demência vista por outro ângulo.

Demência pode ser uma alternativa para a depressão onde a vontade que o indivíduo tem é de se apoderar de uma imensa borracha e apagar os rabiscos, que considera ser resultados de sua vida.

Um somatório de erros não corrigidos, culpas não dissolvidas, ausência de perdão.

Ao vivermos cercados de impressões físicas sensoriais o tempo todo negligenciamos (por uma enorme distração!) nosso lado “extrassensório”, sensível e sutil, espiritual, metafísico.

Mergulhamos em situações limitadas sufocando a nossa parte refinada: o verdadeiro eu. Aquela única parte que jamais mente pra si mesma, jamais se justifica, jamais faz escolhas erradas.

Porém, não é visto, nem tampouco sentido como deveria, passando a ser escravo de tudo que é visível e concreto.

Enooooorme distração!

O “eu” aprisionado em si mesmo, sem campo para expressar sua verdade, adoece.

Adoece deprimindo ou adoece demenciando, ou… sei lá!

Meras especulações pessoais por acompanhar nesses 16 anos de trabalho percursos demenciais tão parecidos… na maioria das histórias pregressas à demência, um grande trauma, uma enorme amargura não purgada.

Então agora “já quase que” posso dizer assim que a demência (quem sabe) também é desenvolvida por más escolhas.

Escolhas que te levam para um caminho negro, para o desgosto, para o desânimo de encarar de fato todas as situações avessas. Escolhas que fazem você deixar de olhar bem nos olhos de cada uma dessas situações revelando PARA SI MESMO a sua coragem, a sua capacidade, a sua inteligência, o seu poder de definir o rumo certo da sua vida e decidir seu caminho. Com certeza o caminho da bondade, da bem aventurança, das possibilidades felizes, da alegria de viver.

Mais profundamente posso dizer que demenciar é quase que uma questão de decisão. Decisão pelo “apagão de uma história que não vale a pena lembrar”.

Num giro de 180 graus, preservar a saúde do cérebro e tratar a mente com a gentileza dos pensamentos positivos, otimistas e restauradores TAMBÉM É ESCOLHA.

       

Portanto, escolha é poder.

Este tem sido meu exercício cotidiano: me empenhar para as escolhas certas a cada minuto. Processo “autolimpante” constante. Faxina interna diária!

E o que sugiro pra você? Coisas que pratico:

– (re)conheça seu potencial

– envolva-se com boas companhias

– perdoe e seja leve

– aprenda com os erros

– apaixone-se por desafios

– acredite que tudo é possível (coisas boas e ruins) – pra quê se indignar?

– ilumine seu coração

– transforme frustração em gratidão pelo aprendizado

– seja blindado ao rancor

– seja cooperativo sempre

-não importa a situação, doe amor!

Enfim, cuidar-se para não demenciar também pode ser reinventar-se a cada dia para seguir sua jornada sem carga pesada.

 

Até a próxima,

Gal Rosa

       

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