Seres psicológicos num mundo tecnológico

Refletindo sobre o que somos

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Onde já se viu tanta novidade na história da humanidade? Somos psicológicos ou tecnológicos?

O homem das cavernas nem triscava de passar perto das ideias do mundo de hoje. E o que mais me encanta é perceber que ele resguardava um potencial imenso de criatividade e inteligência.

Mas querem de fato saber o que acho? Que a tecnologia não significa nossa melhor performance. Mas não significa mesmo!

Onde já se viu chamar uma caixinha fina, de plástico e metais, com um taaaaanto de botão confuso que trava, que só abre em determinado lugar… que consome energia e ocupa memória?

Ai ai ai… de fato ainda estamos longe do que podemos chamar de perfeição.

Sim! Robôs imitam muitas coisas humanas com perfeição. Oops! De um jeito muito parecido, melhor dizendo.

É que pra minha cabeça, que nasceu para a tecnologia aos 11 anos de idade (e olha que isso já faz tempo), as máquinas nunca substituirão nossa capacidade e inteligência.

Mas toda atenção é pouca pois nossa burrice pode ser autodestrutiva, uma vez que esses mecanismos high-techs estão e sempre estarão sob nosso comando.

O mundo pode ser invadido por robôs como na tela de um filme (Veja “AI- Inteligência Artificial | anos 90). Mas daí para não sobrar um humano na face da terra é coisa que não acredito.

É curioso esse meu sentimento de sentir a maravilha da mente humana, ao mesmo tempo que vejo o tamanho da sua ignorância.

E é desse lado escuro que sinto ter que cuidar para não entregarmos a responsabilidade da vida à tecnologia.

Somos psico (que de acordo com a raiz grega significa alma ou atividade mental) e não tecno (que diz respeito à técnica, ciência ou arte de…).

A diferença? É que TECNO é a criatura e o PSICO, o criador.

Logia vem de logos, que é o estudo da coisa em si.

Entendendo mais ainda? Não temos que temer ou nos deixar dominar pela tecnologia.

Ter consciência plena de que ela jamais substituirá a presença, os sentimentos, a percepção existencial…

Somos psicológicos, não tecnológicos!

A tecnologia jamais dará conta de praticar sozinha conceitos inerentes à vida como humanização, sustentabilidade, relacionamentos, criação da própria vida, dentre outros.

Mas ela existe. É bem real, de senso comum e compõe 100% do amálgama que nos une na atualidade.

Dá pra viver sem? Não!

O que não significa que só podemos viver, se dependermos dela.

Também não.

De fato precisamos dela, mas não somos dependentes dela. Bem, ao menos que queiramos.

Veja eu e você na relação desse texto. Se chegou até aqui podemos dizer que graças à tecnologia estamos refletindo sobre um ponto em comum.

Mas podemos ter opiniões diferentes e cada um segue assim o seu caminho para ser feliz. Não vamos morrer ou mudar o mundo apenas por isso.

Também dá para pensar nas pessoas que jamais, nunca lerão este texto ou coisa alguma pela internet.

Será que morrerão por isso?

Que terão suas vidas arruinadas por nunca acessarem o mundo do “big data” ?

Claro que não. Mas mesmo assim elas vivem num mundo tecnológico sem ter como fugir.

Para um equilíbrio e harmonia, penso em criar ou recriar formas de conviver com a tecnologia sem dependermos dela.

Simplesmente precisamos, mas não dependemos. E na minha cabeça isso tem diferença. E muita!

Tenho um trabalho gigante através da tecnologia (escrever, postar, gravar, corresponder com milhares à distância).

Mas ainda bem que tenho outras escolhas. Sou um “ser psiquê”. Crio soluções pois sou eu quem pensa primeiro. Depois, a máquina.

Somos psicológicos num mundo tecnológico.

Portanto, se um dia  todos os satélites derreterem ou um apagão mundial vier, vou pra roça plantar e colher. E olha que sei bem do que estou falando. Adoro essa vidinha (vidinha no melhor sentido de viver).

E você? O que vai fazer?

 

gal

Gal Rosa

Terapeuta Ocupacional Gerontóloga

social media do www.aterceiraidade.net

email: gal@aterceiraidade.com

Youtube: A Terceira Idade com Gal Rosa

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