Nova Era chegou (será?): tecnologia para limites humanos

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Acompanhamos o trabalho desenvolvido pelo Felipe Bombacini desenvolvedor do Olivas Digital, cujo maior investimento tem sido acesso a tecnologia para mais qualidade de vida à pessoas com limitações neurológicas.

Agora o Olivas Digital conta com parceiros bem especiais, mestres na causa. Abaixo segue o texto de Gabriel Pereira, jornalista e escritor. Ele traz uma reflexão acerca da urgência dessa necessidade.

O tempo passa rápido… Ops! Nem tanto!

Gabriel Olivas

Gabriel Pereira, jornalista e escritor

“Imediatamente após eu receber a missão de escrever este texto, lembrei-me de algumas passagens da minha história.

Se muitos consideram difícil ser deficiente hoje em dia, imagina como foi estar nessa situação quinze, vinte anos atrás.

O nível de informação e de ferramentas de auxílio para a gente naquela época eram rudimentares e irrisórios.

Ter uma vida próxima do “normal” era uma tarefa hercúlea, que exigia muita disposição e, acima de tudo, paciência.

Lembro-me que, como todo adolescente, eu gostava de passar horas na internet, papeando, vendo sites. Porém, o que agora parece simples, naquele tempo era muito complexo.

Estamos falando de fim dos anos 90, começo dos anos 2000, época em que ter um notebook era “coisa de rico”. O cidadão médio se virava com o bom e velho desktop.

Acontece que, devido às minhas dificuldades motoras, sempre tive dificuldade de manusear o mouse tradicional. A alternativa era a seguinte: eu tentava direcionar o mouse ao lugar certo e, na hora do “click”, contava com o bom coração de alguém.

Eu e minha família tentamos solucionar a questão. Lembro-me de ter ido à uma universidade atrás disso. Recordo de nos apresentarem “engenhocas” absolutamente não funcionais, além de caríssimas.

Então vem a pergunta: O que mudou de lá para cá?  Bem, neste quesito, absolutamente nada. Para deficiente, tudo sempre foi extremamente fora do orçamento.

As pessoas que trabalham com esse tipo de tecnologia parecem não se sensibilizarem com as necessidades das pessoas que as procuram. Não estou pedindo que ninguém trabalhe de maneira voluntária, só penso que seria bom deixarem o lado humano falar um pouco.

Com relação aos equipamentos de comunicação, além do preço, tem a questão das ferramentas serem encantadoras à primeira vista, porém disfuncionais. É tudo muito High-Tech, mas pouco utilizável como há quase 30 anos.

Só me pergunto quando sairemos da década de 1990…”

 

site: www.olivas.io

email: olivas@olivas.io

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