Carboxiterapia – funciona, preço, o que é, antes e depois

Descubra a técnica que vem se tornando a queridinha da estética!

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A cada dia, surgem novos tratamentos para a beleza. Há a iLipo, espécie de lipoaspiração sem cortes, o drug delivery, clareador da pele, e até um chamado ulthera, que com um ultrassom de alta intensidade melhora a firmeza do tecido epitelial. Entre os que fazem mais sucesso, porém, estão aqueles que eliminam celulites, as temidas marcas que incomodam a estética de homens e mulheres. É aí que entra a carboxiterapia, um método que vem chamando a atenção!

O que é a carboxiterapia?

Na hora de combater a celulite, são muitos os tratamentos quase milagrosos existentes. Há cremes, fórmulas, aplicações e métodos que congelam células, que renovam a pele e outros efeitos. A carboxiterapia, entretanto, age pelo princípio da melhora da oxigenação das células, o que ajuda as estruturas a se renovarem.

O procedimento é realizado com o auxílio de uma fina agulha e um cilindro de gás carbônico (CO2). A agulha é inserida no tecido subcutâneo, ou seja, sob a pele. Assim, o cilindro regula a vazão de CO2, e injeta o gás na região escolhida para tratamento. A profundidade de aplicação da agulha varia de acordo  com a parte do corpo o objetivo do paciente.

Os efeitos da carboxiterapia, então, acontece graças à melhor oxigenação das estruturas celulares. O CO2 estimula a circulação sanguínea no local onde é aplicado, e melhora o aspecto visual da barriga, braços, coxas e nádegas.

Funciona assim: no processo de metabolismo do corpo, as células utilizam-se do oxigênio e eliminam o CO2. Quando uma quantidade maior que o esperado de gás é injetada nas células, o corpo age para equilibrar as medidas dele e de oxigênio nas estruturas, e aumenta a circulação do sangue.

Mas além de combater celulites, a técnica, também chamada CO2terapia, é uma poderosa alternativa na eliminação de outros incômodos estéticos. A aplicação de CO2 combate também a flacidez da pele, estrias, gordura localizada e até mesmo olheiras!

CO2terapia dói?

Com efeitos tão interessantes, a técnica para a beleza é levemente dolorosa. Afinal, o procedimento insere uma agulha bem fina na pele, um corpo estranho ao organismo. No entanto, a dor é momentânea: ela costuma incomodar por no máximo algumas horas, tempo em que a pele se recupera da aplicação. Desta forma, o paciente não precisa de um intervalo para se recuperar, e após alguns minutos pode retornar às suas atividades diárias.

É importante ressaltar, no entanto, que o gás carbônico não oferece nenhum efeito colateral ao corpo. Como já é expelido naturalmente pelo organismo, por meio da respiração, a inserção do componente de volta ao indivíduo não traz problemas, pois já estamos acostumados a ele.

Por outro lado, podem ocorrer casos de vermelhidão no local da aplicação, pequenos hematomas, alterações na sensibilidade e capacidade motora. A ardência na pele também não é incomum. Todos estes efeitos são momentâneos, e são eliminados em algumas horas. Apenas os hematomas tendem a desaparecer ao longo da semana e, quando existem, é indicado ao paciente que não fique exposto ao sol.

Como a aplicação do gás carbônico é algo inicialmente estranho ao corpo, o procedimento para tal deve ser realizado com extremo cuidado e por profissionais capacitados. Do contrário, podem ocorrer efeitos colaterais graves, como um acidente vascular encefálico, uma vez que o gás pode obstruir os vasos sanguíneos se injetado em excesso.

A utilização do método é contraindicado para indivíduos com alergias na pele, obesidade, herpes, doenças pulmonares ou cardíacas. Mulheres grávidas também não devem realizar o procedimento, uma vez que o corpo da gestante passará por inúmeras modificações até o parto. Técnicas como a carboxiterapia tornam-se pouco eficazes a esta situação, e devem então ser utilizadas apenas após o nascimento do bebê.

Carboxiterapia para a celulite

A celulite é temida tanto por homens, quanto por mulheres. O incômodo estético causa diversos “furos” na pele, e deixa-a semelhante a uma casca de laranja. E aí vem o receio em utilizar uma roupa mais curta, ou mesmo de visitar uma praia… Mas por que a celulite ocorre?

São diversos os fatores que levam ao aspecto furado da pele. O primeiro é a genética: assim como um biotipo ou cor dos olhos, a tendência ao desenvolvimento de celulites é passada de pais para filhos, fator que contribui muito para o desenvolvimento do problema.

Outro fator de risco para este quadro é a alteração hormonal. Na tensão pré-menstrual, menopausa ou quadros de estresse, hormônios como o estrógeno e a progesterona são liberados em maior quantidade no corpo feminino. Eles, então, podem provocar uma retenção de água e comprometer a circulação sanguínea, levando à celulite.

O sedentarismo e má alimentação, que aumentam a camada de gordura do corpo, são outro problema. Quando utiliza roupas muito apertadas, então, o indivíduo fica mais sujeito ao incômodo, uma vez que o tecido colado comprime vasos sanguíneos e linfáticos.

Para tratamento da celulite, a agulha da carboxiterapia é inserida entre a pele e a gordura. O gás então promove a eliminação das células de gordura, que provocam o aspecto “casca de laranja”.

Carboxiterapia para a flacidez da pele

Já a flacidez da pele ocorre pela falta de colágeno e elastina no tecido dérmico, as chamadas fibras de sustentação.  Entre suas principais causas está o envelhecimento natural da pele, em que o organismo passa a produzir menos colágeno e elastina.

Indivíduos tabagistas e que consomem grande quantidade de álcool ficam ainda mais sujeitos a este incômodo estético, uma vez que os componentes provocam a perda da elasticidade da pele. Nas situações de mudanças bruscas de peso, como a gravidez ou a obesidade, o corpo também fica mais suscetível ao problema.

O que a CO2terapia faz nestes casos é dilatar os vasos sanguíneos, ou seja, agindo como vasodilatadora. Isto melhora a oxigenação da pele e leva então à queima das células de gordura, diminuindo a flacidez no local da aplicação do gás. Com estes resultados vêm ainda a redução de medidas, sendo que as células de gordura localizada são eliminadas.

Carboxiterapia para estrias

Se há outro problema estético que incomoda grandemente os públicos feminino e masculino, são as estrias. As marcas são semelhantes a veias saltadas, e podem aparecer em qualquer região do corpo, das coxas aos braços.

As cicatrizes se formam quando as fibras de sustentação da pele e o colágeno são destruídas, deixando um “caminho” marcado. As linhas são formadas pelo estiramento da pele, e ficam visíveis devido à diminuição da espessura da derme e epiderme. Geralmente, não há sintomas além do visual, mas algumas pessoas sentem coceira ou ardência na área afetada.

Quando são recém formadas, as estrias se apresentam numa cor rósea, enquanto as mais antigas ficam esbranquiçadas. Em pessoas de pele negra ou morena, as marcas podem aparecer num tom mais escuro que a cor natural da derme.

Normalmente, as linhas ocorrem pelo estiramento da pele, como ocorre no período de desenvolvimento do corpo, e por mudanças de peso, como na gravidez ou obesidade. Se há o chamado “efeito sanfona”, em que o indivíduo engorda e emagrece continuamente, as marcas tendem a aparecer mais frequentemente.

Outros fatores causais do problema são a genética, uso de anabolizantes, uso prolongado de corticoides, ou ainda alterações hormonais, principalmente se relacionadas ao estrógeno e hormônios adrenocorticais.

Para o tratamento do problema, a terapia aplica o gás carbônico no interior da cicatriz da estria. Com o método, o CO2 distende o tecido da marca, e estimula a formação do colágeno na região. Por isso também, as estrias mais novas têm efeitos mais visíveis, pois ainda não se consolidaram. A técnica diminui até 80% das cicatrizes.

Carboxiterapia para olheiras

As olheiras: para alguns, um charme, para outros, uma marca temida e desagradável. Se você se encaixa no segundo grupo, a carboxiterapia também pode ser uma ótima opção!

Presente sob os olhos, as olheiras deixam marcas escuras nesta região. Muitas vezes, o incômodo é de origem genética, mas ele também pode ser desenvolvido ao longo da vida. Rugas e flacidez da pele, por exemplo, podem tornar a pálpebra flácida, deslocando as bolsas de gordura da região (que normalmente ficam sob o globo ocular) para baixo. Isso forma as “bolsas” escuras sob o olho.

Há ainda pacientes que desenvolvem pigmentação extra na região, devido a noites mal dormidas, uma pele mais morena ou alergias respiratórias. Por isso é tão comum perceber olheiras em casos de gripe. O emagrecimento excessivo também tende a marcar mais a região.

Para estes casos, então, a carboxiterapia estimula a melhora da circulação sanguínea na região ocular. Ao mesmo tempo, novos vasos sanguíneos são formados, o que ameniza a aparência escura e de flacidez da pele, graças também a potencialização do colágeno e elastina.

Carboxiterapia para varizes

As varizes também são marcas que podem abalar a autoestima. Caracterizado por veias dilatadas, tortuosas e aparentes sob a pele, o problema é muito comum nas pernas e pés. Estas região sofrem grande pressão no dia a dia, pois o corpo tende a ficar a maior parte em pé ou sentado.

Em alguns casos, as varizes são apenas estéticas. Em outros, podem causar cansaço e dor. Neste último caso, o tratamento deve ser específico e realizado com o médico, pois refere-se a uma questão de circulação sanguínea.

Para a estética, entretanto, a aplicação de CO2 ameniza o visual das linhas, assim como faz com as estrias.

Carboxiterapia e outros procedimentos

A carboxiterapia, se associada a outros procedimentos estéticos, tem seus efeitos potencializados. Ela também pode melhorar o resultado das outras técnicas. Quem passa por uma lipoaspiração, por exemplo, pode utilizar-se da técnica com gás carbônico para melhorar a recuperação da pele, rejuvenescimento e abrandamento das marcas e estrias que podem aparecer no pós procedimento.

Tratamentos de arterioplastia, reumatologia e outros, que tendem a ter cicatrização mais devagar, também podem se beneficiar dos efeitos da CO2terapia.

Escolha bem sua clínica!

A técnica de carboxiterapia é antiga. Ela foi criada e utilizada pela primeira vez na França, em 1930, e desde então vem sendo estudada e aplicada nos mais diferentes tipos de procedimentos estéticos.

Os efeitos do gás carbônico utilizado para este tipo de tratamento acontecem graças à vasodilatação oferecida pela aplicação do componente. Ao mesmo tempo, o gás reduz a afinidade entre a hemoglobina e oxigênio, o que melhora a circulação sanguínea nos tecidos e dissolve células de gordura, da celulite e estrias.

Para a realização do método, entretanto, é fundamental buscar clínicas especializadas. Se realizada incorretamente, a técnica, como qualquer outra, pode trazer efeitos colaterais desagradáveis. Por isso, nem todo médico ou profissional estético podem realizá-lo, mas apenas aqueles que tiveram preparação para tal.

A terapia é indicada tanto para homens, quanto para mulheres. O público ideal tem faixa etária compreendida entre trinta e cinquenta anos de idade. Entretanto, nada impede que a técnica seja utilizada por indivíduos mais novos, desde que eles sejam maiores de idade e tenham sido examinados para verificação dos efeitos possíveis da aplicação.

A preparação para o procedimento não é complicada. Basta que o indivíduo chegue à clínica com alguns minutos de antecedência, aguardando o início da sessão. Após a aplicação do gás, a alimentação pode seguir como de costume. Mas caso o paciente perceba alguma alteração ou desconforto por pelo menos 24h após a aplicação, é essencial verificar com o médico se está tudo bem. Em geral, não há efeitos controversos mas, como como diz o ditado, “o seguro morreu de velho”.

Com o acompanhamento de perto do tratamento, o especialista também pode afirmar se os efeitos estão ocorrendo como o esperado, e se serão necessárias mais sessões do que o estipulado inicialmente.

Quantas sessões realizar?

Não há uma quantidade exata de aplicações indicada para o melhor efeito. O número de visitas à clínica varia de acordo com o tipo de organismo do sujeito e dos efeitos percebidos na primeira aplicação.

O objetivo do uso da terapia também é levado em conta. Para a celulite, o método costuma ser realizado em dias alternados, ou seja, pelo menos três vezes por semana. Para estrias e cicatrizes, a indicação é de uma visita semanal à clínica de estética. A periodicidade também leva em conta o local da aplicação do gás.

Em algumas horas, o CO2 é absorvido pelo corpo, o que evita sua acumulação e qualquer efeito reverso pela maior quantidade do componente no organismo.

Muitas vezes, o tratamento inclui entre dez a vinte sessões. Cada sessão dura entre quinze e trinta minutos, e demanda algumas horas para recuperação completa do corpo, eliminando qualquer dor e vermelhidão. Porém, não é preciso repouso, o que permite que o indivíduo volte a sua rotina quase que imediatamente após sair da clínica.

As sessões podem ser realizadas de 15 em 15 dias, e os efeitos ficam mais perceptíveis visualmente entre a quinta e oitava semana após o início do tratamento.

O tratamento de carboxiterapia é comercializado pelas clínicas especializadas por meio de pacotes. Isso porque não basta apenas uma ou duas sessões para um bom resultado. Apenas a continuidade da terapia terá repercussão no corpo. Assim, os valores normalmente cobrados podem chegar a R$1mil pelo pacote de sessões.

Antes e depois do tratamento


Os efeitos da carboxiterapia são adorados por aqueles que utilizam da técnica. Após algumas sessões, é possível perceber a diminuição da flacidez da pele, quando este é o objetivo. O belo abrandamento das marcas de estrias e varizes também é rápido. Quando a técnica é utilizada para a atenuação das olheiras, então, o resultado é bastante visível.

Confira algumas imagens do antes e depois da terapia:

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Outros tratamentos

Nem sempre, infelizmente, o corpo responde de forma tão eficaz à carboxiterapia. Afinal, o organismo de cada indivíduo é diferente, e nem sempre a técnica traz o resultado esperado. Assim, existem outros métodos estéticos que podem combater os mesmos problemas que a terapia com gás carbônico!

Para a celulite, há a drenagem linfática. Por meio de massagens em áreas específicas do corpo, o método conduz os líquidos que causam o problema para os vasos linfáticos. Assim, eles são eliminados e a aparência das celulites diminui.

Outro método que promove a drenagem de líquidos é a endermologia, que utiliza-se de um aparelho motorizado. Com ele, o profissional realiza movimentos que promovem a circulação. Aliás, são diversas as técnicas que usam deste mesmo princípio.

Já para o combate das estrias, há métodos como peeling de ácido retinóico, que promove a eliminação de células mortas. O meio também estimula a produção de colágeno na região afetada pelo incômodo das linhas brancas. A dermo abrasão, por sua vez, realiza a esfoliação das camadas superficiais da pele, tornando a aparência das marcas mais lisa e homogênea, o que as suaviza.

O estímulo à produção de colágeno também é realizado para a diminuição da flacidez da pele. Tratamentos como o powershape associam um sistema de sucção, luz e radiofrequência, e promovem a redução de medidas.

Para estes três problemas, até mesmo cintas modeladoras podem ser eficazes. O acessório auxilia na melhora da circulação sanguínea e drenagem linfática. No entanto, os efeitos são percebidos apenas após um prazo maior.

Finalmente, as olheiras também podem contar com procedimentos como peelings, que promovem a renovação da camada superficial da pele. Para casos mais avançados, até mesmo a cirurgia plástica pode ser utilizada.

Está esperando o que para procurar uma boa clínica estética e iniciara já seu tratamento por carboxiterapia?

       

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