Exercícios previnem AVC

dicas de uma fisioterapeuta

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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das maiores causas de morte e incapacidade no mundo.

De acordo com a ONG Rede Brasil AVC cerca de 17 milhões de AVCs ocorrem por ano no mundo. Sendo 6,5 milhões de mortes a cada ano.

Segundo dados da instituição, o AVC pode acometer qualquer pessoa, em qualquer idade, afetando também aos familiares e amigos, no trabalho e nas comunidades da vítima.

A fisioterapeuta Márcia Viana alerta que o exercício de força pode ajudar a evitar o problema.

De acordo com ela, a prática de atividade física com cargas diminui a frequência cardíaca e a pressão arterial nas ações cotidianas.

“As pessoas mais fortes utilizam menor número de fibras musculares para realizar as atividades físicas. Por isso não precisam de tanto esforço para executar movimentos. Diferente da intensidade aplicada pelas pessoas mais fracas nas mesmas ocupações”, explica.

Há dois tipos de classificação para o AVC: o isquêmico e o hemorrágico.

O AVC isquêmico é decorrente de uma obstrução de um vaso sanguíneo cerebral, ocasionando a falta de fornecimento de sangue na região afetada.

Esse tipo é mais comum em idosos, principalmente que tenham diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, problemas vasculares e que fumam.

É o mais popular e atinge 80% das vítimas de acidentes vasculares.

Nesses casos, os sintomas costumam ser:

  • perda repentina da força muscular e da visão,
  • sensação de dormência no rosto e membros,
  • dificuldade para falar,
  • tonturas,
  • formigamento em um dos lados do corpo,
  • alteração de memória.

Já o AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo cerebral se rompe, causando sangramento intracraniano.

Menos comum, atinge 20% das vítimas do derrame e acontece também em pessoas mais jovens.

A evolução é mais grave, sendo capaz até de trazer maiores complicações, como:

  • edema cerebral,
  • crises epiléticas,
  • depressão,
  • úlceras de decúbito (feridas na pele decorrentes da imobilidade),
  • infecções e tromboses.

As características que podem definir esse ataque são:

  • dor de cabeça repentina,
  • aumento da pressão intracraniana,
  • edema cerebral,
  • náuseas e vômitos
  • déficits neurológicos semelhantes aos provocados pelo tipo isquêmico.

Em ambos os casos, o serviço de saúde deve ser acionado imediatamente (ligue 193).

Porém, o atendimento rápido e assertivo diminui o risco de sequelas e ajuda no tratamento posterior ao acidente.

Márcia complementa: “se o indivíduo estiver fraco, todas as outras atividades necessitarão de muito mais esforço do coração e das articulações, com um desgaste e um risco muito maiores”.

marcia

Dra. Márcia Viana

Fisioterapeuta

especialização em Fisiologia do Exercício

e Treinamento Resistido na Saúde e no

Envelhecimento pela CECAFI-USP

site: www.clinicamarciaviana.com.br

       

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